Cineasta/ Diretora/ Filmes/ Itália/ Without Blood

Jolie grava novas cenas de Without Blood

7 de julho de 2022

Na noite desta quarta-feira, dia 06 de Julho de 2022, a cineasta estadunidense – Angelina Jolie – foi fotografada gravando novas cenas do filme “Without Blood”, na cidade de Roma, Itália.

Na ocasião, ela estava acompanhada de sua amiga e atriz, Salma Hayek, e do filho Pax (18), que também trabalham no longa.

Baseado no romance do escritor italiano Alessandro Baricco, “Without Blood” (Sem Sangue – em tradução livre não oficial), contará uma história ambientada em uma casa de fazenda no interior da Itália, no rescaldo de um conflito e abordará temas sobre guerra, vingança, memória e cura.

Este será o quinto projeto de direção de Jolie e o primeiro após seu mega acordo com a produtora “Fremantle” – através do qual, futuramente, podermos ver a cineasta produzir, dirigir e estrelar filmes, séries de TV e documentários.

Em um comunicado emitido no começo de Junho, Jolie disse:

“Estou honrada por estar aqui na Itália com a finalidade de trazer este material muito especial para o cinema e por ter recebido a confiança de Alessandro Baricco com a adaptação de seu livro – com sua poesia e emoção únicas, com sua maneira de ver a guerra e as questões que aborda sobre aquilo o que procuramos após vivenciar trauma, perda ou injustiça.”

No meio da semana, Jolie também levou as filhas Zahara (17), Shiloh (16) e Vivienne (13) para tomar sorvete. As fotos foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.

Fotos:

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FILMES » DIRETORA » 2023 – WITHOUT BLOOD » SETS DE FILMAGENS – 06/07/22 (40x)
CANDIDS » 2022 » 05/07/22 (16x)

Candids/ Itália/ Vivienne/ Zahara

Jolie e as filhas fazem compras em Roma

4 de julho de 2022

Neste domingo, dia 03 de Julho de 2022, a mamãe Angelina Jolie levou as filhas Zahara (17) e Vivienne (13) para fazer compras pela cidade de Roma, na Itália.

A cineasta estadunidense de 47 anos foi flagrada pelos paparazzis de plantão curtindo o dia na companhia das filhas e, posteriormente, cruzando com a amiga Salma Hayek.

Para o passeio, Jolie optou por um vestido bege da marca Alberta Ferretti, combinando com uma calça da mesma cor de cintura alta.

A atriz e alguns de seus filhos encontram-se na Itália, pois Jolie trabalha como diretora nas filmagens do longa “Without Blood” (Sem Sangue – em tradução livre não oficial), uma adaptação do romance best-seller escrito por Alessandro Baricco de mesmo nome, que contará uma história sobre guerra, vingança, memória e cura.

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Fotos:

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CANDIDS » 2022 » 03/07/22 (37x)

Candids/ Itália/ Zahara

Angelina e Zahara fazem compras em Roma

27 de junho de 2022

Na tarde deste domingo, dia 26 de Junho de 2022, Angelina Jolie levou sua filha mais velha, Zahara (17), para fazer compras pela cidade de Roma, na Itália.

As duas formaram a típica dupla “Mãe & Filha” enquanto escolhiam produtos na loja “Zara” para mostrar uma à outra.

De acordo com informações do site Daily Mail elas também visitaram as loja “Valentino” e “Tech it Easy”, onde Angelina teria comprado uma lâmpada em formato de coelho. Depois das compras, ambas foram vistas entrando em um táxi preto com uma grande sacola da “Zara”.

Jolie e seus três filhos mais velhos encontram-se na Itália, pois estão trabalhando nas filmagens do longa “Without Blood” (Sem Sangue – em tradução livre não oficial), uma adaptação do romance best-seller escrito por Alessandro Baricco de mesmo nome, que contará uma história sobre guerra, vingança, memória e cura.

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Fotos:

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Cineasta/ Diretora/ Filmes/ Itália/ Without Blood

Jolie é vista em mais um dia de filmagens na Itália

24 de junho de 2022

Nesta quinta-feira, dia 23 de Junho de 2022, Angelina Jolie e Salma Hayek foram novamente flagradas nos sets de filmagens do longa “Without Blood” na cidade de Roma, na Itália.

Baseado no romance do escritor italiano Alessandro Baricco, (Sem Sangue – em tradução livre não oficial), contará uma história ambientada em uma casa de fazenda no interior da Itália, no rescaldo de um conflito e abordará temas sobre guerra, vingança, memória e cura.

“Without Blood” será o quinto projeto de direção de Jolie e o primeiro após seu mega acordo com a produtora “Fremantle” – através do qual, futuramente, podermos ver a cineasta produzir, dirigir e estrelar filmes, séries de TV e documentários.

Em um comunicado emitido no começo de Junho, Jolie disse:

“Estou honrada por estar aqui na Itália com a finalidade de trazer este material muito especial para o cinema e por ter recebido a confiança de Alessandro Baricco com a adaptação de seu livro – com sua poesia e emoção únicas, com sua maneira de ver a guerra e as questões que aborda sobre aquilo o que procuramos após vivenciar trauma, perda ou injustiça.”

Várias fotos foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.

Fotos:

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Diretora/ Filmes/ Itália/ Without Blood

Jolie dirige Salma Hayek nos sets de novo filme

22 de junho de 2022

Nesta quarta-feira, dia 22 de Junho de 2022, a cineasta estadunidense, Angelina Jolie, foi fotografada dirigindo sua amiga e atriz, Salma Hayek, nos sets de gravações de seu mais novo filme “Without Blood” na cidade de Roma, na Itália.

Baseado no romance do escritor italiano Alessandro Baricco, (Sem Sangue – em tradução livre não oficial), contará uma história sobre guerra, vingança, memória e cura.

“Without Blood” será o quinto projeto de direção de Jolie e o primeiro após seu mega acordo com a produtora “Fremantle” – através do qual, futuramente, podermos ver a cineasta produzir, dirigir e estrelar filmes, séries de TV e documentários.

Várias fotos foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.

Fotos:

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Artigos by Angelina/ Colaboradora/ Dia Mundial do Refugiado/ Enviada Especial/ Refugiados/ Trabalho Humanitário/ UNHCR

Jolie escreve artigo sobre o Dia Mundial do Refugiado

20 de junho de 2022

Nesta segunda-feira, dia 20 de Junho de 2022, a cineasta estadunidense e Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR / ACNUR), Angelina Jolie, escreveu um artigo para a revista “TIME” e falou sobre o Dia Mundial do Refugiado. Confira a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil.

Escrito por Angelina Jolie

No Dia Mundial do Refugiado, vamos nos comprometer a encontrar um caminho melhor

Todos os dias, mais de duas crianças são mortas e quatro ficam feridas no conflito na Ucrânia. Após mais de 100 dias de guerra, quase dois terços das crianças ucranianas foram deslocadas.

O conflito expõe a vulnerabilidade das crianças e a aumenta muito. Além das lesões físicas, há o trauma: o efeito do deslocamento, das noites escutando bombardeios, da separação da família, de ver amigos e parentes mortos. O trauma interrompe o sonho. Não apenas porque os pesadelos se tornam reais, mas aquele sonho que leva a vida adiante. Aquele pensamento sobre o que podemos criar. Sobre o que pode melhorar. Sobre quem podemos amar. O trauma destrói aquilo que a criança nasceu para ser.

Estamos mais conscientes da realidade e do impacto da guerra do que nunca. Mas, apesar de toda a nossa consciência, o risco para as crianças é cada vez maior. Existem mais conflitos acontecendo atualmente, do que em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial. Uma em cada seis crianças em todo o mundo – 426 milhões – vive em uma zona de conflito.

O conflito na Ucrânia elevou o número de pessoas deslocadas em todo o mundo para mais de 100 milhões – mais do que nunca antes registrado. Mais de uma pessoa, em cada 100 ao redor de todo o mundo, encontram-se deslocadas, como refugiadas, solicitantes de refúgio ou, até mesmo, deslocadas dentro de seu próprio país – um número maior que a população do Reino Unido, da França ou da Alemanha. Destes 100 milhões, cerca de 40 milhões são crianças forçadas a deixar suas casas e suas comunidades. Para elas, o futuro parece sombrio.

Temos que reconhecer que nossos sistemas para prevenir conflitos, deslocamentos humanos em massa e defender os direitos humanos não estão funcionando. Três quartos dos refugiados vivem em situações prolongadas, onde o retorno ao país de origem é impossível porque os problemas de onde fugiram persistem.

Atualmente, a ajuda está tão limitada que o “Programa Mundial de Alimentos” da ONU fez um comunicado dizendo que, no Iêmen, “não temos escolha a não ser tirar a comida dos que estão famintos para alimentar aqueles que estão morrendo de fome e, em algumas semanas, corremos o risco de não conseguir alimentar nem os que estão morrendo de fome.”

No Afeganistão, as ONGs temem que a fome possa matar mais pessoas do que nos últimos 20 anos de guerra. O Conselho Nacional de Inteligência dos EUA alertou que os direitos dos refugiados estão entre “as normas com maior risco de enfraquecer globalmente na próxima década”, o que significa que, se não tomarmos uma atitude, haverá ainda menos concordância sobre como proteger os refugiados.

Não podemos esperar que as crises atuais passem, ou que surja uma liderança em nível internacional, antes de perguntarmos o que precisa mudar. A ajuda de emergência deve ser uma solução temporária, fornecida sem discriminação. Refugiados e pessoas deslocadas devem poder voltar para casa com segurança após os conflitos, em razão da diplomacia e dos acordos de paz. As normas de direitos humanos devem ser aplicadas de forma consistente. Em vez disso, vemos os refugiados serem discriminados com base na cor da pele, religião ou país de origem. Os países mais pobres do mundo abrigam milhões de refugiados por décadas sem um fim à vista, enquanto os mais ricos inventam maneiras cada vez mais elaboradas de fechar suas fronteiras e “expulsar” os requerentes de refúgio.

Precisamos reconhecer o que seria necessário para reduzir o número de refugiados globalmente. Precisamos entender o nível profundo de sofrimento humano das pessoas que vivem nessas situações. E precisamos reconhecer que ainda estamos vivendo de forma antiga, com comportamentos antigos. Não ajustamos nossas instituições para atender ao novo mundo ainda em formação.

Devido à forma como a ONU foi criada, ela está voltada para os interesses e para as vozes das nações poderosas, às custas das pessoas que mais sofrem com conflitos e perseguições, cujos direitos e vidas não são tratados da mesma forma. Por décadas, o foco principal tem sido o trabalho de organizações internacionais. Não houve atenção suficiente em ouvir grupos e voluntários locais e fortalecer seus esforços.

Não pretendo obter respostas, mas estou junto com todos aqueles que procuram um novo caminho. Grande parte da força que vejo neste momento, vem de pessoas individuais em países afetados por conflitos, como a Ucrânia – e de organizações locais, voluntários e dos próprios refugiados – que não estão esperando para serem ajudados, mas apoiando uns aos outros. É aí que deposito minha fé e esperança, até que tenhamos a coragem de reconstruir nossas instituições internacionais e cumprir a promessa de direitos iguais e proteção para todos.

Jolie é editora colaboradora da revista TIME e é também atriz vencedora do Oscar e ativista humanitária.

Fonte: TIME

ACNUR/ Dia Mundial do Refugiado/ Enviada Especial/ Refugiados/ Trabalho Humanitário/ UNHCR

Jolie celebra o Dia Mundial do Refugiado na Itália

20 de junho de 2022

Nesta segunda-feira, dia 20 de Junho de 2022, a Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR / ACNUR) – Angelina Jolie – convidou refugiados da Ucrânia, Afeganistão, Mali, Costa do Marfim, Congo, Egito, Curdistão, Nigéria e Gâmbia para um jantar especial em comemoração ao Dia Mundial do Refugiado, na cidade de Roma, Itália.

Jolie também fez uma postagem em sua conta oficial na rede social “Instagram” dizendo:

“No Dia Mundial do Refugiado deste ano, celebrei um jantar com novos amigos da Ucrânia, Afeganistão, Mali, Costa do Marfim, Congo, Egito, Curdistão, Nigéria e Gâmbia. Sou grata que, em meio a tantas coisas pesadas no mundo, essas pessoas corajosas compartilharam seu tempo e suas histórias comigo. Família, amigos e comida unem as pessoas e eu tive a honra de receber novos amigos para comer, compartilhar e aprender.”

O Dia Mundial do Refugiado é comemorado em 20 de Junho de cada ano e dedicado à conscientização sobre a situação dos refugiados em todo o mundo. Todos os anos, as Nações Unidas, a Agência de Refugiados das Nações Unidas (ACNUR) e inúmeros grupos cívicos em todo o mundo organizam eventos do Dia Mundial do Refugiado para chamar a atenção do público para os milhões de refugiados e pessoas internamente deslocadas em todo o mundo que foram forçados a fugir de suas casas devido à guerra, conflito e perseguição.

Fonte: Instagram | Wikipédia

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TRABALHO HUMANITARIO » EVENTOS, MISSÕES E OUTROS » 2022 » 20/06/22(10x)

Entrevistas/ Revistas & Scans

Jolie estampa capa da revista Madame Figaro

17 de junho de 2022

Nesta sexta-feira, dia 17 de Junho de 2022, a revista francesa “Madame Figaro” publicou em sua edição dos dias 17 e 18 de Junho uma entrevista exclusiva com nossa musa inspiradora, Angelina Jolie. Confira abaixo a materia completa! (Obs: pode conter erros, uma vez que foi traduzida através do “Google Tradutor”).

Escrito por Richard Gianorio
Fotos por Lachlan Bailey

Enviada Especial da ONU e cineasta, Angelina Jolie se dedica intensamente às suas missões humanitárias. A musa da Guerlain também é madrinha do “Women For Bees”(Mulheres Pelas Abelhas), programa que promove as mulheres e a biodiversidade. Em entrevista com a Madame Figaro, esta apaixonada ativista assumiu seu compromisso ecológico.

O costume de utilizar o aplicativo “Zoom” é menos refletido quando tem o efeito de fazer milagrosamente Angelina Jolie aparecer, com seu rosto bronzeado, sorriso californiano e blusa preta de alça fina, na tela retangular de seu computador. A atriz está em Los Angeles e, para reduzir emissões de carbono, não percorre mais quilômetros desnecessários a não ser para viagens estratégicas, como sua recente visita à Ucrânia, no final de Abril, na qualidade de Enviada Especial das Nações Unidas:

“Eu pude ver, em primeira mão, a resiliência absoluta e a força inimaginável dessas pessoas, que não apenas sobreviveram a essa situação de guerra, mas defenderam aqueles ao seu redor”, ela testemunha.

O cinema, há muito tempo, foi suficiente para preencher a vida de Angelina Jolie, estrela e diretora de Hollywood, 47 anos, nascida no dia 4 de junho, que dedica a maior parte de seu tempo às suas atividades como ativista dos direitos humanos. Uma personalidade extraordinária que parece ter escolhido o sacerdócio humanitário, que a conduz incansavelmente às zonas de guerra.

Jolie intriga, fascina e talvez confunda, mas ninguém pode questionar a sinceridade e consistência de seus compromissos, uma mulher que inspeciona campos de refugiados, discursa em Davos e desafia instituições internacionais. Despertadora de consciências, ela também é garota propaganda da Guerlain, que a tornou madrinha de um programa de ponta em empreendedorismo agrícola feminino, o “Women for Bees”, que treina e apoia apicultoras em todo o mundo. Em jogo, está a biodiversidade, é claro, mas sobretudo a autonomia das mulheres em regiões desfavorecidas: colmeias foram instaladas no Camboja, seu país do coração, onde ela reside parcialmente e onde também é sede de sua Fundação Maddox Jolie-Pitt (MJP Foundation), que também trabalha para preservar o meio ambiente e melhorar as condições de vida das comunidades rurais. Angelina Jolie é a convidada muito especial da nossa edição verde.

O programa “Women for Bees” tem como alvo as mulheres, geralmente as primeiras vítimas econômicas das vicissitudes e rupturas globais…

A questão da desigualdade é um problema eterno. Em geral, assim que surge um conflito em algum lugar, elas são as primeiras a sofrer. Em muitas partes do mundo, as mulheres não têm o apoio ou as liberdades que deveriam ter. Há uma necessidade óbvia de colocar esse problema em foco, mas também há, talvez, uma maneira mais suave de abordá-lo, apresentando-lhes o tipo de dispositivo que é o “Women for Bees”, que pode se tornar uma espécie de bola de neve e beneficiar todas as comunidades. Por exemplo, é isso que vejo nos países pobres, temos que ensinar habilidades no comércio e o comércio os tornará mais autossuficientes, permitindo que eles estabeleçam suas próprias redes. As mulheres são frágeis, mas paradoxalmente são também uma fonte de força extraordinária. Você sabe, no início da pandemia, 70% dos cuidadores eram mulheres… 70%! É uma realidade e é lindo: quando as mulheres têm acesso a conhecimentos, ferramentas e oportunidades, o que elas fazem? Eles ajudam os outros.

Como qualificar a palavra irmandade?

Mulheres que apoiam mulheres, que se respeitam e que se apoiam. Mulheres se ajudando. Juntas, nós mulheres somos mais fortes.

Camboja é o seu país do coração. Qual é a situação das mulheres lá?

Eu trabalho no Camboja há cerca de vinte anos e nossa fundação atinge cerca de 20.000 pessoas, com acesso a clínicas e escolas. Atualmente, estamos liderando uma luta contra o desmatamento. Digo “nós” porque diferente de quando iniciei o programa, agora ele é totalmente gerenciado por pessoas locais. São as pessoas de lá que realizam o trabalho. Mulheres jovens, mulheres mais velhas e silvicultores trabalham lado a lado com homens bem intencionados. O imperativo não é só ajudar as mulheres, mas também fortalecer os laços que as unem aos homens. Para trabalharmos melhor, devemos nos unir.

Você acha que os meninos deveriam ser educados de forma diferente para que as mulheres possam se realizar melhor?

Sou fã do “todos juntos”. O despertar dos meninos para questões de igualdade é mais necessário em certos países ou em certas culturas que apresentam deficiências. É absurdo pensar que, ainda hoje, em algumas partes do mundo, as mulheres são cruelmente privadas de educação e de liberdade. Mas esta questão da educação surge para além de qualquer conotação geográfica ou cultural, surge em todas as comunidades ou famílias, tanto na sua casa como na minha. Eu, por exemplo, tenho três meninos e três meninas, e todos os dias descubro novos aspectos em cada um deles. A ideia é que cada um encontre seu lugar independente do sexo e floresça de forma igualitária sem impedir a liberdade do outro.

Você mora parte do ano no Camboja, cuja nacionalidade você adquiriu (além da estadunidense) posteriormente. Como foi feita essa escolha?

Nenhum dos meus seis filhos nasceu nos Estados Unidos. Meus gêmeos nasceram na França, Zahara nasceu na Etiópia, Pax é vietnamita, Maddox é cambojano e Shiloh abriu os olhos na Namíbia. O meu coração está ligado a vários países e, sobretudo, aos de nascimento e herança dos meus filhos. Mas devo dizer que o Camboja foi o primeiro país com o qual estabeleci um vínculo muito forte. Eu morei lá e eu realmente conheci o seu povo. Foi lá que tomei conhecimento do problema dos refugiados. Na minha infância, quase não falávamos sobre o deslocamento de populações e não me lembro de que as aulas de história dessem muito crédito para esse problema. Quando visitei o Camboja pela primeira vez em 2000, não sabia nada sobre aquele país e fiquei impressionada com a extensão das minhas deficiências. Foi uma tomada de consciência profunda, primeiro para entender o que realmente aconteceu durante o conflito, depois para conhecer os refugiados. Você sabe, o lugar onde construí minha casa era uma fortaleza do Khmer Vermelho. Sobrou um bunker e o solo estava repleto de minas terrestres. Tudo isso estava muito longe do que me ensinaram durante minha juventude americana, vi que tratava-se tanto de uma atualização quanto um questionamento. Eu amo o povo do Camboja com todo meu coração. E foi meu filho Maddox, meu mais velho, que me fez mãe. É sobre tudo isso.

O seu compromisso político é acompanhado por uma ligação muito forte com a natureza. O que você espera obter com isso?

Sinto-me em paz na natureza. Eu me sinto selvagem e muito humana. Muitas vezes descubro que, qualquer coisa que não seja natural, é o que nos desvia.

Como surgiu sua consciência ecológica?

Eu não cresci em um ambiente particularmente ecológico, embora minha mãe estivesse ciente de alguns problemas – ela falava muitas vezes das florestas tropicais ameaçadas, por exemplo, um assunto ainda relevante, infelizmente. Minha consciência ecológica realmente se afirmou durante minhas primeiras viagens ao Camboja. No início, pensava principalmente nas necessidades humanas, o que para mim significava escolas e hospitais. Como eu estava dizendo, comprei um terreno, limpei e construí minha base lá. Obviamente, foi ótimo limpar minas e construir escolas, mas isso também significava cortar árvores e manter os tigres longe do ambiente. Foi então que entendi que era preciso pensar diferente, pensar mais globalmente. Entenda que qualquer gesto pode ter um efeito devastador no meio ambiente. Então aja de acordo. Tente reconciliar todas as comunidades, caçadores furtivos e silvicultores, aqueles que protegem a floresta e aqueles que constroem hospitais. Ajustes pedagógicos devem ser feitos constantemente, mas estou convencida de que a natureza e os humanos podem trabalhar muito bem de mãos dadas.

Você cria seus filhos com isso em mente?

Acredito que a nova geração está muito mais consciente e alerta do que nós quando estávamos na mesma idade. Obviamente, é fácil se preocupar com o futuro quando vemos a insuficiência das leis ou a lentidão dos políticos em mudar as coisas. Da minha parte, faço o meu melhor para educar os jovens de uma perspectiva global, incluindo o meio ambiente. Cheguei a co-escrever um livro sobre o assunto (“Know Your Rights and Claim Them. A Guide for Youth”), onde são discutidos os direitos das crianças e dos jovens. Quanto aos meus próprios filhos, procuro não ser aquele tipo de mãe que insiste na importância de pensar no meio ambiente. Preferi que eles se decidissem à medida que crescem, mergulhando-os em ambientes variados, incentivando-os a fazer amigos de diferentes culturas, enfim, a viver e sentir o máximo de emoções e experiências possíveis. Acredito que compreensão, respeito e abertura para com os outros se tornaram conceitos quase orgânicos para eles.

Quais são os gestos ecológicos diários na sua família?

Você sabe, minha principal preocupação diz respeito, acima de todos, os direitos humanos e dos refugiados. Não pretendo ser um exemplo de perfeição em ecologia doméstica, mesmo que esteja trabalhando para melhorar a coisa. Antes, por exemplo, eu viajava muito de avião e adorava. Acabou. Hoje, só faço voos com um propósito, ou seja, voos essenciais, úteis, por boas razões.

Como podemos qualificá-la? Ecologista? Humanista?

Humanista, claro, mas sobretudo internacionalista. Acredito que o mundo inteiro deve se unir para melhor respeitar e ajudar uns aos outros.

Fonte: Madame Figaro

As scans já foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.

Fotos:

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