Jolie fala sobre os refugiados em entrevista para a Vogue
19 de junho de 2020
Em uma entrevista exclusiva concedida para a revista britânica, Vogue, a cineasta estadunidense e ganhadora do Oscar se recorda das duas últimas décadas que vem trabalhando com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR/UNHCR) e discute sobre sua jornada com relação a adoção de seus três filhos, Maddox, Pax e Zahara.
Escrito por Liam Freeman e traduzido pelo Angelina Jolie Brasil.
No que diz respeito à atuação e ao cinema, Angelina Jolie teve uma carreira bastante invejável durante seus 45 anos de idade. Nascida na realeza de Hollywood, sendo filha de Jon Voight e de Marcheline Bertrand, já falecida, ela estudou no prestigiado “Lee Strasberg Theatre and Film Institute” antes de estrelar em filmes como “Garota, Interrompida” (1999) – através do qual ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 2000 – e “A Troca” de Clint Eastwood (2008).
Posteriormente, ela fez sua estréia na direção no ano de 2011, com o longa “Na Terra de Amor e Ódio”, que aborda a Guerra da Bósnia, para o qual ela procurou apenas os colaboradores mais experientes – atores de elenco nascidos na região dos Bálcãs, que ela consultou sobre a produção e o diálogo. Mas talvez seja seu trabalho humanitário com os refugiados que tenha lhe ensinado suas maiores lições.
“Eu me sentia como se fosse uma estudante aos pés deles”, disse Jolie à Vogue. “Aprendi mais com os [refugiados] sobre família, resiliência, dignidade e sobrevivência do que posso expressar.” Mãe de seis filhos, ela passou quase duas décadas trabalhando com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, primeiro como Embaixadora da Boa Vontade e, a partir de 2012, como Enviada Especial, por sua dedicação à causa.
A primeira missão de Jolie foi em Serra Leoa, na África, nos anos finais da guerra civil que se estendeu de 1991 a 2002. Desde então, ela viajou para países como o Líbano, para conhecer crianças refugiadas sírias, o Curdistão, para destacar as necessidades mais críticas de 3,3 milhões de iraquianos que se encontravam deslocados internamente. Tailândia, onde famílias de Myanmar estão abrigadas em campos de refugiados no norte do país e, mais recentemente, na Colômbia, onde mais de 4 milhões de venezuelanos vivem no exílio.
Então, o que o papel da Enviada Especial do ACNUR implica? Além de chamar a atenção necessária para as grandes crises que resultam em deslocamentos populacionais em massa, Jolie representa a Agência e o Comissário em nível diplomático.
“Meu trabalho, agora, consiste em lutar ao lado dos meus colegas para que os refugiados tenham direitos, proteção e para que resistam aos retornos forçados. Nós também fazemos pressão para conseguirmos melhores oportunidades de aprendizado. O ACNUR é uma agência de proteção. Ajudamos aqueles que fugiram da guerra e da perseguição, que tiveram seus direitos violados”, explica ela.
Um dia antes do Dia Mundial dos Refugiados – um dia internacional designado pelas Nações Unidas (ONU) para homenagear os refugiados em todo o mundo, que é comemorado em 20 de junho – conversamos com Jolie sobre seu trabalho com o ACNUR e como isso transformou sua percepção sobre a maternidade.
A razão de ser do ACNUR é salvar vidas, proteger direitos e construir um futuro melhor para os refugiados. O que existe nessas causas que se relacionam com você pessoalmente?
Eu vejo todas as pessoas como iguais. Eu vejo o abuso e o sofrimento e não consigo aguentar. Em todo o mundo, as pessoas fogem de ataques de bombas, estupro, mutilação genital feminina, espancamentos, perseguição, assassinato. Essas pessoas não fogem para melhorar suas vidas. Elas fogem porque não podem sobreviver de outra maneira. O que eu realmente quero é acabar com o aquilo que força as pessoas a saírem de suas terras. Quero ver prevenção quando pudermos, proteção quando for necessário e responsabilidade quando os crimes forem cometidos.
Segundo o ACNUR, o mundo agora tem uma população de quase 80 milhões de pessoas deslocadas à força – a mais alta já registrada. Nos seus anos de trabalho com o ACNUR, você testemunhou este aumento dramático em primeira mão. Quais foram as principais causas?
Vejo falta de vontade em proteger e defender os direitos humanos básicos, vejo falta de diplomacia e responsabilidade. Muitas pessoas lucram com o caos de países que são dependentes e que encontram-se quebrados e isso me deixa doente. Também vemos líderes espalharem o medo visando ganhos políticos, para que o nacionalismo aumente assim como também a raiva pelo próximo. Mas, por outro lado, também vejo uma incrível generosidade com relação aos refugiados em muitos países e uma força extraordinária e resiliência dos próprios refugiados. Este não é um cenário sem esperança. Apenas cinco conflitos representam dois terços de todo o deslocamento transfronteiriço – Síria, Venezuela, Afeganistão, Sudão do Sul e Myanmar. Mudando a dinâmica lá, conseguiremos mudar o cenário do deslocamento global atual.
Antes da pandemia, você esteva trabalhando na Venezuela e em Bangladesh. Você pode nos contar algumas das coisas que testemunhou lá e qual é a situação agora?
Vi pessoas em seu estado mais humano, que sofreram violência e dificuldades inimagináveis e que estão apenas tentando cuidar de suas famílias. Qualquer um de nós faria o mesmo se estivéssemos naquela situação. Como todos nós, eles querem estar seguros, querem ter uma casa e querem ser livres. As realidades para refugiados ou para as pessoas deslocadas são extremamente difíceis. Eles são, frequentemente, vítimas de estupro e de abuso sexual. Eles estão lutando contra os mesmos tipos de doenças que podemos encontrar em qualquer comunidade em tempos de paz, no entanto, eles não tem acesso à assistência médica em que você ou eu poderíamos confiar. Além disso, os refugiados geralmente vivem em tendas em campos extremamente expostos às condições naturais. No mês passado, refugiados em Bangladesh foram atingidos por um ciclone.
Há regiões ou grupos de pessoas com as quais você está especialmente preocupada agora?
Estou realmente preocupada com as pessoas no Iêmen. Elas passaram por cinco anos de um conflito brutal. Elas sofreram ataques aéreos, bombardeios indiscriminados, violência sexual e tortura. Metade dos hospitais foram destruídos. As pessoas estão à beira da fome. E agora elas foram atingidas pelo Covid-19. No entanto, a comunidade internacional forneceu menos da metade dos fundos necessários para manter as operações de ajuda até o final deste ano. Isso significa que, em agosto, o dinheiro acabará e os programas que mantêm as pessoas vivas terão que ser encerrados no meio de uma guerra e uma pandemia. É horrível e indicativo do padrão global: não somos capazes de ajudar a pôr fim às guerras ou de fazer o suficiente para permitir que as pessoas sobrevivam. O ACNUR permanecerá e entregará o que puder, mas será muito difícil esticar os fundos de ajuda para atender às necessidades sem recebermos nenhuma ajuda.
Como a pandemia afetou os refugiados, direta ou indiretamente?
Infelizmente, estamos apenas no início do impacto econômico e social da crise e isso afetará as pessoas deslocadas, uma vez que os níveis de financiamento humanitário já eram tão baixos. É realmente assustador. É um momento de solidariedade e de entender que os refugiados estão na linha de frente na luta pela sobrevivência e pelos direitos humanos.
Você tem uma sensação de dicotomia entre a vida em Hollywood e o trabalho de campo com o ACNUR ou com a Fundação Maddox Jolie-Pitt (MJP) no Camboja?
Muitos colegas do ACNUR, mas principalmente os próprios refugiados, foram meus mentores. Lembro-me de uma das minhas primeiras missões de campo, na Serra Leoa, quando, em certo momento, depois de ouvir as histórias das pessoas, comecei a chorar. Havia uma avó incrível lá, cuidando de seus netos órfãos, que me levantou e me disse para que eu não chorasse, mas que eu ajudasse. Isso sempre ficou comigo. Minha vida como artista é sobre comunicação e arte. Às vezes, o foco é mais no entretenimento, mas, mais recentemente, meu trabalho como diretora tem sido muito mais sobre as questões globais em que eu me concentro. “Primeiro Mataram Meu Pai” é um filme que une esses mundos. Mas, no fundo, o filme retrata a história dos anos mais difíceis no país em que meu filho nasceu. Então, a maternidade também influencia meu trabalho. E não, não vejo uma divisão.
Você construiu uma casa no Camboja. Por que você sente esta forte afinidade com o país?
O Camboja foi o país que me conscientizou sobre os refugiados. Isso me fez participar de assuntos estrangeiros de uma maneira que nunca tinha feito e me juntar ao ACNUR. Acima de tudo, isso me fez ser mãe. Em 2001, eu estava participando de uma atividade em uma escola de Samlout, brincando com blocos no chão junto com uma criança e isso ficou tão claro para mim quanto a luz do dia. Naquele momento eu pensei: ‘Meu filho está aqui’. Alguns meses depois, conheci o bebê Mad em um orfanato. Não sei explicar e não acredito em mensagens ou superstições. Mas foi muito real e claro. Samlout foi a primeira e a última fortaleza do Khmer Vermelho. Foi para onde fui pela primeira vez com o ACNUR, porque fica perto da fronteira com a Tailândia, onde as pessoas estavam lutando para voltar. Estava cheio de minas terrestres. Eu escolhi investir e morar lá para tentar ajudar a melhorar uma das áreas mais desafiadoras do país. Encontramos 48 minas terrestres em minha propriedade. Minha casa fica em um complexo que eu compartilho com a sede da minha fundação. É 100% executado localmente, como deveria ser, e trabalho com uma grande equipe de pessoas.
Você tem três filhos adotivos, Maddox, Pax e Zahara, e três filhos biológicos, Shiloh, Vivienne e Knox. Quais são as coisas mais importantes a considerar ao criar irmãos adotivos e biológicos?
Esta é uma maneira bonita de formar uma família. O importante é falar com liberdade sobre tudo isso e compartilhar. “Adoção” e “orfanato” são palavras positivas em nossa casa. Com meus filhos adotivos, não posso falar sobre gravidez, mas falo com muitos detalhes e com muito amor sobre minha jornada em encontrá-los e como foi olhar nos olhos deles pela primeira vez. Todas as crianças adotadas vêm com um belo mistério de um mundo que está se encontrando com o seu. Quando eles são de outra raça e de terra estrangeira, esse mistério, esse presente, é muito grande. Para eles, nunca devem perder o contato com o lugar de onde vieram. Eles têm raízes que você não tem. Honre-os. Aprenda com eles. É a jornada mais incrível de se compartilhar. Eles não estão entrando no seu mundo, vocês estão entrando no mundo um do outro.
Você adotou Maddox do Camboja e seu filho Pax, do Vietnã – dois países em guerra um com o outro. Esta foi uma decisão consciente?
Isso é uma verdade, eu pensei sobre isso. Originalmente, pensei em não adotar no Vietnã porque Mad era cambojano e os dois países têm uma história complexa. Então eu estava lendo um livro sobre direitos humanos e me vi olhando para a imagem de um combatente vietnamita mantido em cativeiro por americanos. Pensei em meu próprio país e em nosso envolvimento no sudeste da Ásia. Pensei em focar num futuro em que fossemos todos da mesma família. Sou muito abençoada por ter sido autorizada a ser mãe deles. Sou grata por isso todos os dias.
Depois de escolher se separar de seu parceiro e do pai de seus filhos, o ator Brad Pitt, como você sustentou um ambiente saudável para seus filhos?
Separei para o bem-estar da minha família. Essa foi a decisão certa. Eu continuo focada no processo de cura deles. Muitas pessoas se aproveitaram do meu silêncio e meus filhos veem muitas mentiras sobre eles na mídia, mas eu os lembro de que eles conhecem suas próprias verdades e suas próprias mentes. Na verdade, são seis jovens muito corajosos e muito fortes.
Você pode discutir alguns dos projetos nos quais trabalhará nos próximos meses?
Trabalharei com o ACNUR nesta crise global, mantendo-me conectada e conscientizando as realidades de campo. E continuarei trabalhando com a “BBC World Service”, em uma iniciativa de alfabetização midiática para jovens. Também estou colaborando com a Anistia Internacional em um projeto de livro sobre os direitos das crianças. Entrei no confinamento da quarentena pensando que seria um bom momento para aprender a cozinhar. Mas isso nunca aconteceu. Eu conheço meus limites.
Fonte: Vogue
Jolie faz videoconferência e escreve sobre os refugiados
18 de junho de 2020
Nesta quinta-feira, dia 18 de Junho de 2020, o site oficial da renomada revista “TIME” publicou um novo artigo escrito pela Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR/ACNUR), Angelina Jolie, através do qual ela abordou a atual crise de refugiados. Além do artigo, Jolie participou de várias conversas de vídeos com diferentes profissionais que trabalham com a UNHCR. Confira a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil. Agradecimentos especiais ao nosso colaborador, Gui Leite.
Escrito por Angelina Jolie
Enquanto a injustiça causada pela discriminação e pelo racismo nos Estados Unidos explodem na linha da frente, nós também devemos abordar a perseguição e a opressão que aumentam ao redor do mundo, privando milhões de pessoas de seus direitos, liberdade e segurança física.
A Agência para Refugiados da ONU publicou seu último relatório anual sobre o estado dos deslocamentos humanos no mundo e podemos fazer uma leitura bastante clara. Quase 80 milhões de pessoas – o número mais alto desde que os registros começaram, de acordo com os dados disponíveis – foram expulsas de suas casas por extrema perseguição e violência, e passaram a viver como refugiados, como pessoas que precisam de abrigo ou como pessoas deslocadas dentro de seus próprios países. Pela primeira vez, o deslocamento forçado está afetando mais de um por cento da humanidade, ou seja, 1 em cada 97 pessoas.
São pessoas que fogem de ataques a escolas e hospitais, da violência sexual em massa, perseguições e fome em cidades inteiras, opressões de grupos terroristas assassinos e décadas de perseguição institucionalizada em razão da religião, do gênero ou da sexualidade.
Não é apenas o número total de pessoas deslocadas à força que é chocante. Mais pessoas estão sendo forçadas a deixar suas casas em larga escala em mais lugares e com uma das taxas mais rápidas das quais podemos nos lembrar. O deslocamento global quase dobrou desde 2010. O número de refugiados na África Subsaariana triplicou no mesmo período. E o número de países em que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados está trabalhando, buscando ajudar as pessoas deslocadas internamente, passou de 15 em 2005 para 33 em 2020. Isso ocorre antes da devastação econômica total das greves do COVID-19, ameaçando a fome e a insegurança mais profundas para milhões de pessoas.
Eu testemunhei a mudança com meus próprios olhos. Meus primeiros 10 anos no UNHCR, a partir de 2000, foram focados principalmente em ajudar os refugiados a voltar para suas casas em países como Camboja, Bósnia e Serra Leoa. Envolveu a limpeza de minas terrestres, a reconstrução de casas, a abertura de estradas e a retomada do mercado. As instituições internacionais – ainda que imperfeitas – apresentaram uma pequena quantidade de justiça e responsabilidade.
Em meados da década de 1990, até por volta de 2010, o número de pessoas deslocadas permaneceu relativamente estável em todo o mundo, porque, embora os novos deslocamentos continuassem, muitos refugiados foram repatriados após acordos de paz, construíram casas permanentes em seus países anfitriões ou foram reassentados em novos países.
Mas nos últimos 10 anos, a pouca justiça e as poucas soluções disponíveis para os refugiados secou. Eu visitei refugiados sírios cerca de uma dúzia de vezes desde o início do conflito naquela região. Os refugiados que conheci quando crianças agora têm seus próprios filhos e ainda vivem nos mesmos acampamentos sem segurança, com provisões cada vez menores e sem perspectivas de um acordo político justo e equitativo em seu país que lhes permita voltar para casa em segurança.
Vários fatores parecem estar em jogo. A década passada começou com uma recessão global que alimentou dificuldades, raiva e descontentamento. Muitos países e comunidades em todo o mundo mostraram extraordinária generosidade para os refugiados que vivem em seu meio. Mas, mesmo que, em todo o mundo, médicos, enfermeiros e profissionais de saúde estejam à linha de frente da resposta ao COVID-19, os refugiados são frequentemente vistos como um fardo, recebidos com xenofobia e racismo, denegridos e desumanizados na política e na mídia.
Vários fatores parecem estar em jogo. A década passada começou com uma recessão global que alimentou dificuldades, raiva e descontentamento. Muitos países e comunidades em todo o mundo mostraram extraordinária generosidade para os refugiados que vivem em seu meio. Mas, mesmo que, em todo o mundo, médicos refugiados, enfermeiros e profissionais de saúde atendam à linha de frente da resposta ao COVID-19 , os refugiados são frequentemente vistos como um fardo, recebidos com xenofobia e racismo e denegridos e desumanizados na política e na mídia.
Somos rápidos em criticar os registros de direitos humanos dos adversários, mas silenciosos quando conflitos que criam deslocamento e miséria envolvem nossos aliados. Quando começamos a escolher quais países ou povos iremos ajudar, da assistência humanitária até nossas políticas de asilo, somos nós mesmos os discriminadores: atribuindo diferentes níveis de importância a diferentes povos, raças, religiões e etnias, violando o princípio fundamental de que todos nascem iguais.
Em nossos anos escolares, nós americanos não somos ensinados o suficiente a respeitar e admirar as culturas e contribuições de países com histórias muito mais antigas do que as nossas. Ou, na verdade, a ter uma compreensão verdadeiramente profunda de nossa própria história e das condições s em que nosso país foi construído. Essa é uma das razões pelas quais, nos meus vinte e poucos anos, eu queria trabalhar com o ACNUR.
O que ficou claro para mim, através do meu trabalho, é que a luta pelos direitos humanos e pela igualdade é universal. É uma luta única, onde quer que vivamos, por mais diferentes que sejam as circunstâncias. Existe uma linha divisória em todo o mundo, entre aqueles que têm direitos e liberdade e aqueles que não têm. Quem escolhemos ajudar e o quanto estamos preparados e dispostos para mudar e lutar, não deve parar em nossas fronteiras.
Fonte: TIME
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The One and Only Ivan será lançado direto no Disney+
12 de junho de 2020
Recentemente, a Disney anunciou mais algumas mudanças em seu calendário de lançamentos este ano.
A animação “The One and Only Ivan”, anteriormente prevista para ser lançada no dia 14 de agosto nos cinemas, agora fará sua estreia diretamente no streaming Disney+ no dia 21 do mesmo mês (via Collider).
Esse não é o primeiro longa previsto para os cinemas que teve o lançamento feito no streaming. Há alguns meses, o estúdio anunciou o lançamento de “Artemis Fowl” na plataforma e adiantou a estreia de outras, como “Hamilton”, “Frozen 2” e “Dois Irmãos”.
A trama de “The One and Only Ivan” acompanha um gorila chamado Ivan, que vive na jaula de um shopping, junto com uma elefanta chamada Stella e o cachorro Bob. O gorila não lembra de como era sua vida fora do local, mas quando a bebê elefante Ruby chega, ela começa a conviver com ele e faz com que Ivan comece a se lembrar de sua vida antes de ser trancado em uma jaula. Então, ele decide bolar um plano para tirar a pequena elefanta do dono abusivo.
Angelina Jolie, que também é produtora, faz a voz de Stella e Brooklyn Prince (“Projeto Flórida”), dubla Ruby. O filme tem roteiro de Mike White e direção de Thea Sharrock (“Como eu Era Antes de Você”).
Fonte: Omelete
Jolie faz videoconferência com ex-refugiada
12 de junho de 2020
Três anos atrás, a Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Angelina Jolie, esteve presente em um desfile de moda durante o ao Dia Mundial do Refugiado, quando visitava o abrigo RefuSHE para meninas abandonadas e órfãs, localizado na cidade de Nairobi, no Quênia.
A RefuSHE é uma organização não governamental pioneira que procura preencher uma lacuna crucial no atendimento aos refugiados mais vulneráveis da África Oriental: meninas e mulheres jovens, entre 13 e 23 anos, que fugiram da guerra, da perseguição e da violência sexual em seus países de origem e que precisam de um sistema de apoio.
A comunidade fornece abrigo e aconselhamento sobre traumas e conduz um programa de educação multidisciplinar, que inclui cursos de matemática, inglês e suaíli, além de treinamento vocacional junto à “Artisan Collective”, promovendo habilidades de liderança e negócios através da produção de tecidos tingidos à mão e lenços.
Recentemente, Jolie conversou via “Zoom” com Chantale Zuzi, uma das garotas que ela conheceu através da RefuSHE. Ela nasceu na República Democrática do Congo, onde enfrentou perseguição por ser albina e perdeu tragicamente seus pais antes de se tornar adolescente. Foi reassentada em Massachusetts, no ano de 2018, através do Programa para Refugiados Menores Não Acompanhados (Unaccompanied Refugee Minors Program).
Agora com 18 anos, Zuzi está em casa com suas mães adotivas, Deborah e Alisa, terminando remotamente seu primeiro ano do ensino médio e colocando as habilidades de costura que aprendeu na RefuSHE para criar máscaras e ajudar na proteção contra COVID-19, durante seu tempo livre. Ela sonha em estudar arte e desenvolvimento internacional na Universidade de Columbia e, um dia, trabalhar para as Nações Unidas.
“Seria ótimo se todos os refugiados jovens tivessem a oportunidade de ir à escola e terem um futuro. E tenho certeza de que eles retribuirão muito à comunidade,” disse Zuzi durante a videoconferência.
Jolie concordou: “Você e eu sabemos a sorte que qualquer comunidade teria em ter tantas meninas como você e como muitas de suas irmãs ao redor do mundo, que sofreram tanto e são mulheres fortes, jovens, que querem apenas uma oportunidade de fazer o bem e estarem seguras. Eu acho triste o fato de uma criança ter que desejar isso – algo que ela já não tinha quando nasceu – ter segurança “.
Zuzi e Jolie estão ansiosas pelo próximo desfile de moda da RefuSHE, “Fashion Challenge: Reimagined”, uma competição interativa de design online, marcada para a próxima semana. Felizmente, com o novo formato digital, “Mais pessoas aprenderão sobre o trabalho, o programa, os designs e todo o resto”, disse Jolie.
Sete jovens designers de Chicago, onde a RefuSHE tem seus escritórios nos EUA, competirão criando uma aparência única de passarela que incorpora tecido tingido à mão feito por sete membros do Artisan Collective da RefuSHE. Os pares de concorrentes são: Concetta Cipriano e Solange, Amy Fenderson e Aimé, Taylor Graves e Clementine, Fraley Le e Cecile, Lagi Nadeau e Marth, Xochil Herrera Scheer e Bersherb e Kate Van Asten e Jessica.
O show será exibido ao vivo na próxima quinta-feira (18), às 18h30min, com votação aberta ao público. As vencedoras serão anunciadas no Dia Mundial do Refugiado, no sábado, dia 20 de Junho. Lenços, com as mesmas impressões exibidos na passarela estarão disponíveis para compra na loja online da RefuSHE, com 100 por cento dos rendimentos reinvestidos ao Artisan Collective e seus membros.
Também na videoconferência, Zuzi expressou sua gratidão: “Aos Estados Unidos por me dar a oportunidade de estar aqui. Eu vou deixar meu país orgulhoso”.
Jolie disse: “Você faz parte das pessoas que ajudam a construir uma América forte, você, mulheres como você, garotas como você. E nosso país foi construído por muitas pessoas, que vieram de diferentes partes do mundo – é assim que damos nosso melhor. Então, eu espero ser a América da forma que você nos vê, é assim que devemos ser… A América que devemos ser é a América que você vê. Espero que possamos ver isso acontecer.”
Fonte: Harper’s BAZAAR
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Nesta sexta-feira, dia 12 de Junho de 2020, a revista Harper’s BAZAAR britânica publicou, em seu site oficial, uma entrevista exclusiva com a cineasta e ativista estadunidense, Angelina Jolie. A atriz falou sobre as consequências do corona vírus e sobre o que tem assistido, lendo e ouvido durante o confinamento. O ensaio fotográfico foi realizado pelo filho mais novo de Angelina, Knox Jolie-Pitt. Leia a entrevista traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil:
Esse período de bloqueio levou você a reconsiderar o que é realmente importante para você?
Anos atrás, tive a sorte de viajar com a ONU para as fronteiras ao redor do mundo e de ter tido a oportunidade de colocar em perspectiva o que realmente importa. Tendo seis filhos, sou lembrada diariamente sobre o que é mais importante. Mas, depois de quase duas décadas de trabalho internacional, essa pandemia e esse momento na América me fizeram repensar as necessidades e o sofrimento dentro do meu próprio país. Estou focando nos aspectos globais e domésticos; eles estão obviamente ligados. Existem mais de 70 milhões de pessoas que tiveram que deixar suas casas em todo o mundo por causa das guerras e perseguições – e há racismo e discriminação nos Estados Unidos. Um sistema que protege a mim, mas pode não proteger minha filha – ou qualquer outro homem, mulher ou criança em nosso país com base na cor de sua pele – é intolerável. Precisamos progredir de algo que vá além da simpatia e das boas intenções, para leis e políticas que realmente abordem o racismo estrutural e a impunidade. Acabar com os abusos no policiamento é apenas o começo. Vai muito além disso, em todos os aspectos da sociedade, do nosso sistema educacional às nossas políticas.
Que conselho você daria para ensinar as crianças sobre questões que envolvem raça e racismo?
Ouvir aqueles que estão sendo oprimidos e nunca achar que sabem tudo sobre as coisas…
Quais foram algumas das coisas mais inspiradoras que você testemunhou durante o confinamento?
A maneira como as pessoas estão crescendo. Dizendo que estão cansadas das desculpas, de meias medidas e demonstrando solidariedade entre si diante das respostas inadequadas daqueles que estão no poder. Parece que o mundo está acordando e as pessoas estão forçando um acerto de contas mais profundo, dentro de suas sociedades. É hora de fazer mudanças em nossas leis e instituições – ouvindo aqueles que foram mais afetados e cujas vozes foram excluídas.
Quais foram os impactos mais horríveis gerados pela quarentena sob sua perspectiva?
Estou profundamente preocupada com o impacto da pandemia e da crise econômica global nos refugiados. São pessoas que foram expulsas de suas casas e países em razão de bombas, estupro e perseguição violenta em todas as suas formas, muito antes deste vírus. Os refugiados sofrem com a xenofobia, racismo e preconceito todos os dias e são algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo quando se trata das consequências econômicas da pandemia. O outro horror é a violência doméstica. A realidade, antes do confinamento, era que o lugar mais perigoso para uma mulher estar era dentro de sua casa. Durante o confinamento, o abuso e o nível de violência aumentaram. Acima de tudo, minha preocupação é com as crianças. O número de crianças que conhecemos sendo abusadas e agredidas neste exato momento me mantém acordada à noite. Há uma crise de saúde global com relação às crianças que sofrem abuso, negligência e os efeitos desse trauma. E não é o bastante para protegê-las.
Por que você acha que muitas pessoas não levam a sério os problemas que cercam a violência doméstica?
Ainda fechamos os olhos para a violência doméstica. Muitas vezes não acreditamos nos sobreviventes, não colocamos os direitos das crianças em primeiro lugar ou não levamos o trauma a sério. Nossos serviços de proteção à criança não têm recursos e fundos adequados. Eles não têm treinamento adequado. Os juízes também. Nos Estados Unidos, não existe sequer um registro nacional de mortes por abuso infantil ou uma definição de morte causada por maus tratos, o que significa que não podemos rastrear a escala do problema de maneira eficaz. Tenho como convicção que, não apenas aqueles que cometem abusos, mas também aqueles que os encobrem e os rejeitam, devem ser responsabilizados. Todo mundo diz que é contra a violência doméstica, mas é esse tipo de coisa muito específica que precisamos mudar – e a proteção das crianças deve estar no centro disso.
Milhões de jovens em idade escolar e universitária tiveram a educação interrompida pela pandemia. Existe o risco de que algumas crianças nunca retornem à sala de aula e, se voltarem, como poderemos protegê-las?
Quando as meninas estão fora da escola, elas ficam muito mais vulneráveis ao casamento infantil, ao trabalho infantil, ao abuso sexual e a outras violações de seus direitos. A pandemia parece ter gerado efeitos indiretos na vida das meninas em muitos países. Sabemos disso, mas ainda existe inércia. A ONU alerta que a pandemia pode resultar em mais de dois milhões de casos de mutilação genital feminina e em mais de 13 milhões de casamentos de crianças na próxima década. Isso é horrível. Não existe uma resposta fácil, mas soar o alarme sobre isso, exortando os governos a se anteciparem, nos locais onde as meninas serão mais vulneráveis, e a agir, é algo essencial como primeiro passo. E não devemos aceitar nenhuma retórica de líderes que digam que outras questões têm prioridade. Não há nada mais importante.
Você é uma defensora apaixonada pela mudança; o que conecta todas as causas que você apoia?
Direitos humanos e igualdade. Alguns países têm circunstâncias mais extremas, mas a realidade é que a luta para viver em segurança, com independência, em poder trabalhar e prover dignidade à sua família é a mesma luta em todos os lugares, e está ficando cada vez mais difícil para muitos. pessoas vulneráveis. Seja uma família de refugiados ou uma família que luta contra a fome e a pobreza em nossos próprios países.
Como surgiu sua parceria com a Anistia Internacional nos livros infantis? O que lhe deu essa ideia?
A razão pela qual os direitos não atingem uma criança que vive em determinado país, ou uma criança que vive em uma casa onde os adultos os estão bloqueando. Em muitos casos, a criança não pode depender dos adultos. Estamos trabalhando em um livro para ajudar as crianças a se capacitarem. Ensinará o que fazer quando seus direitos são revogados ou não concedidos desde o início. Queremos ajudar as crianças, que estão tão engajadas agora, a usar seus conhecimentos, a lutar por seus direitos e reivindicá-los.
O que você tem lido ou assistido durante o confinamento e como você achou isso útil?
Estou ouvindo coisas na maior parte do dia. Eu acompanho online a revista Time, o The New York Times, a BBC World Service e os ativistas do movimento Black Lives Matter. Mais recentemente, assisti ao documentário “Não Sou Seu Preto” (I Am Not Your Negro) sobre James Baldwin e o movimento dos direitos civis na América. Antes de dormir, tenho lido o livro “Comportamento Irracional” de Don McCullin e refletido sobre como o jornalismo mudou na metade do último século.
O que você fez para aliviar os pensamentos ansiosos durante a pandemia?
Como a maioria dos pais, concentro-me em manter a calma, para que meus filhos não sintam a ansiedade através de mim, além de tudo com o que já estão se preocupando . Eu coloquei toda a minha energia neles. Durante o confinamento, o coelho de Vivienne faleceu durante uma cirurgia e nós adotamos dois novos coelhos pequenininhos que são deficientes. Eles precisam estar em dupla. Meus filhos são muito gentis e ajudaram nos cuidados com eles ao lado da irmã neste momento. E nos cães, na cobra e no lagarto …
Qual é o seu único desejo de vida após o confinamento?
Que o foco nos esforços, que buscam realizar mudanças estruturais, visando proteger as pessoas vulneráveis, permaneça no centro de nossas discussões. Que não nos voltemos para nós mesmos e que trabalhemos com ainda mais consciência sobre nossa humanidade compartilhada.
Fonte: Harper’s BAZAAR
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Na última quinta-feira (4), a renomada revista estadunidense “Forbes” divulgou sua lista anual com as celebridades mais bem pagas do mundo, envolvendo nomes famosos da música, esportes, TV, cinema, entre outros.
No primeiro lugar, está a empresária Kylie Jenner, que arrecadou 590 milhões de dólares ao longo do período analisado. No segundo lugar, está o cantor Kanye West, que arrecadou U$170 milhões. Já no terceiro lugar, está o tenista suíço Roger Federer, que arrecadou U$106.3 milhões.
A cineasta estadunidense, Angelina Jolie, aparece na 99ª posição, já que arrecadou 35.5 milhões de dólares ao longo do período analisado. Ela é a segunda atriz mais bem paga da lista, ficando atrás apenas de Sofia Vergara. Confira a lista completa abaixo:
1º – Kylie Jenner – U$ 590 milhões
2º – Kanye West – U$ 170 milhões
3º – Roger Federer – U$ 106,3 milhões
4º – Cristiano Ronaldo – U$ 105 milhões
5º – Lionel Messi – U$ 104 milhões
6º – Tyler Perry – U$ 97 milhões
7º – Neymar – U$ 95,5 milhões
8º – Howard Stern – U$ 90 milhões
9º – Lebron James – U$ 88,2 milhões
10º – Dwayne Johnson – U$ 87,5 milhões
12º – Ellen DeGeneres – U$ 84 milhões
14º – Elton John – U$ 81 milhões
17º – Ariana Grande – U$ 72 milhões
18º – Ryan Reynolds – U$ 71,5 milhões
19º – Gordon Ramsay – U$ 70 milhões
20º – Jonas Brothers – U$ 68,5 milhões
23º – Ed Sheeran – U$ 64 milhões
25º – Taylor Swift – U$ 63,5 milhões
28º – J. K. Rowling – U$ 60 milhões
32º – Rolling Stones – U$ 59 milhões
33º – Mark Wahlberg – U$ 58 milhões
37º – Ben Affleck – U$ 55 milhões
39º – Shawn Mendes – U$ 54,5 milhões
40º – Vin Diesel – U$ 54 milhões
40º – Lewis Hamilton – U$ 54 milhões
42º – Jay-Z – U$ 53,5 milhões
43º – Billie Eilish – U$ 53 milhões
45º – Jerry Seinfeld – U$ 51 milhões
47º – BTS – U$ 50 milhões
48º – Kim Kardashian – U$ 49,5 milhões
49º – Drake – U$ 49 milhões
56º – Jennifer Lopez – U$ 47,5 milhões
57º – Pink – U$ 47 milhões
60º – Rihanna – U$ 46 milhões
64º – Backstreet Boys – U$ 45 milhões
64º – Tom Brady – U$ 45 milhões
64º – Phil Collins – U$ 45 milhões
68º – Novak Djokovic – U$ 44,6 milhões
69º – Will Smith – U$ 44,5 milhões
71º – Sofia Vergara – U$ 43 milhões
73º – Céline Dion – U$ 42 milhões
75º – Adam Sandler – U$ 41 milhões
78º – Metallica – U$ 40,5 milhões
80º – Jackie Chan – U$ 40 milhões
80º – Rafael Nadal – U$ 40 milhões
86º – Katy Perry – U$ 38,5 milhões
87º – Lady Gaga – U$ 38 milhões
87º – Bon Jovi – U$ 38 milhões
88º – U2 – U$ 38 milhões
91º – Paul McCartney – U$ 37 milhões
91º – Oprah Winfrey – U$ 37 milhões
95º – Kiss – U$ 36,5 milhões
97º – Sebastian Vettel – U$ 36,3 milhões
98º – Serena Williams – U$ 36 milhões
99º – Angelina Jolie – U$ 35,5 milhões
100º – Mohamed Salah – U$ 35,1 milhões
Fonte: Forbes
Na última quinta-feira (4), a cineasta norte americana, Angelina Jolie, comemorou seu 45º aniversário ao lado de seus seis filhos, Maddox (18), Pax (16), Zahara (15), Shiloh (14) e os gêmeos Knox e Vivienne, na cidade de Los Angeles.
No entanto, um dia antes de seu aniversário, a ativista e também ganhadora do Oscar doou 200.000 dólares à Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP – National Association for the Advancement of Colored People, em inglês). Em um comunicado publicado pelo site oficial da revista People, Jolie se manifestou dizendo:
“Os direitos não pertencem a nenhum grupo específico para serem doados a outro. Discriminação e impunidade não podem ser toleradas, explicadas ou justificadas. Espero que possamos nos unir como americanos para resolver os profundos erros estruturais em nossa sociedade. Eu defendo o Fundo de Defesa Legal da ANPPC em sua luta pela igualdade racial, justiça social e defendo seu urgente pedido de reforma legislativa”.
Desde o assassinato de George Floyd, que provocou protestos em todo o mundo contra a brutalidade policial, Jolie e seus filhos têm tido conversas difíceis e necessárias sobre raça durante o isolamento social em Los Angeles. A atriz e diretora está na ativa desde que a pandemia do COVID-19 se espalhou pelo mundo. Ela doou para diferentes organizações. Em meio à propagação contínua do vírus, Jolie comemorou seu aniversário através de uma videoconferência com amigos e colegas no “Zoom” e passou o dia com seus filhos em casa.
Uma das causas pelas quais Jolie tem se manifestado é a falta de estabilidade alimentar que milhares de crianças enfrentam em todo o país, agravada pelo fechamento das escolas para conter a propagação do vírus. No mês passado, Jolie participou de uma videoconferência, liderada pela “No Kid Hungry”, uma organização que trabalha para alimentar crianças nos Estados Unidos durante a pandemia do COVID-19. Anteriormente, Jolie doou 1 milhão de dólares para a organização e continuou a se envolver com a causa. Jolie, que defende refugiados em todo o mundo há anos como Enviada Especial do ACNUR / UNHCR, relatou que se envolveu com a “No Kid Hungry” depois de perceber o alcance da situação nos Estados Unidos.
“Eu sabia que havia problemas na América do Norte. Eu sabia que havia pobreza. Mas eu não consegui acreditar quando soube quantas crianças, em idade escolar, dependem de uma refeição para não passar fome. Fiquei tão enojada com o fato de chegarmos a esse ponto como país e por deixarmos aqueles que são os mais vulneráveis ??em tal estado. Não consigo imaginar como deve ser para esses pais.”
Jolie também pediu ao Congresso, em uma carta enviada no mês passado, que aumentassem a assistência alimentar às famílias afetadas por meio do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP).
“Muitas das crianças mais vulneráveis da America do Norte perderam quase 740 milhões de refeições escolares, devido ao fechamento das instituições de ensino, em razão da rápida disseminação do corona vírus. Com os pais enfrentando dificuldades relacionadas aos empregos e salários que foram perdidos, muitas dessas crianças estão passando fome”, escreveu ela na carta enviada à relatora da câmara, Nancy Pelosi, ao lider da minoria da câmara, Kevin McCarthy, ao líder da maioria do senado, Mitch McConnell e ao líder da minoria do senado norte americano, Chuck Schumer, conforme publicado pelo jornal USA Today.
“Embora o fortalecimento do Programa de Assistência Nutricional Suplementar não alivie todos os desafios que as famílias de baixa renda estão enfrentando, durante esta emergência de saúde pública, ajudará a garantir que menos crianças durmam com fome em nosso país”, disse ela.
Fonte: People
Nesta quarta-feira, dia 04 de Junho de 2020, nossa musa inspiradora completa 45 anos de idade! Feliz Aniversário Angelina Jolie! Alguns anos atrás, fizemos um lindo e emocionante vídeo para comemorarmos o aniversário da atriz. Caso você não tenha visto, decidimos compartilhá-lo mais uma vez! Confira:
Angelina nasceu na cidade de Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos. A jovem rebelde que colecionava facas, cicatrizes e andava de moto com calças e casacos de couro, começou sua carreira de atriz muito cedo e, no ano 2000, ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme “Garota, Interrompida”.
Entretanto, ela ficou realmente famosa somente depois de interpretar o papel da aventureira Lara Croft na adaptação do videogame “Tomb Raider” lançado em 2001. Após adotar seu primeiro filho, Maddox, no Camboja em 2002 e transformar-se em Embaixadora da Boa Vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR/ACNUR), Angelina aparentou deixar a rebeldia de lado. Em 2005, Jolie adotou Zahara na Etiópia e, em 2006, na África, deu luz à Shiloh. Em 2007, adotou Pax no Vietnã e, em 2008, deu luz aos gêmeos Knox e Vivienne, na França.
Em 2011, ela estreou como diretora no filme “Na Terra de Amor e Ódio” e recebeu o status de Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados em Genebra; Em 2014, ela foi condecorada com o título de Dama Comenda da Mais Distinta Ordem de São Miguel e São Jorge do Império Britânico, entregue pela Rainha Elizabeth II, em um evento que aconteceu em Outubro, no Palácio de Buckingham em Londres, Inglaterra, pelos serviços prestados à política externa do país e pela campanha contra violência sexual em zonas de guerra.
Apesar de ser constantemente alvo de rumores sobre falsas doenças (como anorexia, câncer, etc.), Angelina continua linda, saudável, totalmente focada em sua família, em seu trabalho humanitário como Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e em seu trabalho como cineasta! Para comemorar e desejar feliz aniversário à nossa Musa, vamos usar a hashtag #HappyBDayAngelinaJolie!?