Entrevistas/ Guerlain/ Revistas & Scans

Jolie concede entrevista para a revista Hello! britânica

11 de março de 2018

Entrevista por Charlotte Jolly
Tradução por Guilherme Leite

Angelina Jolie chegou em Paris com seus seis filhos. Ela voou de um campo de refugiados na Jordânia nas primeiras horas da manhã e tem uma reunião agendada com a primeira dama da França, Brigitte Macron, no dia seguinte. Mas quando a atriz ganhadora do Oscar se sentou com a Hello! para essa entrevista exclusiva, ela não mostra nenhum sinal da agenda agitada que ela tem seguido.

Ela é carinhosa e amigável com seu grande sorriso e sua pele luminosa escondem sua falta de sono. Como uma das mais importantes mães e atrizes do mundo, ela poderia ser perdoada por querer um tempo só para ela, mas isso não faz parte do seu perfil. Quando nós perguntamos se ela queria encontrar um tempo para relaxar, ela diz: “Na verdade não. Eu sou esse tipo de gente. Me deixa louca quando me falam que preciso relaxar. Eu acho que muitas mães na verdade não descansam. E de alguma forma nós encontramos prazer nisso. Digo, até se eu tentar tomar um banho [de banheira], eu vou acabar levando pelo menos duas das minhas crianças comigo, o que é adorável. Eu não trocaria isso por nada.”

Formas de Ganhar

Angelina, que foi nomeada como Enviada Especial das Nações Unidas em 2012, depois de anos de serviço dedicado à causa dos refugiados, está falando com nós antes do Oscar, onde o filme ‘The Breadwinner’, do qual ela é produtora executiva e conselheira, foi indicado a Melhor Animação. Seu rosto se ilumina quando ela fala de seus filhos Maddox, 16, Pax, 14, Zahara, 13, Shiloh, 11, e seus gêmeos, Knox e Vivienne, de 9 anos – que estão com ela hoje no histórico instituto da Guerlain, que fica atrás do monumento Arco do Triunfo.

Ela descreve seus filhotes como seus “melhores amigos” – eles viajam o mundo com ela em suas viagens humanitárias, a ajudam nos sets de filmagem e são clicados com ela no tapete vermelho. Angelina está aqui como garota propaganda do perfume Mon Guerlain, e passou a manhã fazendo ensaios e propagandas para a nova edição Florale. As crianças também estiveram ocupadas, com o renomado perfumista Thierry Wasser dando à família um workshop sobre fragrâncias enquanto eles criavam seus próprios perfumes.

“Pax foi ótimo”, disse Angelina, “Mas eu não mandei bem. Thierry disse que tinha muito sândalo no meu”.

Notícias das visitas da atriz se espalharam e um grupo de fotógrafos se empoleirou na frente do prédio. Mas, como tudo, ela segue em frente. Ela dá créditos a sua mãe Marcheline Bertrand, que faleceu de câncer de ovário em 2008, por seu estoicismo. Marcheline foi quem atraiu Angelina para a Guerlain. “Ela dificilmente usava maquiagem, mas ela guardava esse pó compacto deles específico para ocasiões especiais. Eu cresci vendo da Guerlain como uma marca francesa muito, muito chique.”

Aqui, Angelina se abre sobre sua vida atual, suas paixões e como ela está criando seus filhos.

Angelina, você teve uma chance de descansar desde que chegou em Paris?
“Não ainda. Nós tivemos um longo dia ontem e eu cheguei a 1 da manhã. Eu acordei às 8h para fazer isso aqui e uma pessoa me disse, ‘Sabe o que você precisa fazer? Descansar’, e eu fiquei tipo, ‘Do que você tá falando?’, eu sou esse tipo de pessoa”.

Nos conte sobre sua afiliação com a Guerlain.
“Eu sempre associei [a marca] com algo muito especial e feminino. Me lembra da França e o que isso significava para minha mãe. Se você vai divulgar um produto e encorajar outras mulheres a gastar dinheiro nisso, você tem que acreditar que vale a pena. Nós tivemos que ter certeza de que o perfume estava perfeito, até o frasco, tudo. Não tinha como eu não amá-lo. Há uma linguagem ao redor de sua essência e eu não sou boa em falar sobre notas olfativas, mas o novo Eau de Parfum Florale é especial.”

Sua mãe foi uma fonte de inspiração para você. Você ainda é guiada por ela?
“Minha mãe tinha uma enorme influência em mim, e isso me faz questionar tudo o que ela não pôde vivenciar o bastante na vida dos meus filhos e, para eles, como seria ter uma avó. É difícil para mim quando as pessoas falam que algumas coisas ‘foram feitas para acontecer’ ou que ‘algumas coisas acontecem por uma razão’. Ela não estar aqui me faz questionar tudo isso. Quando nós falamos sobre ela e vemos suas fotos, porque algum deles se lembram dela, Mad em particular era muito próximo dela: ‘Sabe tudo de bom que a mamãe tem? Ela era tudo isso. Tudo que você ama na mamãe, quando eu sou a ‘melhor’ e vocês gostam das minhas histórias, ou quando vocês acham que eu estou sendo muito doce, carinhosa e divertida – essa era a minha mãe. Todo o resto, as outras coisas estranhas, isso é meu. O resto, bom, é dela.”

Que valores você tenta passar para seus filhos?
“Para valorizar os outros. Se você vive sua vida e anda por aí pensando só em você mesmo e nas suas próprias necessidades e desejos, então você não só está vivendo uma vida egoísta mas também acaba tendo uma vida bem infeliz, imagino. E é aí que tudo fica errado. As guerras e hostilidade, a feiura e falta de humanidade do mundo vêm dessa falta de empatia real por alguém. Se você consegue valorizar outros, acho que as coisas se equilibram naturalmente na sua vida. Quando você não vive com percepções ignorantes e pequenices, você se abre de uma forma linda.”

Existem conversas na indústria de cosméticos sobre banir o termo “anti envelhecimento”.
“Não sabia disso, mas é interessante. Você não pode implicar que envelhecer é ruim, e é essa a conotação que o ‘anti’ passa. Eu não acho que alguém possa pensar que proibir o termo é suficiente. Há muito ainda a ser feito para fazer as pessoas se sentirem confortáveis com elas mesmas e para nos ajudar a abraçar nossas diferenças. Mas não é onde o meu foco tem estado. Eu tento em focar a maior parte do meu tempo nas mulheres, na paz, segurança e o direito das mulheres.”

Como co-fundadora do Iniciativa para Prevenção da Violência Sexual (PSVI), você tem esperança de que os movimentos #MeToo e #TimesUp façam diferença?
“Sempre que aparecem conversas sobre esses problemas, é ótimo. É importante manter o diálogo aberto. Tomar consciência e sentir raiva disso é bom, mas, por mais que falamos, sempre precisaremos de ações. As pessoas têm trabalhado nessas questões há muito tempo, os problemas são tão profundamente enraizados e há muita pouca justiça feita. E se não há responsabilidade e as leis não mudam, não estamos ajudando as mulheres em todos os países – as mulheres que enfrentam os piores tipos de abusos. Se não pudermos ajudá-las a conseguir justiça, então não estamos fazendo o bastante. Com o PSVI, estou focada em unir os países e suas ONGs, trabalhando em suas leis e ensinando na Faculdade de Economia de Londres. Os estudantes lá são incríveis. Eu aprendo muito quando estou lá.”

Como atriz e cineasta, você teve que lidar com discriminação sexual?
“Eu tendo a não pensar dessa forma. Quando eu estava começando eu não pensava assim. Recentemente eu trabalhei em um filme na Ásia e com artistas asiáticos e, de algum modo, eu estou mais ciente de suas faltas de oportunidade. Eu poderia te dizer onde eu acho que as coisas poderiam ter sido mais fáceis para mim, mas foi muito mais fácil para mim do que para outros.”

Em 2014, a Rainha te condecorou como Dama Honorária por seu trabalho humanitário. O que isso significou para você?
“O trabalho que eu faço para o PSVI é incrivelmente importante para mim, então receber reconhecimento disso pela Vossa Majestade significou muito. Eu quero continuar trabalhando, melhorar o que faço e fazer jus à esse tipo de reconhecimento.”

Você passa muito tempo no Reino Unido. Você poderia se descrever como uma Anglófila (afinidade pela cultura, costumes e tudo relacionado ao Reino Unido)?
“Bom, eu amo o Reino Unido, mas eu sou muito nômade. Eu sou bem ‘cidadã do mundo’, e eu imagino que meus filhos também serão. Eu sempre penso como estaremos espalhados nos próximos anos, considerando todos os lugares para quais já viajamos e todas as coisas que eles vão querer fazer na vida. Mas eu me realmente me sinto em casa quando estou na Inglaterra. Eu amo levar as crianças à loja Hamleys, e eles adoram os parques”.

Fotos:

01 02 03 04 05

Guerlain

Em vídeo para a Guerlain, Jolie fala sobre as mulheres

9 de março de 2018

Nesta quinta-feira, dia 08 de Março de 2018, a marca de cosméticos francesa, “Guerlain”, disponibilizou um vídeo da cineasta norte americana, Angelina Jolie, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. No vídeo, Jolie diz a seguinte mensagem:

“Eu espero que neste ano, nossa atenção esteja nas mudanças que podemos fazer, não apenas em nos mesmos, mas com relação às mulheres ao redor do mundo que se encontram mais vulneráveis. Quais leis nós podemos mudar, quais estigmas podemos abordar”.

Jolie é garota propaganda do perfume “Mon Guerlain” lançado pela marca no ano passado. No entanto, uma nova versão da fragrância foi lançada recentemente e, por este motivo, a atriz está mais uma vez trabalhando na divulgação do perfume.

Vídeo:

Capturas:

01 02 03 04 05

Atriz/ Filmes/ Rumores

Neil Burger pode dirigir Angelina Jolie em novo filme

28 de fevereiro de 2018

Segundo o site de entretenimento, “Variety”, Neil Burger (“Divergente”) vai dirigir um filme, ainda sem título, baseado nas memórias da veterana da Aeronáutica dos Estados Unidos, condecorada com o título honroso “Coração Púrpuro”, a Major Mary Jennings Hegar.

Angelina Jolie é um possível nome para interpretar o papel de Hegar, como já noticiado pelo Angelina Jolie Brasil em Setembro de 2016. A produção será feita pelo “The Gotham Group” e o roteiro será escrito por Alice O’Neill e Neil Burger.

O filme será uma adaptação do livro “Shoot Like a Girl”, escrito por Hegar. Nele, ela conta como recebeu suas duas condecorações militares – por servir aos Estados Unidos em três missões no Afeganistão e como piloto da Equipe de Resgate, voando através do perigo, procurando, resgatando soldados em áreas de conflito e transportando milhares de homens e mulheres do campo de batalha sob circunstâncias extremas. Entretanto, seu possível maior feito ocorreu ainda em solo americano, onde ela abriu as portas para as mulheres, com sucesso, ao discutir com o Departamento de Defesa sobre a inconstitucional e injusta exclusão de mulheres da ‘Política de Exclusão de Combate’.

Burger recentemente dirigiu “The Upside”, baseado no filme francês “Intocáveis”, estrelando Kevin Hart e Bryan Cranston. Outros projetos incluem “Sem Limites” com Braddley Cooper, “O Ilusionista”, estrelado por Edward Norton e Paul Giamatti, e sua estreia como diretor, “Interview with the Assassin”.

Fonte: Variety

Joias

Jolie lança nova linha de jóias em parceria com a filha

26 de fevereiro de 2018

Em 2011, a cineasta norte americana, Angelina Jolie, lançou sua própria coleção de jóias chamada “Style of Jolie” ao lado do famoso joalheiro Robert Procop. Um colar de ouro amarelo 18k com 44 esmeraldas e uma pulseira de quartzo branco são duas das deslumbrantes peças da coleção que podem ser vistas em nossa Galeria.

No entanto, em sua edição do mês de Março de 2018, a revista “Elle” fez menção a uma nova linha da coleção, chamada “Zahara Line Pink”. Segundo a publicação, a nova linha foi criada por Jolie em parceria com sua filha mais velha, Zahara, e contem braceletes, pingentes, brincos, anéis e tornozeleiras. Além disso, a nova linha irá ajudar abrigos que recebem mulheres e crianças mal tratadas. A peça principal da linha é uma delicada tornozeleira de safira rosa.

Scan:

• Revistas & Scans > 2018 > ELLE (EUA) (12x)
• Campanhas Publicitárias > Style of Jolie > Joias (61x)

Entrevistas

Deadline entrevista Angelina Jolie e Nora Twomey

25 de fevereiro de 2018

Ao ver seu mais recente projeto na direção, “First They Killed My Father”, ser enviado pelo Camboja para concorrer ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, a humanitária e atriz ganhadora do Oscar, Angelina Jolie, também vem divulgando um filme que é produzido por ela: “The Breadwinner”, uma animação que é dirigida por Nora Twomey e recentemente indicada ao Oscar.

Baseado no livro best-seller escrito por Debora Ellis, “The Breadwinner” conta a história de Parvana, uma jovem garota afegã, cujo pai é enviado para a prisão, e que passa a se vestir de menino para sustentar sua família. Um lembrete da profunda preocupação de Jolie pelas mulheres e crianças de todo o mundo – particularmente em países devastados pela guerra. O filme de Twomey é consistente com a missão que Jolie embarcou décadas atrás, quando se propôs a ajudar mulheres, crianças, imigrantes e refugiados através de canais tanto legislativos quando narrativos.

O desafio de “The Breadwinner” era lidar com o material de forma hábil e mais a responsável possível, retratando a gravidade da situação de Parvana enquanto transmitia, ao mesmo tempo, uma sensação de esperança. “Eles caminharam por uma linha muito tênue e eu acho que as pessoas não percebem isso quando assistem o filme,” disse Jolie. “Naquele momento final, em que sentimos esperança, ela também mostra que nenhuma frota de aviões chega de repente, como se fossem os salvadores, e era isso que o país estava esperando. Eles foram realistas com relação aos anos vindouros do país e ao mostrar como o país se encontra atualmente… eu acho que ela caminhou nesta linha de uma forma magnífica”.

Angelina, por que você se sentiu obrigada a trabalhar como produtora do filme “The Breadwinner”?

Jolie: Eu queria trabalhar com Nora e o livro é muito especial para os meus filhos, então eu já conhecia a história. Eu passei muito tempo no Paquistão, no Afeganistão, ao lado do povo afegão. Eu tenho carinho e respeito pelo povo afegão e eu pensei, “como seria maravilhoso ter algo relacionado, como uma animação, que pudesse contar algo tão pesado, como esta história, através dos olhos de uma criança, nesta forma de arte tão única”.

Nora, como você descreve sua colaboração com Angelina neste filme? Que tipo de conselho ela ofereceu ao longo do processo?

Twomey: A primeira vez que eu conheci Angie, parecia como se fosse a continuação de uma conversa, ao invés do início de uma, porque suas sensibilidades estavam muito alinhadas com o tipo de filme que estávamos tentando fazer. Anita Doron fez um trabalho incrível com o roteiro, mas acho que foi quando começamos a entrar na animação que a colaboração foi mais útil para mim. Angie iria assistir as animações e então, ela me ligaria ou nós nos encontraríamos em Londres para conversar. Esta é uma história muito emocionante e ela deu algumas dicas para conseguirmos este ritmo emocional que atravessa o filme, para garantirmos que a sensibilidade dele estivesse correta…

Jolie: Eu não conseguia acreditar na forma que você contava a história do Afeganistão. Para a maioria das pessoas, é muito complicada, é muito longa – e para contá-la de uma forma que fosse realmente atraente, você tinha muita coisa para abordar.

Do ponto de vista produtivo, parece que existiram certas questões morais e filosóficas que você abordou na forma em que você fez o filme – visível, por exemplo, na decisão de selecionar atores, em sua maioria, do Afeganistão.

Twomey: Sim, Angie foi a primeira pessoa a dizer isso – “Onde podemos selecionar atores afegãos?”. Eu lembro de dizer, “Bem, esta é uma co-produção entre o Canadá, Irlanda e Luxemburgo, onde nós conseguimos o dinheiro” [risos].

Jolie: É realmente difícil porque ela não podia simplesmente ir até o Afeganistão e encontrar atores afegãos que também sabiam falar inglês. Foi uma combinação real de pessoas do Afeganistão e de diferentes pessoas que estavam deslocadas. Não existem muitas pessoas nessas situações que sabem atuar, que estivesses deslocadas, que tinham essa herança e que entendessem essa herança. Mas eu não tive que forçar nada. Essa já era uma coisa que eles queriam fazer. Para encontrarmos pessoas suficientes e encontrarmos o equilíbrio, não foi fácil. Mas o esforço é algo certo – e não apenas porque era algo moralmente certo, mas também porque, é claro, toda cultura possui pessoas extremamente talentosas, então não há motivo para escolher atores de outra cultura. A não ser, como era o caso de Nora. Foi realmente complicado para ela, encontrar pessoas suficientes que possuíam essa combinação.

Em sua experiência, você acha que filmes como “The Breadwinner” são difíceis de produzir? Parece que Hollywood tem certos preconceitos com relação às histórias americanas e aos atores que já são bem conhecidos.

Jolie: Eu acho que sim. Nós duas fizemos filmes este ano sobre mulheres na guerra – os dois filmes com pequenas garotas e os dois filmes sem nenhum ator conhecido. Os dois filmes dirigidos por mulheres. Eu acho que pode ser difícil, mas de alguma forma, felizmente para nós, não dava para colocar atores conhecidos em nenhum desses dois filmes. Não dava para colocar uma voz em “The Breadwinner” que apenas desse sentido para o filme. Essa é uma das razões pelas quais fiquei muito feliz em poder participar, para tentar dar uma pequena atenção à história, porque era melhor que isso estivesse acontecendo por trás das câmeras, do que estivesse acontecendo em frente às câmeras e na tela. O estava acontecendo na tela tinha que ser o mais autêntico possível.

Como você percebeu, tanto “The Breadwinner” quanto “First They Killed My Father” focam em mulheres jovens que passam por situações difíceis e são forçadas a crescer rapidamente. O que te inspirou para trazer esses assuntos para a superfície?

Jolie: Acho que na verdade essas jovens garotas que estão na guerra são as pessoas mais vulneráveis do planeta.

Twomey: Sim, com certeza. Você não vê tantas histórias sobre isso, acho que é da época, o que faz interessante ter sido você que dirigiu “First They Killed My Father”. Eu acho que o fato de “The Breadwinner” ter sido feito ao mesmo tempo, mostrando mulheres em posições nas quais elas podem contar histórias, é algo que 20 anos atrás jamais seria possível, na verdade – ou seria algo muito muito difícil de acontecer. Poder ver mulheres contando suas histórias como mães, também, faz uma enorme diferença – ao contarem histórias que são empáticas e que mostram o ponto de vista da criança. Dessa perspectiva, é uma forma diferente de contar histórias e acho incrível ver que isso está indo para as telas de cinema, e chegando nas casas das pessoas.

Esses filmes assumem ressonância ou urgência adicionais com os acontecimentos atuais do mundo, na política americana, no movimento #MeToo ou em outro lugar?

Jolie: Acho que os dois filmes podem destacar várias coisas, não só a vulnerabilidade da mulher, até porque isso não é um ‘problema atual’. Isso tem sido um problema há muito, muito tempo. E existem pessoas lutando por isso há muito tempo, e existem garotinhas como Parvana, na fronteira de Myanmar, que estão sendo violentadas, atualmente, e o que vem sido feito com relação a isso não é o bastante. O que é falado sobre esse comportamento não é o bastante.
Essa garotinha, Parvana, e pelo o que ela passou, e o fato de mais da metade das meninas no Afeganistão ainda não terem educação, e como suas vidas são perigosas, e tamanha pobreza em que elas vivem, também ilustra como são grandes os problemas globais que as mulheres estão encarando.

Ao ter trabalhado através de vários canais legislativos a favor dos direitos das crianças, qual valor você vê ao contar histórias que abordam esses problemas globais, ao invés de combater com uma boa luta no âmbito político?

Jolie: Acho que se você não pode viajar para os lugares, então você pode trazer esses lugares e essas pessoas para perto, através de um filme. Se você não conheceu uma Parvana e não teve a oportunidade que nós tivemos – a honra de conhecermos uma Pavana, ou uma Loung Ung – com os filmes, você pode conhecê-las, você pode se emocionar com elas, e você pode passar o tempo do filme todo com elas. Ter uma conexão humana, uma conexão emocional, é sempre a coisa mais importante. Não é só o ato de mudar as leis, é o que as pessoas sabem, como elas se sentem ao fazer isso, e como elas se sentem conectadas com outros humanos ao redor do mundo, com seus emocionais e necessidades. Dessa forma, os políticos se vêem obrigados a mudar as leis. Então é uma forma de auxílio para cativar as pessoas emocionalmente.

Twomey: Só de contarem as histórias, de querer contar histórias e querer comunicar algo com as pessoas – especialmente uma história desse tipo – é algo extremamente importante. Então por quê não, sabe? O que realmente me deu esperanças com relação a esse filme foi o desenho das pessoas – pessoas desenhando na Irlanda, em Luxemburgo, no Canadá. Como um grupo de artistas, produtores e produtores executivos, todos nós pudemos nos juntar para contar uma só história. É de dar esperança.

Jolie: Eu não percebi, porque eu não tinha trabalhado com animação desse jeito – já que eu só fiz dulagem em animações – e realmente, é uma colaboração muito diferente, e de uma forma mais íntima. Com relação a essa animação em particular, foi bonito porque todos trabalharam nisso, já que Nora queria que posse real e autêntico ao Afeganistão, com a pesquisa feita, música, e a luz. E quando você tem tantas pessoas passando tanto tempo pensando nessa menininha, em seu pai, em seu país que tem passado por muita coisa, só de ter essa longa meditação e dedicação para criar, como artista, é uma coisa enorme.

Qual foi sua reação com relação as mudanças que ocorreram na indústria esse ano, tanto sobre as representações de mulheres nas telas e em todas as áreas da cinematografia? O que te animou e onde há ainda muito trabalho a ser feito?

Twomey: É ótimo ver toda atenção esse ano para as mulheres cineastas, ver tanto apoio para isso, mas eu odiaria pensar que é algo as pessoas vão deixar passar, porque foi algo que precisou de um esforço especial por um longo período. O que eu achei muito interessante foram as mulheres cineastas se apoiando, falando umas com as outras, e se juntando para tentar e ter certeza de que isso tem que permanecer – isso é algo que, através das décadas, vai continuar acontecendo. Metade das histórias desse mundo precisam ser contadas por mulheres, porque somos metade desse mundo.

Para cada uma de vocês, qual é a próxima missão? Angelina, você estará em “Malévola 2” em breve, como você vai equilibrar seu senso de responsabilidade social com os simples prazeres de contar histórias?

Jolie: Acho que a vida é assim, não é? Tenho certeza que acontece o mesmo com você, como pessoa. Você tem sua criatividade, seu trabalho, e todo dia da sua vida está relacionado com o fato de, alguma forma, você crescer como pessoa. De alguma forma sentindo que você pode contribuir na medida em que você pode receber homenagens. Nora e eu, quando passamos um tempo sozinhas, nós ficamos a maior parte do tempo falando sobre ser mãe e eu acho que esse é o equilíbrio. Todos nós estamos tentando encontrar equilíbrio, como pessoa. Acho que para ser uma pessoa equilibrada, você tem que encontrar aquelas coisas que você simplesmente gosta. Mas, é claro, se você não está participando da vida num geral e não está sendo, de alguma forma, útil – não está fazendo algo que possa evoluir – então você vai descobrir que você não está sendo feliz. Sério, dessa forma você terá uma vida bem vazia.

Twomey: Todos os dias, você escorrega e tropeça entre uma coisa e outra. Às vezes, entre muitas coisas. Mas a vida é assim, como a Angie disse. Você só segue o fluxo, sabe?

Foto por Michael Buckner.
Entrevista por Matt Grobar.
Traduzido com a colaboração de Guilherme Leite.

Fonte: Deadline

Enviada Especial/ Professora/ TimeToAct/ Trabalho Humanitário

Jolie ministra seminário na Faculdade de Economia de Londres

20 de fevereiro de 2018

Nesta segunda-feira, dia 19 de Fevereiro, as redes sociais oficiais da Faculdade de Economia de Londres (LSE) compartilharam uma foto da Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados – Angelina Jolie – ministrando um seminário para o curso de mestrado de Mulheres, Paz e Segurança.

Jolie é Professora Visitante colaboradora do curso e esta palestra faz parte de uma série de seminários extracurriculares denominados “Mulheres, Paz e Segurança na Prática”, que são projetados para dar aos alunos uma visão de diferentes elementos de trabalho com relação à igualidade de gênero em áreas afetadas por conflitos.

O cargo, que não é remunerado, começou formalmente em Setembro do ano passado. O curso busca promover a igualdade entre os sexos e ajudar as mulheres afetadas pelos conflitos ao redor do mundo. Jolie foi convidada para dar aulas na universidade britânica em maio de 2016. Nas aulas, ela aborda temas como direitos das mulheres, igualdade de gêneros e segurança mundial.

Entre os professores convidados também está o ex-ministro britânico das relações exteriores do Reino Unido, William Hague, que, em 2010, lançou a Iniciativa de Prevenção à Violência Sexual em Conflitos ao lado de Jolie. Ainda, de acordo com a Faculdade de Economia de Londres, os professores convidados darão conferências, participarão de oficinas e de eventos públicos.

Foto:

• Trabalho Humanitário > 2018 > 19/02/18 – Londres (2x)

Candids

Angelina Jolie e as filhas são vistas em Los Angeles

19 de fevereiro de 2018

Neste sábado, dia 17 de Fevereiro de 2018, a mamãe Angelina Jolie foi flagrada pelos paparazzis quando passeava com suas duas filhas mais velhas, Zahara e Shiloh.

No domingo, a cineasta marcou presença nos British Academy Film Awards 2018 (BAFTA) já que o filme “First They Killed My Father” – escrito, produzido e dirigido por ela – estava concorrendo na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

De acordo com as informações do site Daily Mail, Jolie e as filhas pararam para fazer compras em uma pizzaria localizada próxima a casa da família na região de Los Feliz, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Fotos:

01 02 03 04 05

Aparições Públicas/ Eventos/ Premiações

Angelina Jolie marca presença no BAFTA 2018

18 de fevereiro de 2018

No final da tarde deste domingo, dia 18 de Fevereiro, a cineasta norte americana Angelina Jolie marcou presença na edição de 2018 dos British Academy Film Awards (BAFTA), que aconteceram no Royal Albert Hal, na cidade de Londres, Inglaterra.

Jolie chegou acompanhada da amiga, ativista e escritora, Loung Ung, já que o filme “First They Killed My Father” estava concorrendo na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

Para o evento, Jolie optou em usar um vestido de veludo “tomara que caia” da marca Ralph & Russo e jóias da marca Graff.

“First They Killed My Father” é uma adaptação do livro “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”, que conta a história de sobrevivência de Loung Ung durante regime do Khmer Vermelho, no Camboja. Em 1975, Ung tinha cinco anos de idade quando o Khmer Vermelho assumiu o poder no Camboja, dando início a quatro anos de terror e genocídio que sacrificaram a vida de dois milhões de cambojanos. Retirada da casa de sua família em Phnom Penh, Ung foi treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus seis irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados. O filme foi lançado no dia 15 de Setembro do ano passado e ainda se encontra disponível na Netflix.

Vídeo:

Fotos:

01 02 03 04 05