Elle Arabia entrevista Angelina Jolie
10 de junho de 2022
Nesta sexta-feira, dia 10 de Junho de 2022, a revista “Elle Arabia” disponibilizou em seu website oficial uma entrevista exclusiva com nossa musa inspiradora, Angelina Jolie. Confira a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil!
Escrito por Virginie Dolata
SEXTA-FEIRA, 18H, 1º DIA DE ABRIL: Angelina Jolie aparece na tela do meu computador. Não, eu não estou assistindo “Eternos” na Netflix ou “Aqueles Que Me Desejam A Morte” na HBO Max e não estou alucinando. Ela está lá, via Zoom, sorrindo, pouco maquiada, com sua pele perfeita, seus longos cabelos soltos envolvendo seu rosto. Nossa interação começa, conforme ela começa a responder à minha primeira pergunta. Existe até uma certa forma de cumplicidade, entre mulheres, entre mães, que rapidamente se instala. Jolie tem o dom de fazer você sentir que pertence à mesma comunidade. Bem, quase isso, exceto por algumas diferenças, das quais ela está bem ciente. E é disso que se trata esta entrevista: discutir sobre esse maravilhoso grupo de mulheres treinando para se tornarem apicultoras, resultando em maior autonomia, benefícios econômicos individuais e locais e um impacto ambiental positivo para todos, incluindo as abelhas.
Angelina Jolie é uma mulher de convicção e ação que, há anos, usa sua fama mundial em prol de causas humanitárias, ambientais e feministas, com uma visão real do mundo e uma empatia sincera pelos outros. Por quase vinte anos, esta mãe de seis filhos (três dos quais foram adotados) trabalha no Camboja com sua fundação MJP (Maddox Jolie-Pitt), contribuindo para o alívio da extrema pobreza rural, proteção ambiental e conservação da vida selvagem. A MJP também apoia programas de saúde, educação, agricultura e empoderamento das mulheres.
Para completar, Jolie também é Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas: “Estou trabalhando muito como Enviada Especial da ONU, especialmente com a crise na Ucrânia e em outras partes do mundo. Recentemente, tenho trabalhado em Washington D.C. pela Lei de Violência Contra a Mulher”, acrescenta.
Após trabalhar em 69 filmes, mal conversamos sobre os próximos projetos cinematográficos: “Não tenho muitos planos para este ano, mas vou fazer um filme chamado “Without Blood”, inspirado no livro de Alessandro Baricco, um maravilhoso escritor italiano. É sobre pessoas vivenciarem uma situação pós guerra civil, sobre trauma e a condição humana”. Um tema adequado para Jolie, semelhante aos longas “Primeiro Eles Mataram Meu Pai” (2017) e “Na Terra de Amor e Ódio” (2012).
Hoje, a musa da Guerlain (cujo símbolo é uma abelha imperial desde 1853), é a orgulhosa madrinha do programa “Women For Bees” que continua no Camboja, depois de uma primeira fase na França, em 2021. Este ano, 12 cambojanas serão treinadas em Siem Reap (no Distrito de Samlot) e em Tonle Sap, uma biosfera da UNESCO localizada no Parque Arqueológico de Angkor. Essas mulheres, empresárias, aprenderão sobre a criação e gestão de um sistema apícola sustentável. Mas também, sobre a importância das abelhas em seu ambiente e na cultura cambojana. Falamos com Angelina Jolie sobre compromisso, solidariedade feminina, empatia e abelhas, tão trabalhadoras quanto… Jolie!
ELLE: Você passou 20 anos trabalhando contra a crise dos refugiados e pela conservação ambiental, fundou várias escolas para meninas e sua própria fundação no Camboja, a MJP… Em outras palavras, você é “super ativa”. O que desencadeou esse enorme compromisso?
Se você tiver a oportunidade de conhecer as pessoas que conheço, globalmente, especialmente as pessoas que foram deslocadas por conflitos e passaram por coisas tremendas como seres humanos, você terá a sorte de se conectar profundamente com a condição humana através desses sobreviventes e dessas famílias maravilhosas. Então, passa a ser uma honra, uma felicidade poder fazer qualquer coisa para servir. Trabalhei com escolas para meninas no Afeganistão, bem como em outras partes do mundo e no Camboja por cerca de vinte anos com todas as pessoas maravilhosas de Samlot. Lá temos uma equipe totalmente local, o que é muito importante para mim – administrado localmente – e então… é um prazer.
Houve um ponto de partida que fez você refletir sobre o estado da humanidade e se tornar tão empática com os outros? Algo em seu passado?
Parece que todos nós deveríamos ter esse grande momento… Na verdade, são muitas coisas, assim como é para muitas pessoas, são muitas camadas que fazem crescer a mulher que nos tornamos. Claro, eu tive uma mãe muito atenciosa que era um ser humano muito compassivo e gentil que me ensinou muito e ensinava através do exemplo. Então, eu fui capaz de viajar e conhecer pessoas. Para mim, o Camboja foi um dos lugares que teve um grande impacto porque foi a primeira vez que conheci pessoas que foram refugiadas e que estavam retornando para o país pós-conflito, para viver em áreas com muitas minas terrestres. E assim, pude entender o ciclo não apenas do conflito em si, mas de passarem anos vivendo como refugiados, dos acampamentos e depois do retorno a uma área ainda afetada pela guerra. Agora que a mesma área está des-minada, e se tornou a minha casa, onde moro com minha família e onde temos nosso projeto. Trabalhamos com milhares de pessoas. E assim, você vê esses ciclos. E depois, claro, me tornei mãe. Quando você se torna mãe, você acorda todos os dias com um pouco mais de consciência, porque sua vida pertence a outra pessoa. De fato, existem muitas pessoas compassivas, você não precisa ser mãe, mas há uma consciência adicional quando você se torna uma!
Hoje, você continua sendo a madrinha da iniciativa “Women for Bees” liderada pela Guerlain, em colaboração com a UNESCO e com a MJP, sua fundação. Qual o objetivo desta inciativa e missão?
A iniciativa tem algumas missões realistas. Para mim, o problema é que muitas vezes falamos sobre aspectos muito amplos de salvar o mundo. Falamos sobre todos os polinizadores do mundo e como eles estão morrendo e como são importantes. O importante sobre esta iniciativa é que há uma ciência muito real com relação a isso: como estudar, proteger e entender as diferentes abelhas, as espécies de abelhas e quais são as melhores práticas. Há também a compreensão e o respeito pelo patrimônio cultural, pelos diferentes países do mundo que possuem formas muito particulares de apicultura que precisam ser preservadas. E também, no centro disso tudo, está o treinamento, as habilidades e a capacidade das mulheres de serem elas mesmas empreendedoras e sobreviverem. Quando você mistura a ciência e a sobrevivência das espécies com a comunidade e com famílias sendo capazes de prosperar e sobreviver, então você junta as peças e é isso o que este projeto faz. Capacitará mulheres e oferecerá proteção e conscientização para diferentes causas. Espera-se que isso também faça com que essas comunidades tenham um potencial de crescimento econômico. Quando uma mulher tem um emprego, ela também fica mais protegida e muitas outras coisas se seguem.
E essas mulheres, “designers de mudança”, vão poder adquirir conhecimento e transmiti-lo a outras pessoas?
Absolutamente e sabemos disso como um fato. Tem sido estudado que, quando as mulheres recebem certas habilidades ou mesmo comida, seja o que for que uma mulher recebe, ela tende a compartilhar isso. Você, inclusive, consegue mapear como se multiplica.
Você sente que as mulheres desempenham um papel fundamental em nossa sociedade?
Com certeza. E é triste que tenhamos que dizer isso: este papel não é compreendido ou respeitado. Há mulheres no Afeganistão que ainda lutam para ter uma educação além da sexta série e tantas outras injustiças contra as mulheres em todo o mundo. É bastante chocante quanto mais você lê sobre isso – eu estudei isso por anos, mas todos os dias eu sinto que leio algo novo, e fico novamente chocada com o tratamento, a injustiça e a falta de responsabilidade por crimes cometidos contra as mulheres.
Você acha que nós podemos aprender com o passado?
Nós somos capazes de aprender com o passado, mas também repetimos nossos erros com muita frequência e, em algumas áreas, estamos retrocedendo quando, na verdade, deveríamos estar bem à frente. O que temos visto, e isso é o que me dá esperança, é que quando as mulheres se reúnem, elas ganham um pouco mais de voz, um pouco mais de presença, um pouco mais de poder e posição enquanto estão se ajudando e trabalhando juntas. Esta é uma das coisas bonitas que estamos vendo com esta iniciativa “Women For Bees”. Eu estive com as mulheres na França quando elas estavam fazendo o treinamento (ano passado, nas colinas de Sainte-Baume, na Provença) e depois eu estive com uma das apicultoras, Aggelina Kanellopoulou, que veio trabalhar com as mulheres do Camboja. Eu assisti elas começarem a trabalhar juntas e vi que essa irmandade, esse networking, é real. Elas estão entendendo a ciência, estão conduzindo negócios, estão realmente tendo sucesso juntas. Eu sei que vamos ver mais e mais disso nos próximos anos.
É uma questão de empoderamento feminino, liderado por mulheres e para mulheres: a CEO da Guerlain, Veronique Courtois, a diretora geral da UNESCO, Audrey Azoulay, essas 12 estagiárias, você e as abelhas.
Nós precisamos disso! Nós precisamos umas das outras, nós realmente precisamos. Quanto mais velha eu fico, mais sinto que nos conectamos de maneira diferente como mulheres em diferentes estágios de nossa vida. E acho que nos aproximamos ainda mais à medida que envelhecemos, pois passamos por coisas diferentes. Eu posso ir para qualquer lugar do mundo, olhar para outra mulher e nós teremos um entendimento, nossas vidas podem ser muito diferentes e pode haver muita coisa que eu não entendo ou não consigo entender, mas há um entendimento compartilhado por ser uma mulher. Há uma conexão e um entendimento tácito uma pelo outra, de que devemos realmente fazer mais e mais para avançar, porque quando funciona, é extraordinário. Quando estamos juntas, somos uma força.
Há quanto tempo você trabalha nessa iniciativa “Women For Bees” no Camboja?
Meu projeto no Camboja existe há 18 anos e por isso estamos protegendo o meio ambiente lá há quase duas décadas, trabalhando com a comunidade local, porque tudo anda de mãos dadas. Também transformamos muitos dos caçadores furtivos em patrulheiros, dando a eles trabalhos diferentes para proteger em vez de caçar. E então, alguns anos atrás, começamos a trabalhar com as abelhas e com a comunidade. Estamos sempre trabalhando em coisas diferentes juntos e encontrando caminhos diferentes. Foi nessa época também que Guerlain foi comigo para fazer uma de nossas filmagens no Camboja.
(Nota da edição: Jolie levou a Guerlain para o Camboja em 2019 para filmar o comercial mais recente do perfume Mon Guerlain). A Guerlain e a UNESCO têm uma longa história de trabalho com as abelhas, através de vários projetos).
Você acha peculiar que uma marca de beleza como a Guerlain e uma organização como a UNESCO tenham se unido para criar tal iniciativa?
À primeira vista, parece que sim. Mas se você conectar a indústria de fragrâncias, com as flores, com as abelhas e com a importância de tudo isso, poderá ver onde existe uma conexão. A Guerlain está consciente de sua origem e consciente de como as abelhas se relacionam com suas próprias necessidades, mas também ciente de todo o ciclo. Abordamos isso como três entidades diferentes (incluindo a MJP) com diferentes experiências com as abelhas. A Guerlain está empenhada em ajudar no trabalho que a UNESCO está fazendo. Agora, trabalhando ao lado deles, podemos difundir o trabalho e o treinamento para mulheres de todo o mundo.
Como foi seu primeiro encontro com essas mulheres apicultoras?
Elas foram maravilhosas. Fiquei mais emocionada do que esperava, porque não se tratava apenas delas terem algumas aulas legais e receberem um certificado. Elas estavam trabalhando tanto, suando e aprendendo. Elas são muito impressionantes. Algumas delas mudaram suas vidas… você sabe, as diferentes coisas que levam uma mulher a ser capaz de ter algumas semanas disponíveis para receber algum treinamento!
O programa começou com 8 jovens no ano passado na França e com 12 este ano no Camboja. Quem são elas?
Elas têm origens diferentes, mas têm o mesmo compromisso, como mulheres profissionais muito sérias, que compreendem o trabalho duro, a gestão, a ciência, o cuidado, o trabalho de campo prático e o quão impressionantes e dedicadas todas elas são. Vê-las começar a trabalhar juntas foi tão especial. Posso imaginar a experiência que elas são capazes de compartilhar e o aprendizado que tiveram sobre cada uma. Percebi que uma mulher da França ficou muito surpresa com as abelhas no Camboja.
As abelhas são diferentes?
As abelhas e as colmeias são diferentes. Eu também não sabia até ver. E então você começa a aprender sobre as diferentes espécies, por que elas são tão importantes, como elas são geradas… e então você se vê trabalhando também com a comunidade, buscando encontrar formas alternativas de obter fundos ou cultivar de uma forma que você possa ajudar. Muitas pessoas que estão causando danos não querem fazer isso! Elas simplesmente não têm as necessidades básicas e o treinamento que poderiam ter. Dentro da nossa fundação, existem os Guardas, jovens que trabalham como “guardas ambientais”. Eles também participaram de um programa de apicultura, treinando com as mulheres. Elas puderam ensinar sobre as abelhas, então foi ótimo ver a transferência de conhecimento para a geração mais jovem de meninos e meninas. Claro que estamos focados nas mulheres, mas sabemos que as mulheres vão treinar os homens. Há um homem cambojano que dirige minha fundação no Camboja. Ele é extraordinário e é ele quem ajuda a trabalhar com todas as mulheres também, então, sim, é claro que se expande além das mulheres, mas nós as colocamos no centro.
Hoje, cerca de 75% de todas as plantas cultivadas e 90% das plantas com flores silvestres dependem de polinizadores, incluindo abelhas. Você acredita que as pessoas percebem o quão preciosa é a sobrevivência das abelhas para nossa própria sobrevivência?
Todos nós sabemos, no fundo de nossas mentes, como é importante ter florestas, meio ambientes e habitats naturais. Todos conhecemos os perigos das alterações climáticas. Nós sabemos. Acho que, às vezes, ficamos tão sobrecarregados com isso que meio que “congelamos”. Ficamos tristes com isso, mas não sabemos o que podemos fazer para impedir essas coisas. É muito importante procurarmos por maneiras específicas e práticas de fazermos mudanças juntos e tentarmos crescer conscientemente – porque há muito o que aprender.
Educando mais e mais pessoas?
Algo como as abelhas e os polinizadores, há muito o que podemos fazer, e é emocionante poder compartilhar isso com as pessoas. Existem alguns problemas no mundo que estão além do gerenciamento, mas com desse tipo, até crianças pequenas podem ajudar a plantar as sementes certas para as flores certas ou até mesmo ter pequenas colmeias. Em áreas urbanas, você pode ter colmeias na cobertura do seu prédio, no telhado, em qualquer lugar!
No ano passado, você fez uma sessão de fotos com Dan Winters para a National Geographic comemorando o “Bee-day” (Dia da Abelha, celebrado todos os anos, no dia 20 de Maio). Resultou em uma fotografia na qual você esteve coberta de abelhas, visando aumentar a conscientização sobre o desaparecimento delas. Você ficou com medo? Você tem boas lembranças desse dia?
Sim. Eu não tenho medo de abelhas. Na verdade, foi como uma meditação porque você tem que ficar muito quieta – e eu não fico quieta facilmente! Havia um zumbido, há esse zumbido que me lembrou os monges cantando no Camboja. Eles zumbem muito alto, então eu estava cercada por esse som e precisava apenas respirar! De certa forma, isso força você a entrar em seu corpo como um ser. Meus filhos também estavam lá. Eles não fizeram exatamente o que eu fiz, mas Shiloh e Vivienne também tiveram abelhas nelas e ao redor delas.
Você teve que fazer algo específico ao se preparar para o ensaio fotográfico?
Não pudemos tomar banho por três dias (risos). Eles disseram que você não pode usar nenhum perfume, nenhum produto ou loção. As abelhas podem picar você se estiverem confusas sobre o que você é. Se elas puderem cheirar seu odor e sua essência, então significa que você é outro ser. Isso ajuda elas a se fixarem em você, como se estivessem se fixando em outro animal. Mas se você tiver vários outros perfumes, elas ficarão confusas, o que é engraçado, porque é claro que a Guerlain vende perfume, mas você não pode usar nenhum quando tem abelhas ao seu redor. Então, todos nós estávamos bastante sujos e sem maquiagem. Foi bem legal. Foi um momento que você não costuma ter, de apenas sentar lá, estar presente e deixar essas outras criaturas explorarem você. Eu gosto dessa foto mais do que qualquer outro retrato meu já feito, porque ficou muito humano e agradável.
Você chegou a praticar ioga antes para controlar sua respiração?
Eu sou terrível em qualquer coisa do tipo. Eu nunca faço ioga, e não consigo meditar. Eu tinha uma abelha debaixo da minha saia e, honestamente, eu estava passando a maior parte do tempo pensando que, se aquela abelha me picasse naquele lugar, seria impossível ficar parada. Eu tentei não surtar, porque me disseram que a parte difícil é quando você acaba sendo picada e reage, então o resto delas pode começar a picar! Eu estava muito consciente dessa abelha, mas eventualmente nós duas conseguimos juntas!
Saiba mais sobre a Iniciativa “Women For Bees”
A iniciativa de cinco anos, “Mulheres pelas abelhas” faz parte de uma parceria entre a UNESCO e a Guerlain, assim como a LVMH em sentido mais amplo. Possui dois objetivos: proteger as abelhas nas biosferas e incentivar as mulheres a serem empreendedoras, capacitando-as em apicultura.
Até 2025, 2.500 colmeias terão sido construídas em 25 reservas da biosfera da UNESCO e 125 milhões de abelhas estarão polinizando alegremente. 50 apicultoras terão sido certificadas, treinadas e apoiadas para montar suas próprias fazendas de abelhas, enquanto participam de um projeto vital e socialmente benéfico, local e globalmente, tornando-se membros de uma comunidade maior.
O empoderamento das mulheres por meio do programa “Women For Bees” continuará em 2022 com a capacitação de mulheres apicultoras em Ruanda e na Etiópia, seguidas pela Província de Yunnan na China em 2023 e na Amazônia.
As scans já foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.
Fotos:
• REVISTAS & SCANS » 2022 » ELLE – ARABIA (8x)
• ENSAIOS FOTOGRAFICOS (PHOTOSHOOTS) » 2022 » IAN GAVAN #1 (6x)
• ENSAIOS FOTOGRAFICOS (PHOTOSHOOTS) » 2022 » IAN GAVAN #2 (3x)
• TRABALHO HUMANITARIO » WOMEN FOR BEES » PHOTOSHOOT PROMOCIONAL – CAMBOJA (10x)
Salma Hayek irá estrelar filme dirigido por Jolie
9 de junho de 2022
Nesta quinta-feira, dia 09 de Junho de 2022, o renomado website sobre entretenimento, Deadline, publicou que a atriz Salma Hayek Pinault e o ator Demián Bichir se juntaram ao elenco do mais novo filme dirigido por Angelina Jolie – “Without Blood”.
A dupla irá encabeçar o projeto, cuja fotografia principal começou a ser gravada no sul da Itália este mês. O longa é baseado no romance best-seller internacional escrito por Alessandro Baricco. É uma história ambientada no rescaldo de um conflito não identificado em uma casa de fazenda no interior da Itália.
A estrela de “Frida”, Salma Hayek Pinault, também está participando das filmagens de “Magic Mike’s Last Dance”, enquanto o ator mexicano Bichir está se preparando para entrar na produção do longa “Let the Right One In”.
“Without Blood” é o quinto projeto de direção de Jolie e o primeiro após seu mega acordo com a produtora Fremantle – através do qual poderemos ver a estrela de “A Troca” produzir, dirigir e estrelar uma série de filmes, séries de TV e documentários. Em um comunicado, Jolie disse:
“Estou honrada por estar aqui na Itália com a finalidade de trazer este material muito especial para o cinema e por ter recebido a confiança de Alessandro Baricco com a adaptação de seu livro – com sua poesia e emoção únicas, com sua maneira de ver a guerra e as questões que aborda sobre aquilo o que procuramos após vivenciar trauma, perda ou injustiça.”
O filme é produzido pela Fremantle, Jolie Productions, The Apartment Pictures e De Maio Entertainment. A Fremantle também será a distribuidora. O longa ainda não tem data de lançamento oficial prevista, apesar das filmagens já estarem acontecendo na Itália.
Em sua conta oficial na rede social “Instagram”, Hayek também se pronunciou dizendo:
É um sonho a ser realizado poder ser dirigida por Angelina Jolie. Sou fã de seu trabalho como cineasta há muitos anos. Como se não bastasse, tenho o prazer de trabalhar com dois grandes amigos, Angelina e Demián Bichir!
Fonte: Deadline | Instagram
Brad Pitt está acusando Angelina Jolie de tentar intencionalmente “infligir danos” a ele e aos seus interesses na vinícola Chateau Miraval.
Em novos documentos legais impetrados na última sexta-feira (3) em Los Angeles, os advogados de Pitt afirmam que Angelina Jolie vendeu a parte dela na vinícola para o oligarca russo Yuri Shefler, com a intenção de prejudicar o envolvimento de Pitt na empresa.
No mês de Fevereiro deste ano, Pitt deu entrada no primeiro processo contra Jolie, por ela ter vendido as ações que representavam a parte dela na vinícola Chateau Miraval. Ele requereu que a venda fosse anulada, assim como também, pediu indenização monetária e honorários legais.
Nos documentos mais recentes, os advogados de Pitt afirmam que “Jolie procurou infligir danos a Pitt” alegando que ela “tinha o conhecimento e pretendia que Shefler tentasse controlar o negócio que Pitt havia construído, minando o investimento de Pitt na Miraval”.
“O vinhedo se tornou a paixão de Pitt – e é lucrativo, pois a Miraval, sob a administração de Pitt, se tornou um negócio global multimilionário e um dos produtores de vinho rosé mais conceituados do mundo”, afirmam os documentos.
“Jolie, enquanto isso, não contribuiu em nada para o sucesso de Miraval. Em vez disso, ela permitiu que Pitt investisse dinheiro e capitalizasse no negócio, confiando no direito de consentimento que ela lhe devia e no direito de preferência que sua entidade de negócios devia a ele.”
Os novos documentos alegam ainda que, desde a obtenção da participação na Miraval, Shefler (o proprietário do SPI Group, um consórcio internacional de venda de álcool) supostamente “lançou uma aquisição hostil no negócio de vinhos, desestabilizando as operações, buscando acesso à propriedade da Miraval e às informações confidenciais e proprietárias para o benefício de sua empresa concorrente.”
“Violando o acordo das partes, Jolie tentou forçar Pitt a fazer parceria com um estranho e, pior ainda, um estranho com associações e intenções venenosas”, afirmam os documentos, alegando que Shefler “também mantém relações pessoais e profissionais com indivíduos do círculo íntimo de Vladimir Putin.”
“Pitt – por meio de investimento financeiro significativo e anos de capital de suor – construiu uma empresa familiar de grande sucesso. A Miraval cresceu maciçamente desde 2008 e agora vale centenas de milhões de dólares”, afirmam os documentos. “Enquanto isso, Jolie não retornou a Miraval desde que pediu o divórcio em 2016.”
“Jolie perseguiu e depois consumou a suposta venda em segredo, propositalmente, mantendo Pitt no escuro e violando conscientemente os direitos contratuais de Pitt”, alega a petição.
De acordo com o processo ingressado por Pitt em Fevereiro, o ator de 58 anos também alegou que, de acordo com os termos do divórcio, finalizado em 2019, o casal tinha um “entendimento mútuo” de que nenhum deles poderia vender sua participação na vinícola sem o consentimento do outro.
No mês de Julho do ano passado, em um processo separado, quando Jolie foi ao tribunal, ela disse ao juiz que chegou a um acordo para vender sua participação a uma pessoa não identificada, que Pitt concordou considerar em setembro. No entanto, Pitt afirma que por “entendimento mútuo”, que ele teria o direito de preferência, que ele afirma não ter sido dado a ele por Jolie.
Fonte: ET Online
Novo filme de Jolie começa a ser gravado na Itália
6 de junho de 2022
Na manhã desta segunda-feira, dia 06 de Junho de 2022, as gravações do mais novo filme dirigido por Angelina Jolie, “Without Blood”, foram iniciadas na cidade de Matera, na Itália.
As locações foram previamente selecionadas no mês de Março deste ano e aconteceram em pontos turísticos como, por exemplo, a Piazza San Pietro Caveoso e a Via Bruno Buozzi.
Apesar de várias fotos terem sido compartilhadas através das redes sociais e dos jornais locais, Jolie ainda não foi flagrada desempenhando suas funções como diretora.
Futuramente, as gravações também devem acontecer na cidade de Martina Franca, mais precisamente na Piazza Plebiscito e na via Garibaldi adjacente, a poucos passos da catedral de San Martino.
O filme “Without Blood” (Sem Sangue – em tradução livre não oficial) será uma adaptação do romance best-seller escrito por Alessandro Baricco de mesmo nome, que conta uma história sobre guerra, vingança, memória e cura.
Várias fotos dos sets de filmagens foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.
Fotos:
• FILMES » DIRETORA » 2023 – WITHOUT BLOOD » SETS DE FILMAGENS – 06/06/22 (20x)
A atriz, diretora, ativista e ganhadora do Oscar vem lidando com as situações de emergências humanitárias ao redor do mundo já há algum tempo: ela está na linha de frente na batalha contra as mudanças climáticas e é Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (UNHCR / ACNUR) desde 2001.
Em uma entrevista exclusiva concedida à edição do dia 26 de Maio de 2022 da revista italiana “Grazia”, Angelina Jolie confessou que ser atriz já não é a sua prioridade. Para ela, hoje, o seu compromisso humanitário e seu papel de mãe de seis filhos são mais importantes.
Além disso, Jolie também falou sobre estar engajada em um projeto que busca proteger as abelhas e dar trabalho para muitas jovens. Confira abaixo a entrevista completa! (Obs: pode conter erros, uma vez que foi traduzida através do “Google Tradutor”).
Escrito por Enrica Brocardo
Algumas semanas atrás, Angelina Jolie viajou para a Ucrânia, onde as crianças brincam nos escombros gerados pela guerra. Ela sempre esteve na linha de frente na batalha contra as mudanças climáticas e pelos direitos dos refugiados. Atualmente, no Camboja, ela está iniciando um projeto de conservação das abelhas, que dará trabalho para muitas jovens. A atriz, diretora e ativista falou com a “Grazia” sobre sua verdadeira vocação: “Atuar nunca esteve no centro das minhas paixões. Minhas prioridades são minha família e o desejo de ser útil aos outros”.
A primeira vez que Angelina Jolie visitou o Camboja foi durante as gravações do filme “Lara Croft: Tomb Raider” lançado em 2001, no qual interpretou uma heroína dos videogames. “Foi o primeiro filme rodado no país após o fim do conflito”. Ou seja, a sangrenta guerra civil entre as forças do governo e o Khmer Vermelho, que durou sete anos e terminou em 1974. Em vez de ficar trancada em um quarto de hotel, durante as filmagens, a atriz aproveitou o tempo para olhar ao redor, especialmente as condições em que muitas crianças viviam.
Desde então, Jolie (46) nunca parou de lidar com as situações de emergências humanitárias ao redor do mundo. Nos primeiros dias do mês de Maio, ela viajou para a Ucrânia com a intenção de ajudar. Para seus 13 milhões de seguidores no Instagram, ela mostrou os escombros da guerra, causados pelas bombas, com os quais as crianças brincam, sem querer.
Ela diz que se considera uma ativista, em vez de atriz ou diretora. Isso é demonstrado pelos quatro filmes que dirigiu: “In the Land of Blood and Honey” (Na Terra de Amor e Ódio, 2011) que teve como pano de fundo a Guerra da Bósnia; Unbroken (Invencível, 2014), que aborda a Segunda Guerra Mundial contada através da história de Louis Zamperini, capturado pelos japoneses; By the Sea (À Beira Mar, 2015), que mostra a relação entre um homem e uma mulher; e “First They Killed My Father (Primeiro Mataram Meu Pai, 2017), que conta a história real de uma menina cambojana, Loung Ung, que testemunhou os massacres praticados durante o regime do Khmer Vermelho.
Ao longo de quase trinta anos, ela foi repetidamente protagonista de sucessos de bilheteria – o último, “Eternals” (Eternos, 2021), que trás super-heróis da Marvel – mas também de filmes intensos como “A Mighty Heart” (O Preço da Coragem, 2007), no qual interpretou o papel de Mariane Pearl, a viúva do jornalista Daniel Pearl, morto no Paquistão há 20 anos por fundamentalistas islâmicos.
Enquanto isso, ela cria seis filhos (como mãe solteira, desde o divórcio de Brad Pitt em 2019). Os gêmeos Knox e Vivienne (13) nascidos na França em 2008; Pax (18) nascido no Vietnã e adotado um ano antes; Shiloh (16) nascida na Namíbia; sua irmã Zahara (17) nascida na Etiópia e e Maddox (20), seu primeiro filho adotado em um orfanato no Camboja, após o divórcio de seu primeiro marido, o ator Billy Bob Thornton.
Jolie é Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR / ACNUR) desde 2001. No entanto, desde o ano passado, juntamente com a Guerlain – marca da qual é garota propaganda – e em colaboração com a UNESCO, apoia o “Women for Bees”, um programa que busca promover o empoderamento das mulheres, proteger as abelhas e promover a conservação da biodiversidade.
O programa “Women for Bees” acabou de ser inaugurado no Camboja, onde a atriz criou a “Fundação Maddox Jolie-Pitt” em nome de seu filho Maddox, há 18 anos, que tem como objetivo ajudar a população da região de Samlot, uma das áreas mais afetadas pela guerra civil.
Que lembranças você tem da sua primeira viagem ao Camboja?
“Eu esperava encontrar raiva e dor, mas, em vez disso, o que me impressionou foi a resiliência, o calor das pessoas, os sorrisos. Eles foram realmente maravilhosos. Considero-me uma sortuda por ser mãe de Maddox e fazer parte dessa comunidade”.
Como surgiu a ideia da Fundação Maddox Jolie-Pitt?
“No Camboja, eu tenho uma casa em meio à selva e é o lugar onde me sinto mais à vontade. No início, não tinha a ideia de me comprometer com a conservação de uma área florestal. Eu tinha começado a trabalhar com o voluntariado no país porque meu filho nasceu lá e porque eu tinha visto as consequências da guerra. Removemos minas do solo com a intenção de criar uma área segura para a criação de escolas e hospitais locais. Meu objetivo era cuidar das crianças, comprometer-me a garantir-lhes uma educação. Mas quando você está lá, você entende que tem que cuidar das necessidades de uma comunidade como um todo e, portanto, também do meio ambiente. Eu ouvia o que as pessoas diziam. Para elas, era importante proteger as suas raízes culturais e desenvolver a economia da região de uma forma sustentável”.
Por que você decidiu colaborar com o programa “Women for Bees”?
“Enquanto eu estava no Camboja com a Guerlain (onde uma campanha publicitária da marca foi gravada no ano de 2019), aprendi muito sobre os projetos que buscam proteger esses insetos maravilhosos e treinar apicultores do sexo feminino”.
O que precisamos saber sobre o declínio no número de abelhas do mundo?
“Estou aprendendo sobre o assunto também. Quando você conversa com especialistas, eles dizem que a redução global do número de abelhas é resultado da atividade humana no planeta. E é bem chocante. Por outro lado, explicam todas as maneiras pelas quais podemos reverter esse processo por meio de nossas escolhas. E isso é encorajador.”
Por que é útil treinar apicultoras?
“Estamos falando de pessoas, de mulheres, da realidade, do ambiente e das criaturas que o habitam, que são, ainda que de formas diferentes, vulneráveis, frágeis. Os apicultores ajudam a proteger as abelhas e os ecossistemas terrestres. Além disso, oferecer formação, educação, emprego às mulheres e criar uma rede entre elas significa torná-las independentes. Garantir direitos iguais para mulheres e homens deve ser a regra. Ninguém deve limitar sua liberdade, autodeterminação, negar seus direitos no campo da educação, sexualidade e trabalho. Vamos tentar imaginar o que aconteceria se todos os esforços que estão sendo feitos para reprimir mulheres e meninas fossem usados para ajudá-las”.
O quanto ser mãe a tornou mais consciente sobre os problemas ambientais?
“Todas as mães são um pouco mais sensíveis a essas questões, pois estamos preocupadas com o mundo que vamos deixar para nossos filhos. Mas você não precisa ser mãe ou pai para sentir a mesma coisa. Quero um mundo seguro e saudável não só para os meus filhos, mas para todas as crianças”.
E, em vez disso, estamos vendo que as crianças são as primeiras vítimas das guerras. Em Março, você veio à Itália e visitou alguns jovens pacientes que conseguiram escapar da Ucrânia e que foram acolhidos no hospital pediátrico Bambino Gesù, em Roma.
“Vi com meus próprios olhos o trabalho extraordinário que estão fazendo no hospital e fui recebida com muito carinho pelos médicos, enfermeiros e todos os pacientes internados. Você chega e se deparar com essas crianças que estão enfrentando o momento mais difícil da vida delas. Muitas possuem câncer e, para continuarem a serem tratadas, tiveram que deixar o seu país e fugir para um local seguro”.
Que lembranças e sentimentos essas crianças trouxeram?
“Elas sabem que podem perder suas casas para sempre e que seus amigos podem morrer. Elas temem pelo o que está acontecendo em seu país e também por suas vidas. É impressionante ver seus pais: eles estão exaustos, mas se esforçam para continuar sorrindo para o bem de seus filhos. A guerra mostra o pior e o melhor da humanidade. Você percebe que, o que quer que se possa fazer ou dizer em tais situações, nunca é suficiente.”
O que você acha do ativismo de meninas e meninos contra as mudanças climáticas?
“Sempre escuto com atenção meus filhos e todas as crianças, meninas e meninos que conheço. Muitas vezes, elas veem com mais clareza o que se tornou menos evidente para nós adultos, porque nos foi ensinado que, na vida, precisamos fazer concessões e porque estamos presos a mil coisas.”
O que os adultos podem fazer para ajudá-las?
“É importante mantê-las longe da desinformação. Trabalhei em um livro, “Know Your Rights”, em parceria com a Anistia Internacional. Os jovens devem aprender a dar força às suas opiniões, a expressá-las quando os governos e as grandes empresas tomam as decisões.”
Quando você começou a amar o meio ambiente?
“Eu cresci em uma cidade grande, Los Angeles, e por isso sempre amei a natureza, o verde. Fico em paz comigo mesma quando estou no deserto e na selva. Você se sente pequena diante dessas majestades. Eu amo os animais selvagens, a natureza intocada. E respeito profundamente a cultura e a história dos outros povos. Digo isso porque, em vinte anos de compromisso humanitário, vi lagos secarem, desastres de todo tipo e comunidades inteiras tiradas de suas terras, seu patrimônio cultural destruído ou em perigo.”
Você acha que as emergências humanitárias e a crise climática estão cada vez mais ligadas?
“Quando comecei a lidar com os problemas dos refugiados, há cerca de vinte anos, ninguém falava sobre fenômenos migratórios ligados ao clima. Naquela época, trabalhamos para ajudar as pessoas que tiveram que deixar suas casas e fugir para outros lugares pensando que, quando os conflitos chegassem ao fim, elas poderiam retornar aos seus países. Mas hoje não é mais assim. Essas pessoas não podem voltar para casa porque suas terras se tornaram inabitáveis devido à desertificação. Isso já está acontecendo. Para mim, é uma das razões mais convincentes para enfrentar as mudanças climáticas com extrema urgência. Diz-se que devemos tentar deixar o planeta um pouco melhor do que “falamos”. Mas, diante da situação, a minha geração deveria, pelo menos, entregá-lo às próximas gerações em condições não piores do que as atuais.”
Qual é a relação entre seu trabalho como atriz e o ativismo?
“Comecei a trabalhar como atriz para ajudar minha mãe a nos sustentar. Atuar nunca esteve no centro das minhas paixões e interesses. Considero-me muito sortuda por ter sido capaz de fazer um trabalho criativo, mas quando acordo de manhã, as minhas prioridades são a minha família, o meu trabalho humanitário, o meu desejo de conhecer e aprender coisas novas e de estar em contato com o resto da mundo. Quero ser útil aos outros.”
Qual é o aspecto que você mais gosta no seu trabalho cinematográfico?
“Quando dirijo um filme, em particular, gosto de trabalhar em equipe. Além disso, me dá a oportunidade de conhecer a história de outros povos. Por exemplo, o que aconteceu graças ao filme ‘First They Killed My Father’. Isso é o que eu mais amo.”
Fonte: Grazia Italia
As scans já foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso aos álbuns.
Fotos:
• REVISTAS & SCANS » 2022 » GRAZIA – ITALIA (7x)
• TRABALHO HUMANITARIO » WOMEN FOR BEES » PHOTOSHOOT PROMOCIONAL – CAMBOJA (9x)
• ENSAIOS FOTOGRAFICOS (PHOTOSHOOTS) » 2021 » LACHLAN BAILEY (20x)
Jolie e Guerlain lutam pela preservação das abelhas
22 de maio de 2022
No ano passado, a casa de cosméticos francesa Guerlain anunciou uma parceria com a atriz Angelina Jolie e o programa “Women for Bees”, da UNESCO, para ajudar a combater as taxas de queda da população mundial de abelhas. Agora, um ano depois, as 50 mulheres que foram educadas como apicultoras pela iniciativa se formaram e entrarão em programas de treinamento em apicultura, com a ajuda de Jolie e uma segunda doação de € 1 milhão (R$ 5,2 milhões) feita pela Guerlain.
Nessa etapa, será lançada a fase cambojana do programa. 12 das novas apicultoras que foram escolhidas pela equipe da UNESCO em Phenom Pen, capital do Camboja, juntamente com a fundação de caridade de Jolie na região, a Fundação MJP, entrarão em seis meses de treinamento.
O programa tem dois objetivos gerais: criar oportunidades de empreendedorismo e emprego para as mulheres, ao mesmo tempo em que trabalha para repovoar populações cada vez menores de abelhas, um inseto que desempenha um papel importante na polinização e, como resultado, na segurança alimentar.
De acordo com o Relatório de Avaliação de Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos do IPBES (sigla em inglês para Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos), cerca de 75% de todas as plantas cultivadas e 90% das plantas com flores silvestres dependem de polinizadores, o que inclui as abelhas. “Em 2021, unimos forças com a UNESCO e a atriz e filantropa Angelina Jolie para lançar o programa “Women for Bees” com metas significativas para 2025 – 2,5 mil colmeias instaladas no coração de 25 reservas da biosfera da UNESCO, 125 milhões de abelhas repovoadas e 50 mulheres treinadas e apoiadas para estabelecer suas próprias operações de apicultura”, diz Cécile Lochard, diretora de sustentabilidade da Guerlain.
Angelina Jolie no Camboja
No início deste ano, Jolie – que é a musa da casa francesa e madrinha do programa de abelhas – visitou o Camboja para lançar o programa de treinamento de 6 meses para as 12 apicultoras. Com o apoio da atriz, a apicultora Aggelina Kanellopoulou, uma graduada da turma inaugural da iniciativa, atuou como mentora das novas estagiárias e compartilhou suas experiências.
Como parte da visita, as duas foram para Siam Reap, no noroeste do país, para o distrito de Samlot e a Reserva da Biosfera da UNESCO Tonle Sap, que faz parte do Parque Arqueológico de Angkor. Jolie também visitou escolas locais de ensino médio, uma floresta de conservação e locais de pesquisa de biodiversidade dentro da reserva, além de ter participado de uma sessão de apicultura na Guerlain Bee School, no distrito de Samlot.
Foi a atriz que levou a Guerlain para a nação do Sudeste Asiático, em 2019, como o local para iniciar seu trabalho com a casa francesa. O Camboja foi o pano de fundo para o primeiro comercial dela com o perfume Mon Guerlain. Durante a visita, Jolie e a equipe da Guerlain conheceram membros da Fundação MJP, bem como as pessoas que se beneficiam do trabalho que a fundação está realizando.
A paixão de Jolie pelo Camboja se deve, em parte, a uma homenagem ao país de seu filho Maddox, que vem de lá (o MJP no nome de sua fundação são as iniciais de seu filho, Maddox Jolie Pitt). Jolie escolheu sediar a fundação na região de Samlot porque é a área do país que foi mais impactada pela Guerra Civil Cambojana.
A Fundação MJP visa combater a extrema pobreza que existe nas áreas rurais do Camboja. Os objetivos da organização incluem a melhoria da saúde e dos serviços de saúde, educação, agricultura e o empoderamento das mulheres. Há também uma forte ênfase na proteção do meio ambiente e na conservação da vida selvagem na área. Além disso, a fundação educa os agricultores sobre como obter o máximo de produção e utilidade de seu gado, terra e outros recursos. Eles também estão sendo treinados para criar abelhas para a produção de mel.
Mel no Camboja
Tanto a Fundação MJP quanto o programa “Women for Bees” precisam combater os fortes valores culturais cambojanos ligados ao mel silvestre para cumprir suas missões em relação à preservação das abelhas. O uso de mel silvestre é extensivo nas medicinas tradicionais do Camboja e a cera de abelha para cerimônias de bênção está profundamente enraizada na cultura, tanto que a caça ao mel é considerada uma tradição ancestral de longa data.
Essa caça ao mel, juntamente com o desmatamento e os pesticidas, são as principais ameaças à população de abelhas no Camboja. Por isso, o objetivo de todas as partes envolvidas é transformar os valores em torno do mel silvestre no Camboja por meio de educação, divulgação e treinamento, o que se estende além das estagiárias do programa de abelhas.
Guias turísticos também estão sendo educados como parte de um programa piloto que os utiliza como disseminadores de informações para o público em geral, incluindo turistas, sobre a importância da conservação das abelhas nativas.
Além desses esforços de longo prazo, a Guerlain está convocando seus apoiadores, clientes e qualquer pessoa que queira ajudar na preservação das abelhas a comprar seus produtos entre 20 de maio (Dia Mundial das Abelhas) e 22 de maio (Dia Internacional da Diversidade Biológica), período em que todas as vendas serão doadas ao programa.
As vendas da edição limitada do óleo Huile-en-Eau Abeille Royale, cuja garrafa foi decorada com obras de arte projetadas pelo famoso designer e artista Tomáš Libertíny, também serão destinadas ao programa de abelhas. A Guerlain também tomou uma iniciativa digital em que serão doados € 20 (R$ 104) por cada repost (com as hashtags #GuerlainForBees e #WorldBeeDay) da arte de Tomáš Libertíny criada para as redes sociais.
Fonte: Forbes Brasil
Jolie leva o “Women For Bees” para o Camboja
21 de maio de 2022
Nesta quinta-feira, dia 19 de Maio de 2022, a revista “Vanity Fair” publicou em seu website oficial uma entrevista exclusiva com nossa musa inspiradora, Angelina Jolie. Confira a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil!
Escrito por Laura Regensdorf
Ao longo dos anos trabalhando em parceria com a marca de cosméticos francesa, Guerlain, Angelina Jolie se tornou uma assídua estudante de abelhas.
No ano passado, após tomar uma atitude radical com a finalidade de ficar mais próxima da natureza, de cara nua e estoica, ela posou em um vídeo e ensaio fotográfico para a “National Geographic” na companhia de um preguiçoso enxame de abelhas, que subia das pontas dos pés para todo seu corpo.
Mas ela apareceu com um visual mais simples durante uma recente videoconferência realizada através do “Zoom” a partir de seu escritório em Los Angeles, enquanto expunha a importância de uma população saudável de abelhas.
“Trinta por cento de nossa comida é gerada através dos polinizadores – isso diz muito coisa”, explicou Jolie, parecendo estar à vontade, usando uma regata simples. “Existem algumas lustrações onde se lê: ‘Aqui está seu café da manhã com os polinizadores; aqui está o que sobra sem os polinizadores'”, ela ri a respeito. “Gosto de coisas simples assim. Aprendi muito, com a UNESCO e até com os cientistas, mas as mensagens para as crianças funcionam para mim.”
Conversamos durante meados de Abril, algumas semanas antes da visita surpresa de Jolie à cidade ucraniana de Lviv, para se encontrar com famílias de refugiados e trabalhadores humanitários. Ela é conhecida por seu trabalho como humanitária, tendo servido como Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR / ACNUR) desde 2011.
Um papel que ela começou a desempenhar mais recentemente, é o de Madrinha do Programa criado em parceria da Guerlain com a UNESCO chamado “Women for Bees” (Mulheres Pelas Abelhas), inaugurado na primavera de 2021, com um treinamento para apicultoras no sul da França e, a partir de hoje, com um segundo treinamento no Camboja.
O título de Madrinha, de alguma forma, parece adequado para uma sociedade que gira em torno de uma rainha. “É legal você apontar que isso soa familiar, porque é”, diz Jolie sobre a iniciativa criada com foco no empreendedorismo de pequena escala.
Ela considera um privilégio “incentivar e conectar todas essas extraordinárias mulheres e ajudar as pessoas a entender o trabalho que estão fazendo – através da ciência e da conexão com as biosferas e o patrimônio cultural”.
A expansão do programa para o Sudeste Asiático é uma espécie de “volta para a casa” para Jolie. “O Camboja é muito querido no meu coração e foi onde me tornei mãe”, diz ela, referindo-se ao seu filho adotivo, Maddox. Ela visitou o país pela primeira vez no ano 2000, enquanto filmava “Lara Croft: Tomb Raider” – onde teve um vislumbre revelador de uma região ainda marcada pelo conflito.
Não demorou muito para que ela começasse uma organização sem fins lucrativos (que recebeu o nome de Maddox), que tem se concentrado em remover minas terrestres, conter o desmatamento e oferecer apoio comunitário com escolas e clínicas.
“Trabalhando junto com a UNESCO, com a World Wildlife Federation, com a Flora & Fauna, estamos todos falando sobre o quanto pode ser protegido porque tudo está acabando muito rápido”, diz Jolie. “Então foi com um pouco de urgência que eu quis criar outro programa, ainda mais forte, lá.”
O novo treinamento com duração de seis meses para as apicultoras, em Phnom Penh, reúne 12 mulheres, com foco específico nas questões que envolvem as abelhas locais. (Além das preocupações ambientais, a caça ao mel silvestre pode atrapalhar as populações de abelhas.)
No início deste ano, Jolie e uma graduada no programa de 2021, Aggelina Kanellopoulou, visitaram o Camboja, em parte para transmitir as melhores práticas.
“Esta rede é muito importante”, diz Jolie sobre essa polinização cruzada metafórica, que ela espera que um dia possa se materializar como potes de mel nas prateleiras dos supermercados. “Existe uma irmandade em diferentes países que pode ser alcançada.”
A imersão em todas essas coisas relacionadas ao mel, invariavelmente, mudou o relacionamento de Jolie com o produto. Ela explica por meio de uma anedota.
“Aconteceu comigo quando trabalhei no Camboja em um filme e passamos um tempo nos campos de arroz. Fiz um curso sobre quanto é preciso para obter um grão de arroz.”
Ela compara a experiência a uma meditação budista. “Muitos de nós que moramos nas cidades, não pensamos muito sobre o que é preciso para fazer qualquer comida que esteja no nosso prato. Então eu vejo o mel e penso em todos os esforços dos apicultores e das próprias abelhas.” Há gratidão e amor em sua fala, enquanto ela ri. “Coloco em quase tudo.”
Futuramente, Jolie deve dirigir uma adaptação do livro escrito por Alessandro Baricco, “Without Blood” (Sem Sangue), uma história que se concentra em uma mulher que perdeu brutalmente seu pai e o irmão na guerra. É um tema recorrente em seus projetos, seguindo seu filme lançado em 2017, “First They Killed My Father” (Primeiro Mataram Meu Pai), sobre uma menina forçada a se tornar uma criança-soldado durante o regime do Khmer Vermelho no Camboja.
“Suponho que sou atraída pelos extremos da condição humana – apenas por ser humana. Eu sou muito humana. Eu sou muito falha. Ainda estou muito crua”, diz ela, virando a lente para si mesma.
“Vemos o melhor e o pior das pessoas nesse tipo de situação.” Se seu filme anterior foi uma chance de reformular a história – “Eu gostei do sucesso do filme “The Killing Fields” mas não foi lançado em Khmer e o herói principal não era cambojano” – o novo projeto não é sobre um lugar em específico.. . “E não fica claro quem está certo, quem está errado, quem é bom ou quem é mau.”
Essa moralidade turva, juntamente com os vertiginosos pontos de preocupação nos dias de hoje, é muita coisa para mesmo o cérebro adulto processar. Como Jolie lida com esses assuntos em casa?
“Alguns dos meus filhos são de países em conflito. Pax é vietnamita e tivemos que ajustar o que estava sendo ensinado nos livros de história”, diz ela. Sua filha, Zahara, é da Etiópia, outro lugar conturbado no momento. “Então este não é um assunto novo em nossa casa. Mas sempre continua”, diz Jolie, falando sobre as horríveis manchetes da Ucrânia como um ponto de discussão entre muitos, citando os mais de 80 milhões de pessoas deslocadas globalmente.
Alguns dos filhos de Jolie se juntaram a ela em campos de refugiados ao redor do mundo. “Eu nunca quis que eles sentissem que era como prestar um serviço a alguém”, diz ela, mudando para sua voz materna – ou talvez de madrinha. “Você deve se sentir honrada por conhecer pessoas fortes e resilientes que estão lutando contra a opressão e a perseguição, por conhecê-las e por estar, de alguma forma, em parceria com elas para sobreviver.”
Fonte: Vanity Fair
No Instagram, Jolie também compartilhou uma nova postagem através da qual se manifestou sobre o Dia Mundial das Abelhas, dizendo:
Neste Dia Mundial das Abelhas, tenho o prazer de apoiar a iniciativa “Women For Bees”, por promover práticas sustentáveis de apicultura e empreendedorismo feminino. Desde 2010, a Fundação Maddox Jolie-Pitt no Camboja, trabalha com mulheres locais em Samlout para gerar renda e emprego usando técnicas sustentáveis de colheita de mel silvestre. No entanto, incêndios florestais recorrentes e aumentos no uso de pesticidas nas proximidades destruíram os locais, diminuindo drasticamente a produção. Agora, ao lado da UNESCO e da Guerlain, a Fundação MJP treina as comunidades locais na agricultura e criação de abelhas para a produção de mel.
A Guerlain também disponibilizou novas imagens promocionais, novo ensaio fotográfico e novo vídeo promocional. As imagens e capturas já foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso aos álbuns.
Vídeo:
Fotos:
• TRABALHO HUMANITARIO » WOMEN FOR BEES » PHOTOSHOOT PROMOCIONAL – CAMBOJA (5x)
• TRABALHO HUMANITARIO » WOMEN FOR BEES » CAPTURAS VÍDEO PROMOCIONAL – CAMBOJA (40x)
• ENSAIOS FOTOGRAFICOS (PHOTOSHOOTS) » 2022 » IAN GAVAN (5x)
Angelina Jolie visita refugiados na Ucrânia
30 de abril de 2022
Neste sábado, dia 30 de Abril de 2022, a Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR / ACNUR) – Angelina Jolie – visitou refugiados na cidade de Lviv, na Ucrânia.
Pela manhã, a cineasta estadunidense foi flagrada em um café – conforme postagem anterior.
Em seguida, Jolie visitou o Hospital Clínico Regional Infantil de Lviv Okhmatdyt, onde todos os dias chegam crianças vítimas da guerra. Lá, ela conversou com crianças que foram feridas em um ataque de mísseis pelas tropas russas em Kramatorsk.
De lá, ela seguiu para o Centro de Treinamento e Reabilitação “Dzherelo“, fundado por pais de crianças com paralisia cerebral. Ao longo dos 26 anos de atividade do centro, mais de 7.000 crianças e jovens receberam treinamento e assistência de reabilitação. O centro oferece reabilitação física, psicológica e médica e social abrangente para crianças e jovens com paralisia cerebral (PC), síndrome de Down, transtornos do espectro do autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e outros transtornos do desenvolvimento.
Na hora do almoço, Jolie desfrutou de uma refeição na companhia dos refugiados, que estava sendo servida ao lado de fora da estação ferroviária “Lviv Railway Station”, local que também foi visitado pela atriz.
Nesta estação, cada um dos psiquiatras de plantão atende a cerca de 15 pessoas por dia. O local abriga muitas crianças, com idades entre dois e dez anos. Durante a visita, ela brincou e fez cócegas em uma garotinha, posou para fotos com voluntários e algumas das crianças. Através de um comunicado, Jolie disse:
“Eles devem estar em choque… Eu sei como o trauma afeta as crianças, eu sei que apenas o fato de alguém mostrar o quanto elas importam, o quanto suas vozes importam, sei como isso pode curá-las”.
De acordo com a entidade, mais de 12,7 milhões de pessoas fugiram de suas casas nos últimos dois meses, desde que a Rússia invadiu o país. Esse número representa 30% da população local. Parte das informações disponíveis no texto, foi retirada do website G1.
No final do dia, a ativista teve que deixar a estação ferroviária às pressas, em razão do toque das sirenes alertando ataques aéreos, conforme mostram alguns vídeos disponíveis nas redes sociais.
Jolie foi levada para um lugar seguro e, no dia seguinte (01 de Maio), visitou crianças no Centro Educacional e de Reabilitação “Harmony” na cidade de Boryslav, ainda na Ucrânia.
Várias fotos foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.