Marvel libera trecho inédito de Os Eternos
3 de maio de 2021
Nesta segunda-feira, dia 03 de Maio de 2021, os estúdios da Marvel finalmente liberaram um breve trecho inédito de “Os Eternos” (Eternals), novo filme estrelado por Angelina Jolie.
O trecho foi exibido durante uma propaganda celebrando os filmes lançados pelo Universo Cinematográfico Marvel (UCM ou MCU).
Criados em 1976, os Eternos são uma raça de super-humanos criados pelos alienígenas Celestiais durante sua visita à Terra. Porém, ao mesmo tempo que conceberam este grupo, os experimentos genéticos dos Celestiais originaram também os Deviantes, uma espécie de face corrompida das suas primeiras criações.
O filme tem a direção da vencedora do Oscar Chloé Zhao e o elenco inclui nomes como Angelina Jolie, Kit Harrington, Gemma Chan, Richard Madden e Brian Tyree Henry e tem estreia marcada para o dia 5 de novembro nos Estados Unidos e 28 de novembro de 2021, no Brasil.
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Angelina Jolie participa do Sedona Forum 2021
1 de maio de 2021
Na última sexta-feira, dia 28 de Abril, a Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR / ACNUR), Angelina Jolie, participou do “The Sedona Forum 2021”.
O “Sedona Forum” é um encontro anual de alto nível organizado pelo “Instituto McCain” com líderes nacionais e internacionais realizado todos os anos no Enchantment Resort, em Sedona, no Arizona. Este ano, em razão da pandemia causada pelo corona vírus, o evento aconteceu de forma online através de vídeo conferência.
Partindo do pressuposto de liderança orientada para o caráter e valores democráticos fundamentais, o “Sedona Forum” busca reunir líderes de pensamento, tomadores de decisão, ativistas e diversos especialistas para discutir abordagens e soluções para problemas do mundo real.
Jolie foi convidada a falar sobre a crise global de refugiados e conversou, durante 30 minutos, com o apresentador e atual senador dos Estados Unidos, Chris Coons, juntamente com Hamdi Ulukaya, um empresário bilionário e filantropo turco, fundador, presidente e CEO da “Chobani”, uma empresa do ramo alimentício.
Ao ser questionada sobre se a situação atual dos refugiados melhorou para pior ou para melhor, Jolie respondeu:
Tristemente, está pior, muito pior. Se você olhar para os números, eles dobraram na última década e parece que irão continuar dobrando se nada for feito, especialmente se, na próxima década, não levarmos em conta a crise climática. Não é só o fato de que os números estão dobrando, mas também nossa inabilidade de abordas as raízes das causas, nossa inabilidade de ouvir as necessidades das pessoas desabrigadas e de trabalhar com elas para que, então, não apenas sobrevivam – após uma média de 18 anos de deslocamento – mas voltem para suas casas, recebam ajuda para se estabilizarem e para reconstruírem seus países. Então, eu acho que nós estamos falhando de várias formas.”
Assista o vídeo completo abaixo e veja 40 capturas de tela em nossa Galeria!
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Jolie participa de programa sobre a Vila Sésamo
30 de abril de 2021
Na última segunda-feira, dia 26 de Abril de 2021, a rede de televisão estadunidense, American Broadcasting Company (ABC), convidou o público a voltar para a infância com o programa “Vila Sésamo: 50 Anos de Dias Ensolarados”.
Criado por Jim Henson e sendo exibido pela televisão estadunidense desde 1969, o Sesame Street (que no Brasil foi exibido com o nome Vila Sésamo) é o programa infantil com maior duração da história – e foi dele que surgiram os amados bonecos animados dos Muppets.
Produzido pela Time, o especial de duas horas “Vila Sésamo: 50 Anos de Dias Ensolarados” contou com a participação de vários famosos como Angelina Jolie, Whoopi Goldberg, Lucy Liu, Olivia Holt, Tori Kelly, Jason Aldean, Karla Souza, Olivia Munn, Gloria Estefan, Christopher Jackson entre outros. Durante o programa, Jolie confessou:
“Meu personagem favorito era o Conde e sua personalidade forte maravilhosa. Aquele amigável vampiro me ensinou a contar e funcionou pra mim”.
Jolie também falou a respeito das crianças refugiadas uma vez que, além de abordar temas como lares adotivos e abuso de substâncias químicas, a “Vila Sésamo” passou a ajudar crianças que estão sofrendo com as consequências da guerra civil na Síria.
Em 2020, foi lançando um programa de televisão local, produzido pela Arabic TV, destinado às centenas de milhares de crianças que lidam com o deslocamento na Síria, Iraque, Jordânia e Líbano. O programa também criou personagens novos: Noor e Aziz são dois bonecos representando irmãos muçulmanos que vivem em um campo de refugiados.
“Para uma crianças refugiada, é difícil ter fé em seu futuro. Muitas dessas crianças viu seus pais terem uma ótima educação, terem um ótimo trabalho e perderem tudo porque não estavam seguros. O número de pessoas deslocadas cresceu para 80 milhões de pessoas. E os fundos estão diminuindo, especialmente depois da COVID. Existe menos ajuda.
Rir com os bonecos é vida! A vida é isso: a risada, a alegria, a esperança e a brincadeira. A vida não se trata apenas de sobrevivência.”
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Angelina e os filhos vão a restaurante japonês
23 de abril de 2021
Na noite desta quinta-feira, dia 22 de Abril de 2021, a mamãe Angelina Jolie levou dois – Pax (17) e Zahara (16) – dos seus seis filhos para jantar no restaurante japonês “Sushi Park” localizado no shopping center “Sunset Collection”, na região de West Hollywood, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
O trio foi flagrado pelos paparazzis de plantão quando deixava o local. Adicionamos 24 fotos em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.
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TWWMD: Assista Featurette exclusivo sobre Hannah
22 de abril de 2021
Nesta quinta-feira, dia 22 de Abril de 2021, o canal WBPictures ID publicou no YouTube um Featurette exclusivo do filme “Aqueles Que Me Desejam a Morte” (Those Who Wish Me Dead).
O Featurette aborda a personagem de Hannah, interpretada pela atriz Angelina Jolie, que aparece no vídeo ainda caracterizada na personagem durante as filmagens do longa.
“Eu me interesso por pessoas que sofreram algo, chegaram ao fundo do poço e voltaram, superando isso. Hannah é uma bombeira florestal. Mas, na verdade, ela é uma pessoa traumatizada, que carrega uma grande dose de culpa. Ela é alguém que pensa o pior de si e ao colocar uma pessoa assim, com um garoto que precisa dela para salvá-lo, ela é forçada a se conectar com o menino. Ela é forçada a enfrentar tudo o que ela teme e como o que ela não se sente capaz de lidar. Este filme é um grande thriller. Uma grande aventura num local incomum em meio a um grande incêndio. E por trás disso, é sobre pessoas que têm um grande impacto entre si, mudando umas às outras. Elas atravessam o fogo, na prática e no sentido figurado.”
“Aqueles Que Me Desejam a Morte” chega aos cinemas norte americanos e à HBO Max no dia 14 de maio de 2021. O filme, no entanto, ainda não possui data de estreia prevista no Brasil.
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EW: Jolie fala sobre novo filme em entrevista
21 de abril de 2021
Nesta terça-feira, dia 20 de Abril de 2021, a renomada revista de entretenimento, Entertainment Weekly, publicou em seu website oficial uma entrevista exclusiva com a atriz Angelina Jolie, na qual ela falou sobre seu novo filme “Aqueles Que Me Desejam a Morte” (Those Who Wish Me Dead). Leia o artigo traduzido na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil!
Por Devan Coggan
Para Angelina Jolie, a parte mais difícil de fazer no filme “Aqueles Que Me Desejam a Morte” não foi a cena em que ela teve que prender a respiração e ficar embaixo da água enquanto um incêndio acontecia na superfície ou quando ela teve que derrubar dois assassinos que se aproximavam enquanto coisas explodiam ao seu redor. Não foi nem mesmo a cena em que ela teve que correr entre caixas de pólvora em uma floresta, tentando desesperadamente fugir das chamas. Não, seu maior desafio foi o de ser legal demais.
A atriz de 45 anos estrela o thriller de sobrevivência dirigido por Taylor Sheridan interpretando o papel de Hannah, uma brusca e objetiva bombeira encarregada de proteger um menino de 12 anos em estado de choque (Finn Little). Enquanto Hannah relutantemente guia o menino pela região inóspita de Montana, Jolie (que é mãe de seis filhos) contou ter achado difícil reprimir seus próprios instintos maternais.
“Minha personagem não é maternal por natureza”, disse Jolie ao EW com uma risada. “Às vezes, Taylor me corrigia porque meu comportamento em relação a uma criança é diferente do comportamento [de Hannah] em relação a uma criança. Levei um pouco de tempo para conseguir tratar mal o Finn mas eu consegui!”
O filme marca o tão esperado retorno de Jolie como heroína de ação: depois de empilhar sua carreira com filmes de ação pesados como “Lara Croft: Tomb Raider”, “Sr. & Sra. Smith”, “O Procurado” e “Salt”, Jolie deu um passo atrás das câmeras e passou grande parte do tempo, nos últimos anos, dirigindo dramas como “Invencível” e “Primeiro Mataram Meu Pai”.
Mas 2021 verá um retorno espetacular de Jolie às telonas – e às acrobacias. “Aqueles Que Me Desejam a Morte” (que estreia nos cinemas norte americanos e na HBO Max no dia 14 de maio) será seguido pelo filme épico da Marvel, “Eternals” que será lançado em novembro.
“Eu amo dirigir, mas tive uma mudança em minha situação familiar que não me possibilitou dirigir por alguns anos”, disse a atriz, que está em processo de divórcio com Brad Pitt e disputas pela custódia dos filhos desde 2016. “Eu precisava fazer trabalhos mais curtos e ficar mais em casa, então meio que voltei a fazer alguns trabalhos de atuação. Essa é a verdade.”
Ela se viu atraída por filmes que lhe permitiriam usar suas habilidades de dublê, ao mesmo tempo em que explorava novas profundezas – como o thriller tenso de Sheridan. Ex-ator e indicado ao Oscar, ele construiu uma filmografia de tensos faroestes modernos, tanto como escritor (“Sicario: Terra de Ninguém” e “A Qualquer Custo”) quanto como diretor (“Terra Selvagem”).
“Ele tem uma voz única quando se trata de personagens de dentro da América, o que não era o foco anterior do meu trabalho. Eu queria estar neste mundo com ele,” disse Jolie.
Baseado no livro de 2014 escrito por Michael Koryta, “Aqueles Que Me Desejam a Morte” se concentra na personagem de Jolie, Hannah, uma “smokejumper” – nome do grupo especialmente treinado de bombeiros que saltam de paraquedas em florestas em chamas – assombrada por uma missão passada que deu errado.
Ela vigia uma torre de incêndio solitária e tropeça em Connor (Finn Little), um pré-adolescente traumatizado que está sendo perseguido por dois assassinos (Nicholas Hoult e Aidan Gillen). Juntos, eles ficam isolados na floresta, presos entre os homens e a Mãe Natureza.
Embora a ganhadora do Oscar, Jolie, atue desde criança (ela fez sua estreia no cinema aos 7 anos no filme “Aventuras em Las Vegas”), sua experiência na direção mudou a maneira como ela aborda o cinema.
“Em termos muito técnicos, estou mais ciente do que o diretor precisa, de quais outros desafios ele está enfrentando e de quantas peças diferentes estão se movendo”, explica ela. Com relação a “Aqueles Que Me Desejam a Morte”, isso significou um maior respeito – e paciência – pelos complicados cenários do filme.
“Quando você é mais nova e está tendo aqueles dias, passando frio, molhada, emocionada e chorando, você pensa apenas nessas coisas. Agora que você também dirigiu e está mais velha, percebe que enquanto está congelando e chorando, também há pirotecnia acontecendo ou várias outras situações. Isso puxa você para fora de si mesma,” adiciona Jolie.
Em uma cena, onde Hannah e Connor tentam fugir do incêndio, a equipe de produção montou um enorme cenário de floresta, que foi incendiado com segurança.
“[Sheridan] deve ter gasto uma quantia enorme de dinheiro nesta floresta falsa”, disse Finn, 14, rindo. “Quero dizer, você construiu uma coisa enorme só para queimá-la!” Bombeiros de verdade também permaneceram nos sets para conter cuidadosamente o fogo e Jolie se reuniu com vários deles para ter uma ideia do mundo perigoso dos “smokejumpers”.
“No primeiro dia em que estávamos no fogo, percebi o calor, a rapidez com que os ventos mudavam e a rapidez com que o fogo atingia, de repente, uma árvore que você não estava esperando”, diz ela. “Nosso respeito cresceu dia após dia por essas pessoas que trabalham na linha de frente e vimos como esse trabalho é difícil.”
Jolie acrescenta que adorou a chance de assumir um papel de ação mais corajoso e realista do que no passado. “Não há nada sobre essa personagem que indique que ela tenha treinado artes marciais ou tenha feito algo especial. Eu fiquei muito assustada com isso.”
Mas ela ainda teve tempo para transmitir um pouco de sua sabedoria de heroína de ação para seu co-star mais jovem. “Ela meio que me acompanhou e se certificou de que eu estava seguro”, disse Little. “Ela se esforçou para me fazer sentir realmente aceito.”
Aparentemente, os instintos maternos simplesmente não podem ser sufocados.
Esta entrevista está na edição de maio da “Entertainment Weekly”, já nas bancas com capas de Chloé Zhao, Viola Davis e Regina King.
“Aqueles Que Me Desejam a Morte” chega aos cinemas norte americanos e à HBO Max no dia 14 de maio de 2021. O filme, no entanto, ainda não possui data de estreia prevista no Brasil.
Fonte: Entertainment Weekly
Scans:
Angelina Jolie entrevista Elif Shafak para a TIME
17 de abril de 2021
Neste sábado, dia 17 de Abril de 2021, o site oficial da renomada revista “TIME“ publicou uma entrevista exclusiva feita por Angelina Jolie com a escritora turca, Elif Shafak. As duas conversaram através de uma vídeo conferência também compartilhada pela revista. Confira abaixo, a entrevista traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil.
Por Angelina Jolie
Os cidadãos turcos saíram às ruas para protestar contra a decisão do governo de retirar o país do tratado europeu que abordas temas sobre violência contra as mulheres e violência doméstica, a Convenção de Istambul.
Como o nome sugere, esse tratado de Direitos Humanos foi defendido pela Turquia quando foi criado, há uma década. Exige que os governos legislem contra – e processem – a violência contra mulheres e meninas, incluindo a violência doméstica, estupro no casamento e mutilação genital feminina. O governo turco alegou que o tratado estava sendo usado para “normalizar a homossexualidade” e minar os valores da família turca.
Os críticos dizem que esta é uma tentativa do governo de aumentar sua posição junto aos aliados conservadores às custas das mulheres e das minorias. Falei com a escritora e pensadora turca, Elif Shafak, sobre suas opiniões a respeito da crise.
Ela e eu começamos a conversar pela primeira vez, no ano passado no início da pandemia, unidas por um objetivo em comum nas questões dos refugiados. Eu entrei em contato novamente após essas últimas notícias. Falamos sobre os homens e mulheres que lutam pela decisão da Turquia e o que isso nos diz sobre a situação dos direitos das mulheres em todo o mundo.
“Estamos numa encruzilhada. Muitas mulheres estão exigindo igualdade, exigindo justiça. Eles querem construir suas próprias vidas, construir um futuro melhor para seus filhos. Mas essa mudança de poder vem com uma reação perigosa,” ela me disse.
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Comecei perguntando a Elif sobre a decisão do governo turco de se retirar do tratado e o que isso significa para os direitos das mulheres em sua terra natal.
Shafak: Acho que este é um grande revés, que terá consequências catastróficas para as mulheres, para as crianças e para a comunidade LGBTQ. A Convenção de Istambul é o tratado internacional mais progressista que temos e que protege qualquer pessoa vulnerável à violência. Fornece redes jurídicas, abre abrigos, aumenta a conscientização, protege as vítimas e previne a violência – se for implementado. A Turquia foi o primeiro país a assinar e ratificar esse tratado, mas agora está abandonando a ideia. Isso parte meu coração, porque está acontecendo em um momento em que os casos de feminicídio estão aumentando. Já havia uma escalada de casos de violência doméstica na Turquia. Numa época em que as mulheres mais precisavam de proteção, o governo está fazendo exatamente o oposto.
Que mensagem essa atitude passa para uma jovem que pode estar sofrendo violência em sua própria casa?
Retirar-se da Convenção traz uma mensagem dupla. Você está dizendo às mulheres que suas vidas não são importantes. E você está dizendo aos perpetradores que seus crimes serão legitimados. Isso encoraja os perpetradores de violência.
Os retrocessos dos direitos das mulheres são muitas vezes justificados pelos responsáveis como uma defesa dos valores familiares. Como se fosse melhor que a violência permanecesse atrás de portas fechadas. Qual é a sua resposta para isso?
Não é um problema particular se alguém está ferido, se alguém está sofrendo abuso. Essa não é uma coisa que pode ficar atrás de quatro paredes. Precisamos quebrar essas paredes do silêncio. Ninguém pode ser feliz em uma casa onde ocorrem abusos, onde há violência. Além disso, existem essas leis incrivelmente problemáticas em muitos países que reduzem as sentenças proferidas aos estupradores, caso eles concordem em se casar com suas vítimas, como se estivessem fazendo um favor a elas.
Você pode dar um exemplo?
Um caso imediatamente vem à mente – o julgamento começou recentemente na Turquia. Uma jovem curda foi estuprada pelo irmão de seu marido. Ela foi corajosa, ela se recusou a ficar em silêncio sobre isso. Ela queria levar o autor do crime ao tribunal, mas no tribunal ela não recebeu um intérprete que falasse curdo. Ela não poderia contar sua própria história. E então o marido dela veio e a matou, porque ela estava arruinando a honra da família. Isso diz muito sobre as camadas intersetoriais de opressão, para mulheres de minorias, mulheres com deficiência, mulheres transgênero, mulheres indígenas. Todo o sistema favorece os perpetradores e pune as vítimas continuamente. É uma coisa horrível. E está acontecendo agora. Precisamos falar sobre tudo isso cada vez mais alto porque a pandemia piorou tudo. Aumentou a violência doméstica em todo o mundo. Em muitos países, quando olhamos para o número de pessoas telefonando para as linhas de ajuda, essas ligações aumentaram cinco vezes. Mulheres e meninas estiveram em ambientes fechados com seus agressores. Isso aconteceu durante toda a pandemia. E precisamos falar sobre as consequências econômicas catastróficas da pandemia também para as mulheres. Acho que estamos perdendo décadas de progresso, em termos de direitos das mulheres, igualdade. Décadas de progresso acabaram.
Existem tantos homens bons em todo o mundo, que lutam para defender as mulheres. Em meu trabalho com refugiados, encontro homens que perderam tudo e arriscaram suas vidas para proteger outras pessoas. Como incentivamos essa força tão bela, em vez da força destrutiva – a força opressora?
O patriarcado torna as mulheres infelizes, mas também torna os homens infelizes. Os homens não podem ser felizes em uma sociedade baseada na desigualdade e discriminação – especialmente os jovens que não se enquadram na descrição de masculinidade. Os homens precisam se envolver nessa conversa.
Às vezes é difícil não ficar sobrecarregada. O que me faz continuar é pensar que estamos lutando. Se olharmos para a história, deve ter havido momentos em que tudo parecia perdido. Então, só temos que dobrar os esforços e continuar pressionando.
Nós estamos num cruzamento. Muitas mulheres estão exigindo igualdade, exigindo justiça. Elas querem construir suas próprias vidas, construir um futuro melhor para seus filhos. Mas essa mudança de poder vem com uma reação perigosa. Quando os países retrocedem para o nacionalismo, para o tribalismo e isolacionismo, para o populismo, autoritarismo ou fundamentalismo religioso, sempre vemos um aumento do sexismo e da homofobia. Esteja você na América, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Turquia, Oriente Médio, onde quer que estejamos, podemos retroceder.
Uma das coisas que percebi com os refugiados que eu conheci ao redor do mundo é como as lutas humanas básicas são semelhantes e que nossas sociedades e nossos direitos são, na verdade, bastante frágeis. Como você vê isso?
Estamos tão interligados. A pandemia mostrou isso. Seja a possibilidade de outra pandemia, de uma crise ecológica, ciberterrorismo ou crise financeira, todas as questões importantes mostram que estamos interligados. Criar paredes imaginárias ao nosso redor, não nos torna mais seguros. A democracia não é robusta. É um ecossistema muito delicado de freios e contrapesos. A urna por si só não é suficiente para sustentar uma democracia. Muitos países que não são democracias realizam eleições. A Turquia tem eleições relativamente regulares, a Turquia não é uma democracia. A Rússia tem eleições, a Rússia não é uma democracia. Precisamos do Estado de Direito, freios e contrapesos, liberdade de expressão, de uma mídia livre. E os direitos das mulheres. Com todos esses direitos, podemos falar sobre democracia. Caso contrário, estamos apenas falando sobre o majoritarismo. E do majoritarismo ao autoritarismo é um pequeno retrocesso. Isso pode acontecer muito rápido.
Essa interconexão também significa que podemos nos ver mais e nos conectar mais em todo o mundo. É mais difícil nos separar.
Como seres humanos, raramente aprendemos algo com a mesmice. Aprendemos com as diferenças. Somos desafiados pelas diferenças. Isso realmente importa. Não é por acaso que as sociedades onde a democracia está perdida são sociedades onde não há valorização da diversidade, onde se você for considerado diferente a vida será difícil. Meu último livro foi inspirado em um lugar de Istambul chamado “O cemitério dos que não têm companhia” (The Cemetery of the companionless). Ao contrário de outros cemitérios, não há flores, visitantes ou nomes gravados em lápides de mármore – apenas postes de madeira e cartazes com números rabiscados. É um lugar onde seres humanos reais são transformados em números. A maioria das pessoas que estão enterradas lá foram evitadas. Meu instinto como escritora foi tentar pegar pelo menos um desses números e reverter o processo. Acho que é uma grande parte da nossa luta – resistir a esse processo de desumanização.
Você está preocupada com esta intenção que vemos entre os políticos, e entre alguns outros, de tentar desumanizar os refugiados em especial?
Palavras são importantes. Todo o resto vem depois. Não começa com campos de concentração, começa com palavras. Como falamos sobre os ‘outros’ assuntos. Palavras como ‘infestação’, ‘verme’, ‘poluição’ – nada disso é inocente. Precisamos educar a nós mesmos e também aos outros. Às vezes, podemos usar certas palavras da maneira errada, mas devemos ser capazes de aprender uns com os outros. Acho muito importante que estejamos cientes de como empregamos as palavras, como as escolhemos, especialmente quando falamos de pessoas que parecem ser diferentes de nós.
Espero que haja mais discussão, entre jovens e idosos, tentando falar, levantar uns aos outros. Estamos em uma luta e precisamos cuidar uns dos outros.
Nós estamos. Começamos a conversar sobre a Turquia. As mulheres estão nas ruas. Elas têm sido incríveis, extraordinariamente corajosas. Mas também havia essa imagem de um jovem segurando uma faixa dizendo “homens de verdade são feministas”. Eu não vou esquecer isso. Isso me deu muita esperança. Temos aliados em todo o mundo. É muito importante ouvirmos as vozes uns dos outros.
Fonte: TIME
Capturas:
Nesta quinta-feira, dia 15 de Abril de 2021, a mamãe mais famosa de Hollywood – Angelina Jolie – levou sua filha mais nova – Vivienne (12) – para fazer compras.
A dupla, que estava na companhia de um segurança particular, aproveitou o passeio para passar em um supermercado e também para comprar flores na floricultura “My Secret Garden”, localizada na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Em nossa Galeria, adicionamos mais de 60 fotos. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso aos álbuns.