Listas

Angelina entre as mulheres mais poderosas do mundo

22 de maio de 2013

A Forbes divulgou, como o de costume, sua lista anual com as 100 mulheres mais poderosas do mundo, que traz artistas e formadoras de opinião que inspiram mudança.

Oprah Winfrey (nº 13), Angelina Jolie (nº 37) e Shakira Mebarak (nº 52) usaram sua influência para melhorar a vida das pessoas em todo o mundo através da filantropia ou de outros esforços humanitários. Já outras mulheres, como Beyoncé Knowles (nº 17) e Sofia Vergara (nº 38), provaram que são mais do que rostos bonitos ao transformar suas marcas em verdadeiros impérios empresarias.

A atriz, humanitária e parte do casal mais lindo do mundo, Angelina Jolie, ficou com o número 37 da lista este ano. A ganhadora do Oscar não apareceu em nenhum filme desde 2010, mas passou a maior parte do ano passado nos bastidores do filme de fantasia e de grande orçamento, “Malévola” (que tem data de estréia prevista para o mês de Julho de 2014). Fora das telonas, Jolie é Embaixadora da Boa Vontade da ONU e Enviada Especial do Alto Comissário da UNHCR – agência especializada da ONU para os refugiados. Defensora de longa data de mulheres e crianças ao redor do mundo, a mãe de seis filhos esteve falando, recentemente, por uma causa pessoal. Em um artigo escrito ao The New York Times, a atriz anunciou que tinha se submetido a uma dupla mastectomia preventiva. Jolie, que perdeu sua mãe de 56 anos para um câncer de ovário, descobriu que carrega um gene defeituoso chamado BRCA1, que aumenta o risco de desenvolver câncer de mama e de ovário.

Outros destaques da lista de 2013: Angela Merkel (nº 1), que é a mulher mais poderosa do mundo pelo terceiro ano consecutivo, sendo seguida pela Presidente do Brasil, Dilma Rousseff (nº 2), Michelle Obama (nº 4), Hillary Clinton (nº 5), Maria das Graças Silva Foster (nº 18), Ellen DeGeneres (nº 51), J.K Rowling (nº 93), Gisele Bundchen (nº 95) entre outras.

Você pode conferir a lista completa com as 100 mulheres mais poderosas de 2013 no site oficial da revista Forbes.

Fonte: Forbes

Mastectomia/ News/ Revistas & Scans

Revista Veja: O valor maior de Angelina

18 de maio de 2013

A decisão da atriz de revelar que se submeteu a uma dupla mastectomia preventiva é heróica e reflete também os avanços da medicina na prevenção, detecção e tratamento do câncer de mama.

“Minha mãe lutou contra o câncer por quase uma década e morreu aos 56 ano. Conseguiu sobreviver tempo suficiente para conhecer seus primeiros netos e tê-los nos braços. Mas meus outros filhos não terão a oportunidade de conhecê-la e ver quanto ela era amorosa e carinhosa.” Assim começa o emocionante depoimento da atriz Angelina Jolie ao jornal americano ‘The New York Times’, intitulado “Minha escolha médica.” Aos 37 anos, ela revelou ter se submetido a uma dupla mastectomia preventiva para minimizar o risco de desenvolver câncer de mama. Sua mãe, Marcheline Bertrand, morreu em 2007, depois de uma década de luta contra tumores malignos nas mamas e nos ovários. A avó materna de Angelina também foi vítima do mesmo mal. Lois June morreu aos 45 anos em 1973. “Muitas vezes conversamos sobre a ‘mamãe da mamãe,’ e me vejo tentando explicar a doença que a tirou de nós,” lê-se no artigo assinado pela atriz. “As crianças perguntam se o mesmo poderia acontecer comigo. Sempre respondi que não deviam se preocupar, mas a verdade é que eu tenho um gene ‘defeituoso,’ o BRCA1, e isso eleva muito o meu risco de ter câncer de mama e de ovário.”

A angústia e o medo embutidos na escolha de Angelina são difíceis de avaliar por quem nunca esteve na linha de tiro dessa condenação genética à morte. Decidir extirpar as duas mamas é uma maneira radical mas compreensível de afastar a sentença fatal. O heroísmo de Angelina está em expor publicamente sua decisão. Mesmo com os processos atuais de reconstrução de mama tendo atingido a quase perfeição cosmética, a escolha natural para uma atriz de beleza primal seria esconder a intervenção. Agora que todos sabem da cirurgia, será que os olhos dos fãs vão procurar imperfeições quando forem exibidas novas imagens de seu corpo milimétrica e generosamente esquadrinhado pelas câmeras de alta resolução? Será que os produtores vão continuar oferecendo-lhe contratos milionários para estrelar filmes como a mulher fatal? Bobagem pensar que essas indagações não passaram pela cabeça de Angelina. Mas ela optou pelo que existe de real valor neste mundo, a vida e a convivência familiar com o companheiro. o ator Brad Pitt, e os seis filhos.

A escolha de Angelina Jolie serve também como um alerta muitas vezes mais poderoso do que aqueles das campanhas tradicionais de prevenção do câncer de mama. A atitude da atriz é uma lembrança de que as mulheres precisam se antecipar à doença – e, em tomando a iniciativa, vão encontrar uma medicina preventiva, de diagnóstico e de tratamento que evoluiu exponencialmente nos últimos anos. Entre 5% e 10% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama ouvirão de seus médicos terem herdado uma sequência trágica de genes como a que levou Angelina Jolie a optar pela mastectomia dupla radical. A maioria das mulheres que vierem a ser diagnosticadas com esse tipo de câncer tem grande probabilidade de ter sido atingidas por um mal preocupante mas curável. A cada ano 1,5 milhões de mulheres em todo o mundo recebem o diagnóstico dessa doença, entre elas 53.000 brasileiras. O câncer de mama ainda mata 458.000 mulheres por ano no mundo – 13.000 delas no Brasil. Mas o número de fatalidade cai ano a ano graças aos avanços técnicos médicos.

Exames de sangue capazes de identificar mutações genéticas que predispõem ao câncer de mama custam em torno de 7.000 reais. Seja qual for o resultado, eles permitem à mulher e ao seu médico decidirem com mais clareza. “A vida vem com muitos desafios. Aqueles que podemos encarar e sobre os quais podemos ter controle não devem nos assustar,” escreveu Angelina. Para as pacientes geneticamente propensas a ter câncer de mama, alternativa à mastectomia dupla é o incômodo diário da quimioterapia preventiva ou dos exames frequentes. “Muitas mulheres que acompanharam o sofrimento de mães ou irmãs na luta contra a doença optam pela cirurgia preventiva,”diz Maria Isabel Achatz, diretora do departamento de oncogenética do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

Nos Estados Unidos, cerca de 50% das pacientes portadoras dos genes malignos optam pela abordagem cirúrgica radical preventiva. No Brasil, quatro em cada cinco dessas pacientes preferem a vigilância constante, o stress dos testes, e fogem do bisturi. “Indico a cirurgia profilática a toda paciente que chegue ao meu consultório com o teste positivo;É a medida mais eficaz,” diz o mastologista Antonio Luiz Frasson, do Instituto de Oncologia do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e professor da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A operação reduz em 95% a probabilidade de manifestação da doença. Por que não 100%? Porque o cirurgião tem de manter intacta parte do tecido mamário de modo a garantir a irrigação sanguínea dos mamilos, das aréolas e da pele.

Mutações nos mesmos genes respondem por 54% das incidências de tumores malignos nos ovários. “Comecei pelos seios porque o risco de câncer de mama é mais elevado do que o risco de câncer de ovário, e a cirurgia é mais complexa,” escreveu Angelina. A retirada dos ovários (ooforectomia, no jargão médico) leva a uma queda drástica na produção dos hormônios femininos, causando a menopausa e todos os sintomas relacionados a ela. A partir dos 40 anos, no entanto, a indicação cirúrgica é incontestável para as mulheres portadoras da mutação genética. O procedimento reduz em 90% o risco de câncer de ovário, tumor de alta agressividade e difícil detecção.

A operação de mastectomia de Angelina Jolie foi feita em três etapas. A primeira aconteceu no dia 2 de Fevereiro, e a última, em 27 de Abril, com a implantação das próteses de silicone. A segunda etapa foi, sem dúvida, a mais complicada e agressiva. A retirada das glândulas mamárias durou oito horas. A atriz saiu da sala de operação do hospital Pink Lotus Breast Cancer, em Beverly Hills, Los Angeles, com seis drenos, três de cada lado, presos a um cinto elástico. Quatro dias depois da operação, Kristi Funk, a médica de Angelina, a encontrou animada, trabalhando em um novo projeto como diretora – com as paredes da sala cobertas por storyboards.

O câncer foi descrito pela primeira vez no século V .a.C. pelo grego Hipócrates. A imagem de um tumor cercado por vasos sanguíneos lembrava-lhe a de um caranguejo enterrado na areia com as patas abertas ao seu redor. Daí o nome “câncer,” do grego karkinos, caranguejo. Apesar de todos os avanços, a doença continua a desafiar a medicina. “O câncer não é uma doença, mas muitas. Podemos chamar todas da mesma maneira porque compartilham uma característica fundamental: o crescimento anormal de celular,” escreve o médico Siddhartha Mukherjee, no excelente ‘O Imperador de Todos os Males – Uma Biografia do Câncer’. Tumores idênticos podem responder de formas diferentes a um mesmo procedimento. Além disso, um único câncer pode ser dividido em vários subtipos. Os de mama já somam dez, conforme um trabalho publicado em 2012 na revista científica ‘Nature.’ “Descobertas desse tipo abrem oportunidade para individualizar ainda mais o tratamento,” diz Fernando Maluf, oncologista do Hospital São José, em São Paulo. Segundo no ranking mundial das neoplasias mais incidentes, o câncer de mama é, sem dúvida, o mais estudado – e “está entre os mais curáveis,” lembra Paulo Hoff, oncologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Do total de pesquisas em câncer, cerca de 40% delas são sobre os tumores malignos de mama. Estão em estudo cerca de 200 novos medicamentos para o combate a doença. O inimigo não é mais implacável, como se vê nos depoimentos das mulheres que ilustram esta reportagem. As cirurgias estão menos agressivas, os medicamentos, mais precisos, e a radioterapia está mais segura.

Leia a matéria completa nas scans da Revista Veja disponíveis na Galeria de Fotos do Angelina Fan Brasil:

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Mastectomia/ News/ Revistas & Scans

Revista Época: A influência de Angelina

18 de maio de 2013

Ao retirar os seios para proteger-se do risco de um câncer hereditário, Angelina Jolie mostrou coragem. Ao transformar seu gesto em exemplo, pode induzir outras mulheres à decisão errada.

Angelina Jolie não é uma mulher de meios-termos. Nunca foi. Na adolescência, pintava o cabelo de roxo,colecionava facas e gostava de se cortar. Nessa época, as tatuagens começaram a se espalhar por seu corpo. Em 1996, aos 21 anos, casou-se com o ator britânico Jonny Lee Miller usando uma camiseta branca, em que o nome de Miller estava escrito com o sangue dela. Não deu certo. Em seu segundo casamento, com o também ator Billy Bob Thornton, usava um frasco com o sangue dele pendurado no pescoço. Não funcionou. O sucesso no cinema, que deslumbra e entorpece as personalidades, não teve esse efeito nela. Angelina continuou Angelina – e algo mais. Rompeu publicamente com o pai, o ator Jon Voight, que disse que ela tinha “problemas mentais,” e envolveu-se com trabalho humanitário na África e no Paquistão. Terminou embaixadora das Nações Unidas. Ao mesmo tempo, adotou três crianças de três países diferentes – Camboja, Vietnã e Etiópia – e teve outras três com o ator Brad Pitt, seu atual marido, provavelmente o homem mais desejado do mundo. Linda e famosa, também provavelmente a mulher mais desejada do mundo, Angelina transformou sua vida num manifesto – foi eleita pela revista Forbes em 2009 como a celebridade mais poderosa do mundo. Em 20 anos de vida pública, conseguiu, nas palavras imortais de Steve Jobs, deixar uma marca no Universo.

Na semana passada, Angelina foi além. Num artigo escrito para o jornal americano The New York Times, revelou ter se submetido há alguns meses a uma cirurgia conhecida tecnicamente como mastectomia preventiva dupla. Por trás do nome complicado, havia uma revelação desconcertante: o maior símbolo sexual do planeta escolhera tirar os seios perfeitos para diminuir suas chances de desenvolver câncer de mama. Aos 37 anos. “Posso dizer aos meus filhos que eles não precisam temer me perder para a doença”, escreveu. Anunciar publicamente sua luta contra o risco de câncer – na tentativa de influenciar as decisões de outras pessoas sobre sua própria saúde – é seu gesto mais pretensioso. E controverso. “Quero encorajar cada mulher, especialmente as com casos de câncer de mama e ovário na família, a procurar informações e especialistas que possam ajudar a tomar decisões.”

Famosa como é, Angelina poderia ter simplesmente deixado que o mundo soubesse o que ela fez. Sua decisão, mesmo silenciosa, teria uma influência tremenda sobre outras mulheres. Ao agir como agiu, ao vocalizar sua escolha, se transformou, ainda que involuntariamente, em garota-propaganda de uma forma radical de medicina preventiva que não serve para todo mundo. Em poucas horas, seu texto varreu o mundo, dominou as redes sociais e fez as mulheres perguntar a seus médicos se elas também corriam risco. Elas foram atrás de informações, algo saudável. Mas um número elevado se alarmou perigosamente. A decisão de Angelina pode fazer todo o sentido do ponto de vista pessoal. Ao ser anunciada como fórmula de sobrevivência num alto-falante global, pode surtir efeitos perversos. No Brasil, o “efeito Angelina” fez com que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, viesse a público pedir cautela. “Já surgiram vários estudos que mostraram um número grande de mastectomias realizadas em pacientes em que depois se afastou o risco”, disse.

A indicação clínica para a retirada preventiva das mamas é bastante precisa. E restrita. Só é sugerida para mulheres que tenham determinadas mutações genéticas, passadas de geração em geração na família, que predispõem à doença. Mesmo que elas descubram carregar essas alterações, a paciente deve analisar com seu médico se essa é a melhor opção para ela. Como os testes genéticos apontam a probabilidade, e não a certeza, de desenvolver uma doença, é perfeitamente aceitável que ela escolha usar outros métodos, menos eficazes, mas também menos radicais, para se resguardar. Nesses casos, são recomendados exames a cada seis meses, ou drogas que tentam evitar o aparecimento de tumores.

Há outro lado do “efeito Angelina.” Ao assumir-se protagonista de sua decisão médica, Angelina expôs um dilema íntimo, vivido por milhões de mulheres no mundo. Só no Brasil, a cada ano, cerca de 52 mil mulheres recebem a notícia de que têm câncer de mama, o mais comum na população feminina. Angelina convive com o fantasma da doença há quase 20 anos, quando sua mãe foi diagnosticada. Marcheline Bertrant, também atriz, morreu aos 56 anos, em 2007, em decorrência da doença. Assombrada pela chance de ter o mesmo destino, Angelina se submeteu a um teste que analisa dois genes que todos carregamos nas células do corpo. Sua função normal é prevenir o crescimento celular descontrolado. Mas eles podem carregar alterações que afetam seu funcionamento adequado. Isso aumenta, nas mulheres, as chances de desenvolver câncer de mama e ovários e, nos homens, o risco de câncer de mama. Angelina descobriu que herdara a mesma mutação genética da mãe: trocas de bases químicas no gene conhecido pela sigla BRCA1. De acordo com certos estudos, elas aumentavam em 87% seu risco de ela ter câncer de mama e, em 50%, câncer de ovário. A oncologista Maria Isabel Achatz, do A.C. Camargo Cancer Center, de São Paulo, diz que outros estudos poderiam ter dado a Angelina probabilidades diferentes. “O estudo usado no caso dela é o que sugere o risco mais alto,” diz.

Confrontada com essa estatística, Angelina não suportou a dúvida. Em 2 de Fevereiro, deu início a uma sequência de três intervenções cirúrgicas, encerrada em 27 de Abril. Elas foram realizadas no Pink Lotus Breast Cancer, uma clínica em Los Angeles, nos Estados Unidos, conhecida por atender celebridades como a cantora Sheryl Crow, diagnosticada com câncer de mama em 2006. Na primeira cirurgia, os médicos fizeram uma incisão nos mamilos, para estimular a proliferação de vasos sanguíneos e reduzir o risco de ela precisar perdê-los. É um procedimento pouco comum. “Houve um excesso de zelo, porque Angelina é uma celebridade e vive de sua imagem,” diz Alexandre Mendonça Munhoz, cirurgião especializado em reconstrução de mama e professor do instituto de ensino e pesquisa do Hospital Sírio-Libânes, em São Paulo. Em 16 de Fevereiro, Angelina fez a cirurgia principal, para retiraras duas mamas, que pode levar até oito horas. No mesmo dia, colocou próteses temporárias, preenchidas por dez dias com soro.

Após essa segunda intervenção, a médica Kristi Funk diz ter se surpreendido com uma Angelina animada, observando, em pé, duas paredes de sua casa, cobertas com rascunhos de seu próximo projeto. “De cada seio, pendiam três drenos,” escreveu Kristi no site da clínica. Em que outras circunstâncias um médico escreveria, detalhadamente, sobre os procedimentos envolvendo um paciente famoso? Em 27 de Abril, Angelina passou pela cirurgia final, para colocar as próteses de silicone. “Não me sinto menos mulher,” escreveu. No texto do The New York Times, deu a entender que também retirará os ovários. O procedimento é considerado, por alguns médicos, ainda mais importante, porque o câncer é de difícil detecção. A retirada dos ovários fará com que ela entre na menopausa.

Os dilemas são muitos nesses casos. Antes de considerar uma cirurgia radicam como a de Angelina, é preciso descobrir se a mulher tem um risco alto de desenvolver câncer de mama. Aquelas com maior probabilidade são aquelas cujas parentes de primeiro grau (mãe, irmãs) e de segundo (avós, tias) tiveram a doença antes do 50 anos. Esse é um indício de que mutações genéticas que favorecem o câncer são passadas de geração em geração na família. Esse câncer hereditário é menos comum. Corresponde a cerca de 10% dos casos. Mas quem tem essas alterações genéticas corre mais risco de desenvolver a doença. Se, na população feminina, cerca de 12% terão câncer de mama, entre as que herdaram mutações nocivas nos genes conhecidos pelas siglas BRCA1 e BRCA2 esse número sobre para 60%, segundo o National Cancer Institute, dos EUA.

Nos últimos anos, com o desenvolvimento dos teste genéticos, os médicos ganharam uma ferramente importante para identificar pacientes com os genes perigosos. “Esse tipo de exame é o maior passo dado até hoje na medicina personalizada,” afirma Bernardo Gariochea, coordenador de ensino e pesquisa do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanes. O teste que Angelina fez foi desenvolvido pela empresa americana Myriad Genetics, em 1996. A empresa enfrenta, atualmente, um processo na Justiça americana, que decide se ela poderá continuar com a patente dos genes. Com o anúncio de Angelina, suas ações alcançaram seu patamar mais alto em um ano. O teste está disponível no Brasil desde 2001. Custa caro, cerca de R$ 7 mil. Não está na cobertura do Sistema Único de Saúde, e são poucos planos privados que aceitam cobri-lo. Os médicos recomendam que mulheres com histórico na família – e somente essas – façam o teste.

Leia a matéria completa nas scans da Revista Época disponíveis na Galeria de Fotos do Angelina Fan Brasil:

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Gallery Update/ Photoshoots/ Revistas & Scans

Foto de Angelina Jolie é leiloada por US$ 45 mil

17 de maio de 2013

O retrato que o famoso fotógrafo David LaChapele fez de Angelina Jolie aos 25 anos, de topless sobre um cavalo branco, foi arrematada em US$ 45.600 – pouco mais de R$ 90 mi.

A venda da foto foi concretizada um dia depois da atriz anunciar ao mundo seu ato de valentia ao se submeter por uma mastectomia dupla para prevenir um possível câncer de mama.

A casa de leilões Christie’s tinha avaliado a imagem em US$ 38 mil, mas ela superou o valor inicial do leilão.

Na polêmica foto, Angelina tinha 26 anos e estava em topless abraçada a um cavalo branco que lhe toca o peito. A foto foi tirada para a edição do mês de Agosto da revista Rolling Stone americana.

A foto foi tirada em uma sessão de fotos feita pelo fotógrafo David La Chapelle em 2001, que você pode conferir na íntegra na galeria do Angelina Fan Brasil:

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• PHOTOSHOOTS (ENSAIOS FOTOGRÁFICOS) > 2001 > DAVID LACHAPELLE #1 (10x)

Fonte: O Fuxico

Mastectomia/ Revistas & Scans

Angelina Jolie na capa da revista americana Time

17 de maio de 2013

A atriz Angelina Jolie estará na capa da nova edição da revista Time que estará disponível nas bancas dos Estados Unidos nesta sexta-feira, e que trará um artigo escrito por Alice Park e Jeffrey Kluger sobre como a revelação feita pela atriz – de que tinha se submetido a uma dupla mastectomia – colocou os testes genéticos em evidência.

Angelina nunca deixou de ser influência. Quando ela adotou um bebê da Etiópia, os pedidos de adoção de órfãos etíopes dobrou nas agências dos Estados Unidos. Quando ela deu o nome de Maddox, ou de Vivienne, aos seus outros filhos, os nomes foram direto para as listas dos nomes mais populares. Nesta semana, quando esta mulher – conhecida por sua poderosa beleza icônica – anunciou que havia se submetido a uma dupla mastectomia preventiva para reduzir o alto risco de câncer de mama, que é um terremoto cultural e médico, a revelação se tornou o assunto do momento e virou a capa da revista Time.

Jolie, em concordância quase universal, fez a escolha certa para ela. De acordo com testes genéticos, a atriz possui um gene defeituoso, o BRCA1, relacionado ao câncer de mama, que aumenta a probabilidade de desenvolver a doença em 87%. Após a cirurgia, este número cai para menos de 5% de acordo com os médicos. Muitos médicos, no entanto, temem uma corrida desenfreada para os testes de câncer. A triagem genética é uma ciência jovem e, embora os genes ligados a uma série de doenças (Alzheimer, câncer de próstata, atrite reumatoide, diabetes, doenças no coração por exemplo), possam ser detectados, muitas vezes nós fazemos um péssimo trabalho ao calcular os riscos depois de ver os resultados.

Os seres humanos são muito bons em se preocupar – é o que nos mantem vivos e fora de perigo. Mas também é preocupante tomar decisões irreversíveis para reduzir ou evitar riscos que não existem. O exemplo corajoso de Jolie pode nos tornar mais inteligentes e mais saudáveis, mas apenas se aprendermos as lições na medida certa, dada por tal exemplo. Para ler o artigo completo, compre a nova edição da revista Time que estará nas bancas americanas a partir desta sexta-feira. Leia a matéria completa nas scans da Revista Time disponíveis na Galeria de Fotos do Angelina Fan Brasil.

Fonte: Time

Obs: A foto da capa foi tirada em 2012, antes de Angelina se submeter à cirurgia, pela fotógrafa Melodie Mcdaniel.

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Mastectomia/ News

Especialistas alertam contra corrida para testes de câncer

17 de maio de 2013

O exame genético ao qual a atriz Angelina Jolie se submeteu antes de decidir fazer uma mastectomia dupla (retirada dos dois seios) está ajudando milhares de outras pessoas a prevenir a doença ao redor do mundo.

O teste, que pode ser feito a partir de amostras de sangue ou de saliva, detecta a presença de mutações genéticas bastante raras que, segundo especialistas, estariam fortemente associadas a casos hereditários de câncer de mama e de ovário – em especial, falhas nos genes conhecidos como BRCA1 e BRCA2.

Segundo Julie Sharp, da organização Câncer Research UK, em geral, o teste é indicado para pessoas que têm um histórico familiar considerado de alto risco. E em alguns países, como a Grã-Bretanha, é oferecido gratuitamente pelo sistema de saúde público para indivíduos desse grupo.

“E por pacientes com ‘histórico familiar de risco’ entendemos pessoas que têm um número significativo de parentes próximos que tiveram câncer cedo, antes dos 50 anos”, explicou Sharp à BBC Brasil.

Era esse o caso de Angelina, cuja mãe desenvolveu câncer por volta de 46 anos.

No Brasil, a rede pública não oferece esse exame genético “preventivo” – realiza apenas a mamografia, o exame clínico mais indicado para o diagnóstico do câncer de mama. No entanto, ele está disponível em clínicas e hospitais privados, onde o valor pode variar de R$ 3 mil a R$ 8 mil e é coberto por alguns planos de saúde. Entre os locais que oferecem o exame estão, por exemplo, o laboratório Fleury e o Gene. A empresa americana InterGenetics também tem um convênio com médicos brasileiros que lhes permite enviar amostras para serem analisadas em seus laboratórios nos Estados Unidos.

Evitar o ‘pânico’
Médicos brasileiros acreditam que a decisão de Angelina é importante para informar a população sobre a existência desse exame, mas também ressaltam o fato de que a análise do histórico familiar é sempre o primeiro passo.

“A estratégia que ela tomou (de fazer o exame e a cirurgia) já existe há alguns anos e é válido que seja divulgada. Mas o mais importante é que ela não se torne uma estratégia que cause pânico, levando muito gente a fazer o teste sem indicação médica apropriada. Antes de mais nada, é preciso conversar com o médico para ver se há possibilidade um câncer hereditário. A discussão sobre o histórico da família é a base para todo o diagnóstico”, afirma o oncologista e pesquisador do INCA (Instituto Nacional do Câncer), José Bines.

O geneticista Sérgio Pena, do laboratório Gene, também acredita que ninguém deve fazer o teste automaticamente, sem antes consultar um geneticista.

“Há um conjunto de indicações que, se reunidas, justificariam um teste desses, como a presença na família do pai ou da mãe de vários casos de câncer de mama, especialmente os precoces (antes dos 50 anos), parentes com esse tipo de tumor nas duas mamas e predisposição familiar para câncer de ovário”, afirma Pena.

Segundo Sharp, o paciente pode pedir a um parente com um diagnóstico confirmado de câncer que submeta seu material genético para exames com o objetivo de ajudar os médicos a entenderem onde exatamente está a mutação que poderia ser transmitida hereditariamente. Pena diz que o mesmo procedimento é adotado no Brasil.

Segundo especialistas, nos casos em que uma falha é detectada no gene BRCA1, por exemplo, o risco de seu portador desenvolver câncer varia de 50% a 95% dependendo de uma série de outros fatores – como seu histórico familiar. Para Angelina Jolie, tal risco seria de 87%.

Risco
De acordo com a médica do Câncer Research UK, as mutações genéticas hereditárias conhecidas seriam responsáveis por apenas 2% dos casos de câncer de mama registrados. Isso ajuda a entender por que um teste negativo em um exame genético não é garantia de que o paciente não desenvolverá a doença. Além disso, especialistas estão apenas começando a mapear as mutações genéticas hereditárias que estariam associadas ao câncer. Caso o teste de uma paciente indique um alto risco de desenvolver um tumor, ela tem três opções segundo Sharp.

A primeira, e mais extrema, é a retirada dos seios, pela qual Angelina optou. A segunda seria a realização frequente de exames como ressonâncias e mamografias. Por fim, ela também poderia optar por tomar uma substância que especialistas acreditam reduzir significativamente as chances de desenvolvimento da doença (o tamoxifeno), embora tal tratamento ainda esteja em fase de testes.

Nenhum desses métodos, porém, elimina totalmente o risco de câncer de mama e ovários. Mesmo na mastectomia, tal risco é reduzido em cerca de 90%, mas ainda existe – até porque os médicos dificilmente conseguem extrair absolutamente todas as células da mama. Além disso, esse risco remanescente também pode variar dependendo, por exemplo, da decisão da paciente de retirar ou manter o mamilo.

Fonte: BBC Brasil

News

Cinco motivos para amar Angelina Jolie

17 de maio de 2013

Depois que Angelina Jolie fez um anúncio surpresa nesta terça-feira, de que tinha se submetido a uma dupla mastectomia preventiva, o mundo ficou admirado com sua atitude corajosa e com a vontade de compartilhar sua história. Agora, que ela é uma aclamada inspiração para outras mulheres, a CNN examinou os motivos que nos fazem amar a atriz ganhadora do Oscar e humanitária.

1. Demonstrando coragem
Angelina Jolie nunca teve medo de expressar-se, emocionalmente ou artisticamente. Sua decisão de anunciar publicamente que havia se submetido a uma cirurgia preventiva para que outras mulheres pudessem se beneficiar de sua experiência, mostra sua valentia e um enorme desejo em ajudar os outros. Em tem ido contra a sua própria imagem pública, desafiando sua identidade como mulher ao optar falar sobre sua cirurgia. Ainda mais poderoso é seu alcance global que pode influenciar minhões de mulheres a agir de forma pró-ativa.

2. Esforços humanitários
Se tornou uma missão para Jolie, dar voz às pessoas cujas vidas foram devastadas pelas guerras e pelos desastres naturais. Em suma, ela transformou seu status de celebridade em uma força do bem. Ela já doou pessoalmente mais de 5 milhões de dólares para a UNHCR desde 2001. Além de ser nomeada como Enviada Especial da ONU para os Refugiados, a atriz criou a Fundação Maddox Jolie-Pitt que é dedicada à conservação, educação e saúde no Camboja.

3. Transcendendo aos estereótipos
Jolie se recusa a seguir um determinado padrão, provando que as mulheres podem ser ousadas, independentes e ao mesmo tempo carinhosas e altruístas. Ela é uma mãe amorosa de seis filhos que faz uma campanha incansável pelas mulheres e pelas crianças ao redor do mundo, mas ela também é uma atriz de Hollywood ganhadora do Oscar. A atriz tem redefinido o que significa ser uma pessoa humanitária.

4. Talento cinematográfico
De sua premiada atuação ao interpretar uma mulher mentalmente instável no filme “Garota, Interrompida” até estrelar na franquia de filmes interpretando Lara Croft, Jolie evita interpretar sempre os mesmos papéis sem se evitar o risco teatral. Na última década, ela levou sua carreira para uma direção séria e significativa, estrelando filmes como “A Troca” – no qual ela interpreta uma mãe aflita à procura do filho – e “O Preço da Coragem” – no qual ela interpreta Mariane Pearl, esposa do jornalista Daniel Pearl que foi sequestrado em 2002 e morto no Paquistão. Em 2011, Jolie fez sua estréia como diretora no filme “In the Land of Blood and Honey” – um filme que conta uma história de amor em meio a Guerra da Bósnia.

5. De Celebridade para um ícone
Jolie emergiu como uma mulher que não tem medo do cometer erros. Ao longo do caminho, ela fez uma transição final: de estrela de Hollywood para uma Embaixadora Global que, por sua vez, tornou-se um ícone do poder feminino, da força e da independência

Fonte: CNN

Mastectomia/ News

Como Angelina Jolie manteve sua cirurgia em segredo

16 de maio de 2013

No dia 2 de Fevereiro, Angelina Jolie (37 anos), começou um longo e complexo processo de submetendo-se a uma dupla mastectomia e a uma cirurgia reconstrutiva – e ainda assim, ela continuou vivendo sua vida repleta de compromissos sem que ninguém percebesse. Como ela conseguiu?

Seu pai, o ator Jon Voight (74 anos) – com quem a atriz se reconciliou depois de um difícil relacionamento – disse ao New York Daily que ele foi surpreendido, juntamente com o resto do mundo ao saber da cirurgia de sua filha, dizendo que ele entendia a sua decisão, mas que gostaria de que a inspiração dada por ela fosse o foco no momento. Apesar de uma fonte confirmar que a ginecologista-obstetra particular da atriz tenha a visitado em várias ocasiões durante o mês de Janeiro, sua a agenda – e a rotina de seus filhos permaneceram inalterados.

“As coisas pareciam normais. As crianças iam a escola durante o dia e depois em suas atividades pós-escolares, como sempre fizeram” disse uma fonte próxima da família à revista People.

No dia 10 de Fevereiro, a atriz apareceu sorrindo e posando para as fotos no 27º American Society of Cinematographers Awards, em Los Angeles, para entregar um prêmio a Dean Semler, diretor de fotografia do filme “In the Land of Blood and Honey.”

No dia dos namorados, Brad Pitt e Angelina Jolie levaram seus gêmeos de 4 anos de idade, Knox e Vivienne, até o Museu de História Nacional em Los Angeles, onde todos foram vistos conversando e rindo, de acordo com uma fonte do museu. Neste ponto, Jolie escreveu ao The New York Times, em um artigo esclarecedor, ela já tinha realizado a cirurgia do Mamilo Poupador de Mastectomia – que causa dor e um monte de contusões.

Dois dias depois do dia dos namorados, ela realizou a grande cirurgia de remoção do tecido da mama, com a inserção de enchimentos temporários. Ainda assim, ela esteve em uma missão viajando até o campo de refugiados Nzolo, na República Democrática do Congo, em Março, para conversar com sobreviventes de estupro, e ninguém do grupo notou que havia algo de diferente.

“Vida normal, para ela, significa viajar ao Congo com o Ministro de Relações Exteriores, William Hague. Eu não tinha a menor ideia do que ela estava passando. Nós viajamos por várias horas a vários campos de pessoas desabrigadas pela guerra, em lugares esburacados e em regiões vulcânicas. Para uma mulher que estava se recuperando de uma cirurgia, imagino o quão difícil isso deve ter sido,” escreveu Cathy Newman – jornalista do Channel 4 News, que também estava presente na viagem – em seu website.

No dia 1º de Abril, Angelina levou seus filhos para fazer compras na loja Auntie Barbara’s Kids em Beverly Hills, onde ela os ajudou a comprar brinquedos para eles e para seus outros filhos. Parte do passeio, indicou que alguém na casa estava se recuperando de algo: já que pijamas confortáveis foram comprados. De acordo com uma fonte da loja, Angelina teria dito que:

“Eu queria que cada um escolhesse um par de pijamas confortáveis, que você pode usar quando você não está se sentindo bem.”

Alguns dias depois, Jolie esteve em New York no evento Women Summit, para falar sobre a bravura da estudante paquistanesa, Malala Yousafzai, sendo que no dia seguinte, ela fez compras com os filhos Pax e Knox, na loja FAO Schwarz. No dia 11 de Abril, a mãe e Enviada Especial da UNHCR, falou aos ministros do G8, em Londres, sobre a violência contra as mulheres em zonas de guerra.

“Você nunca iria dizer que Angelina estava passando por isso. Angie pode ter parecido um pouco mais cansada que o normal , no entanto, ela parecia muito normal,” disse uma fonte.

O colunista da revista Times, Nicholas Kristof, que teria conversado com Jolie, postou no dia 14 de Maio em sua página do Facebook, que Angelina apenas queria usar seus problemas médicos para criar um debate nacional sobre as opções de saúde das mulheres.

“Não existe auto-piedade nela. Ela só queria ajudar. E é por isso que ela mostra, mais uma vez, que ela é uma celebridade ativista de ouro.”

Fonte: People