
O novo filme da Disney, “Maleficent” de repente se tornou um assunto de família. Pax e Zahara Jolie-Pitt estão se juntando a irmã Vivienne e a sua mãe, Angelina Jolie, na nova versão do clássico conto de fadas “A Bela Adormecida.” Um membro do elenco confirmou a notícia, sendo primeiramente relatada a revista Us Weekly.
O filme trará os primeiros papéis nas telonas de Pax (8), Zahara (7) assim como também de Vivienne (4). Os três parecem seguir os passos de sua irmã Shiloh, que apareceu ainda quando era bebê no filme de David Fincher, “O Curioso Caso de Benjamin Button,” ao lado do famoso papai, Brad Pitt. No entanto, Pax e Zahara também terão pequenos papéis sem falas.
No começo de agosto, o The Hollywood Reporter relatou que Vivienne se juntou ao elenco do filme, no qual interpretará a versão criança da Princesa Aurora – que também é interpretada por Elle Fanning – em um papel que terá algumas falas.
O filme, que é dirigido por Robert Stromberg tem a data de estréia prevista para o dia 14 de Março de 2014 e de acordo com o site IMBD já se encontra na fase de pós produção.
Fonte: The Hollywood Reporter
Jolie estreia como cineasta e fala sobre amor e guerra
17 de outubro de 2012

Ficou para o último dia do Festival do Rio 2012 o filme que vem redefinindo a carreira de uma das atrizes mais poderosas de Hollywood na atualidade: Angelina Jolie. Nesta quinta-feira, no encerramento da maratona iniciada há 15 dias, o Estação Sesc Botafogo 1 exibe, às 21h30m, “In the land of blood and honey”, primeiro trabalho da californiana de 37 anos como diretora de longas-metragens de ficção. Fruto de seu ativismo como Embaixadora da Boa Vontade da ONU, a produção de US$ 10 milhões é ambientada nos anos 1990, em meio à guerra da Bósnia, narrando o conflito de um casal fraturado pela violência. Em entrevista por e-mail ao GLOBO, Angelina fala do filme não como uma estrela deslumbrada com um brinquedo novo, a direção, e sim como uma realizadora disposta a fazer cinema com refinamento estético, para inflamar debates políticos. Como cineasta, ela deixa o glamour de fora.
“Optei por rodar o filme com a câmera na mão, sem tripés ou outros recursos, porque era a melhor forma de transmitir uma sensação de urgência em relação ao conflito que reconstituímos. Queria que a plateia se sentisse inserida no universo que retratamos. Até porque eu não pretendia fazer um tratado político, queria apenas fazer uma reflexão sobre humanidade”
Disse Angelina, que teve a produção indicada ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro em 2011, por ser falada em bósnio e sérvio. Estimulada por lembranças de juventude acerca da dissolução do território iugoslavo, por meio de batalhas étnicas, Angelina fez questão de ter um elenco de origem eslava no filme, cujo roteiro ela mesma escreveu. Não há rostos hollywoodianos em cena, nem o dela, que só ficou atrás das câmeras, nem o de Brad Pitt, com quem vive há sete anos e que, embora tenha uma produtora, a Plan B, deixou a mulher filmar por conta própria. Rade Serbedzija, de “Antes da chuva” (1994), é o único ator de projeção mundial na produção.
“Escrever o roteiro de “In the land of blood and honey” foi uma tentativa particular de entendimento de uma guerra que a minha geração cresceu acompanhando. Eu não tinha a meta de virar cineasta ou de ser escritora. Mas passei dez anos viajando pelo mundo a serviço da ONU, o que me influenciou muito a buscar temas que fossem universais. Embora meu filme se concentre na Bósnia, ele trata de questões que estão refletidas em muitos outros conflitos, incluindo os que ocorrem neste momento em várias partes do mundo”
Disse Angelina, que exibiu o longa fora de competição no Festival de Berlim, em fevereiro, onde colecionou elogios pelo rigor visual das sequências de batalha. Filmado em Sarajevo e Vares, na Bósnia, com locações também na Hungria, “In the Land of Blood and Honey” acompanha o reencontro da bósnia muçulmana Ajla (Zana Marzanovic) com o sérvio Danijel (Goran Kostic) em meio a um conflito armado. Os dois se conheceram meses antes, numa boate, e viveram uma breve paixão, interrompida por um atentado. Quando voltam a se ver, Danijel veste farda e comanda as tropas que expulsam bósnios de suas casas.
“Eu fiz esse filme para analisar as transformações que podem acontecer em tempos de guerra. Queira entender o acontecimento capaz de fazer duas pessoas apaixonadas esquecerem o que eram quando estavam juntas. No elenco, contei com profissionais que foram afetados pela guerra da Bósnia de alguma forma. E foi fundamental que eu escalasse atores de diferentes regiões daquele território (os protagonistas Zana e Kostic são de Sarajevo, já Rade Serbedzija é da Croácia). Era importante que eu levasse para a ficção experiências de vida oriundas dos diferentes lados da guerra”
Disse Angelina, filha do casal de atores Marcheline Bertrand (1950-2007) e Jon Voight, um dos intérpretes mais politizados dos EUA nos anos 1970.
Planos no Brasil
Presença cativa na lista das mais sexies de Hollywood desde 2000, quando ganhou o Oscar de atriz coadjuvante por “Garota, Interrompida”, Angelina fez seu primeiro experimento como diretora em 2007, com o documentário “A Place in Time”. Lançado no Festival de Tribeca, em Nova York, o filme era uma colcha de imagens captadas em 27 diferentes partes do planeta por amigos famosos da atriz, como Anne Hathaway e Colin Farrell, com a meta de criar um mosaico das contradições culturais contemporâneas. Daquele primeiro exercício, que teve pouca visibilidade fora do circuito de mostras, Angelina adquiriu mais intimidade com a gramática do cinema e seus enquadramentos.
“Pesquisei muito para fazer “In the Land of Blood and Honey”, vendo documentários e filmes de ficção e sobretudo visitando a região. Gosto muito de filmes de guerra, de “O Franco-Atirador” (de Michael Cimino) a “Dr. Fantástico” (de Stanley Kubrick). Mas meu longa só nasceu quando os povos daquele lugar que eu arrebanhei para trabalhar comigo compartilharam suas opiniões sobre os personagens”
Disse Angelina, cujo cachê está na casa dos US$ 20 milhões.Este ano, ela estrelou um filme de fantasia que, por baixo, custou US$ 200 milhões: “Malévola” (“Maleficient”), uma releitura dark de “A Bela Adormecida”, em que interpreta a vilã. Mas não tem projetos como atriz pela frente. Ocupada com a criação de seus seis filhos, Angelina dedica seu tempo livre a escrever roteiros.
“Estou escrevendo algo sobre o Afeganistão e algo sobre o Camboja, mas não sei se essas histórias já estão prontas. Sei que tenho tido muito prazer em pesquisar dados para elas. Ele é muito prestativo. Foi o primeiro a expressar fé no que eu queria contar em “In the Land of Blood and Honey”. Nós dois fizemos um pacto de nunca trabalhar ao mesmo tempo, para que um possa cuidar do outro. Quando estou trabalhando, ele fica perto, dando apoio.”
Disse conta ela, confessando que o maridão Brad Pitt é o primeiro a ler o que escreve. Mas os dois têm um plano juntos para o futuro chamado Brasil:
“Fiquei muito honrada com esse convite do Festival do Rio. Brad e eu falamos sempre de visitar o Brasil. Estamos de olho numa viagem até aí. Para breve” — ela promete.
Fonte: O Globo
Por conta do post, resolvi adicionar 7 novas Imagens Oficiais (Stills) de “In the Land of Blood and Honey” na galeria de fotos do Angelina Fan Brasil:
> FILMES > 2011 – IN THE LAND OF BLOOD AND HONEY > IMAGENS OFICIAIS (45x)
Jolie doa 50.000 dólares em nome de Malala Yousafzai
17 de outubro de 2012
A doação feita para a Women in the World Foundation foi realizada em homenagem à Malala Yousafzai, uma menina de 14 anos que foi baleada pelo Talibã.
A instituição de caridade de Angelina Jolie – Education Partnership for Children of Conflict – doou 50.000 dólares a Women in the World Foundation, em nome de Malala Yousafzai. ” Em resposta à bravura de Malala, as meninas de todo o Paquistão, de todo Afeganistão e todo o mundo estão se levantando e dizendo: “Eu sou Malala!” Esta é a nossa oportunidade de mostrar a mesma solidariedade,” escreveram tanto a atriz como a editora da Newsweek em um e-mail conjunto para aos adeptos da Women in the World Foundation.
Os 50.000 doados pela instituição de caridade de Jolie tem o objetivo de criar um novo prêmio chamado Women of Impact Award for Girl’s Education (Prêmio de Mulheres de Impacto pela Educação das Meninas) que irá fornecer fundos para as mulheres e para as meninas que lutam pela educação das meninas no Paquistão e no Afeganistão.
Outra celebridade que mostrou proeminente apoio à Malala foi a cantora Madonna, que dedicou uma de suas músicas à menina ativista paquistanesa, ao estampar o nome de Malala em suas costas durante um show em Los Angeles.
O site The Daily Beast também publicou um artigo escrito por Jolie nesta terça feira no qual a atriz explica como contou aos filhos a história de Malala – que foi baleada por homens armados do Talibã por falar sobre o direito à educação. Atualmente, Malala está em recuperação em um hospital britânico.
“Depois de ler o artigo, me senti obrigada a compartilhar a história de Malala com meus filhos. Foi difícil para eles, compreender um mundo onde homens tentam matar uma criança cujo o único “crime” foi o desejo de que ela, e outras meninas, pudessem ir para a escola. Malala é a prova de que apenas a voz uma pessoa corajosa inspira incontáveis homens, mulheres e crianças. Nas salas de aula e nas mesas da cozinha ao redor do mundo, mães, pais, filhos e filhas estão rezando por Malala se recuperar e se comprometendo em divulgar suas ideias. Como o Comitê Nobel se reúne para escolher o vencedor do Prêmio Nobel da Paz, eu imagino que à corajosa Malala será dada uma séria consideração,” escreveu Jolie no artigo.
Fonte: The Hollywood Reporter
Angelina Jolie: “Todas nós somos Malala”
17 de outubro de 2012

Eu disse aos meus filhos — e você deveria fazer isso também: a educação das meninas está sob ameaça no Paquistão, no Afeganistão e ao redor do mundo. É o momento de todos nós tomarmos uma posição.
Escrito por Angelina Jolie. Mais: clique aqui e saiba como ajudar.
“Na manhã de quarta-feira, enquanto arrumávamos as crianças para a escola e meio a algumas reclamações habituais sobre não querer ir, eu li uma manchete na capa do The New York Times: Talibã atira em menina que falava sobre seus direitos. O Talibã afirmou que a menina de 14 anos de idade chamada Malala Yousafzai “ignorou suas advertências e os deixou sem escolha.” Eles se aproximaram de seu ônibus escolar, chamando-a pelo nome, e atiraram em sua cabeça para promover a educação das meninas.
Depois de ler o artigo, me senti obrigada a compartilhar a história de Malala com meus filhos. Foi difícil para eles, compreender um mundo onde homens tentam matar uma criança cujo o único “crime” foi o desejo de que ela, e outras meninas, pudessem ir para a escola.
A história de Malala ficou na cabeça de meus filhos durante todo o dia e à noite eles estavam cheios de perguntas. Nós aprendemos sobre Malala juntos, assistindo suas entrevistas e lendo seus diários. Malala tinha apenas 11 anos de idade quando começou a blogar para a BBC. Ela escrevia sobre como era viver sob o Talibã, sobre as regras de uniforme em sua escola, sobre como escondia livros sobre o xale e como teve de parar de ir à escola por completo.
Nosso filho de 8 anos sugeriu que o mundo deveria construir uma estátua para Malala e criar um espaço para leitura próximo a ela. Já nossa filha de 6 anos fez uma prática pergunta se Malala tinha algum animal de estimação, e se sim, quem iria cuidar deles? Ela também perguntou sobre os pais de Malala e se eles estavam chorando. Nós decidimos dizer que eles estavam chorando não apenas pela morte de sua filha, mas também por todas crianças ao redor do mundo que tem esse básico direito humano negado. Assim como Malala, seus pais são ícones de bravura e de força. O pai de Malala também é um campeão que luta pela educação das meninas, um diretor de escola e um poeta.
Na manhã seguinte, uma notícia trazia imagens de crianças de todo o Paquistão que carregavam uma foto de Malala em protestos e manifestações, e enquanto rezavam nas escolas. Meu filho ficou preocupado se as meninas também seriam baleadas por estarem defendendo Malala. Eu disse a ele que elas estavam cientes do perigo, mas mesmo assim estavam publicamente apoiando e mostrando o quanto Malala significava para elas. A coragem de Malala lembrou todos os paquistaneses o quão importante a educação é. Sua bravura inspirou a todos.
Ainda tentando entender, meus filhos perguntaram: “Por que esses homens acharam que precisavam matar Malala?”, e eu respondi, “porque a educação é uma coisa poderosa.”
Os tiros disparados contra Malala atingiram o coração da nação, e como o Talibã se recusou a recuar, assim também fez o povo do Paquistão. Este ato violento e odioso parece ter alcançado o oposto de sua intenção, já que os paquistaneses realmente abraçaram os princípios de Malala e rejeitaram a tirania do medo. Um porta voz do Talibã paquistanês disse “que isto sirva como lição.” Sim. Que isto sirva como lição de que a educação é um direito humano básico, o direito que não pode ser negado às filhas dos paquistaneses.
As meninas, em todo o Paquistão, que se levantaram para dizer “eu sou Malala,” não estão sozinhas. Mães e professoras de todo o mundo estão contando aos seus filhos e aos seus alunos a história de Malala, e estão encorajando-os a fazer parte de seu movimento a favor da educação das meninas. Em todo o Paquistão, um movimento nacional surgiu para reconstruir as escolas e renovar a educação das crianças, incluindo as meninas. Este terrível evento marcou o início de uma necessária revolução na educação das meninas.
Malala é a prova de que apenas a voz uma pessoa corajosa inspira incontáveis homens, mulheres e crianças. Nas salas de aula e nas mesas da cozinha ao redor do mundo, mães, pais, filhos e filhas estão rezando por Malala se recuperar e se comprometendo em divulgar suas ideias. Como o Comitê Nobel se reúne para escolher o vencedor do Prêmio Nobel da Paz, eu imagino que à corajosa Malala será dada uma séria consideração.”
Por conta de tal notícia, Angelina Jolie e Tina Brown estão ajudando a divulgar uma iniciativa da Women in the World Foundation que se chama “Women of Impact Award for Girls Education” em homenagem à Malala, para providenciar fundos às mulheres e às meninas que estão batalhando por educação no Paquistão e no Afeganistão. Elas estão fazendo um pedido de emergência a todas as mulheres do mundo para entrarem nesta campanha. E por isso, Angelina e Tina Brown deixaram uma mensagem:
“Amiga, nós temos certeza de que você ficou abalada com as notícias desta última semana, sobre a menina Malala Yousafzai de 14 anos que foi baleada na cabeça pelo Talibã enquanto deixava a escola em Swat Valley no Paquistão. O crime dela foi promover a educação das meninas no Paquistão e publicar em um blog como era viver sob o domínio do Talibã. Ela permanece inconsciente e foi levada do Paquistão para o Reino Unido onde está recebendo um tratamento especializado. Em resposta à bravura de Malala, as meninas de todo o Paquistão, de todo Afeganistão e todo o mundo estão se levantando e dizendo: “Eu sou Malala!” Esta é a nossa oportunidade de mostrar a mesma solidariedade.”
Você pode contribuir, de qualquer parte do mundo, clicando aqui.
Fonte: The Daily Beast
Como estamos praticamente sem notícias e fotos novas, resolvi traduzir e compartilhar essa entrevista feita por Chris Connelly com Angelina durante a divulgação de “In the Land of Blood and Honey” no mês de Setembro de 2011 para a edição do mês de Janeiro de 2012 da revista Marie Claire norte americana. Há uma versão da entrevista traduzida pela Marie Claire Brasil, mas mesmo assim resolvi traduzir a versão americana pois é muito mais interessante. Apesar de ser um pouco antiga, espero que gostem, assim como eu gostei.
Jolie escreveu e dirigiu um surpreendente filme de amor, guerra e traição. “In the Land of Blood and Honey” é diferente de tudo o que você já viu. Abram espaço, Steven Spielberg e Kathryn Bigelow, porque Hollywood tem uma nova e poderosa diretora.
“É meio-dia de um chuvoso dia de outono e tudo esta sereno na King’s Road – a rua principal de Chelsea, um dos chiques bairros de Londres. A rua parece um desfile de moda já que jovens mães passeiam empurrando os carrinhos de bebês enquanto seus filhos estão firmemente protegidos contra o incipiente frio. Diante disso, fui surpreendido quando um sedan apareceu em uma rua lateral e estacionou na frente de um discreto restaurante indiano para deixar uma das mulheres mais famosas do mundo, que usava óculos aviador com armações douradas – sua marca registrada – apesar do dia estar nublado. A tentativa em cumprimentar Angelina Jolie ainda na rua foi a pior ideia que eu tive durante todo o dia. Um paparazzo estava posicionado do outro lado da rua, e por isso Jolie nos levou para dentro do restaurante. Foi quando eu percebi que não havia outros clientes no local – Jolie reservou o lugar inteiro para nós. Vestida de preto da cabeça aos pés, ela aparentemente não usava nenhuma maquiagem, nenhum colar, nenhum brinco e o efeito era simples: o nível mundial de beleza não precisa de propaganda.
Apropriadamente assim porque seu glamour de celebridade é irrelevante. Angelina Jolie – atriz ganhadora do Oscar, sereia e provocadora, tatuada que virou ativista da ONU – pode agora adicionar escritora e diretora à sua longa lista de conquistas profissionais. Seu filme, “In the Land of Blood and Honey”, firmemente explora os horrores da guerra que aconteceram na ex-Iugoslávia através de um romance confuso que acontece entre Danijel, um oficial sérvio, e Ajla, uma mulher muçulmana que eventualmente se torna uma prisioneira de guerra em um acampamento de trabalho forçado. Grande parte do filme é cruciante, porque deve ser. Jolie, escrupulosamente homenageia o registro histórico. A guerra travada pelos sérvios contra os muçulmanos da Bósnia apresentou todas as atrocidades do século 20: campos de extermínio, limpeza étnica, massacres civis, pessoas inocentes usadas como escudos humanos e estupro. O que a heroína de “In the Land of Blood and Honey“, interpretada por Zana Marjanovic, teve de testemunhar e suportar na primeira meia hora de filme, irá deixar a audiência atormentada.
“Eu acho que ainda é difícil entender o que aconteceu,” disse Jolie, “e como isso podia estar acontecendo a 40 minutos da Itália durante os anos 90, exatamente no momento em que o filme “A Lista de Schindler” estreiou. Jolie já testemunhou várias crises humanitárias ao redor do mundo, mas esta guerra cuja fúria e barbárie são impossíveis de não abalar. “Você não pode dar sentindo a algo que naturalmente não faz sentido: estuprar e matar seus vizinhos, com os quais você convivia desde sempre,” disse ela.
Quando Ajla é presa como prisioneira e é levada a um acampamento de trabalho forçado para mulheres, ela se surpreende ao descobrir que seu amor perdido, Danijel, é um dos comandantes sérvios. A guerra enfurece ferozmente ao seu redor, mas em quatro paredes o casal passa eventualmente a compartilhar – um emocional e sexual cenário de fuga que Jolie navega com mistério e segurança – amor, arte e ternura competindo com questões sobre identidade, traição e responsabilidade. “Eu, obviamente, imaginava o que estaria acontecendo comigo se eu estivesse naquela situação,” disse Jolie, que sabe o que significa ter amado desafiadoramente. “Se eu fosse apaixonada por alguém e acontecesse de nós ficarmos em lados opostos do conflito, mas se nós tivéssemos nos apaixonados antes do conflito começar, o quão longe eu seria capaz de ir? O quanto eu estaria aberta, e quando eu começaria a me fechar? Isto seria amor ou seria sobrevivência?”
Enquanto escrevia o filme, Jolie disse que começou como um pequeno exercício “uma desculpa para escapar das minhas frustrações com a comunidade internacional e com as questões relacionadas à justiça. Achei que ninguém jamais iria ler ou ver. Em pouco tempo o projeto me consumiu. Algumas das partes mais obscuras foram, provavelmente, concebidas durante as aulas de arte de Shiloh; Eu ficava atrás, em um canto, esperando as crianças terminarem,” disse ela. “E então, de alguma forma, o projeto acabou sendo lido lentamente por Brad e por alguns amigos. Houve uma discussão sobre fazê-lo e eu fiquei apavorada em entregá-lo para alguém. Não foi o que eu pensei, ‘Eu vou escrever alguma coisa, e quero dirigir isto.”
O envolvimento de Jolie não poderia ser mais informal, e não poderia ser mais diferente da realidade que a câmera parecia pegar. (O que ela vestia enquanto dirigia? “Vestidos de festa,” brincou ela). Mas quando o assunto é seu filme, ela agita seu anel rapidamente e começa a tirá-lo e colocá-lo. Ela gostaria de ter realmente acertado, não para o seu próprio bem, mas sim para honrar as vidas de muitas pessoas que ela conheceu na região e que confiavam nela para contar a história de sua terra e de seu compartilhado sofrimento. Em alguns casos, membros de seu próprio elenco viveram os momentos que estava filmando. Um deles foi baleado, outro perdeu cerca de 28 parentes na guerra. “Para eles, era difícil reviver aquilo, mas eles tinham força para fazer isso – uma força que eu não conheço,” observou Jolie com admiração. Ela desfrutou especialmente a oportunidade de trabalhar ao lado de outras atrizes. “Foi bom trabalhar com outras garotas, eu realmente não tenho amigas nos filmes, se você notar,” disse ela sugerindo que isso também acontecia fora das câmeras. Mas ela rapidamente se corrigiu. “Bem, eu tenho algumas amigas. Eu só… Eu só fico muito tempo em casa. Eu não sou muito sociável. Eu não saio muito com elas, e eu sou muito caseira.”
Jolie adotou uma postura de extrema preocupação com relação ao elenco. Não estranha à nudez, ela não saía do quarto para as cenas de amor do casal. Filmar as cenas de “humilhação e abuso” que “absolutamente aconteceram” na vida real – nas quais mulheres mais velhas eram forçadas a se despir na frente de sérvios zombadores – levaram ela a ter uma preocupação paradoxal com relação as atrizes. “Eu estava tão nervosa. Eu devo ter ido até elas umas quatro vezes acompanhada de um tradutor para dizer ‘Nós vamos gravar isso somente uma vez, e nós teremos uma reação genuína. Por favor, eu não acho que eles realmente estarão rindo de vocês. Eu estava uma bagunça!” Mas ficar nua em grupo não chateava as atrizes; há banheiros públicos por toda a Europa. “Eu dizia que elas deviam ir para casa e descansar e elas perguntavam, ‘Por que? Nós não estamos fazendo um bom trabalho?’ Eu entrei em pânico mesmo elas sendo tão profissionais.
O filme foi gravado em bósnio, sérvio e croata com legendas em inglês, o que encorajou os membros de seu elenco a falar se eles estavam tendo problemas com alguma coisa. Eles abraçaram a oportunidade. Logo no começo do filme, Ajla diz ‘eu te amo’ por cima do ombro de sua irmã e sai. Jolie sentiu que Marjanovic estava se segurando um pouco. Ela me disse: dizer ‘eu te amo’ a uma irmã é algo comum na America, onde você diz ‘eu te amo’ [tão facilmente] e abraça o entregador de pizza. Nós realmente não fazemos isso’,” lembrou Jolie.
É difícil saber onde Jolie estaria sem a capacidade de amar. Certamente não em uma casa de dois pais com seis filhos sendo três deles adotados em orfanatos ao redor do mundo e três deles produtos biológicos de seu incessante relacionamento com Brad Pitt, de 48 anos de idade. Quando surgiu a ideia de que Pitt e ela fossem co-estrelas em um filme novamente, assim como fizeram em “Sr. & Sra. Smith”, Jolie negou pois acredita que o público acharia “irritante” assisti-los interpretrando duas pessoas apaixonadas. Na verdade, ela parece querer deixar de atuar completamente. “Isso não significa que eu vou parar amanhã,” disse ela. “Mas certo dia eu acordei e pensei ‘Deus, eu sou uma atriz’. Eu acho que eu nunca tive a intenção ser uma atriz. Acho que minha mãe quis isso para mim. Eu adorava contar histórias e eu gostava da profissão, mas é tarde demais para me tornar outra coisa?”
Jolie pede vinho tinto e abre sua jaqueta. Pitt, de acordo com ela, “expandiu a minha vida de um modo que eu nunca imaginei. Nós construímos uma família. Eu sustento isso de uma forma muito querida.” Sobre criar seus filhos, ela diz: “Eu suponho que o que aprendi com Brad é ser capaz de ter o tipo de família cuja felicidade e bem-estar vem antes dos próprios pais. Eu sou muito, muito grata por ter uma família tão amorosa, a qual eu não teria sem ele.”
Os gêmeos de três anos e meio, Knox e Vivienne, são os mais novos da ninhada. “Knox é muito homenzinho,” conta Jolie. “Muito físico, durão. Ele adora dinossauros e espadas. Vivienne é o que sua mãe nunca foi: Uma menina feminina. Ela é muito elegante e delicada,” comenta Jolie. “Viv vai pegar flores no jardim para colocá-las em seu cabelo. Ela gosta de fazer as unhas e coleciona bichinhos de pelúcia. É engraçado para mim ter de comprar todas as coisas em cor de rosa e assistir filmes de princesas!”
E é isso, há um escasso momento para a mamãe e o papai, admite Jolie. No entanto, pelo menos seus filhos são a favor: “Se eles vêem a mamãe e o papai precisando de algum momento particular juntos ‘porque eles precisam se beijar e outras coisas’, as crianças ficam risonhas e felizes. Porque isso é algo que lhes dá alguma segurança.” As crianças querem os ver casados? Jolie ri. “Eles tem mecionado isso, sim. Se você levar isso de forma emocional, você pensa ‘Ohh, as crianças não se sentem seguras o suficiente! Mas então você pensa, “Espere um minuto: eles acham que o casamento é uma festa com um bolo de quatro camadas!” Com 36 anos, Jolie já está satisfeita com o número de filhos? “Nada planejado para o momento, mas eu não sei. Eu posso acabar ficando grávida.”
Por razões óbivas – as frequentes viagens e os olhares curiosos – ela e Pitt fazem com que seus filhos estudem em casa. Zahara, 7, começou a fazer hipismo (“Ela encontrou sua vocação”), e Shiloh, 5, tem brandido crendenciais de moleca enquanto corre em bicicletas. “É muito engraçado ver Brad tentando ensinar Shiloh, porque ela não quer ouvir. Ela não quer que o pai sente na parte de trás. Ela não quer aprender sobre os freios. Ela só quer acelerar! Eu gostaria de saber da onde ela tirou tudo isso. É, é a combinação de nós dois,” adicionou Jolie, sorrindo. Com 8 anos, Pax é, talvez, o mais parecido com sua mãe com relação à temperamento. “Ele é extremamente selvagem, mas tem um coração muito bom. Você sabe, como aqueles punks rockers – quando você realmente os conhece eles são apenas como gatinhos. Mas, ao mesmo tempo, ele irá se meter em problemas.”
Jolie não se esqueceu de como sua mãe lidava com o seu comportamento selvagem de quando era criança: “Minha mãe não conseguia gritar com a gente, e ela também não conseguia jurar. Mas ela chorava, e eu iria ouvi-la chorar porque nossos quartos eram um do lado do outro. Se eu saísse a noite toda e não ligasse – eu podia estar fazendo qualquer coisa – eu iria ver em seu rosto que ela não dormiu a noite toda. Ela me amava.” Com a menção de Marcheline Bertrand, que morreu de câncer de ovário com 56 anos de idade em 2007, Jolie abaixou seu olhar. “Eu gostaria que ela estivesse aqui. Eu nunca vou parar de sentir falta dela. Minha mãe nasceu para ser avó, ela teria simplesmente amado isso. Ela conheceu alguns dos meus filhos, e ela foi fantástica. Maddox lembra de tudo sobre ela,” Jolie acredita que sua mãe aguentou firme ao batalhar contra a dor da quimioterapia, ela até estava confiante de que tudo acabaria bem. “Assim que Maddox chegou em casa, eu acho que ela sabia que tudo ia ficar bem.” É Maddox, de 10 anos, que cuida de Jolie agora. “Se estou fazendo algo e fico frustrada, ele segura minha mão e diz ‘Você está cansada? É por isso que você está chateada?’ Ele realmente cuida de mim.
Seu relacionamento com seu pai, o ator Jon Voight, descongelou um pouco, depois de anos de afastamento. “Ele conheceu as crianças. Estamos na vida um do outro, mas nós não, como uma regra, discutimos sobre o passado,” disse ela, referindo-se às décadas de discórdia que se seguiram devido a suposta infidelidade de seu pai, o que levou à separação de seus pais. Jolie toma mais um gole de vinho. “Quando minha mãe morreu, eu tive que ligar e dizer a ele. Eu ia escrever uma carta porque eu não tinha falado com ele nos últimos seis anos, mas eu percebi que tinha de ligar. Nós conversamos por cerca de dois minutos. Eu não estava ligando para saber dele. Eu estava ligando para passar informações. Por isso, foi uma conversa muito rápida.”
Depois de duas horas e meia de conversa, Jolie escolheu um prato de comida indiana e não olhou nenhuma vez para o telefone, um BlackBerry, ou até mesmo para o seu relógio. Seu segurança lembrou-a de que horas eram: Pitt estava voltando para casa e a família tinha um passeio de kart planejado. Rapidamente, ela caminhou até a porta comigo. Eu recebi um par continental de beijos no rosto e um amigável sorriso de despedida. Em seguida, ela foi até o banheiro feminino. Não é de admirar: eu saí do restaurante na sua frente e entrei em um frenesi de paparazzis. Momentos depois, atrás de mim, Jolie deu seus passos para a segurança de seu carro. As nuvens já tinham ido embora e o sol estava brilhando. Dia perfeito para andar de kart.
*Obs: De acordo com o que foi pedido pela fã Bruna Andrade no Ask.fm doAngelina Fan Brasil, resolvi postar esta entrevista. Esta entrevista foi realizada por Chris Connelly para edição do mês de Janeiro de 2012 da revista Marie Claire norte americana. Na galeria do Angelina Fan Brasil você pode ver as scans da revista e da matéria, assim como também o photoshoot feito pelo fotógrafo Alexei Hay para a revista. Esta entrevista foi realizada no dia 21 de Setembro de 2011 no restaurante indiano Rasoi Vineet Bhatia, em Chelsea, na cidade de Londres. Na galeria do Angelina Fan Brasil você pode ver as fotos de Angelina deixando o restaurante exatamente neste dia:
> REVISTAS & SCANS > SCANS DE 2012 > MARIE CLAIRE – JANEIRO 2012 (12x)
> PHOTOSHOOTS (ENSÁIOS FOTOGRÁFICOS) > 2011 > ALEXEI HAY (25x)
> CANDIDS > 2011 > 09 – SETEMBRO > 21/09/11 (20x)

Como o site está praticamente sem novas fotos, decidi adicionar na Galeria do Angelina Fan Brasil algumas novas fotos de Angelina durante sua última missão humanitária. O Flickr oficial da UNHCR disponibilizou hoje novas fotos das viagens de Angelina realizadas em Setembro na Jordânia, Líbano e no Iraque. Como Enviada Especial da UNHCR, ela viajou durante sete dias e visitou todos os países vizinhos da Síria que receberam e continuam recebendo refugiados que fogem do intenso conflito que acontece no país. Durante a viagem, Angelina se encontrou e conversou com refugiados assim como participou de reuniões com autoridades locais. Cerca de 260 mil refugiados sírios já foram registrados desde o início do conflito. Assim, os álbuns foram atualizados com novas fotos. Espero que gostem.
> TRABALHO HUMANITÁRIO > 2012 > 09 – 11/09/12 (60x)
> TRABALHO HUMANITÁRIO > 2012 > 09 – 12/09/12 (10x)
> TRABALHO HUMANITÁRIO > 2012 > 09 – 16/09/12 (6x)
> TRABALHO HUMANITÁRIO > 2012 > 09 – 16/09/12 #2 (18x)

Foram adicionadas na Galeria do Angelina Fan Brasil algumas fotos de Angelina feitas pelo fotógrafo Alexei Hay em uma sessão de fotos (photoshoot) realizada em 2011. Essas novas fotos somente foram adicionadas porque estão em maior resolução e melhor qualidade do que as que já estavam no galeria. Espero que gostem.
> PHOTOSHOOTS (ENSÁIOS FOTOGRÁFICOS) > 2011 > ALEXEI HAY (25x)

Neste final de semana, provavelmente no sábado (22 de Setembro) a mamãe Angelina Jolie foi fotografada enquanto fazia compras com seus filhos – Zahara, Shiloh e Knox – em um supermercado no sul da França.
Ainda durante o final de semana, as crianças Jolie-Pitts (com exceção de Maddox) foram fotografadas enquanto brincavam em um parquinho sob os cuidados de suas babás e seguranças. Você pode ver várias fotos deste dia no site PopSugar.