Na noite desta quarta-feira, dia 15 de Junho de 2022, a cineasta estadunidense, Angelina Jolie, e a atriz mexicana, Salma Hayek, foram fotografadas jantando no restaurante “Casa Coppelle”, localizado na cidade de Roma, na Itália.
As fotos foram compartilhadas através do perfil oficial do restaurante na rede social Instagram. Através de uma postagem, o estabelecimento disponibilizou as fotos e comentou dizendo:
“Muito animados por receber Angelina Jolie e Salma Hayek na Casa Coppelle! Foi um prazer!”
Jolie e Hayek estão na Itália, já que ambas estão trabalhando nas filmagens do longa “Without Blood” (Sem Sangue – em tradução livre não oficial), uma adaptação do romance best-seller escrito por Alessandro Baricco de mesmo nome, que conta uma história sobre guerra, vingança, memória e cura.
“Without Blood” é o quinto projeto de direção de Jolie e o primeiro após seu mega acordo com a produtora “Fremantle” – através do qual poderemos ver a cineasta produzir, dirigir e estrelar filmes, séries de TV e documentários. Em um comunicado recente, Jolie disse:
“Estou honrada por estar aqui na Itália com a finalidade de trazer este material muito especial para o cinema e por ter recebido a confiança de Alessandro Baricco com a adaptação de seu livro – com sua poesia e emoção únicas, com sua maneira de ver a guerra e as questões que aborda sobre aquilo o que procuramos após vivenciar trauma, perda ou injustiça.”
O longa ainda não tem data de lançamento oficial prevista, entretanto, as filmagens já estão acontecendo na Itália. As fotos foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.
Fotos:
• CANDIDS » 2022 » 15/06/22 (3x)
Jolie é vista nos sets de seu novo filme Without Blood
14 de junho de 2022
Nesta segunda-feira, dia 13 de Junho de 2022, Angelina Jolie foi fotografada nos sets de gravações de seu mais novo filme, “Without Blood”.
A diretora, de 47 anos, usou um conjunto branco e cobriu o rosto com uma máscara de proteção de cor preta enquanto se misturava com a equipe de produção em uma fazenda fortificada na cidade de Crispiano, em Taranto, na Itália.
O filme “Without Blood” (Sem Sangue – em tradução livre não oficial) será uma adaptação do romance best-seller escrito por Alessandro Baricco de mesmo nome, que conta uma história sobre guerra, vingança, memória e cura.
As fotos foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.
Fotos:
• FILMES » DIRETORA » 2023 – WITHOUT BLOOD » SETS DE FILMAGENS – 13/06/22 (13x)
Jolie é entrevistada pela Harper’s Bazaar UK
11 de junho de 2022
Na última semana, chegou às bancas a edição dos meses de Julho / Agosto de 2022 da revista britânica “Harper’s Bazaar”. No interior da revista, foi compartilhada uma matéria exclusiva sobre nossa musa inspiradora, Angelina Jolie. Confira o artigo traduzido na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil!
Por Frances Hedges
“Todos nós já tivemos aqueles momentos em que poderíamos transformar alguma coisa em nossas vidas, dependendo se escolhêssemos um caminho ou outro… quando se trata de algo que nos ajuda a crescer. Sinto-me muito afortunada por este lugar ter entrado na minha vida há tantos anos.”
Reflete Angelina Jolie sobre sua primeira visita ao Camboja no ano 2000, quando estava participando das gravações do filme “Lara Croft: Tomb Raider” no templo Ta Prohm, em Angkor, no Camboja. Aquelas filmagens foram o início de um relacionamento vitalício com o país, onde ela adotou seu filho mais velho, Maddox, onde estabeleceu uma Fundação e comprou uma casa – cujos hectares protegidos ofereceram um refúgio seguro em momentos difíceis de sua vida.
“Para mim, ir até lá [Camboja] foi como um despertar de muitas coisas no mundo que eu não conhecia como, por exemplo, o que significava ser um refugiado. E eu me senti muito honrada quando, anos depois, pude me tornar mãe de um filho cambojano e adquirir a cidadania no país. Me sinto em paz quando estou no Sudeste Asiático,” conta Jolie.
Sua mais recente viagem ao Camboja, para a inauguração da segunda fase do programa Guerlain x Unesco x Women for Bees, é o motivo pelo qual estamos conversando via “Zoom” hoje. Para a entrevista, Jolie apareceu casualmente vestida usando uma regata preta, cabelos soltos e um rosto limpo.
A entrevista já tinha sido adiada várias vezes, embora não sem uma boa razão: Jolie atrasou seu retorno a Los Angeles, do Camboja, com finalidade de voar para o Iêmen, onde se encontrou com famílias deslocadas visando conscientizar as pessoas a respeito da crise humanitária criada pelo guerra civil em andamento.
Agora de, volta aos EUA, ela não perdeu tempo em pegar os fios dos vários projetos em que está trabalhando, incluindo este Programa criado pela Guerlain, que visa formar mulheres, em biosferas selecionadas da Unesco, com conhecimentos sobre apicultura.
Concebido como uma forma de enfrentar as ameaças à população global de abelhas, cujos poderes de polinização são cruciais para a segurança alimentar e a gestão de ecossistemas, esta ambiciosa iniciativa também promove a educação feminina e o empreendedorismo – uma causa que, há muito tempo, está no coração de Jolie. “Conforme fui viajando pelo mundo, vi que as mulheres costumam ser muito vulneráveis e sempre muito capazes”, diz ela.
Agora, em sua segunda fase (a fase piloto aconteceu ano passado na França, sendo que outras etapas estão sendo planejadas para Ruanda, Etiópia, Província chinesa de Yunnan e Região Amazônica), o programa baseia-se no conceito de compartilhamento de conhecimentos – porque “quando você treina uma mulher, ela repassa o treinamento para outras pessoas”, diz Jolie. “Todos nós temos pontos fortes diferentes, mas acho que há algo inato nas mulheres sobre nutrição e comunidade. São qualidades que vêm muito naturalmente para nós – é como a maternidade, certo?”, acrescenta ela sorrindo com simpatia para mim. (Eram 19:00, horário de Londres, e minha filha de um ano estava chorando audivelmente ao fundo.) “Como nossos corpos respondem quando ouvimos um bebê chorando… Acho que temos algo em nós quando se trata de pensar nos outros e não apenas em nós mesmas, e isso ajuda muito nesse tipo de trabalho.”
Com seis filhos para cuidar – Maddox, Pax, Zahara, Shiloh e os gêmeos Knox e Vivienne – Jolie sente que seu instinto de retribuir ficou mais forte do que nunca? “Meus filhos têm um impacto em todos os aspectos de quem eu sou”, diz ela, decisivamente. “No momento em que você se torna mãe, sua vida deixa de ser apenas sua. Você não sabe mais o que é “você”; não se trata mais sobre sua vida, então você quer representá-los, você quer ser esse modelo para eles; seu melhor eu.”
Se por o acaso ela se questiona sobre suas decisões ou sobre sua identidade, é para seus filhos que ela se volta para tranquilizá-la. “Quando tenho dúvidas e não sei quem sou, sento com eles e sinto que eles me conhecem mais do que qualquer pessoa me conhece”, diz ela. “E então, eu me vejo e os vejo como pessoas boas, pessoas interessantes, todos indivíduos muito fortes e acho que não posso ser de toda ruim.”
Jolie foi aberta sobre lutas passadas com sua saúde mental, incluindo recentemente sofrer do que ela descreveu como um transtorno de estresse pós-traumático (uma experiência que ela usou em sua interpretação no papel de Thena, que sofre de uma condição psicológica, no filme sucesso de bilheterias da Marvel lançado no ano passado, “Eternos”).
Desde que pediu o divórcio de Brad Pitt em setembro de 2016, ela passou por uma batalha legal complexa e prolongada durante a qual alegou violência doméstica contra Pitt, que foi inocentado de qualquer irregularidade, mas reconheceu que tinha problemas com álcool. Ela, agora, mantém a guarda exclusiva de seus cinco filhos menores (Maddox, que já tem mais de 18 anos é, portanto, desconsiderado), tendo argumentado com sucesso que, o juiz que anteriormente havia concedido a custódia compartilhada a Pitt, não poderia ser considerado imparcial.
De qualquer forma, depois de tanta agitação, Jolie me diz que ainda está “descobrindo” como tocar sua vida. “Todos nós lutamos, porque ninguém é uma pessoa perfeita, então estamos apenas nos colocando em xeque para perguntar, estamos indo para o caminho certo? E não há fim para esse crescimento,” reflete ela.
Certamente não há como divorciar Jolie de seu poderoso senso de propósito. Longe de desaparecer da vista do público, mesmo após sua separação de Pitt, ela continuou a usar seu poder de estrela para defender causas humanitárias, ingressando no Instagram em 2021 visando aumentar a conscientização sobre os horrores enfrentados por mulheres e meninas que vivem sob o regime talibã no Afeganistão, e viajando para a Ucrânia em Abril para visitar crianças órfãs na cidade de Lviv. No entanto, ela está consciente da necessidade de não sobrecarregar seus próprios filhos e filhas, especialmente em nossa era de mídia social e de notícias em 24 horas.
“Eles estão mais conectados do que qualquer geração jamais esteve e, com isso, vem uma sobrecarga de informações sobre o mundo em que vivemos – algumas coisas realmente muito assustadoras e eles estão expostos a todas elas. Eles estão sendo encorajados a fazer algo a respeito, o que é maravilhoso porque lhes dá liberdade de ação, mas também, eles não deveriam sentir esse tipo de pressão,” diz ela. Embora ela queira que seus filhos cresçam com um senso de responsabilidade cívica, ela sugere que “o maior desafio para esta geração é apenas tentar ajudá-los a encontrar alegria e paz… eles precisam de coisas bobas e rebeldia!”
Se existe uma herança que ela espera transmitir, é a compreensão do poder da comunidade. Projetos como o programa “Women for Bees” são bem-sucedidos porque têm menos a ver com caridade e mais com a construção de redes de apoio – daí o desejo de Jolie de que seus filhos e filhas se vejam como parte de uma família global.
“Você os ajuda a se conectar e aprender sobre culturas e pessoas ao redor do mundo, e assim eles as valorizam. Se for a coisa certa a ser feita, deve acontecer de forma natural,” diz ela. E com isso, Angelina Jolie – estrela de cinema, mentora, mãe – está indo para seu próximo noivado: mudando o mundo com uma conexão de cada vez.
Créditos: Harper’s Bazaar UK
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Fotos:
• REVISTAS & SCANS » 2022 » HARPER’S BAZAAR – UK (4x)
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Elle Arabia entrevista Angelina Jolie
10 de junho de 2022
Nesta sexta-feira, dia 10 de Junho de 2022, a revista “Elle Arabia” disponibilizou em seu website oficial uma entrevista exclusiva com nossa musa inspiradora, Angelina Jolie. Confira a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil!
Escrito por Virginie Dolata
SEXTA-FEIRA, 18H, 1º DIA DE ABRIL: Angelina Jolie aparece na tela do meu computador. Não, eu não estou assistindo “Eternos” na Netflix ou “Aqueles Que Me Desejam A Morte” na HBO Max e não estou alucinando. Ela está lá, via Zoom, sorrindo, pouco maquiada, com sua pele perfeita, seus longos cabelos soltos envolvendo seu rosto. Nossa interação começa, conforme ela começa a responder à minha primeira pergunta. Existe até uma certa forma de cumplicidade, entre mulheres, entre mães, que rapidamente se instala. Jolie tem o dom de fazer você sentir que pertence à mesma comunidade. Bem, quase isso, exceto por algumas diferenças, das quais ela está bem ciente. E é disso que se trata esta entrevista: discutir sobre esse maravilhoso grupo de mulheres treinando para se tornarem apicultoras, resultando em maior autonomia, benefícios econômicos individuais e locais e um impacto ambiental positivo para todos, incluindo as abelhas.
Angelina Jolie é uma mulher de convicção e ação que, há anos, usa sua fama mundial em prol de causas humanitárias, ambientais e feministas, com uma visão real do mundo e uma empatia sincera pelos outros. Por quase vinte anos, esta mãe de seis filhos (três dos quais foram adotados) trabalha no Camboja com sua fundação MJP (Maddox Jolie-Pitt), contribuindo para o alívio da extrema pobreza rural, proteção ambiental e conservação da vida selvagem. A MJP também apoia programas de saúde, educação, agricultura e empoderamento das mulheres.
Para completar, Jolie também é Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas: “Estou trabalhando muito como Enviada Especial da ONU, especialmente com a crise na Ucrânia e em outras partes do mundo. Recentemente, tenho trabalhado em Washington D.C. pela Lei de Violência Contra a Mulher”, acrescenta.
Após trabalhar em 69 filmes, mal conversamos sobre os próximos projetos cinematográficos: “Não tenho muitos planos para este ano, mas vou fazer um filme chamado “Without Blood”, inspirado no livro de Alessandro Baricco, um maravilhoso escritor italiano. É sobre pessoas vivenciarem uma situação pós guerra civil, sobre trauma e a condição humana”. Um tema adequado para Jolie, semelhante aos longas “Primeiro Eles Mataram Meu Pai” (2017) e “Na Terra de Amor e Ódio” (2012).
Hoje, a musa da Guerlain (cujo símbolo é uma abelha imperial desde 1853), é a orgulhosa madrinha do programa “Women For Bees” que continua no Camboja, depois de uma primeira fase na França, em 2021. Este ano, 12 cambojanas serão treinadas em Siem Reap (no Distrito de Samlot) e em Tonle Sap, uma biosfera da UNESCO localizada no Parque Arqueológico de Angkor. Essas mulheres, empresárias, aprenderão sobre a criação e gestão de um sistema apícola sustentável. Mas também, sobre a importância das abelhas em seu ambiente e na cultura cambojana. Falamos com Angelina Jolie sobre compromisso, solidariedade feminina, empatia e abelhas, tão trabalhadoras quanto… Jolie!
ELLE: Você passou 20 anos trabalhando contra a crise dos refugiados e pela conservação ambiental, fundou várias escolas para meninas e sua própria fundação no Camboja, a MJP… Em outras palavras, você é “super ativa”. O que desencadeou esse enorme compromisso?
Se você tiver a oportunidade de conhecer as pessoas que conheço, globalmente, especialmente as pessoas que foram deslocadas por conflitos e passaram por coisas tremendas como seres humanos, você terá a sorte de se conectar profundamente com a condição humana através desses sobreviventes e dessas famílias maravilhosas. Então, passa a ser uma honra, uma felicidade poder fazer qualquer coisa para servir. Trabalhei com escolas para meninas no Afeganistão, bem como em outras partes do mundo e no Camboja por cerca de vinte anos com todas as pessoas maravilhosas de Samlot. Lá temos uma equipe totalmente local, o que é muito importante para mim – administrado localmente – e então… é um prazer.
Houve um ponto de partida que fez você refletir sobre o estado da humanidade e se tornar tão empática com os outros? Algo em seu passado?
Parece que todos nós deveríamos ter esse grande momento… Na verdade, são muitas coisas, assim como é para muitas pessoas, são muitas camadas que fazem crescer a mulher que nos tornamos. Claro, eu tive uma mãe muito atenciosa que era um ser humano muito compassivo e gentil que me ensinou muito e ensinava através do exemplo. Então, eu fui capaz de viajar e conhecer pessoas. Para mim, o Camboja foi um dos lugares que teve um grande impacto porque foi a primeira vez que conheci pessoas que foram refugiadas e que estavam retornando para o país pós-conflito, para viver em áreas com muitas minas terrestres. E assim, pude entender o ciclo não apenas do conflito em si, mas de passarem anos vivendo como refugiados, dos acampamentos e depois do retorno a uma área ainda afetada pela guerra. Agora que a mesma área está des-minada, e se tornou a minha casa, onde moro com minha família e onde temos nosso projeto. Trabalhamos com milhares de pessoas. E assim, você vê esses ciclos. E depois, claro, me tornei mãe. Quando você se torna mãe, você acorda todos os dias com um pouco mais de consciência, porque sua vida pertence a outra pessoa. De fato, existem muitas pessoas compassivas, você não precisa ser mãe, mas há uma consciência adicional quando você se torna uma!
Hoje, você continua sendo a madrinha da iniciativa “Women for Bees” liderada pela Guerlain, em colaboração com a UNESCO e com a MJP, sua fundação. Qual o objetivo desta inciativa e missão?
A iniciativa tem algumas missões realistas. Para mim, o problema é que muitas vezes falamos sobre aspectos muito amplos de salvar o mundo. Falamos sobre todos os polinizadores do mundo e como eles estão morrendo e como são importantes. O importante sobre esta iniciativa é que há uma ciência muito real com relação a isso: como estudar, proteger e entender as diferentes abelhas, as espécies de abelhas e quais são as melhores práticas. Há também a compreensão e o respeito pelo patrimônio cultural, pelos diferentes países do mundo que possuem formas muito particulares de apicultura que precisam ser preservadas. E também, no centro disso tudo, está o treinamento, as habilidades e a capacidade das mulheres de serem elas mesmas empreendedoras e sobreviverem. Quando você mistura a ciência e a sobrevivência das espécies com a comunidade e com famílias sendo capazes de prosperar e sobreviver, então você junta as peças e é isso o que este projeto faz. Capacitará mulheres e oferecerá proteção e conscientização para diferentes causas. Espera-se que isso também faça com que essas comunidades tenham um potencial de crescimento econômico. Quando uma mulher tem um emprego, ela também fica mais protegida e muitas outras coisas se seguem.
E essas mulheres, “designers de mudança”, vão poder adquirir conhecimento e transmiti-lo a outras pessoas?
Absolutamente e sabemos disso como um fato. Tem sido estudado que, quando as mulheres recebem certas habilidades ou mesmo comida, seja o que for que uma mulher recebe, ela tende a compartilhar isso. Você, inclusive, consegue mapear como se multiplica.
Você sente que as mulheres desempenham um papel fundamental em nossa sociedade?
Com certeza. E é triste que tenhamos que dizer isso: este papel não é compreendido ou respeitado. Há mulheres no Afeganistão que ainda lutam para ter uma educação além da sexta série e tantas outras injustiças contra as mulheres em todo o mundo. É bastante chocante quanto mais você lê sobre isso – eu estudei isso por anos, mas todos os dias eu sinto que leio algo novo, e fico novamente chocada com o tratamento, a injustiça e a falta de responsabilidade por crimes cometidos contra as mulheres.
Você acha que nós podemos aprender com o passado?
Nós somos capazes de aprender com o passado, mas também repetimos nossos erros com muita frequência e, em algumas áreas, estamos retrocedendo quando, na verdade, deveríamos estar bem à frente. O que temos visto, e isso é o que me dá esperança, é que quando as mulheres se reúnem, elas ganham um pouco mais de voz, um pouco mais de presença, um pouco mais de poder e posição enquanto estão se ajudando e trabalhando juntas. Esta é uma das coisas bonitas que estamos vendo com esta iniciativa “Women For Bees”. Eu estive com as mulheres na França quando elas estavam fazendo o treinamento (ano passado, nas colinas de Sainte-Baume, na Provença) e depois eu estive com uma das apicultoras, Aggelina Kanellopoulou, que veio trabalhar com as mulheres do Camboja. Eu assisti elas começarem a trabalhar juntas e vi que essa irmandade, esse networking, é real. Elas estão entendendo a ciência, estão conduzindo negócios, estão realmente tendo sucesso juntas. Eu sei que vamos ver mais e mais disso nos próximos anos.
É uma questão de empoderamento feminino, liderado por mulheres e para mulheres: a CEO da Guerlain, Veronique Courtois, a diretora geral da UNESCO, Audrey Azoulay, essas 12 estagiárias, você e as abelhas.
Nós precisamos disso! Nós precisamos umas das outras, nós realmente precisamos. Quanto mais velha eu fico, mais sinto que nos conectamos de maneira diferente como mulheres em diferentes estágios de nossa vida. E acho que nos aproximamos ainda mais à medida que envelhecemos, pois passamos por coisas diferentes. Eu posso ir para qualquer lugar do mundo, olhar para outra mulher e nós teremos um entendimento, nossas vidas podem ser muito diferentes e pode haver muita coisa que eu não entendo ou não consigo entender, mas há um entendimento compartilhado por ser uma mulher. Há uma conexão e um entendimento tácito uma pelo outra, de que devemos realmente fazer mais e mais para avançar, porque quando funciona, é extraordinário. Quando estamos juntas, somos uma força.
Há quanto tempo você trabalha nessa iniciativa “Women For Bees” no Camboja?
Meu projeto no Camboja existe há 18 anos e por isso estamos protegendo o meio ambiente lá há quase duas décadas, trabalhando com a comunidade local, porque tudo anda de mãos dadas. Também transformamos muitos dos caçadores furtivos em patrulheiros, dando a eles trabalhos diferentes para proteger em vez de caçar. E então, alguns anos atrás, começamos a trabalhar com as abelhas e com a comunidade. Estamos sempre trabalhando em coisas diferentes juntos e encontrando caminhos diferentes. Foi nessa época também que Guerlain foi comigo para fazer uma de nossas filmagens no Camboja.
(Nota da edição: Jolie levou a Guerlain para o Camboja em 2019 para filmar o comercial mais recente do perfume Mon Guerlain). A Guerlain e a UNESCO têm uma longa história de trabalho com as abelhas, através de vários projetos).
Você acha peculiar que uma marca de beleza como a Guerlain e uma organização como a UNESCO tenham se unido para criar tal iniciativa?
À primeira vista, parece que sim. Mas se você conectar a indústria de fragrâncias, com as flores, com as abelhas e com a importância de tudo isso, poderá ver onde existe uma conexão. A Guerlain está consciente de sua origem e consciente de como as abelhas se relacionam com suas próprias necessidades, mas também ciente de todo o ciclo. Abordamos isso como três entidades diferentes (incluindo a MJP) com diferentes experiências com as abelhas. A Guerlain está empenhada em ajudar no trabalho que a UNESCO está fazendo. Agora, trabalhando ao lado deles, podemos difundir o trabalho e o treinamento para mulheres de todo o mundo.
Como foi seu primeiro encontro com essas mulheres apicultoras?
Elas foram maravilhosas. Fiquei mais emocionada do que esperava, porque não se tratava apenas delas terem algumas aulas legais e receberem um certificado. Elas estavam trabalhando tanto, suando e aprendendo. Elas são muito impressionantes. Algumas delas mudaram suas vidas… você sabe, as diferentes coisas que levam uma mulher a ser capaz de ter algumas semanas disponíveis para receber algum treinamento!
O programa começou com 8 jovens no ano passado na França e com 12 este ano no Camboja. Quem são elas?
Elas têm origens diferentes, mas têm o mesmo compromisso, como mulheres profissionais muito sérias, que compreendem o trabalho duro, a gestão, a ciência, o cuidado, o trabalho de campo prático e o quão impressionantes e dedicadas todas elas são. Vê-las começar a trabalhar juntas foi tão especial. Posso imaginar a experiência que elas são capazes de compartilhar e o aprendizado que tiveram sobre cada uma. Percebi que uma mulher da França ficou muito surpresa com as abelhas no Camboja.
As abelhas são diferentes?
As abelhas e as colmeias são diferentes. Eu também não sabia até ver. E então você começa a aprender sobre as diferentes espécies, por que elas são tão importantes, como elas são geradas… e então você se vê trabalhando também com a comunidade, buscando encontrar formas alternativas de obter fundos ou cultivar de uma forma que você possa ajudar. Muitas pessoas que estão causando danos não querem fazer isso! Elas simplesmente não têm as necessidades básicas e o treinamento que poderiam ter. Dentro da nossa fundação, existem os Guardas, jovens que trabalham como “guardas ambientais”. Eles também participaram de um programa de apicultura, treinando com as mulheres. Elas puderam ensinar sobre as abelhas, então foi ótimo ver a transferência de conhecimento para a geração mais jovem de meninos e meninas. Claro que estamos focados nas mulheres, mas sabemos que as mulheres vão treinar os homens. Há um homem cambojano que dirige minha fundação no Camboja. Ele é extraordinário e é ele quem ajuda a trabalhar com todas as mulheres também, então, sim, é claro que se expande além das mulheres, mas nós as colocamos no centro.
Hoje, cerca de 75% de todas as plantas cultivadas e 90% das plantas com flores silvestres dependem de polinizadores, incluindo abelhas. Você acredita que as pessoas percebem o quão preciosa é a sobrevivência das abelhas para nossa própria sobrevivência?
Todos nós sabemos, no fundo de nossas mentes, como é importante ter florestas, meio ambientes e habitats naturais. Todos conhecemos os perigos das alterações climáticas. Nós sabemos. Acho que, às vezes, ficamos tão sobrecarregados com isso que meio que “congelamos”. Ficamos tristes com isso, mas não sabemos o que podemos fazer para impedir essas coisas. É muito importante procurarmos por maneiras específicas e práticas de fazermos mudanças juntos e tentarmos crescer conscientemente – porque há muito o que aprender.
Educando mais e mais pessoas?
Algo como as abelhas e os polinizadores, há muito o que podemos fazer, e é emocionante poder compartilhar isso com as pessoas. Existem alguns problemas no mundo que estão além do gerenciamento, mas com desse tipo, até crianças pequenas podem ajudar a plantar as sementes certas para as flores certas ou até mesmo ter pequenas colmeias. Em áreas urbanas, você pode ter colmeias na cobertura do seu prédio, no telhado, em qualquer lugar!
No ano passado, você fez uma sessão de fotos com Dan Winters para a National Geographic comemorando o “Bee-day” (Dia da Abelha, celebrado todos os anos, no dia 20 de Maio). Resultou em uma fotografia na qual você esteve coberta de abelhas, visando aumentar a conscientização sobre o desaparecimento delas. Você ficou com medo? Você tem boas lembranças desse dia?
Sim. Eu não tenho medo de abelhas. Na verdade, foi como uma meditação porque você tem que ficar muito quieta – e eu não fico quieta facilmente! Havia um zumbido, há esse zumbido que me lembrou os monges cantando no Camboja. Eles zumbem muito alto, então eu estava cercada por esse som e precisava apenas respirar! De certa forma, isso força você a entrar em seu corpo como um ser. Meus filhos também estavam lá. Eles não fizeram exatamente o que eu fiz, mas Shiloh e Vivienne também tiveram abelhas nelas e ao redor delas.
Você teve que fazer algo específico ao se preparar para o ensaio fotográfico?
Não pudemos tomar banho por três dias (risos). Eles disseram que você não pode usar nenhum perfume, nenhum produto ou loção. As abelhas podem picar você se estiverem confusas sobre o que você é. Se elas puderem cheirar seu odor e sua essência, então significa que você é outro ser. Isso ajuda elas a se fixarem em você, como se estivessem se fixando em outro animal. Mas se você tiver vários outros perfumes, elas ficarão confusas, o que é engraçado, porque é claro que a Guerlain vende perfume, mas você não pode usar nenhum quando tem abelhas ao seu redor. Então, todos nós estávamos bastante sujos e sem maquiagem. Foi bem legal. Foi um momento que você não costuma ter, de apenas sentar lá, estar presente e deixar essas outras criaturas explorarem você. Eu gosto dessa foto mais do que qualquer outro retrato meu já feito, porque ficou muito humano e agradável.
Você chegou a praticar ioga antes para controlar sua respiração?
Eu sou terrível em qualquer coisa do tipo. Eu nunca faço ioga, e não consigo meditar. Eu tinha uma abelha debaixo da minha saia e, honestamente, eu estava passando a maior parte do tempo pensando que, se aquela abelha me picasse naquele lugar, seria impossível ficar parada. Eu tentei não surtar, porque me disseram que a parte difícil é quando você acaba sendo picada e reage, então o resto delas pode começar a picar! Eu estava muito consciente dessa abelha, mas eventualmente nós duas conseguimos juntas!
Saiba mais sobre a Iniciativa “Women For Bees”
A iniciativa de cinco anos, “Mulheres pelas abelhas” faz parte de uma parceria entre a UNESCO e a Guerlain, assim como a LVMH em sentido mais amplo. Possui dois objetivos: proteger as abelhas nas biosferas e incentivar as mulheres a serem empreendedoras, capacitando-as em apicultura.
Até 2025, 2.500 colmeias terão sido construídas em 25 reservas da biosfera da UNESCO e 125 milhões de abelhas estarão polinizando alegremente. 50 apicultoras terão sido certificadas, treinadas e apoiadas para montar suas próprias fazendas de abelhas, enquanto participam de um projeto vital e socialmente benéfico, local e globalmente, tornando-se membros de uma comunidade maior.
O empoderamento das mulheres por meio do programa “Women For Bees” continuará em 2022 com a capacitação de mulheres apicultoras em Ruanda e na Etiópia, seguidas pela Província de Yunnan na China em 2023 e na Amazônia.
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Fotos:
• REVISTAS & SCANS » 2022 » ELLE – ARABIA (8x)
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• ENSAIOS FOTOGRAFICOS (PHOTOSHOOTS) » 2022 » IAN GAVAN #2 (3x)
• TRABALHO HUMANITARIO » WOMEN FOR BEES » PHOTOSHOOT PROMOCIONAL – CAMBOJA (10x)
Salma Hayek irá estrelar filme dirigido por Jolie
9 de junho de 2022
Nesta quinta-feira, dia 09 de Junho de 2022, o renomado website sobre entretenimento, Deadline, publicou que a atriz Salma Hayek Pinault e o ator Demián Bichir se juntaram ao elenco do mais novo filme dirigido por Angelina Jolie – “Without Blood”.
A dupla irá encabeçar o projeto, cuja fotografia principal começou a ser gravada no sul da Itália este mês. O longa é baseado no romance best-seller internacional escrito por Alessandro Baricco. É uma história ambientada no rescaldo de um conflito não identificado em uma casa de fazenda no interior da Itália.
A estrela de “Frida”, Salma Hayek Pinault, também está participando das filmagens de “Magic Mike’s Last Dance”, enquanto o ator mexicano Bichir está se preparando para entrar na produção do longa “Let the Right One In”.
“Without Blood” é o quinto projeto de direção de Jolie e o primeiro após seu mega acordo com a produtora Fremantle – através do qual poderemos ver a estrela de “A Troca” produzir, dirigir e estrelar uma série de filmes, séries de TV e documentários. Em um comunicado, Jolie disse:
“Estou honrada por estar aqui na Itália com a finalidade de trazer este material muito especial para o cinema e por ter recebido a confiança de Alessandro Baricco com a adaptação de seu livro – com sua poesia e emoção únicas, com sua maneira de ver a guerra e as questões que aborda sobre aquilo o que procuramos após vivenciar trauma, perda ou injustiça.”
O filme é produzido pela Fremantle, Jolie Productions, The Apartment Pictures e De Maio Entertainment. A Fremantle também será a distribuidora. O longa ainda não tem data de lançamento oficial prevista, apesar das filmagens já estarem acontecendo na Itália.
Em sua conta oficial na rede social “Instagram”, Hayek também se pronunciou dizendo:
É um sonho a ser realizado poder ser dirigida por Angelina Jolie. Sou fã de seu trabalho como cineasta há muitos anos. Como se não bastasse, tenho o prazer de trabalhar com dois grandes amigos, Angelina e Demián Bichir!
Fonte: Deadline | Instagram
Brad Pitt está acusando Angelina Jolie de tentar intencionalmente “infligir danos” a ele e aos seus interesses na vinícola Chateau Miraval.
Em novos documentos legais impetrados na última sexta-feira (3) em Los Angeles, os advogados de Pitt afirmam que Angelina Jolie vendeu a parte dela na vinícola para o oligarca russo Yuri Shefler, com a intenção de prejudicar o envolvimento de Pitt na empresa.
No mês de Fevereiro deste ano, Pitt deu entrada no primeiro processo contra Jolie, por ela ter vendido as ações que representavam a parte dela na vinícola Chateau Miraval. Ele requereu que a venda fosse anulada, assim como também, pediu indenização monetária e honorários legais.
Nos documentos mais recentes, os advogados de Pitt afirmam que “Jolie procurou infligir danos a Pitt” alegando que ela “tinha o conhecimento e pretendia que Shefler tentasse controlar o negócio que Pitt havia construído, minando o investimento de Pitt na Miraval”.
“O vinhedo se tornou a paixão de Pitt – e é lucrativo, pois a Miraval, sob a administração de Pitt, se tornou um negócio global multimilionário e um dos produtores de vinho rosé mais conceituados do mundo”, afirmam os documentos.
“Jolie, enquanto isso, não contribuiu em nada para o sucesso de Miraval. Em vez disso, ela permitiu que Pitt investisse dinheiro e capitalizasse no negócio, confiando no direito de consentimento que ela lhe devia e no direito de preferência que sua entidade de negócios devia a ele.”
Os novos documentos alegam ainda que, desde a obtenção da participação na Miraval, Shefler (o proprietário do SPI Group, um consórcio internacional de venda de álcool) supostamente “lançou uma aquisição hostil no negócio de vinhos, desestabilizando as operações, buscando acesso à propriedade da Miraval e às informações confidenciais e proprietárias para o benefício de sua empresa concorrente.”
“Violando o acordo das partes, Jolie tentou forçar Pitt a fazer parceria com um estranho e, pior ainda, um estranho com associações e intenções venenosas”, afirmam os documentos, alegando que Shefler “também mantém relações pessoais e profissionais com indivíduos do círculo íntimo de Vladimir Putin.”
“Pitt – por meio de investimento financeiro significativo e anos de capital de suor – construiu uma empresa familiar de grande sucesso. A Miraval cresceu maciçamente desde 2008 e agora vale centenas de milhões de dólares”, afirmam os documentos. “Enquanto isso, Jolie não retornou a Miraval desde que pediu o divórcio em 2016.”
“Jolie perseguiu e depois consumou a suposta venda em segredo, propositalmente, mantendo Pitt no escuro e violando conscientemente os direitos contratuais de Pitt”, alega a petição.
De acordo com o processo ingressado por Pitt em Fevereiro, o ator de 58 anos também alegou que, de acordo com os termos do divórcio, finalizado em 2019, o casal tinha um “entendimento mútuo” de que nenhum deles poderia vender sua participação na vinícola sem o consentimento do outro.
No mês de Julho do ano passado, em um processo separado, quando Jolie foi ao tribunal, ela disse ao juiz que chegou a um acordo para vender sua participação a uma pessoa não identificada, que Pitt concordou considerar em setembro. No entanto, Pitt afirma que por “entendimento mútuo”, que ele teria o direito de preferência, que ele afirma não ter sido dado a ele por Jolie.
Fonte: ET Online
Novo filme de Jolie começa a ser gravado na Itália
6 de junho de 2022
Na manhã desta segunda-feira, dia 06 de Junho de 2022, as gravações do mais novo filme dirigido por Angelina Jolie, “Without Blood”, foram iniciadas na cidade de Matera, na Itália.
As locações foram previamente selecionadas no mês de Março deste ano e aconteceram em pontos turísticos como, por exemplo, a Piazza San Pietro Caveoso e a Via Bruno Buozzi.
Apesar de várias fotos terem sido compartilhadas através das redes sociais e dos jornais locais, Jolie ainda não foi flagrada desempenhando suas funções como diretora.
Futuramente, as gravações também devem acontecer na cidade de Martina Franca, mais precisamente na Piazza Plebiscito e na via Garibaldi adjacente, a poucos passos da catedral de San Martino.
O filme “Without Blood” (Sem Sangue – em tradução livre não oficial) será uma adaptação do romance best-seller escrito por Alessandro Baricco de mesmo nome, que conta uma história sobre guerra, vingança, memória e cura.
Várias fotos dos sets de filmagens foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.
Fotos:
• FILMES » DIRETORA » 2023 – WITHOUT BLOOD » SETS DE FILMAGENS – 06/06/22 (20x)
A atriz, diretora, ativista e ganhadora do Oscar vem lidando com as situações de emergências humanitárias ao redor do mundo já há algum tempo: ela está na linha de frente na batalha contra as mudanças climáticas e é Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (UNHCR / ACNUR) desde 2001.
Em uma entrevista exclusiva concedida à edição do dia 26 de Maio de 2022 da revista italiana “Grazia”, Angelina Jolie confessou que ser atriz já não é a sua prioridade. Para ela, hoje, o seu compromisso humanitário e seu papel de mãe de seis filhos são mais importantes.
Além disso, Jolie também falou sobre estar engajada em um projeto que busca proteger as abelhas e dar trabalho para muitas jovens. Confira abaixo a entrevista completa! (Obs: pode conter erros, uma vez que foi traduzida através do “Google Tradutor”).
Escrito por Enrica Brocardo
Algumas semanas atrás, Angelina Jolie viajou para a Ucrânia, onde as crianças brincam nos escombros gerados pela guerra. Ela sempre esteve na linha de frente na batalha contra as mudanças climáticas e pelos direitos dos refugiados. Atualmente, no Camboja, ela está iniciando um projeto de conservação das abelhas, que dará trabalho para muitas jovens. A atriz, diretora e ativista falou com a “Grazia” sobre sua verdadeira vocação: “Atuar nunca esteve no centro das minhas paixões. Minhas prioridades são minha família e o desejo de ser útil aos outros”.
A primeira vez que Angelina Jolie visitou o Camboja foi durante as gravações do filme “Lara Croft: Tomb Raider” lançado em 2001, no qual interpretou uma heroína dos videogames. “Foi o primeiro filme rodado no país após o fim do conflito”. Ou seja, a sangrenta guerra civil entre as forças do governo e o Khmer Vermelho, que durou sete anos e terminou em 1974. Em vez de ficar trancada em um quarto de hotel, durante as filmagens, a atriz aproveitou o tempo para olhar ao redor, especialmente as condições em que muitas crianças viviam.
Desde então, Jolie (46) nunca parou de lidar com as situações de emergências humanitárias ao redor do mundo. Nos primeiros dias do mês de Maio, ela viajou para a Ucrânia com a intenção de ajudar. Para seus 13 milhões de seguidores no Instagram, ela mostrou os escombros da guerra, causados pelas bombas, com os quais as crianças brincam, sem querer.
Ela diz que se considera uma ativista, em vez de atriz ou diretora. Isso é demonstrado pelos quatro filmes que dirigiu: “In the Land of Blood and Honey” (Na Terra de Amor e Ódio, 2011) que teve como pano de fundo a Guerra da Bósnia; Unbroken (Invencível, 2014), que aborda a Segunda Guerra Mundial contada através da história de Louis Zamperini, capturado pelos japoneses; By the Sea (À Beira Mar, 2015), que mostra a relação entre um homem e uma mulher; e “First They Killed My Father (Primeiro Mataram Meu Pai, 2017), que conta a história real de uma menina cambojana, Loung Ung, que testemunhou os massacres praticados durante o regime do Khmer Vermelho.
Ao longo de quase trinta anos, ela foi repetidamente protagonista de sucessos de bilheteria – o último, “Eternals” (Eternos, 2021), que trás super-heróis da Marvel – mas também de filmes intensos como “A Mighty Heart” (O Preço da Coragem, 2007), no qual interpretou o papel de Mariane Pearl, a viúva do jornalista Daniel Pearl, morto no Paquistão há 20 anos por fundamentalistas islâmicos.
Enquanto isso, ela cria seis filhos (como mãe solteira, desde o divórcio de Brad Pitt em 2019). Os gêmeos Knox e Vivienne (13) nascidos na França em 2008; Pax (18) nascido no Vietnã e adotado um ano antes; Shiloh (16) nascida na Namíbia; sua irmã Zahara (17) nascida na Etiópia e e Maddox (20), seu primeiro filho adotado em um orfanato no Camboja, após o divórcio de seu primeiro marido, o ator Billy Bob Thornton.
Jolie é Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR / ACNUR) desde 2001. No entanto, desde o ano passado, juntamente com a Guerlain – marca da qual é garota propaganda – e em colaboração com a UNESCO, apoia o “Women for Bees”, um programa que busca promover o empoderamento das mulheres, proteger as abelhas e promover a conservação da biodiversidade.
O programa “Women for Bees” acabou de ser inaugurado no Camboja, onde a atriz criou a “Fundação Maddox Jolie-Pitt” em nome de seu filho Maddox, há 18 anos, que tem como objetivo ajudar a população da região de Samlot, uma das áreas mais afetadas pela guerra civil.
Que lembranças você tem da sua primeira viagem ao Camboja?
“Eu esperava encontrar raiva e dor, mas, em vez disso, o que me impressionou foi a resiliência, o calor das pessoas, os sorrisos. Eles foram realmente maravilhosos. Considero-me uma sortuda por ser mãe de Maddox e fazer parte dessa comunidade”.
Como surgiu a ideia da Fundação Maddox Jolie-Pitt?
“No Camboja, eu tenho uma casa em meio à selva e é o lugar onde me sinto mais à vontade. No início, não tinha a ideia de me comprometer com a conservação de uma área florestal. Eu tinha começado a trabalhar com o voluntariado no país porque meu filho nasceu lá e porque eu tinha visto as consequências da guerra. Removemos minas do solo com a intenção de criar uma área segura para a criação de escolas e hospitais locais. Meu objetivo era cuidar das crianças, comprometer-me a garantir-lhes uma educação. Mas quando você está lá, você entende que tem que cuidar das necessidades de uma comunidade como um todo e, portanto, também do meio ambiente. Eu ouvia o que as pessoas diziam. Para elas, era importante proteger as suas raízes culturais e desenvolver a economia da região de uma forma sustentável”.
Por que você decidiu colaborar com o programa “Women for Bees”?
“Enquanto eu estava no Camboja com a Guerlain (onde uma campanha publicitária da marca foi gravada no ano de 2019), aprendi muito sobre os projetos que buscam proteger esses insetos maravilhosos e treinar apicultores do sexo feminino”.
O que precisamos saber sobre o declínio no número de abelhas do mundo?
“Estou aprendendo sobre o assunto também. Quando você conversa com especialistas, eles dizem que a redução global do número de abelhas é resultado da atividade humana no planeta. E é bem chocante. Por outro lado, explicam todas as maneiras pelas quais podemos reverter esse processo por meio de nossas escolhas. E isso é encorajador.”
Por que é útil treinar apicultoras?
“Estamos falando de pessoas, de mulheres, da realidade, do ambiente e das criaturas que o habitam, que são, ainda que de formas diferentes, vulneráveis, frágeis. Os apicultores ajudam a proteger as abelhas e os ecossistemas terrestres. Além disso, oferecer formação, educação, emprego às mulheres e criar uma rede entre elas significa torná-las independentes. Garantir direitos iguais para mulheres e homens deve ser a regra. Ninguém deve limitar sua liberdade, autodeterminação, negar seus direitos no campo da educação, sexualidade e trabalho. Vamos tentar imaginar o que aconteceria se todos os esforços que estão sendo feitos para reprimir mulheres e meninas fossem usados para ajudá-las”.
O quanto ser mãe a tornou mais consciente sobre os problemas ambientais?
“Todas as mães são um pouco mais sensíveis a essas questões, pois estamos preocupadas com o mundo que vamos deixar para nossos filhos. Mas você não precisa ser mãe ou pai para sentir a mesma coisa. Quero um mundo seguro e saudável não só para os meus filhos, mas para todas as crianças”.
E, em vez disso, estamos vendo que as crianças são as primeiras vítimas das guerras. Em Março, você veio à Itália e visitou alguns jovens pacientes que conseguiram escapar da Ucrânia e que foram acolhidos no hospital pediátrico Bambino Gesù, em Roma.
“Vi com meus próprios olhos o trabalho extraordinário que estão fazendo no hospital e fui recebida com muito carinho pelos médicos, enfermeiros e todos os pacientes internados. Você chega e se deparar com essas crianças que estão enfrentando o momento mais difícil da vida delas. Muitas possuem câncer e, para continuarem a serem tratadas, tiveram que deixar o seu país e fugir para um local seguro”.
Que lembranças e sentimentos essas crianças trouxeram?
“Elas sabem que podem perder suas casas para sempre e que seus amigos podem morrer. Elas temem pelo o que está acontecendo em seu país e também por suas vidas. É impressionante ver seus pais: eles estão exaustos, mas se esforçam para continuar sorrindo para o bem de seus filhos. A guerra mostra o pior e o melhor da humanidade. Você percebe que, o que quer que se possa fazer ou dizer em tais situações, nunca é suficiente.”
O que você acha do ativismo de meninas e meninos contra as mudanças climáticas?
“Sempre escuto com atenção meus filhos e todas as crianças, meninas e meninos que conheço. Muitas vezes, elas veem com mais clareza o que se tornou menos evidente para nós adultos, porque nos foi ensinado que, na vida, precisamos fazer concessões e porque estamos presos a mil coisas.”
O que os adultos podem fazer para ajudá-las?
“É importante mantê-las longe da desinformação. Trabalhei em um livro, “Know Your Rights”, em parceria com a Anistia Internacional. Os jovens devem aprender a dar força às suas opiniões, a expressá-las quando os governos e as grandes empresas tomam as decisões.”
Quando você começou a amar o meio ambiente?
“Eu cresci em uma cidade grande, Los Angeles, e por isso sempre amei a natureza, o verde. Fico em paz comigo mesma quando estou no deserto e na selva. Você se sente pequena diante dessas majestades. Eu amo os animais selvagens, a natureza intocada. E respeito profundamente a cultura e a história dos outros povos. Digo isso porque, em vinte anos de compromisso humanitário, vi lagos secarem, desastres de todo tipo e comunidades inteiras tiradas de suas terras, seu patrimônio cultural destruído ou em perigo.”
Você acha que as emergências humanitárias e a crise climática estão cada vez mais ligadas?
“Quando comecei a lidar com os problemas dos refugiados, há cerca de vinte anos, ninguém falava sobre fenômenos migratórios ligados ao clima. Naquela época, trabalhamos para ajudar as pessoas que tiveram que deixar suas casas e fugir para outros lugares pensando que, quando os conflitos chegassem ao fim, elas poderiam retornar aos seus países. Mas hoje não é mais assim. Essas pessoas não podem voltar para casa porque suas terras se tornaram inabitáveis devido à desertificação. Isso já está acontecendo. Para mim, é uma das razões mais convincentes para enfrentar as mudanças climáticas com extrema urgência. Diz-se que devemos tentar deixar o planeta um pouco melhor do que “falamos”. Mas, diante da situação, a minha geração deveria, pelo menos, entregá-lo às próximas gerações em condições não piores do que as atuais.”
Qual é a relação entre seu trabalho como atriz e o ativismo?
“Comecei a trabalhar como atriz para ajudar minha mãe a nos sustentar. Atuar nunca esteve no centro das minhas paixões e interesses. Considero-me muito sortuda por ter sido capaz de fazer um trabalho criativo, mas quando acordo de manhã, as minhas prioridades são a minha família, o meu trabalho humanitário, o meu desejo de conhecer e aprender coisas novas e de estar em contato com o resto da mundo. Quero ser útil aos outros.”
Qual é o aspecto que você mais gosta no seu trabalho cinematográfico?
“Quando dirijo um filme, em particular, gosto de trabalhar em equipe. Além disso, me dá a oportunidade de conhecer a história de outros povos. Por exemplo, o que aconteceu graças ao filme ‘First They Killed My Father’. Isso é o que eu mais amo.”
Fonte: Grazia Italia
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