Camboja/ Forbes/ Guerlain/ Trabalho Humanitário/ Women For Bees

Jolie e Guerlain lutam pela preservação das abelhas

22 de maio de 2022

No ano passado, a casa de cosméticos francesa Guerlain anunciou uma parceria com a atriz Angelina Jolie e o programa “Women for Bees”, da UNESCO, para ajudar a combater as taxas de queda da população mundial de abelhas. Agora, um ano depois, as 50 mulheres que foram educadas como apicultoras pela iniciativa se formaram e entrarão em programas de treinamento em apicultura, com a ajuda de Jolie e uma segunda doação de € 1 milhão (R$ 5,2 milhões) feita pela Guerlain.

Nessa etapa, será lançada a fase cambojana do programa. 12 das novas apicultoras que foram escolhidas pela equipe da UNESCO em Phenom Pen, capital do Camboja, juntamente com a fundação de caridade de Jolie na região, a Fundação MJP, entrarão em seis meses de treinamento.

O programa tem dois objetivos gerais: criar oportunidades de empreendedorismo e emprego para as mulheres, ao mesmo tempo em que trabalha para repovoar populações cada vez menores de abelhas, um inseto que desempenha um papel importante na polinização e, como resultado, na segurança alimentar. 

De acordo com o Relatório de Avaliação de Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos do IPBES (sigla em inglês para Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos), cerca de 75% de todas as plantas cultivadas e 90% das plantas com flores silvestres dependem de polinizadores, o que inclui as abelhas. “Em 2021, unimos forças com a UNESCO e a atriz e filantropa Angelina Jolie para lançar o programa “Women for Bees” com metas significativas para 2025 – 2,5 mil colmeias instaladas no coração de 25 reservas da biosfera da UNESCO, 125 milhões de abelhas repovoadas e 50 mulheres treinadas e apoiadas para estabelecer suas próprias operações de apicultura”, diz Cécile Lochard, diretora de sustentabilidade da Guerlain.

Angelina Jolie no Camboja

No início deste ano, Jolie – que é a musa da casa francesa e madrinha do programa de abelhas – visitou o Camboja para lançar o programa de treinamento de 6 meses para as 12 apicultoras. Com o apoio da atriz, a apicultora Aggelina Kanellopoulou, uma graduada da turma inaugural da iniciativa, atuou como mentora das novas estagiárias e compartilhou suas experiências.

Como parte da visita, as duas foram para Siam Reap, no noroeste do país, para o distrito de Samlot e a Reserva da Biosfera da UNESCO Tonle Sap, que faz parte do Parque Arqueológico de Angkor. Jolie também visitou escolas locais de ensino médio, uma floresta de conservação e locais de pesquisa de biodiversidade dentro da reserva, além de ter participado de uma sessão de apicultura na Guerlain Bee School, no distrito de Samlot.

Foi a atriz que levou a Guerlain para a nação do Sudeste Asiático, em 2019, como o local para iniciar seu trabalho com a casa francesa. O Camboja foi o pano de fundo para o primeiro comercial dela com o perfume Mon Guerlain. Durante a visita, Jolie e a equipe da Guerlain conheceram membros da Fundação MJP, bem como as pessoas que se beneficiam do trabalho que a fundação está realizando.

A paixão de Jolie pelo Camboja se deve, em parte, a uma homenagem ao país de seu filho Maddox, que vem de lá (o MJP no nome de sua fundação são as iniciais de seu filho, Maddox Jolie Pitt). Jolie escolheu sediar a fundação na região de Samlot porque é a área do país que foi mais impactada pela Guerra Civil Cambojana.

A Fundação MJP visa combater a extrema pobreza que existe nas áreas rurais do Camboja. Os objetivos da organização incluem a melhoria da saúde e dos serviços de saúde, educação, agricultura e o empoderamento das mulheres. Há também uma forte ênfase na proteção do meio ambiente e na conservação da vida selvagem na área. Além disso, a fundação educa os agricultores sobre como obter o máximo de produção e utilidade de seu gado, terra e outros recursos. Eles também estão sendo treinados para criar abelhas para a produção de mel.

Mel no Camboja

Tanto a Fundação MJP quanto o programa “Women for Bees” precisam combater os fortes valores culturais cambojanos ligados ao mel silvestre para cumprir suas missões em relação à preservação das abelhas. O uso de mel silvestre é extensivo nas medicinas tradicionais do Camboja e a cera de abelha para cerimônias de bênção está profundamente enraizada na cultura, tanto que a caça ao mel é considerada uma tradição ancestral de longa data.

Essa caça ao mel, juntamente com o desmatamento e os pesticidas, são as principais ameaças à população de abelhas no Camboja. Por isso, o objetivo de todas as partes envolvidas é transformar os valores em torno do mel silvestre no Camboja por meio de educação, divulgação e treinamento, o que se estende além das estagiárias do programa de abelhas.

Guias turísticos também estão sendo educados como parte de um programa piloto que os utiliza como disseminadores de informações para o público em geral, incluindo turistas, sobre a importância da conservação das abelhas nativas.

Além desses esforços de longo prazo, a Guerlain está convocando seus apoiadores, clientes e qualquer pessoa que queira ajudar na preservação das abelhas a comprar seus produtos entre 20 de maio (Dia Mundial das Abelhas) e 22 de maio (Dia Internacional da Diversidade Biológica), período em que todas as vendas serão doadas ao programa.

As vendas da edição limitada do óleo Huile-en-Eau Abeille Royale, cuja garrafa foi decorada com obras de arte projetadas pelo famoso designer e artista Tomáš Libertíny, também serão destinadas ao programa de abelhas. A Guerlain também tomou uma iniciativa digital em que serão doados € 20 (R$ 104) por cada repost (com as hashtags #GuerlainForBees e #WorldBeeDay) da arte de Tomáš Libertíny criada para as redes sociais.

Fonte: Forbes Brasil

Camboja/ Entrevistas/ Guerlain/ Trabalho Humanitário/ Women For Bees

Jolie leva o “Women For Bees” para o Camboja

21 de maio de 2022

Nesta quinta-feira, dia 19 de Maio de 2022, a revista “Vanity Fair” publicou em seu website oficial uma entrevista exclusiva com nossa musa inspiradora, Angelina Jolie. Confira a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil!

Escrito por Laura Regensdorf

Ao longo dos anos trabalhando em parceria com a marca de cosméticos francesa, Guerlain, Angelina Jolie se tornou uma assídua estudante de abelhas.

No ano passado, após tomar uma atitude radical com a finalidade de ficar mais próxima da natureza, de cara nua e estoica, ela posou em um vídeo e ensaio fotográfico para a “National Geographic” na companhia de um preguiçoso enxame de abelhas, que subia das pontas dos pés para todo seu corpo.

Mas ela apareceu com um visual mais simples durante uma recente videoconferência realizada através do “Zoom” a partir de seu escritório em Los Angeles, enquanto expunha a importância de uma população saudável de abelhas.

“Trinta por cento de nossa comida é gerada através dos polinizadores – isso diz muito coisa”, explicou Jolie, parecendo estar à vontade, usando uma regata simples. “Existem algumas lustrações onde se lê: ‘Aqui está seu café da manhã com os polinizadores; aqui está o que sobra sem os polinizadores'”, ela ri a respeito. “Gosto de coisas simples assim. Aprendi muito, com a UNESCO e até com os cientistas, mas as mensagens para as crianças funcionam para mim.”

Conversamos durante meados de Abril, algumas semanas antes da visita surpresa de Jolie à cidade ucraniana de Lviv, para se encontrar com famílias de refugiados e trabalhadores humanitários. Ela é conhecida por seu trabalho como humanitária, tendo servido como Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR / ACNUR) desde 2011.

Um papel que ela começou a desempenhar mais recentemente, é o de Madrinha do Programa criado em parceria da Guerlain com a UNESCO chamado “Women for Bees” (Mulheres Pelas Abelhas), inaugurado na primavera de 2021, com um treinamento para apicultoras no sul da França e, a partir de hoje, com um segundo treinamento no Camboja.

O título de Madrinha, de alguma forma, parece adequado para uma sociedade que gira em torno de uma rainha. “É legal você apontar que isso soa familiar, porque é”, diz Jolie sobre a iniciativa criada com foco no empreendedorismo de pequena escala.

Ela considera um privilégio “incentivar e conectar todas essas extraordinárias mulheres e ajudar as pessoas a entender o trabalho que estão fazendo – através da ciência e da conexão com as biosferas e o patrimônio cultural”.

A expansão do programa para o Sudeste Asiático é uma espécie de “volta para a casa” para Jolie. “O Camboja é muito querido no meu coração e foi onde me tornei mãe”, diz ela, referindo-se ao seu filho adotivo, Maddox. Ela visitou o país pela primeira vez no ano 2000, enquanto filmava “Lara Croft: Tomb Raider” – onde teve um vislumbre revelador de uma região ainda marcada pelo conflito.

Não demorou muito para que ela começasse uma organização sem fins lucrativos (que recebeu o nome de Maddox), que tem se concentrado em remover minas terrestres, conter o desmatamento e oferecer apoio comunitário com escolas e clínicas.

“Trabalhando junto com a UNESCO, com a World Wildlife Federation, com a Flora & Fauna, estamos todos falando sobre o quanto pode ser protegido porque tudo está acabando muito rápido”, diz Jolie. “Então foi com um pouco de urgência que eu quis criar outro programa, ainda mais forte, lá.”

O novo treinamento com duração de seis meses para as apicultoras, em Phnom Penh, reúne 12 mulheres, com foco específico nas questões que envolvem as abelhas locais. (Além das preocupações ambientais, a caça ao mel silvestre pode atrapalhar as populações de abelhas.)

No início deste ano, Jolie e uma graduada no programa de 2021, Aggelina Kanellopoulou, visitaram o Camboja, em parte para transmitir as melhores práticas.

“Esta rede é muito importante”, diz Jolie sobre essa polinização cruzada metafórica, que ela espera que um dia possa se materializar como potes de mel nas prateleiras dos supermercados. “Existe uma irmandade em diferentes países que pode ser alcançada.”

A imersão em todas essas coisas relacionadas ao mel, invariavelmente, mudou o relacionamento de Jolie com o produto. Ela explica por meio de uma anedota.

“Aconteceu comigo quando trabalhei no Camboja em um filme e passamos um tempo nos campos de arroz. Fiz um curso sobre quanto é preciso para obter um grão de arroz.”

Ela compara a experiência a uma meditação budista. “Muitos de nós que moramos nas cidades, não pensamos muito sobre o que é preciso para fazer qualquer comida que esteja no nosso prato. Então eu vejo o mel e penso em todos os esforços dos apicultores e das próprias abelhas.” Há gratidão e amor em sua fala, enquanto ela ri. “Coloco em quase tudo.”

Futuramente, Jolie deve dirigir uma adaptação do livro escrito por Alessandro Baricco, “Without Blood” (Sem Sangue), uma história que se concentra em uma mulher que perdeu brutalmente seu pai e o irmão na guerra. É um tema recorrente em seus projetos, seguindo seu filme lançado em 2017, “First They Killed My Father” (Primeiro Mataram Meu Pai), sobre uma menina forçada a se tornar uma criança-soldado durante o regime do Khmer Vermelho no Camboja.

“Suponho que sou atraída pelos extremos da condição humana – apenas por ser humana. Eu sou muito humana. Eu sou muito falha. Ainda estou muito crua”, diz ela, virando a lente para si mesma.

“Vemos o melhor e o pior das pessoas nesse tipo de situação.” Se seu filme anterior foi uma chance de reformular a história – “Eu gostei do sucesso do filme “The Killing Fields” mas não foi lançado em Khmer e o herói principal não era cambojano” – o novo projeto não é sobre um lugar em específico.. . “E não fica claro quem está certo, quem está errado, quem é bom ou quem é mau.”

Essa moralidade turva, juntamente com os vertiginosos pontos de preocupação nos dias de hoje, é muita coisa para mesmo o cérebro adulto processar. Como Jolie lida com esses assuntos em casa?

“Alguns dos meus filhos são de países em conflito. Pax é vietnamita e tivemos que ajustar o que estava sendo ensinado nos livros de história”, diz ela. Sua filha, Zahara, é da Etiópia, outro lugar conturbado no momento. “Então este não é um assunto novo em nossa casa. Mas sempre continua”, diz Jolie, falando sobre as horríveis manchetes da Ucrânia como um ponto de discussão entre muitos, citando os mais de 80 milhões de pessoas deslocadas globalmente.

Alguns dos filhos de Jolie se juntaram a ela em campos de refugiados ao redor do mundo. “Eu nunca quis que eles sentissem que era como prestar um serviço a alguém”, diz ela, mudando para sua voz materna – ou talvez de madrinha. “Você deve se sentir honrada por conhecer pessoas fortes e resilientes que estão lutando contra a opressão e a perseguição, por conhecê-las e por estar, de alguma forma, em parceria com elas para sobreviver.”

Fonte: Vanity Fair

No Instagram, Jolie também compartilhou uma nova postagem através da qual se manifestou sobre o Dia Mundial das Abelhas, dizendo:

Neste Dia Mundial das Abelhas, tenho o prazer de apoiar a iniciativa “Women For Bees”, por promover práticas sustentáveis de apicultura e empreendedorismo feminino. Desde 2010, a Fundação Maddox Jolie-Pitt no Camboja, trabalha com mulheres locais em Samlout para gerar renda e emprego usando técnicas sustentáveis de colheita de mel silvestre. No entanto, incêndios florestais recorrentes e aumentos no uso de pesticidas nas proximidades destruíram os locais, diminuindo drasticamente a produção. Agora, ao lado da UNESCO e da Guerlain, a Fundação MJP treina as comunidades locais na agricultura e criação de abelhas para a produção de mel.

A Guerlain também disponibilizou novas imagens promocionais, novo ensaio fotográfico e novo vídeo promocional. As imagens e capturas já foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso aos álbuns.

Vídeo:

Fotos:

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TRABALHO HUMANITARIO » WOMEN FOR BEES » PHOTOSHOOT PROMOCIONAL – CAMBOJA (5x)
TRABALHO HUMANITARIO » WOMEN FOR BEES » CAPTURAS VÍDEO PROMOCIONAL – CAMBOJA (40x)
ENSAIOS FOTOGRAFICOS (PHOTOSHOOTS) » 2022 » IAN GAVAN (5x)

ACNUR/ Enviada Especial/ Refugiados/ Trabalho Humanitário/ Ucrânia/ UNHCR

Angelina Jolie visita refugiados na Ucrânia

30 de abril de 2022

Neste sábado, dia 30 de Abril de 2022, a Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR / ACNUR) – Angelina Jolie – visitou refugiados na cidade de Lviv, na Ucrânia.

Pela manhã, a cineasta estadunidense foi flagrada em um café – conforme postagem anterior.

Em seguida, Jolie visitou o Hospital Clínico Regional Infantil de Lviv Okhmatdyt, onde todos os dias chegam crianças vítimas da guerra. Lá, ela conversou com crianças que foram feridas em um ataque de mísseis pelas tropas russas em Kramatorsk.

De lá, ela seguiu para o Centro de Treinamento e Reabilitação “Dzherelo“, fundado por pais de crianças com paralisia cerebral. Ao longo dos 26 anos de atividade do centro, mais de 7.000 crianças e jovens receberam treinamento e assistência de reabilitação. O centro oferece reabilitação física, psicológica e médica e social abrangente para crianças e jovens com paralisia cerebral (PC), síndrome de Down, transtornos do espectro do autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e outros transtornos do desenvolvimento.

Na hora do almoço, Jolie desfrutou de uma refeição na companhia dos refugiados, que estava sendo servida ao lado de fora da estação ferroviária “Lviv Railway Station”, local que também foi visitado pela atriz.

Nesta estação, cada um dos psiquiatras de plantão atende a cerca de 15 pessoas por dia. O local abriga muitas crianças, com idades entre dois e dez anos. Durante a visita, ela brincou e fez cócegas em uma garotinha, posou para fotos com voluntários e algumas das crianças. Através de um comunicado, Jolie disse:

“Eles devem estar em choque… Eu sei como o trauma afeta as crianças, eu sei que apenas o fato de alguém mostrar o quanto elas importam, o quanto suas vozes importam, sei como isso pode curá-las”.

De acordo com a entidade, mais de 12,7 milhões de pessoas fugiram de suas casas nos últimos dois meses, desde que a Rússia invadiu o país. Esse número representa 30% da população local. Parte das informações disponíveis no texto, foi retirada do website G1.

No final do dia, a ativista teve que deixar a estação ferroviária às pressas, em razão do toque das sirenes alertando ataques aéreos, conforme mostram alguns vídeos disponíveis nas redes sociais.

Jolie foi levada para um lugar seguro e, no dia seguinte (01 de Maio), visitou crianças no Centro Educacional e de Reabilitação “Harmony” na cidade de Boryslav, ainda na Ucrânia.

Várias fotos foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.

Vídeo:

Fotos:

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TRABALHO HUMANITARIO » 2022 » VISITANDO HOSPITAL PEDIÁTRICO OKHMATDYT – 30/04/22 (22x)
TRABALHO HUMANITARIO » 2022 » VISITANDO DZHERELO CENTRE – 30/04/22 (07x)
TRABALHO HUMANITARIO » 2022 » MISSÃO DE CAMPO: UCRÂNIA – 30/04/22 (80x)
TRABALHO HUMANITARIO » 2022 » VISITANDO CENTRO EDUCACIONAL HARMONY – 01/05/22 (10x)

Candids/ Ucrânia/ Vídeo

Jolie visita café na Ucrânia e vídeo viraliza

30 de abril de 2022

Neste sábado, dia 30 de Abril de 2022, a cineasta e ativista estadunidense – Angelina Jolie – visitou o café “Lviv Croissants” na cidade de Lviv, na Ucrânia.

O momento foi registrado por Mayya Podgorodetskaya, que compartilhou o vídeo na rede social “Facebook”. O vídeo, no entanto, começou a circular nas redes sociais e viralizou.

Nele, a atriz aparece usando roupas simples e carregando apenas uma mochila nos ombros. Simpática, ela acena ao perceber que está sendo filmada e ainda atende o pedido de autógrafo de uma fã.

Segundo as informações compartilhadas nas redes sociais do café, a estrela de Hollywood escolheu o croissant Royal – um croissant de salmão com mussarela – e cappuccino.

No dia anterior, Jolie foi flagrada no Aeroporto Frédéric Chopin, logo após aterrissar na cidade de Varsóvia, Polônia, a caminho da Ucrânia. Ela está no país para se reunir com refugiados da guerra.

Vídeo:

Fotos:


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CANDIDS » 2022 » 30/04/22 (40x)
CANDIDS » 2022 » 29/04/22 (07x)

Artigos by Angelina/ Colaboradora/ Entrevistas/ Escritora/ TIME

Jolie entrevista ativista iraquiana Nadia Murad

16 de abril de 2022

Nesta sexta-feira, dia 15 de Abril de 2022, a revista “TIME” publicou em seu website oficial uma entrevista exclusiva da nossa musa inspiradora, Angelina Jolie, com Nadia Murad – ativista iraquiana, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2018, e Embaixadora da Boa Vontade para a Dignidade dos Sobreviventes de Tráfico Humano das Nações Unidas.

Escrito por Angelina Jolie

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu esta semana, à medida que surgem relatos assustadores de que o estupro e a violência sexual estão sendo praticados contra mulheres e crianças durante a invasão russa da Ucrânia. Uma das palestrantes no evento foi a ganhadora do Prêmio Nobel e ativista, Nadia Murad, que recentemente lançou o “Código Murad”, um código de conduta global focado na coleta de informações sobre violência sexual baseada em conflitos.

Criada na antiga fé e tradições do povo Yazidi, Nadia Murad cresceu como a caçula de 11 filhos no vilarejo de Kocho, no Iraque. Ela gostava assistir aulas de história na escola, adorava brincar com maquiagem e sonhava em abrir um salão de cabeleireiro. Em vez disso, em 2014, sua cidade natal foi tomada pelo Estado Islâmico (ISIS). Quatorze membros da família de Murad, incluindo sua amada mãe, estavam entre as centenas de cidadãos que foram massacrados.

Dois de seus irmãos ficaram feridos, mas conseguiram sair das valas comuns que o ISIS cavou para suas vítimas. Murad e outras mulheres e meninas de Kocho foram sequestradas e mantidas como escravas sexuais. Ela suportou meses de cativeiro antes de escapar e encontrar refúgio na Alemanha. Desde então, ela se dedicou a garantir justiça para o povo yazidi, reconstruindo o que o ISIS destruiu e protegendo outras mulheres e crianças contra o uso do estupro como arma de guerra.

Durante a nossa recente conversa, ela me disse que a comunidade internacional precisa desenvolver um plano urgente para responder à violência sexual na Ucrânia e por que as vítimas precisam de justiça. “Eu sei que quando eu contar a minha história e começar a falar sobre estas questões, isso não vai trazer minha mãe de volta”, disse ela. “Mas eu e outros sobreviventes fazemos isso porque queremos evitar que essas coisas aconteçam com outras pessoas e porque queremos uma prestação de contas. Essa é a preocupação número um de muitos sobreviventes, quando suas histórias estão sendo contadas: eles estão esperando que a sua mensagem seja usada para fazer justiça”.

Comecei perguntando a ela quais são seus principais focos e objetivos.

É minha convicção, como sobrevivente, de que não podemos separar a responsabilidade da prevenção. Se não responsabilizarmos aqueles que cometeram esses crimes, isso vai continuar acontecendo com outras mulheres.

Eu não poderia concordar mais. A falta de responsabilidade por esses crimes realmente encoraja as pessoas a se comportarem dessa maneira e a não considerá-lo como um crime de guerra.

Pela primeira vez, a Alemanha usou a jurisdição universal para perseguir os membros do ISIS. Não entendo por que outros países membros da União Europeia, dos Estados Unidos etc. não podem seguir esse exemplo. Temos as provas, temos os testemunhos, podemos responsabilizá-los. Tudo o que precisamos é seguir nessa direção.

Está tão claro o quão importante é pegar tudo o que sabemos agora e começar implementar como um novo padrão. Com a Ucrânia, o que você espera que os governos estejam fazendo neste momento que possa ajudar na prestação de contas?

Quando o ISIS atacou na guerra contra os yazidis, por exemplo, eles tinham um plano sistemático para usar violência sexual, estupro e violar mulheres. Mas, infelizmente, quando a coalizão internacional foi formada para derrotar o ISIS, eles cometeram o erro de não considerar especificamente que a violência contra as mulheres era um elemento principal dessa guerra. A violência contra a mulher e a violência sexual nas zonas de conflito são consideradas um efeito colateral, são danos colaterais desses conflitos. Na Ucrânia, a chave é tentar fazer disso uma parte principal do plano para ajudar o povo ucraniano. Os líderes mundiais precisam entender que, seja no Iêmen, na Ucrânia ou em qualquer outro lugar, a violência contra as mulheres ocorrerá e devemos ter isso em mente ao planejar lidar com esses conflitos.

Acho que muitas pessoas não entendem por completo, quando escutam falar sobre esse tipo de violência. De alguma forma, eles ainda associam o estupro a um ato sexual ou não entendem completamente os horrores que decorrem disso. As pessoas, muitas vezes, não sabem que estamos falando do estupro de uma criança, ou do estupro que é praticado na frente de uma criança, ou do estupro que é praticado até que a mulher morra. Há evidências de que este crime é feito para destruir intencionalmente o ser humano, a família, a comunidade. Se não for pedir muito, e não for insensível, você poderia ajudar as pessoas a realmente entenderem porque é considerado uma arma de guerra?

Onze das minhas cunhadas foram capturadas pelo ISIS e levadas à escravidão. Algumas delas tinham minha idade, outras eram mais velhas e algumas delas vivenciaram essa violência na frente dos filhos, porque os filhos também foram levados para o cativeiro com elas. Os estupros foram feitos de forma visível para destruir a família, destruir a mulher, destruir a comunidade. Não foram feitos em segredo, foram feitos publicamente. Uma coisa que tenho tentado fazer em minha defesa é explicar às pessoas no Iraque com quem interajo, que os grupos terroristas, no caso do ISIS e outros, se concentram especificamente nas mulheres para destruir comunidades porque sabem que as mulheres são uma parte essencial.

Grupos terroristas usam o estupro como uma forma de destruir as mulheres porque sabem que isso pode ficar com as mulheres pelo resto da vida. Eles sabem que o estigma e a vergonha, em muitas comunidades, seguem uma mulher após a escravidão sexual e o estupro. Foi exatamente isso que o ISIS fez. Não foi um acidente. Este era um plano sistemático. O ISIS intencionalmente queria que as mulheres tivessem filhos nascidos de estupro quando os compravam e os vendiam durante a escravidão sexual. Porque eles sabiam que, para um grupo pequeno como os yazidis, seria difícil para a comunidade se recuperar. Para minha família, hoje em dia, quando vejo minhas cunhadas, depois do que elas passaram, nada é o mesmo para nós… Quando falamos, não há mais nada para conversarmos como uma família normal. Nós nos olhamos, eu sei que elas não querem falar sobre suas histórias, é claro, algumas delas nunca quiseram. Mas eu sei que quando olho em seus olhos, há muito que elas querem falar, mas não o fazem.

Para as vítimas, por exemplo, em sua comunidade de origem, existem pessoas trabalhando com as crianças, ou com essas famílias para tentar ajudá-las de forma terapêutica?

Sim, existem iniciativas e grupos que estão ajudando. Mas não há nenhum esforço coordenado para tentar encontrar uma solução, para ajudar as mulheres e crianças a não desviar o foco para outras coisas.

Muito se resume apenas aos direitos de uma mulher ou de uma criança. E, claro, quando não há responsabilização pelo crime cometido contra você, é uma grande coisa pedir à vítima que supere. É totalmente injusto, é impossível. Tenho tanta admiração por todas as mulheres como você que, de alguma forma, e com tanta graça, se mantiveram unidas e continuaram a fazer este trabalho, na ausência da justiça. Não consigo imaginar o quão difícil deve ser quando você e suas cunhadas e familiares se reúnem e se sentam com a realidade disso.

É exatamente isso. Muitas vezes, quando minhas irmãs e cunhadas falam comigo, elas dizem: ‘Por que você continua fazendo isso? Elas sabem que, depois do que aconteceu com elas, comigo e com a nossa família, ainda tem muita dificuldade em falar sobre o que aconteceu, principalmente vindo daquela região. Esse assunto acompanha vergonha, estigma, ataques e assim por diante. Mas alguém tem que dizer o que aconteceu conosco. Sei que é a coisa certa a fazer porque sei que não serei a última a enfrentar esse tipo de violência. Então é por isso que eu tenho que continuar. Eu sei que vai levar muito tempo, mas eu sei que é a coisa certa a fazer.

Eu acho que você é muito corajosa. Seu trabalho é tão significativo e você continuará salvando outras mulheres e crianças. Eu sei que você tem irmãos maravilhosos que defenderam você da mesma forma que meus filhos são assim na minha vida. Tantos homens e garotos incríveis ao redor do mundo, assim como também seu maravilhoso marido, estão lutando contra aqueles homens que cometem esses crimes.

Vou dizer algumas coisas sobre meu marido e sobre meus irmãos porque sinto que preciso. Quando contei aos meus irmãos – aqueles que sobreviveram às valas comuns – foi quando o programa “60 Minutes” queria nos entrevistar juntos. Um cara me disse que, se eu desse essa entrevista, o mundo inteiro iria me ver iria ouvir minha história. Eu tentei convencer meus irmãos e eles ficaram tipo: “Você sabe que nós te amamos. Não queremos que você enfrente estigma e vergonha.” Mas, no fim, eles me apoiaram e estão comigo durante todo este caminho, fizeram a entrevista e ficaram orgulhosos.

Depois que comecei a fazer esse trabalho, eu sabia que precisava de alguém para me apoiar, não apenas para trabalhar comigo como sobrevivente, mas para me amar, para me respeitar. Eu precisava de alguém ao meu lado para – quando me perguntam onde e quando o ISIS me estuprou – dizer que essa pergunta não deveria ser feita, de que sou humana, que sou uma sobrevivente e não mais uma vítima. Encontrei isso em Abid, meu marido. Ele me ouviu. Acho que não conseguiria nada sem ele. Espero que os homens no Iraque possam olhar para Abid e ver que ele está me apoiando, está apoiando este trabalho, que ele é tão sensibilizado pelo que acontece com essas mulheres e meninas, e não apenas yazidis. Acho que precisamos de mais homens assim, pois existem tantos homens bons no mundo que podem nos apoiar. Quando fundei a “Nadia’s Initiative”, eu só queria me concentrar em documentar o que aconteceu conosco, especialmente, as histórias das sobreviventes e o que o ISIS fez.

Eu não queria ser a única a reconstruir a região porque não era minha responsabilidade como sobrevivente. Mas depois de sobreviver e viver naquele campo de deslocados aprendi muito. Eu sabia que ser estuprada era uma coisa, mas viver em um campo de deslocados é outra experiência, especialmente para mulheres e meninas. Tudo o que estou fazendo para a “Nadia’s Initiative” veio da minha experiência, de testemunhar tudo no campo de deslocados, no cativeiro em casa, mesmo antes da chegada do ISIS. Leva tempo para fazer esses projetos, para documentar as evidências, mas mesmo com desafios, podemos usá-los para evitar que, o que aconteceu conosco, aconteça com os outros.

Quando fundei a Nadia’s Initiative, eu só queria me concentrar em documentar o que aconteceu conosco e especialmente as histórias dos sobreviventes e o que o ISIS fez. Eu não queria ser o único a reconstruir a região porque não era minha responsabilidade como sobrevivente. Mas depois de sobreviver e viver naquele campo de deslocados aprendi muito mais. Eu sabia que ser estuprada era uma coisa, mas viver em um campo de deslocados é outra experiência, especialmente para mulheres e meninas. Tudo o que estou fazendo pela Iniciativa de Nadia veio da minha experiência, de testemunhar tudo no campo de deslocados, no cativeiro em casa e mesmo antes da chegada do ISIS. Leva tempo fazer projetos para documentar as evidências, mas mesmo com desafios podemos usá-los para evitar que o que aconteceu conosco aconteça com os outros.

Fonte: TIME

Enviada Especial/ TimeToAct/ Trabalho Humanitário/ Violência Doméstica/ Vídeo/ Vídeo Conferências

ABA Day: Jolie participa de evento online

6 de abril de 2022

Na tarde desta quarta-feira, dia 06 de Abril de 2022, a atriz e humanitária vencedora do Oscar, Angelina Jolie, participou do evento online “ABA Day”, através do qual falou sobre seus esforços e a importância de usar sua imagem para mover montanhas em Washington, já que, recentemente, ajudou a aprovar a Lei de Violência Contra as Mulheres no Congresso estadunidense.

O “ABA Day” é um grande evento sobre advocacia que acontece todos os anos, nos Estados Unidos, onde milhares de profissionais de todo o país defendem questões de importância para a advocacia.

O evento é organizado pela “The American Bar Association”, uma associação voluntária de advogados e estudantes de direito dos Estados Unidos, fundada em 21 de agosto de 1878.

Assista o vídeo abaixo (lembre de ativar as legendas geradas automaticamente pelo Facebook) e confira as capturas de tela em nossa Galeria!

Vídeo:

Capturas:

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TRABALHO HUMANITARIO » EVENTOS, MISSÕES E OUTROS » 2022 » ABA DAY 2022 (20x)

ACNUR/ Enviada Especial/ Itália/ Refugiados/ Trabalho Humanitário/ Ucrânia/ UNHCR

Angelina Jolie visita crianças ucranianas na Itália

31 de março de 2022

Nesta quarta-feira, dia 30 de Março de 2022, a Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR / ACNUR) – Angelina Jolie – visitou o Hospital Pediátrico Bambino Gesù, localizado na cidade de Roma, na Itália.

Lá, Jolie visitou as crianças ucranianas que chegaram à Itália devido a invasão da Ucrânia pela Rússia. Ela conheceu também os médicos e enfermeiros que cuidam delas.

Sua visita ocorreu no dia em que a Agência da ONU para Refugiados confirmou que quatro milhões de ucranianos fugiram de seu país em um mês, se tornando a crise de refugiados que mais cresce exponencialmente desde a segunda guerra mundial até hoje. Outros 6,5 milhões de pessoas encontram-se deslocadas dentro do país.

Segundo a UNICEF, mais da metade das crianças ucranianas estão deslocadas internamente ou fugiram devido às consequências devastadoras da guerra. Cerca de 2 milhões de crianças fugiram do país e pelo menos 2,5 milhões delas estão vivendo deslocadas. Em um comunicado, Jolie disse:

“Estou rezando pelo fim da guerra. Essa é a única maneira de parar o sofrimento e o deslocamento de pessoas. É horrível ver crianças pagando o preço, ver vidas perdidas, saúde abalada e trauma”.

7 fotos foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.

Fonte: Ospedale Pediatrico Bambino Gesù

Fotos:

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TRABALHO HUMANITARIO » EVENTOS, MISSÕES E OUTROS » 2022 (7x)

Candids/ Itália

Angelina Jolie é flagrada em Roma, na Itália

30 de março de 2022

Nesta quarta-feira, dia 30 de Março de 2022, Angelina Jolie foi flagrada pelos paparazzis de plantão quando passeava pela cidade de Roma, na Itália.

A cineasta estadunidense está na capital italiana, provavelmente, já trabalhando na pré-produção de seu mais novo projeto “Without Blood” (“Sem Sangue” em tradução literal, não oficial). O filme será dirigido e produzido por Jolie e começará a ser gravado no próximo mês de Maio, na Itália.

O roteiro foi adaptado do romance best-seller “Senza Sangue”, escrito por Alessandro Baricco e lançado no ano de 2002. O livro narra uma história sobre guerra, vingança, memória e cura.

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CANDIDS » 2022 » 30/03/22 (25x)