Candids/ Knox/ Nova York/ Pax

Jolie e os filhos comem cachorro quente em NY

8 de junho de 2021

Nesta terça-feira, dia 08 de Junho de 2021, a mamãe Angelina Jolie levou dois – Pax e Knox – dos seus seis filhos para passear, fazer compras e comer cachorro quente pela cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

O trio foi flagrado pelos paparazzis de plantão entrando e, posteriormente, saindo da loja “Gray’s Papaya” onde compraram cachorros quente e refrigerante.

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Fonte: Page Six

Candids/ Knox/ Maddox/ Nova York/ Pax/ Shiloh/ Vivienne/ Zahara

Jolie e os seis filhos desembarcam em Nova York

7 de junho de 2021

Neste sábado, dia 05 de Junho de 2021, Angelina Jolie e seus seis filhos – Maddox (19 anos), Pax (17), Zahara (16), Shiloh (15), Knox (12) e Vivienne (12) – desembarcaram no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

Jolie, que usava um sobretudo bege da marca Christian Dior, também usava máscara de proteção devido à pandemia COVID-19. Nas mãos, ela carregava uma bolsa da marca Celine e puxava uma mala de rodinhas da Louis Vuitton.

O destino da família ainda é ignorado. No entanto, ainda neste mês de Junho, Jolie deve se juntar às primeiras 10 mulheres que participarão de um treinamento de 30 dias conduzido por especialistas, em Provença, na França, que faz parte do programa “Women For Bees”, criado através de uma parceria entre a Unesco e a marca de cosméticos francesa, Guerlain.

O objetivo do programa é capacitar e apoiar 50 mulheres empreendedoras e apicultoras em 25 reservas da biosfera da Unesco pelo mundo. Espera-se que as mulheres construam 2,5 mil colmeias nativas até 2025, protegendo 125 milhões de abelhas. Por este motivo, acreditamos que nossa musa esteja à caminho da França, apesar de não possuirmos nenhum tipo de confirmação.

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Fotos:

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Fonte: Page Six

Candids/ Knox/ Los Angeles/ Maddox/ Pax/ Shiloh/ Vivienne/ Zahara

Jolie comemora aniversário com os seis filhos

5 de junho de 2021

Nesta última sexta-feira, dia 04 de Junho de 2021, a mamãe mais famosa de Hollywood – Angelina Jolie – comemorou seu aniversário de 46 anos juntamente com os seis filhos – Maddox, Pax, Zahara, Shiloh, Knox e Vivienne – durante um jantar no restaurante asiático “TAO”, localizado na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Mãe e filhos, que estavam sendo acompanhados por seguranças particulares, foram flagrados pelos paparazziz de plantão quando deixavam o estabelecimento e caminhavam em direção ao carro.

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Fonte: Daily Mail

Brad Pitt/ Divorcio

Jolie critica juiz por impedir filhos de depor em divórcio

26 de maio de 2021

A atriz Angelina Jolie criticou o juiz que conduz seu processo de divórcio com Brad Pitt, por não autorizar os filhos do casal a testemunhar nas audiências de guarda após a separação física.

O juiz, John Ouderkirk, julga a custódia de cinco dois seis filhos do casal, que são menores de idade: Pax, de 17 anos; Zahara, de 16 anos, Shiloh, de 14 anos; e os gêmeos Vivienne e Knox, de 12. O mais velho, Maddox, tem 19, e não está incluso no processo por ser maior de idade.

De acordo com a legislação da Califórnia, adolescentes a partir de 14 anos podem ser ouvidos pela Justiça durante o processo de divórcio e determinação da guarda.

Para Jolie, os relatos dos filhos seriam evidências “relevantes” para o bem-estar e segurança delas antes de uma decisão provisória sobre o caso. Segundo documentos obtidos pela AP, a defesa considerou a exclusão um erro e ponderou, em apelação, que os depoimentos seriam provas fundamentais.

A defesa da atriz ainda afirmou que o juiz “falhou em considerar adequadamente” uma parte da legislação local que diz que dar a guarda de uma criança para uma pessoa com histórico de violência doméstica é um prejuízo aos melhores interesses do menor.

Os documentos públicos não exemplificam de que tipo de violência Angelina acusa o ex-marido, mas os advogados dela entregaram um documento em março, sob segredo de Justiça, com informações adicionais.

Os advogados de Brad Pitt alegaram que o juiz Ouderkirk conduziu o processo “de forma completa e justa” e que a decisão provisória chegou após ouvir testemunhas importantes. A defesa do ator e diretor disse ainda que “faltou credibilidade” ao depoimento de Angelina Jolie e que a custódia já estabelecida deve ser modificada a pedido de Brad Pitt. Os advogados ainda consideraram que os pedidos de Jolie atrasariam o processo e causariam danos às crianças.

O acordo de guarda dos filhos entre os dois não é público. O casal se separou em 2016, com Jolie alegando a decisão para manter a “saúde da família”. Ela pretende apelar a outras instâncias se o juiz der a guarda provisória a Brad Pitt.

Fonte: UOL | Associated Press News

Enviada Especial/ ONU/ Premiações/ Trabalho Humanitário/ UNHCR/ Vídeo/ Vídeo Conferências

Angelina Jolie apresenta prêmio a Nadia Murad

26 de maio de 2021

Nesta quarta-feira, dia 25 de Maio de 2021, a Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados – Angelina Jolie – participou dos “Advocacy Awards”, um evento organizado pela International Refugees que acontece anualmente.

Através de vídeo conferência, Jolie apresentou um dos prêmios para Nadia Murad, uma ativista dos direitos humanos, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2018 e Embaixadora da Boa Vontade para a Dignidade dos Sobreviventes de Tráfico Humano das Nações Unidas.

Assista o vídeo e leia o emocionante discurso, traduzido na íntegra por nosso colaborador Gui:

“Nós conhecemos Nadia Murad por seu corajoso posicionamento com relação aos sobreviventes Yazidi e por seu trabalho com a ONU ao redor do mundo. Mas como Nadia mesmo disse, ela não nasceu para dar discursos.

Ela nunca quis ter saído da vila de Kocho onde nasceu: a mais nova de onze filhos, a bebê da família, que acordava todos os dias com o barulho de sua mãe assando pão num forno tandur; que ajudava com a colheita e com a tosa dos animais; que gostava de história na escola e pensava que poderia virar professora; que brincava com maquiagem e que sonhava em abrir um salão de cabeleireiro.

Essa jovem garota, criada na antiga fé e tradições do povo Yazidi, deveria ter sido capaz de viver uma vida pacífica. Ela deveria ter tido a chance de arrumar o cabelo de suas amigas para seus casamentos como ela imaginava. De dar aula na escola local, ou concorrer ao parlamento. Ela deveria ter tido a chance de ver sua mãe envelhecer.

Ao invés disso, durante duas longas semanas, seu vilarejo foi cercado pelo Estado Islâmico. Os moradores esperaram, presos e sem defesa, por uma ajuda que nunca chegou. A família da Nadia sabia o que significava ser sequestrado pelo estado Islâmico, assim como nós também sabemos. E para mim, esse é um dos aspectos mais dolorosos na história da Nadia.

Nós gostamos de pensar que esses desastres acontecem da noite para o dia. Mas, na verdade, eles se desdobram lentamente, com muitos momentos nos quais o curso da história poderia ter sido mudado e as mortes de pessoas inocentes poderiam ter sido evitadas. Nós temos que perguntar:

Por que vivemos em um mundo em que as minorias, como os Yazidis ou os Rohingya, vivem existências tão precárias? Por que ainda existem tantas pessoas entre nós, que são ameaçadas pela diferença? Como a limpeza étnica e o genocídio ainda podem ser cometidos tão facilmente e com tão poucas consequências aos culpados? Quando estupro em massa e o abuso de mulheres se tornaram normais? Por que as vidas de algumas pessoas, em alguns países, importam tão pouco? Como pode ser aceitável que existam mais de 80 milhões de pessoas vivendo deslocadas de suas casas; 80 milhões de pessoas que compartilham aspectos da mesma experiência que Nadia?

Eu sinto muito, Nadia, que no momento mais mais importante, você e sua família estavam sozinhas. Vocês deveriam ter sido protegidos. E ao invés disso, agora você luta para proteger os outros. No seu livro, você escreveu: “Ser forçada a deixar sua própria casa, por medo, é uma das piores injustiças que um ser humano pode enfrentar. Tudo o que você ama, lhe é roubado. E você arrisca sua vida para viver em um lugar onde você não é querido.”

Eu reconheço a injustiça dessa descrição, quem não reconhece? Mas eu sinto que falo em nome de muitas pessoas, quando digo que você é querida. E mais do que isso, você é necessária. Sua coragem e seu compromisso com a justiça é um exemplo e um caminho para todos nós. Tenho o prazer de apresentar a você, e à Nadia’s Initiative, o Refugees International’s Award.”

Fonte: YouTube

 

Vídeo:


Link: https://fb.watch/5KDlzvotEM

Capturas:

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Candids/ Los Angeles/ Zahara

Em Los Angeles, Angelina e Zahara fazem compras

24 de maio de 2021

Neste domingo, dia 23 de Maio de 2021, a mamãe mais famosa de Hollywood, Angelina Jolie, levou sua filha mais velha, Zahara (16), para fazer compras em um supermercado na cidade de Los Angeles, Estados Unidos.

Mãe e filha foram fotografadas pelos paparazzis de plantão quando deixavam o local carregando sacolas e caminhavam em direção ao carro.

Fonte: Daily Mail

 

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Atriz/ Capturas/ Eternals/ Eternos/ Filmes/ Marvel/ Trailer/ Vídeo

Marvel libera teaser trailer oficial de Eternos

24 de maio de 2021

Nesta segunda-feira, dia 24 de Maio de 2021, os estúdios da Marvel disponibilizaram o teaser trailer oficial de “Eternos”, mais novo filme estrelado por Angelina Jolie. A produção é dirigida pela vencedora do Oscar, Chloé Zhao, e tem estreia prevista para Novembro deste ano.

“Ao longo dos anos, nós nunca interferimos, até agora”, começa a narradora falando no trailer que introduz os novos heróis para o Universo Cinematográfico da Marvel. Os Eternos foram criados por Jack Kirby e apareceram pela primeira vez nos quadrinhos em 1976.

Eles são uma raça super-humana e foram criados pelos Celestiais para serem os defensores da Terra. Os personagens têm relações com diversos universos já conhecidos pelo público amante de filmes de heróis, como os Guardiões da Galáxia, os Vingadores, até mesmo o Thanos.

O elenco do longa conta com Angelina Jolie, Salma Hayek, Kumail Nanjiani, Lauren Ridloff, Brian Tyree, Henry, Lia McHugh, Don Lee, Gemma Chan, Kit Harington, Richard Madden e Barry Kheogan.

Fonte: UOL

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Entrevistas

Jolie concede entrevista para revista Claudia

22 de maio de 2021

Nesta última quinta-feira, dia 20 de Maio de 2021, a revista brasileira Claudia publicou em seu website oficial uma entrevista exclusiva com a atriz Angelina Jolie, na qual ela falou sobre seu novo filme “Aqueles Que Me Desejam a Morte” (Those Who Wish Me Dead). Leia a entrevista completa abaixo e veja as scans em nossa Galeria!

Por Isabella D’Ercole

É uma vida toda exposta ao público. Angelina Jolie nasceu no berço de ouro da atuação, filha de Jon Voight e Marcheline Bertrand. Aos 7 anos, participou do primeiro filme, “Lookin’ to Get Out”, no mesmo elenco que o pai.

Aos 16, posou de biquíni para o tradicional fotógrafo hollywoodiano Harry Langdon – os cliques com poses sensuais ainda podem ser comprados no banco de imagens Getty Images. Aos 20 conseguiu o primeiro papel grande; aos 24, ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Desde então, nunca mais deixou de ser protagonista – dos filmes e dos tabloides.

Intensa, adotou o primeiro filho, Maddox, aos 27, no Camboja. Hoje, além de um instituto humanitário para conservação da natureza e recuperação da comunidade, após uma sangrenta guerra civil, a atriz mantém uma casa no país.

Viajando, ainda se tornou mãe de Zahara, em 2005, na Etiópia, e de Pax, em 2007, no Vietnã. Completam a trupe, Shiloh, Vivienne e Knox, filhos da atriz com Brad Pitt, de quem se separou em 2016 – a batalha judicial segue se desenrolando e incluiu denúncia de violência doméstica.

O tema, aliás, é um de seus focos no momento, após o crescimento dos números durante o isolamento. Ao doar-se para o trabalho humanitário, para o outro, Angelina se esquece de suas questões pessoais. Ela revelou isso durante nossa conversa ao telefone.

Com voz calma, Angelina para frequentemente no meio da frase para reorganizar os pensamentos. Ocasionalmente, seus cachorros latem ao fundo. Como poucas celebridades, ela deseja se posicionar mais. Não faz isso da sua casa, porém. Visita abrigos de refugiados, zonas de conflito e faz, como embaixadora da ONU desde 2001, mediações tensas – é viciada em livros de história e política.

Atriz renomada, diretora, mãe, ativista: os tantos papéis rendem a Angelina a alcunha de forte. Mas a que preço? “Raramente acordo me achando boa o suficiente”, diz ela, me surpreendendo. Angelina se esforça para deixar claro que é absolutamente humana e rejeita os pedestais em que tentam colocá-la.

O papo a seguir ocorreu durante a campanha de lançamento de Those Who Wish Me Dead, filme que chega aos cinemas no dia 27 de maio. Na trama, ela é Hannah, uma bombeira florestal traumatizada após uma situação fugir do controle.

Em seu caminho, aparece um menino que precisa de proteção – sim, tem fogo, bomba, tiro e mais todos os elementos dos filmes de ação que Angelina sempre faz.

“Ela é adorável. Eu estava um pouco intimidada de conhecê-la, porque a admiro tanto, mas ela foi acolhedora. Meu nervoso foi à toa. Ela é uma força, mas muito graciosa e gentil”, descreveu a colega de elenco Medina Senghore.

Aos 45, Angelina mostra suas cicatrizes de tantos anos sendo uma figura pública e uma mulher sob constante julgamento. Ainda assim, assumindo suas dores, ela nos lembra da importância de olhar para o outro e agir por ele. Não precisa ser nada grande. “Às vezes, uma ligação para uma amiga salva o dia dela”, fala.

No processo de resgate do menino, Hannah parece também resgatar a si mesma. Tem algo muito feminino nessa reconstrução após traumas. O que acessou para construir a personagem?

Muitas mulheres vão se identificar com Hannah. Eu não fui longe para construí-la. Várias partes em mim estão quebradas. Se sentir assim e ainda ser empurrada para ir adiante, achar sua força interna, manter-se protegida pra atravessar o fogo: esse processo vai tocar as pessoas, assim como me tocou, porque é algo muito humano. Sinto que, de alguma forma, eu precisava estar nesse filme quando ele aconteceu.

Muitas das suas personagens são mulheres fortes lutando por si mesmas e protegendo os outros. Você se identifica com elas?

Eu me sinto privilegiada por ter vivido essas personagens, mas não me acho diferente da maioria das mulheres. Somos todas muito fortes. Porém, tem algo que as pessoas falham em compreender. Adoram falar que mulheres são poderosas, mas ninguém se pergunta por que ficamos forte assim. Infelizmente, para muitas de nós, isso acontece porque fomos solitárias, nos sentimos muito machucadas, vulneráveis. A menininha cresce forte para se sentir segura e para sobreviver. Ainda assim, sei que existem mulheres que lutam contra situações muito mais graves do que eu, que enfrentam adversidades maiores, conheço algumas delas.

Como se reafirma e se nutre para se manter forte?

Honestamente, eu raramente acordo me sentindo bem, achando que fiz o suficiente, que sou forte o suficiente, boa o suficiente. Eu tento focar em me conectar com quem está ao meu redor. Parece que estou na terapia, né? (risos) Não há uma resposta fácil. Você tem que se lembrar do seu propósito, que pode ser criar seus filhos ou ter um papel que é parte de uma solução. Isso ajuda a levantar e ir adiante. Também evita que pensemos tanto em nós mesmas, pois estamos com a cabeça no que podemos oferecer ao outro. E essa é uma das coisas mais saudáveis: tirar o foco de suas necessidades e olhar para alguém.

Incomoda você ser vista como inspiração para muitas pessoas. É pesado?

Eu me sinto muito humana, sempre foi assim. Meu desejo é me conectar com as pessoas cada vez mais, para dividirmos nossas vulnerabilidades, compartilharmos valores e a vontade de se unir para ajudar um ao outro. Sou grata a quem, até hoje, foi generoso ao se conectar comigo. Mas, como eu disse, acordo pensando no que não fiz. Acho que todo mundo é assim.

Olhar para o outro é algo que você faz muito constantemente e desde muito cedo em sua vida, especialmente cuidando de mulheres e crianças. Sabemos que a pandemia afetou principalmente esses grupos. Ajustou seus projetos por isso ou criou algo novo?

Eu vivo em dois mundos. Meu projeto no Camboja já tem quase vinte anos. Trabalhamos com a população local para a proteção dos recursos naturais e a educação ambiental. Mas, acima de tudo, olho para a causa dos refugiados. São 80 milhões de pessoas pelo mundo sem casa, que foram retirados de suas terras – e mais da metade desse grupo é composto por crianças. O que acontece é que, com os conflitos, fica difícil simplesmente esperar acabar e retomar de onde parou. Quando ocorre esse deslocamento, você volta e a água está contaminada ou tem uma fazenda onde era sua terra. Trabalhando com a ONU, hoje vejo o menor apoio internacional que já tivemos para lidar com a questão dos refugiados. Ao mesmo tempo em que cai o investimento, a pandemia piora a situação dessas pessoas. Para além dessa questão, tenho focado muito na violência doméstica, porque cresceu no último ano e há pouco entendimento do que acontece na casa das pessoas e do aumento do perigo que ocorre durante o isolamento. Estou trabalhando com uma organização para ter programas diferentes, abordando as várias realidades, possibilidades de proteção e de mudança da situação.

Muitas vezes, as pessoas acham que não devem interferir em questões do casal ou nem imaginam que a amiga que parece tão forte é, na verdade, uma vítima. Cabe a nós também fazer essa vigília pela outra…

Você não poderia estar mais certa. O que é chocante, para mim, é que os amigos próximos e até mesmo a família não apoiam as vítimas. Às vezes, não se metem apesar de saberem o que acontece; outras vezes, não querem olhar para o que é feio ou se recusam a acreditar. Tem quem não entenda e também não queira compreender a situação. Porém, é urgente olharmos para quem amamos. Mesmo nesse período à distância, é importante manter a conexão. Falar com quem você ama, saber se está tudo bem, escutar de verdade o que a pessoa tem a dizer. E isso implica em estar disposta a apoiar quando a pessoa pedir ajuda. As redes de apoio são muito importantes para as mulheres e, agora, elas estão afastadas. Em casa, sem poder sair, cuidando dos filhos sem ajuda, as mulheres ficam realmente isoladas, não só fisicamente. A situação aumenta a vulnerabilidade. Eu recomendo, sempre que possível, ligar pra uma amiga só para perguntar: “Tudo bem?”.

Você se posiciona sobre muitas questões. Sente-se pressionada a fazer isso ou é algo em que acredita?

Não acho que ninguém é obrigado a fazer parte de qualquer conversa, mas você tem que ter clareza da sua posição moral como ser humano. Todos têm que colocar um limite. Eu sei o que não vou tolerar que façam comigo ou com os outros, qualquer tipo de abuso que vejo. Não é exatamente político, é o justo. Eu me posiciono sobre o que é inaceitável e disso não abro mão.

Você não tem redes sociais. Não ajudaria nisso?

Eu não tenho redes sociais nem um assessor para levar a público essas questões. Não é que eu seja contra as novas ferramentas de comunicação, mas prezo pela seriedade da troca com as pessoas. Não há nada que eu possa fazer sobre fofocas, mentiras. Mas, para eu participar das redes, teria que entender uma forma delas garantirem conversas mais profundas com pessoas do mundo todo.

Fonte: Claudia

 

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