Nesta segunda-feira, dia 20 de Julho de 2020, a mamãe Angelina Jolie levou sua filha mais nova, Vivienne (12), até o pet shop “Pet Co”, localizado na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Mãe e filha foram flagradas pelos paparazzis de plantão quando deixavam o local e caminhavam em direção ao carro. Em nossa Galeria, foram adicionadas 18 fotos. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.
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Jolie se reúne com Conselho de Segurança da ONU
18 de julho de 2020
Na manhã desta sexta-feira, dia 17 de Julho de 2020, o Conselho de Segurança realizou um debate de alto nível sobre a violência sexual em conflitos que aconteceu durante uma mesa redonda virtual. O encontro foi organizado pela República Dominicana como parte do evento “Mulheres, Paz e Segurança”.
Vários ministros das Relações Exteriores dos países membros do Conselho juntaram-se à Representante Especial das Nações Unidas para a Violência Sexual em Conflitos e subsecretária-geral das Nações Unidas, Pramila Patten, para chamar a atenção para o problema agravado pela pandemia do novo coronavírus
Dentre os participantes estava a cineasta Angelina Jolie, que também trabalha com a Agência da ONU para Refugiados, (UNHCR / ACNUR), há cerca de 20 anos.
Jolie contou que falava em nome das crianças, que segundo ela são geralmente esquecidas nessa situação. Para ela, as resoluções do Conselho de Segurança, se não passarem das palavras à ação, tornam-se apenas “promessas vazias”. Ela lembrou que a resolução de nº. 2467, adotada no ano passado, foi a primeira a colocar os sobreviventes de violência sexual em conflito no centro das ações.
Angelina Jolie afirmou que, ao não executar a resolução, os países quebram com suas promessas. Ela contou que visitou vários sobreviventes de violência sexual e de violência doméstica, que passaram por traumas e abusos durante as viagens de campo que fez.
A atriz lembrou que todos os continentes e países são afetados com esse problema. A Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados falou sobre crianças vítimas do grupo terrorista Estado Islâmico ou Daesh, que foram sequestradas escravizadas e torturadas. O grupo alvejou milhares de mulheres e crianças.
Angelina Jolie contou que muitos menores foram assassinados, mas cerca de 2 mil conseguiram retornar à casa. Muitos sofrendo de estresse, ansiedade e depressão. Várias crianças testemunharam o assassinato de parentes e estupros das próprias mães.
Uma das médicas ouvidas pela atriz, que atendia centenas de mulheres Yazidi, afirmou que quase toda a paciente que ela atendeu, entre 9 e 17 anos, havia sido estuprada ou havia sido vítima de outros atos de violência sexual. Em alguns casos, as vítimas tinham de 6 a 9 anos de idade.
Angelina Jolie pediu por mais recursos para as áreas de assistência às vítimas de violência sexual e conflito e mais apoio para os trabalhadores humanitários e defensores de direitos humanos que ajudam os sobreviventes ao redor do mundo.
A Enviada Especial concluiu sua fala, pedindo ao Conselho de Segurança que faça um novo compromisso com os termos da resolução aprovada no ano passado, que inclui sanções aos autores de crimes de violência sexual em conflito. Para ela, este é o momento de passar da retórica à ação e todos os países podem fazer mais.
Fonte: ONU News
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Jolie e Viv fazem compras em centro comercial de LA
16 de julho de 2020
Nesta quarta-feira, dia 15 de Julho de 2020, a mamãe Angelina Jolie levou sua filha mais nova, Vivienne (12) para fazer compras no centro comercial “Hollywest Promenade”, localizado no bairro de Los Feliz, na cidade de Los Angeles, Estados Unidos.
Mãe e filha foram flagradas pelos paparazzis de plantão quando chegavam ao local e, posteriormente, quando deixavam o estabelecimento e caminhavam em direção ao carro.
Cumprindo com o uso obrigatório de máscara, tanto a atriz quanto sua filha usavam máscaras de pano na cor cinza e luvas azuis.
Todos os californianos devem usar máscaras em ambientes públicos ou de alto risco para ajudar a conter a propagação do coronavírus, graças à ação de Gavin Newsom, atual governador da Califórnia.
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Na noite desta terça-feira, dia 14 de Julho de 2020, a mamãe Angelina Jolie e seu filho de 16 anos, Pax, foram flagrados pelos paparazzis de plantão quando chegavam ao restaurante “A.O.C.”, localizado na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.
A estrela de cinema de 45 anos e seu filho tomaram o cuidado de usar máscaras durante a pandemia de coronavírus que ainda se encontra em andamento.
Adicionamos 40 fotos em nossa Galeria. Clique em qualquer miniatura abaixo para ter acesso ao álbum.
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Jolie fala sobre os refugiados em live com a UNESCO
14 de julho de 2020
A Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Angelina Jolie, pediu ao mundo que invista na educação das crianças refugiadas durante mesa redonda virtual da UNESCO e do UNHCR (ACNUR) que aconteceu nesta segunda-feira (13). Durante o evento, Jolie foi convidada a se manifestar a respeito dos refugiados e da pandemia atual do COVID-19. Confira um trecho de sua fala abaixo:
“Bom dia, boa tarde ou boa noite, depende de onde você estiver, obrigada por estarem aqui. Como sabemos, crianças em todos os países estão lidando com os efeitos da COVID-19, uma inteira geração de crianças que teve suas educações severamente interrompidas, mais de um 1 bilhão de crianças mundialmente. Nós estamos aqui hoje para discutir como podemos evitar que essa interrupção se torne permanente para milhões de crianças refugiadas. Se você era uma criança refugiada antes da pandemia, já tinha duas vezes mais chances de estar fora da escola do que outras crianças.
O UNHCR tem trabalhado junto com o “Malala Fund” para modelar uma possibilidade de impacto pelo vírus, e o estudo mostrou que há um risco significante de que metade das garotas que estão atualmente matriculadas, nunca mais voltarão para a escola. Há uma criança refugiada específica que sintetiza esse risco para mim. O nome dela é Hala, ela tinha nove anos, brincando em seu jardim na Síria, quando sua casa foi bombardeada, matando sua mãe e forçando-a, junto de seus irmãos, a fugirem para o Líbano. Quando ela tinha 11 anos, quando eu a conheci, ela passava dias buscando água, combustível e cozinhando para sua família. Ela parou de ir à escola e agora, em sua adolescência, ela já está casada e com seu primeiro filho.
Milhões de crianças refugiadas vão enfrentar essas pressões que alteram a vida como resultado da pandemia e a crise econômica. O COVID-19 está provando ser um catalisador incrível para a ciência, descobertas e inovação. Se nós pudéssemos fazer o mesmo com a educação, aproveitando novas tecnologias com o poder do governo, financiamento do setor privado, energia e com a motivação de milhões de jovens talentosos, seria uma das maiores prevenções imagináveis contra pobreza e a negação de direitos mundialmente, e claro, não há uma solução que serve para todas as situações.
Em uma mão, existem incríveis novas tecnologias disponíveis para educação à distância, na outra, muitas crianças não têm acesso, nem mesmo a TV ou rádio, muito menos um notebook ou Wi-Fi; 80% dos estudantes na África subsaariana não possui acesso à internet. Então há uma divisão digital muito real também entre países. Temos que considerar quais tecnologias funcionam melhores para situações individuais: de serviços SMS a rádio, TV, internet, as necessidades das crianças com limitações; a parte que a fome afeta a capacidade das crianças aprenderem; o papel dos professores e do apoio que eles precisam para continuar, e muitos outros problemas. Eu espero muito que essa aliança seja um começo para identificar soluções, modelos que funcionem e para que possamos aumentá-las em um tamanho global […]
Na minha opinião, existe uma pergunta fundamental a respeito disso tudo, em razão da forma que mundo fala – e fala com frequência – sobre refugiados: Nós permitimos que o mundo considere os refugiados como um fardo?” Jolie perguntou. “Ou os ajudamos a ver que são indivíduos com enorme potencial que, se receberem as ferramentas certas, podem desenvolver suas mentes, contribuir com a sociedade e ajudar a estabilizar seus países de origem? Não existe melhor investimento que possamos fazer – e, é claro, isso também é um direito humano básico deles que não deve ser negado”.
Cerca de 1,6 bilhão de crianças foram retiradas das escolas devido ao COVID-19, informou o UNICEF em abril. Antes da pandemia, já havia quase 260 milhões de crianças deixando de estudar em todo o mundo, segundo um relatório da UNESCO.
Agradecimentos especiais ao nosso colaborador, Gui Leite.
Em nossa Galeria, adicionadas 50 capturas de tela do vídeo. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.
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Neste sábado, dia 11 de Julho de 2020, a mamãe Angelina Jolie levou seu filho mais novo, Knox (12), para fazer compras nas lojas “Blue Rooster” e “Soap Plant + Wacko”, localizadas na cidade de Los Angeles, Estados Unidos.
Mãe e filho foram fotografados pelos paparazzis de plantão, quando chegavam às lojas e, posteriormente, quando deixavam o estabelecimento.
Em nossa Galeria, foram adicionadas 70 fotos. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso aos álbuns.
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Jolie envia mensagem em homenagem a Srebrenica
12 de julho de 2020
Neste sábado, a Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Angelina Jolie, enviou uma mensagem de vídeo em homenagem aos 25 anos do genocídio da Bósnia. O vídeo foi compartilhado pelo canal oficial da organização Remembering Srebrenica no YouTube.
No dia 11 de Julho é celebrado o Dia Memorial de Srebrenica, em homenagem aos homens e meninos muçulmanos vítimas do genocídio que aconteceu em 1995 na cidade de Srebrenica, na Bósnia e Herzegovina. Na mensagem, Jolie diz:
Eu estou pensando, hoje, nas mães de Srebrenica e em todas as outras sobreviventes cujos maridos, irmãos e filhos foram mortos no genocídio que aconteceu 25 anos atrás.
Eu penso também nas vítimas, particularmente, nas crianças, a quem foi negada a chance de viver, amar e ter suas próprias famílias. É uma perda indescritível.
E eu penso em todo o povo da Bósnia e Herzegovina, este lindo país em forma de coração, que fica no coração da Europa, que me deu muitos amigos queridos, proporcionou experiências maravilhosas e que, para mim, sempre representará força, carinho e dignidade. Ao povo da Bósnia, eu envio minha minha simpatia, meu respeito e eu estou de luto com vocês.
Eu quero falar, hoje, aos jovens da região e além dela. Vocês ainda não eram nascidos quando esse massacre aconteceu. Você pode estar se perguntando o que isso ate a ver com você.
Mas o tipo de ódio que foi levado até Srebrenica ainda continua a existir, como você bem sabe. Ele vive onde quer que as pessoas encontrem desculpas para isolar os outros e negar a eles os direitos como seres humanos iguais.
Em Srebrenica, ocorreu um crime que não aconteceu de um dia para o outro. Foi algo que poderia ter sido prevenido. Até mesmo nas últimas horas. Ele começou com preconceito, discriminação e com um discurso de ódio que demonizava um povo inteiro e que os tratavam como seres inferiores. Foi espalhado por líderes que usavam mentiras para fabricar medo e condicionar as pessoas a aceitarem a violência.
Essas tendências ainda existem em nosso mundo e continuam perigosas como sempre foram. É claro que nem todo ódio e discriminação levam a um genocídio, mas todo genocídio começa com um fracasso em enfrentar esses comportamentos. Sua geração pode resistir a isso. Ela já está resistindo. E isso me dá esperança. Vocês não precisam ser prisioneiros do passado.
Vocês podem resistir às tentativas de separá-los de qualquer outra pessoa com base em sua nacionalidade, etnicidade, religião ou cor da pele. Vocês podem rejeitar discriminação, discurso de ódio, propaganda e mentiras. Vocês podem compartilhar uma visão de um mundo construído com base nos direitos iguais, leis iguais e respeito pelas diferenças. Um mundo no qual esse tipo de assassinato, que ocorreu em Srebrenica, não pode existir. Não pode acontecer.
Esta é a melhor forma que podemos homenagear as famílias que lembramos hoje e as vítimas de perseguição ao redor do mundo com quem podemos ter orgulho de estar.
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Jolie participa de novo evento online para a TIME
10 de julho de 2020
Na tarde desta quinta-feira, dia 09 de Julho, a Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Angelina Jolie, participou de mais uma vídeoconferência realizada pela renomada revista estadunidense, TIME, durante o evento “Time 100 Talks”. O evento online se concentrou na forma em que as pessoas dos Estados Unidos, e ao redor do mundo, estão se mobilizando pela justiça ambiental, econômica e social.
Durante o evento, Jolie conversou com Vanessa Nakate, uma ativista ambiental ugandense de 23 anos, que é fundadora do movimento “Rise Up”. A vídeo conferência entre as duas começa aos 36 minutos e 34 segundos do vídeo. Preocupada com o aumento das temperaturas de seu país, Nakate passou meses protestando sozinha do lado de fora dos portões do Parlamento em Kampala. Seu movimento “Rise Up” busca ampliar as vozes da África.
Angelina: O trabalho que você atualmente realiza está realmente ensinando a todos nós, porque, como você sabe mais do que ninguém, a conversa sobre a crise climática foi muito limitada a algumas vozes. Como você se envolveu nisso?
Vanessa: Antes de me formar, comecei a realizar pesquisas para entender os desafios que as pessoas [na minha comunidade] estavam enfrentando e fiquei realmente surpresa ao descobrir que a mudança climática era realmente a maior ameaça que a humanidade enfrentava atualmente. Percebi que, todas as partes do meu país, Uganda, são afetadas pela crise climática: quando você vai para o norte, as pessoas sofrem com longos períodos de seca; quando você vai para a parte leste do país, eles sofrem deslizamentos de terra e inundações. Decidi que tinha que me tornar uma voz no movimento climático e tentar obter justiça.
Angelina: Muitas vezes, você ouve que as pessoas estão passando fome por causa de conflitos ou maus governos. Mas muitas vezes tudo isso está ligado, como você aponta, ao clima.
Vanessa: Alguns dos conflitos surgem em razão da escassez de recursos. Por exemplo, o lago Chade, na África, encolheu um décimo do tamanho em apenas 50 anos. A população continua crescendo. Então, definitivamente, haverá uma luta por recursos. E isso vai atrapalhar a paz na região. Quando você olha para a raiz de tudo isso, às vezes as coisas começam com as mudanças climáticas.
Angelina: O ativismo climático não é fácil em muitos lugares, mas você vive em um lugar onde pode ser presa. Você é realmente muito corajosa em fazer o que faz.
Vanessa: Não é fácil sair por aí, especialmente no começo, quando eu estava fazendo esses ataques sozinha. Minha família realmente não entendeu o que eu estava fazendo. A maioria dos meus amigos achou muito, muito estranho. Mais tarde, porém, muitos deles começaram a entender por que eu estava fazendo isso. E alguns deles decidiram se envolver.
Angelina: Você não está apenas se manifestando e conscientizando, mas também está procurando soluções práticas, trabalhando com jovens e escolas.
Vanessa: Decidi iniciar um projeto que envolve a instalação de energia solar e fogões institucionais nas escolas. Precisamos de uma transição para a energia renovável e, muitas dessas escolas, estão nas comunidades rurais que não podem pagar pelos painéis solares ou pelos fogões e com todos os custos envolvidos na instalação. Eles ajudaram a reduzir a quantidade de lenha que essas escolas usam. Por exemplo, se uma escola usar cinco caminhões de lenha, eles usarão dois caminhões de lenha com o fogão, reduzindo assim a quantidade de lenha usada. E também é uma experiência de aprendizado para alunos, professores e pais.
Angelina: Eu sei que você é apaixonado pelos efeitos das mudanças climáticas nas meninas. E com tantas meninas fora da escola [por causa da pandemia], as coisas estão, infelizmente, muito perigosas.
Vanessa: Vi, especialmente nesse período, que mais meninas engravidaram durante o confinamento. E é realmente comovente ver como uma menina é vulnerável. É muito, muito, muito perturbador. As mulheres são as que colocam comida na mesa. Eles fornecem todas essas coisas para suas famílias. E, no entanto, em um desastre, elas são as sofrem mais. No meu país, nunca permitiram que as meninas escalassem árvores, principalmente porque isso custaria sua dignidade e seus valores, como nos diziam. Mas, durante uma enchente, a maneira mais rápida de sobreviver, se você não sabe nadar ou se não consegue escapar, é escalando uma árvore até que a ajuda chegue. E isso me faz perceber que as mulheres são realmente as mais afetadas na crise climática. Não poderíamos obter justiça climática sem enfrentar os desafios que as mulheres enfrentam em suas vidas diárias.
Angelina: Estou morando nos EUA e muita coisa está acontecendo com o movimento Black Lives Matter. Você falaria sobre a desigualdade que você vê quando se trata da forma como estas questões globais são tratadas?
Vanessa: Essa desigualdade, é claro, começa com o tipo de sistema em que estamos. É o sistema que precisa ser completamente destruído. Porque, se continuarmos nesse tipo de sistema, veremos continuamente as desigualdades e veremos as pessoas mais afetadas sendo continuamente traumatizadas, continuamente destruídas e deixadas sem nada. Com relação ao Black Lives Matter, quando eu descobri isso, foi muito, muito comovente e muito perturbador pensar que realmente existem pessoas por aí que estão sofrendo atos terríveis de racismo. É algo que vivenciei até certo ponto, mas não foi tão profundo quanto o que está acontecendo nos Estados Unidos. Lembro que, em Janeiro, eu fui cortada de uma foto com outros ativistas climáticos e, para mim, isso foi uma forma de racismo. Parecia que eu tinha sido roubada do meu espaço. E eu não fui a primeira. Isso vai acontecer continuamente, a menos que você ponha fim a um sistema que promove o salvadorismo dos brancos. Se não abordarmos a questão da justiça racial, não conseguiremos obter justiça climática. Portanto, todo ativista climático deveria advogar pela justiça racial porque, se a justiça climática não envolver as comunidades mais afetadas, não será justiça.
Angelina: Existem maneiras pelas quais precisamos mudar nossos sistemas educacionais ou maneiras pelas quais podemos educar as pessoas sobre a África?
Vanessa: Eu acho que o que as pessoas realmente precisam entender, primeiro, é que a África não é apenas um país. Na verdade, é um continente com 54 países. Lembro-me da história que aprendemos [na escola], e falava muito de escravidão e tudo isso. Eu acho que é uma narrativa que precisa mudar. Não precisamos aprender sobre toda essa crueldade pela qual nosso pessoal passou porque, para mim, isso diminui completamente nosso valor como pessoa. Penso que as crianças africanas, ou quaisquer outras crianças, devem ser informadas sobre o poder que existe na África. O continente africano não é apenas sobre a história da escravidão. É sobre os jovens que cresceram e se tornaram médicos, que se tornaram profissionais em suas próprias carreiras. A outra coisa que eles precisam saber: que quando uma voz africana fala, isso é realmente um assunto importante porque, há muito tempo, temos poucas vozes saindo do continente africano que são amplificadas. Mas [muitos outras pessoas] nunca tiveram a chance de suas histórias serem ouvidas. Pessoalmente, acredito que toda pessoa que exige justiça ou advoga mudanças em sua comunidade, tem uma história para contar. E acredito que a história deles tem uma solução. As pessoas precisam entender que o povo africano tem soluções que mudarão o mundo.
Esta entrevista foi condensada e editada para maior clareza.
Fonte: TIME