Jolie estampa capa da revista Vogue México
25 de novembro de 2024
Nesta segunda-feira, dia 25 de Novembro de 2024, a revista Vogue México compartilhou em seu website oficial a capa de sua edição do mês de Dezembro, que traz nossa musa inspiradora – Angelina Jolie.
Além de uma nova entrevista, a revista publicou também um novo ensaio fotográfico exclusivo registrado pelo fotógrafo Dan Martensen. Confira a matéria completa abaixo, traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil:
Por Vogue México
Parte desta breve, mas necessária introdução, é enfatizar um dos lançamentos mais esperados para esta época do ano. Trata-se de “Maria Callas”, o filme dirigido pelo chileno Pablo Larraín que, depois de “Jackie” (2016) e “Spencer” (2021), com esta narrativa visual, cria o encerramento de uma trilogia de mulheres que deixaram sua marca na história e na cultura, bem como sua própria homenagem à ópera. E quem melhor do que ele para conversar com a nossa estrela da capa sobre uma mulher que continua a ser uma figura de certo mistério e fascínio, que na sua humanidade evoca uma magnificência singular que vai além do eco da sua voz?
Pablo Larraín: Sei que a maioria das pessoas pergunta sobre como era sua relação com a ópera antes de fazer o filme, mas quero saber sobre sua relação com a ópera agora que terminamos e durante o processo de filmagem.
Angelina Jolie: “Bem, eu adoro ópera agora. Mas logo depois das filmagens, eu não conseguia ouvir. Não que eu não pudesse, mas percebi que precisava me afastar dela por alguns momentos. Acho que também é porque fiquei muito emocionada e ela, de alguma forma, me fazia voltar a certos lugares. Mas agora eu ouço ópera o tempo todo, ouço mais do que tudo, eu adoro. E… acho que você já me ouviu dizer isso antes, que não é como quando você cresce e tem certos sentimentos sobre certas coisas na vida. Agora sinto que quando quero mergulhar nas partes mais profundas de mim, da vida ou dos meus pensamentos, ouvir ópera é algo que me ajuda a manter os pés no chão. É por isso que ouço, reflito e ela me ajuda a encontrar o meu centro.”
Pablo Larraín: Lembro que uma das coisas mais lindas para mim foi como você trouxe um novo ângulo à personagem e à história. Como você conseguiu isso? Foi algo que você encontrou em entrevistas ou ouvindo a música dela? Foi algo que veio da Maria ou realmente não pertencia à ela?
Angelina Jolie: “Acho que foi algo que vi nela. Sinceramente, auto-piedade não é algo que me comove… mas foi sobre algo que encontrei nela porque não tenho a mesma reação emocional quando vejo um ser humano fazendo o possível para manter a cabeça erguida e seguir em frente. Acho isso muito comovente e acho que ela era esse tipo de pessoa. Eu costumo fazer isso (seguir em frente) e isso é algo que reconheço nela. Assisti entrevistas, as quais vimos muitas vezes, e nelas você vê a maneira como as pessoas diziam aquelas coisas terríveis, fora de tom ou faziam perguntas rudes a ela. Mesmo quando as pessoas faziam essas coisas, você via que ela tinha que controlar os nervos, manter-se firme para não se desestabilizar. Acho que, naquela época, foi algo que ela teve que fazer, mas acho que, como ser humano, também se tornou natural para ela.”
Pablo Larraín: Há uma coisa que me lembro que você disse não só para mim, mas também para outras pessoas sobre suas aulas de canto. Depois de fazê-las você acha que as pessoas deveriam tentar fazer aulas também?
Angelina Jolie: “Podemos começar com você? (risos). Porque houve coisas que eu não pensei ou considerei antes. Como artista, eu fiz algumas. Estudei o método Strasberg, técnicas de respiração entre outras coisas; é como quando você chora e se ouve gemer. Esses sons são as emoções que você expressa. Eu realmente não tinha entendido o quanto retemos as coisas em nosso corpo, o quanto carregamos ao longo da vida e como tudo isso muda e afeta o nosso som e a nossa voz. E não estou falando apenas da parte audível da nossa voz, mas da nossa voz real: a forma como nos comunicamos uns com os outros. E eu percebi desde o início, quando tive que respirar fundo e soltar tudo, e no meio disso, também tive que soltar minha voz de verdade… a qual eu não usava, porque foi onde carreguei a minha dor particular, a minha doçura e muitas coisas que sentia que não possuía, que não me sinto segura em deixar sair, implicava também em possuir algo com o que não queria lidar. Então eu falo para as pessoas: faça aulas de canto, porque se você conseguir se conectar com sua própria voz e som, você pode realmente se conectar com muitas outras coisas, não apenas com dor ou raiva, mas também alegria e prazer. […] Existe algo que ocorre nessas lindas peças musicais, que você não pode cantar a menos que consiga acessar uma certa parte de si mesmo.”
Pablo Larraín: Poucas pessoas sabem disso, mas Maria Callas queria levar a ópera para onde ela realmente pertenceu por mais de 500 anos: para o povo, de volta às massas, longe do sistema teatral que é administrado hoje […] O tempo dirá se conseguiremos isso com este projeto, mas você, sendo uma pessoa conhecida, pode ajudar nisso. Como você sente que sua fama, independentemente do conceito por trás dela, pode ajudar a ópera a ser acessível a outras pessoas?
Angelina Jolie: “Isso para mim seria a realização de um sonho, porque é uma forma de arte que amo e valorizo profundamente… e acho que foi justamente por isso que no início fiquei um pouco hesitante, porque é sobre a Maria, e eu não queria levar algo a mais… às vezes, quando você é uma pessoa pública há muito tempo, as pessoas têm ideias diferentes sobre você, porque já te viram em coisas diferentes. É difícil se perder em um papel e não se distrair de maneira negativa. Eu tinha muita consciência disso porque eu a respeito muito, é claro. Mas eu também sabia que tratava-se de algo que você já havia feito com seus filmes, sei que é algo que você expressa: você ajudou a criá-la (Maria), porque já fez isso em outras obras e com atrizes que realmente puderam se comprometer com o trabalho. É por isso que a obra assume o controle da peça e da história. Não é que você não se importa, mas seu interesse está nas coisas certas. […] Não fui educada com ópera, nem fui educada a entender Puccini ou Verdi, então de certa forma me senti muito intimidada e senti que eu precisava ter essa educação, porque não era sofisticada. Senti que estava além de mim, mas depois descobri o contrário: descobri que está tão profundamente na experiência humana que serve para todos e me sinto grata por Maria querer romper com esses conceitos e levá-los de volta, com o objetivo de que a ópera não seja desfrutada apenas pelas elites, mas que seja aberta e possa se conectar com todos.”
Pablo Larraín: Eu te vi e encontrei uma atriz com muita disciplina para trabalhar no papel, mesmo esse papel sendo muito assustador […], mas isso é algo em comum com Maria, que sem dúvida tinha uma ótima voz, mas trabalhava diariamente com ela […] E acho que é isso é uma coisa que as pessoas não pensam sobre você, em termos do quanto você trabalha duro para realmente fazer a sua parte. E quando você me contou isso, eu lembro que você me disse ser muito trabalhadora e que estava lá para fazer o que tivesse que fazer…
Angelina Jolie: “Significa muito para mim que você tenha percebido isso e que soubesse o quanto eu queria dar tudo de mim e me comprometer com isso. Claro, também vi você trabalhar. Acho que isso também vem com a sua liderança: você atrai pessoas que querem trabalhar duro. Sim, sempre tive orgulho disso […] Acho que uma pessoa criativa sempre quer estar crescendo e eu quero sempre ser desafiada, gosto de sentir isso. Acho que também tem a ver com a relação que tenho comigo mesma e com a sensação de que não estou melhorando. Então, se estou trabalhando, quer dizer que estou fazendo algo que não é fácil, algo que não entendo muito. Sempre me coloco em situações em que não sou a pessoa mais inteligente da sala, ou não entendo tudo o que está acontecendo, mas sei que muita criatividade e crescimento humano vêm de estar completamente desconfortável, mas trabalhando pesado. Então, acho que é onde me sinto feliz… E também posso ser culpada por não saber relaxar (risos). Nem sempre posso tirar férias. Acho que não sou muito diferente da Maria, apesar de sermos pessoas completamente distintas, não somos tão diferentes assim. Lembro que trabalhei desde os 14 anos para ajudar minha mãe a pagar as contas… Não me lembro de ter deixado de trabalhar ou de fazer alguma coisa.”
Pablo Larraín: Lembro de uma coisa que te contei quando fui ao oftalmologista, sobre como fiquei surpreso com o quanto ele sabia sobre Maria Callas. Descobri que era fã dela e ele me contou que Maria tinha um problema nos olhos que a fazia enxergar muito pouco, não mais que cinco centímetros de distância e por isso ela não via elementos como o maestro ou o diretor da orquestra, mas é muito interessante, porque ela não usava óculos em público, a não ser nos últimos anos de sua vida. Como você abordou esse lado de Maria?
Angelina Jolie: “Bom, uma coisa que poucos sabem sobre mim é que também fui míope, por isso usava óculos quando era jovem e depois fiz uma cirurgia a laser. Não foi por vaidade, apenas não queria usar óculos […]. No palco, provavelmente teria dificuldade em ver a pessoa do outro lado ou em ler coisas. Por isso eu tenho essa leve compreensão de como (Maria Callas) se sentiu; Acho que isso te coloca em um lugar onde você fica um pouco mais isolada. Você não tem certeza da expressão da pessoa do outro lado da sala, não tem certeza do mundo ao seu redor da mesma forma que alguém que pode ver perfeitamente. E acho que isso a tornou mais isolada, mais reservada, mais incompreendida, e acho que também, obviamente, mais vulnerável. Também fiquei triste por ela, pensar em quando ela era pequena e foi mandada para um conservatório e sua mãe colocou tanta pressão nela; percebi que ela tinha que ser incrível, não importa o que acontecesse. Ela tinha que se tornar uma cantora de ópera, pois não tinha outra escolha… isso me fez respeitá-la ainda mais.”
Pablo Larraín: Eu sei que tenho cabelo curto e barba (risos), mas vamos fazer um exercício de imaginação. Por favor, imagine que eu me levanto da cadeira, saio, Maria Callas entra e senta no meu lugar. O que você teria dito se tivesse alguns momentos com ela?
Angelina Jolie: “Acho que diria a ela que realmente gosto dela como pessoa e que me importo. Depois, com certeza eu diria que sairíamos a noite toda e que seríamos apenas duas garotas se divertindo, relaxando e não levando tudo tão a sério. Sim, acho que teríamos nos dado bem…”
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• Fonte: Vogue México
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No final da tarde deste domingo, dia 24 de Novembro de 2024, nossa musa inspiradora – Angelina Jolie – marcou presença no Festival de Cinema de Turim, na Itália, onde participou de uma Photocall Promocional, de uma Coletiva de Imprensa e de uma Exibição Especial de seu mais novo filme, “Without Blood”.
A diretora estava na companhia do escritor Alessandro Baricco, cujo livro de mesmo nome, baseou o filme que conta uma história sobre guerra, vingança, memória e cura.
Durante o Festival, Jolie ainda foi homenageada com o prêmio Stella dela Molle.
O filme é o quinto projeto de direção de Jolie, depois de lançar “Na Terra de Amor e Ódio” em 2011, “Invencível” em 2014, “À Beira Mar” em 2015 e “Primeiro Mataram Meu Pai” em 2017.
Até o momento, “Without Blood” não tem data de lançamento prevista no Brasil.
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Nesta quinta-feira, dia 21 de Novembro de 2024, a revista Variety anunciou através de seu website oficial que novos atores foram escalados para o elenco de “Stitches” (Couture) – o mais recente projeto a ser estrelado por Angelina Jolie.
Ella Rumpf, Louis Garrel, Anyier Anei, Garance Marillier e Finnegan Oldfield co-estrelarão o primeiro trabalho de direção em língua inglesa de Alice Winocour.
“Stiches” irá acompanhar uma cineasta americana chamada Maxine (Jolie) “que chega a Paris para a Fashion Week em uma jornada de vida ou morte, enfrentando desafios e autodescoberta”, conforme breve sinopse já disponibilizada.
Ainda segundo a revista, as gravações do longa já estão em andamento na cidade de Paris, na França.
A equipe de produção inclui o diretor de fotografia Andre Chemetoff, a figurinista Pascaline Chavanne e o designer de produção Florian Sanson.
O filme está sendo produzido pela CG Cinéma em parceria com a Closer Media, e traz Bob Xu como produtor executivo.
“Stiches” ainda não tem data de lançamento prevista.
• Fonte: Variety
Na manhã desta quinta-feira, dia 21 de Novembro de 2024, foi ao ar uma entrevista exclusiva concedida por nossa musa inspiradora – Angelina Jolie – ao programa de televisão norte americano, Good Morning America (GMA).
Conversando com o apresentador Michael Strahan, a vencedora do Oscar falou sobre seu mais novo filme, “Maria”, através do qual interpreta o papel principal da icônica cantora de ópera Maria Callas, para quem cantar significava tudo. Inclusive, no trailer do longa, Jolie diz: “Não existe vida longe dos palcos”.
Entretanto, a atriz confessa que a maternidade é o foco principal de sua vida, assim como cantar era para Callas.
“Ser mãe é a minha felicidade. Você pode tirar todo o resto de mim. Nada além disso importa,” disse ela a Strahan.
Jolie é mãe de seis filhos: Maddox, Pax e Knox, e as filhas Zahara, Shiloh e Vivienne.
Os filhos de Jolie, Maddox e Pax, trabalharam com ela em “Maria”, o que Jolie disse ter sido uma experiência “incrível”.
Mas, apesar de sua vida sob os holofotes, Jolie disse que seus filhos não têm vontade de seguir seus passos na atuação.
“Nenhum dos meus filhos quer estar na frente das câmeras no momento”, disse Jolie.
“Eles são bem reservados. Shiloh é extremamente reservada. Eles não nasceram com privacidade, certo? Então espero que eles possam ter isso enquanto crescem,” ela acrescentou.
Para o papel principal em “Maria”, Jolie contou ter aprendido a cantar ópera para encarnar a trágica primadonna e seus últimos dias vivendo em Paris enquanto lutava para retornar à carreira.
“Todos os meus filhos sofreram quando eu comecei a cantar ópera em casa antes mesmo de eu ficar um pouquinho boa, o que foi um pesadelo”, lembra Jolie.
Jolie disse que ela e Callas poderiam até ter sido amigas, caso seus caminhos tivessem se cruzado na vida real. Callas morreu em 16 de Setembro de 1977, após um ataque cardíaco.
“Há coisas óbvias em nossas vidas que as pessoas veriam que temos em comum. Mas eu acho que o que mais temos em comum é o quão exigente ela é consigo mesma com seu trabalho. Às vezes vista como uma pessoa forte, mas na verdade muito vulnerável e humana. Algo que certamente sou…”, disse Jolie.
“Eu acho que provavelmente seriamos amigas. Ela provavelmente iria me odiar no começo, mas depois acho que seriamos amigas.”
“Maria Callas” estreia nos cinemas estadunidenses no dia 27 de Novembro e na Netflix dos Estados Unidos no dia 11 de Dezembro. No Brasil, o filme tem data de estreia prevista para o dia 13 de Fevereiro de 2025 exclusivamente nos cinemas.
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• Fonte: Good Morning America
Vídeo:
• Entrevistas & Capturas » 2024 » Good Morning America (75x)
A revista Entertainment Weekly teve acesso a uma prévia exclusiva do novo drama sobre Maria Callas e conversou com o diretor do longa, Pablo Larraín. Na entrevista, ele relembrou o momento em que o trabalho de Angelina Jolie o levou ao limite emocional. Confira a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil!
Por Joey Nolfi
O mais novo drama biográfico estrelado por Angelina Jolie sobre os momentos finais da trágica vida da cantora de ópera Maria Callas, não é uma história de terror no sentido tradicional.
Ainda assim, a performance da protagonista de Maria e a estrutura lindamente pouco ortodoxa do diretor Pablo Larraín, evocam uma impressão assustadora que traz fantasmas do passado da cantora para a luz.
Agora, no projeto final de sua trilogia de filmes que reformulam a vida de mulheres famosas (Jackie Kennedy em “Jackie”, de 2016, e a Princesa Diana em “Spencer”, de 2021), é evidente que é preciso muito para surpreender Larraín nos dias de hoje.
Mas, depois de ler atentamente 10 biografias sobre Callas, todas as quais abordavam muitas das mesmas notas em torno do declínio de sua carreira e do ataque cardíaco que acabou com sua vida em Paris, em 1977, Larraín ficou impressionado não com o que absorveu das páginas, mas com o que sentiu nas entrelinhas das camadas da vida dela, que outros ainda não haviam mostrado.
Ele então construiu um filme inquisitivo em torno da queda deste ícone, cujo trabalho definiu um momento musical e cuja voz sobrenatural lhe rendeu o título de “La Divina”, uma vez que seu talento simplesmente não podia ser explicado (ou contido) no reino terrestre.
“Maria” pinta um retrato impressionista de seu tema e se inclina para o que Larraín chama de “muitas contradições” em documentos de sua vida. Em vez de se preocupar com detalhes em preto e branco, o cineasta diz que criou seu filme “com ficção, amor e cuidado” para fazer o público sentir aquela difícil situação de vida por meio de fantasia dramatizada, em vez de entediá-los com uma educação de livro didático.
A história traça um caminho para dar, à reclusa vida no final de sua carreira, uma voz que ela achava ter perdido novamente — mesmo que não fosse a voz que seus fãs amavam.
Por exemplo, os elementos mais excêntricos do filme incluem o ator Kodi Smit-McPhee estrelando como uma espécie de personificação humana do medicamento escolhido por Callas, com a dupla passeando por Paris e conduzindo uma entrevista de televisão simulada.
Trechos de tragédias operísticas que Callas apresentou no palco aparecem na tela, entre outros momentos dramáticos, enquanto as visitas aos restaurantes locais e os encontros casuais com outras figuras famosas são deixados ambíguos o suficiente para levar os espectadores a questionar a realidade.
É esse tipo de elemento que separa “Maria” dos filmes biográficos tradicionais — e a atuação central de Jolie une tudo isso com uma emoção crua e proeza vocal real em uma cena-chave perto do final do filme, que abalou Larraín profundamente.
Ele elogia Jolie, uma figura importante da indústria cinematográfica e vencedora do Oscar, por sua “longa e exigente” concentração em conduzir a personagem em seus últimos dias em uma “montanha-russa de alegria e tristeza”.
Larraín aponta dois momentos específicos que superaram até mesmo suas expectativas para este papel tão difícil. Um deles é uma cena em que Jolie nem aparece na tela.
A atriz foi ao set para assistir o diretor e seus outros atores recriarem um momento da infância de Callas, em que ela e sua irmã cantavam para um oficial nazista. Mesmo fora das câmeras, Jolie parecia “possuída” pelo espírito da mulher que ela interpretava.
“Angelina estava lá [durante as filmagens]. Nós dois estávamos fora das câmeras, mas foi muito emocionante. Acho que isso determinou muito do que fizemos depois”, disse Larraín relembrando a cena.
Ele acredita que a compulsão de Jolie em conduzir os sentimentos da personagem daquela maneira “transformou completamente o processo” de fazer o filme.
Isso também permitiu que Jolie canalizasse toda a essência de Callas em uma cena titânica perto da conclusão de “Maria”, que envolveu muita cantoria por parte da estrela.
“Gravamos essa cena no último dia de filmagem. Deixamos para o finalzinho. Tínhamos de seis a oito horas para gravá-la. Eu operava a câmera, então eu sempre estava perto dela. Angelina teve que cantar em voz alta, com todo seu poder e humanidade. Ao fazer isso, pedi que ela sentisse a emoção e percebesse o quanto estava quebrada naquele momento de alegria,” lembrou ele.
Larraín admite que “essa mistura de exigências e emoções foi algo muito difícil de fazer” e que ele “não conseguia acreditar o quão bonito era ver o que estava acontecendo diante das câmeras”.
“Eu fiquei em choque. Fiquei emocionado até chegar às lágrimas, quando eu vi ela se entregando ao ponto de achar que a cena encerra o filme de uma forma operística; a cena se transformou em um belo retrato da vida de Maria, com alguém que desempenhou um ato operístico durante a performance,” disse ele.
Pelo que parece, a dor não cantada de Callas pode ter sido transferida para Jolie durante a cena.
Entre as interpretações das óperas, como Anna Bolena e outras, “Maria” exibe o reverente ato final de La Divina mais como um novo começo do que um fim definitivo, um chamado espiritual e uma chance para sua nova voz continuar viva — com um empurrãozinho de Larraín e com a ajuda de Jolie trazendo-a de volta à Terra.
“Maria” estreia nos cinemas estadunidenses no dia 27 de Novembro e na Netflix dos Estados Unidos no dia 11 de Dezembro. No Brasil, o filme tem data de estreia prevista para o dia 13 de Fevereiro de 2025.
Além da entrevista, a revista também disponibilizou novas imagens oficiais do longa. As fotos já foram adicionadas em nossa Galeria. Clique em qualquer uma das miniaturas abaixo para ter acesso ao álbum.
• Fonte: Entertainment Weekly
• Filmes » Atriz » 2024 – Maria Callas » Imagens Oficiais (19x)
Após sua aclamada interpretação como a lendária cantora de ópera Maria Callas em “Maria”, de Pablo Larraín, Angelina Jolie retornará a Paris para estrelar o primeiro trabalho de direção em língua inglesa de Alice Winocour.
O filme, intitulado “Stitches”, irá se passar no mundo da alta costura em Paris. Jolie irá estrelar o filme interpretando uma cineasta e será uma das três mulheres cujas vidas irão colidir durante a semana de moda (fashion week).
As filmagens devem começar no início do próximo ano com a produção da CG Cinema, sediada em Paris, em parceria com a Closer Media.
“Stitches” também irá reunir a diretora com a poderosa produtora e distribuidora francesa Pathé Films, após seu bem recebido filme “Paris Memories”, que estreou mundialmente na quinzena dos diretores de Cannes e rendeu à sua estrela, Virginie Efira, um prêmio Cesar (o equivalente francês ao Oscar) por sua atuação como uma sobrevivente de um ataque terrorista brutal.
A Pathé Films distribuirá “Stitches” na França. O UTA Independent Film Group estruturou o financiamento do filme e irá representar os direitos globais e norte-americanos. Já a Hanway Films será a responsável pelas vendas internacionais.
O filme será filmado em francês e inglês, assim como o filme anterior de Winocour, “Proxima”. Este último estrelou Eva Green como uma astronauta se preparando para a temporada de um ano na Estação Espacial Internacional, lidando com a culpa de deixar sua filha pequena e navegar em um ambiente dominado por homens.
Green foi indicada ao Cesar Award por este papel e o filme ganhou o prêmio de plataforma em Toronto, bem como o prêmio do júri em San Sebastian.
Jolie esteve em Paris pela última vez para as filmagens de “Maria”, que re-imagina a icônica cantora de ópera grega durante seus últimos dias durante a década de 1970. O longa estreou no Festival de Cinema de Veneza e foi celebrado com uma ovação em pé de oito minutos.
O papel de Callas colocou Jolie na disputa de melhor atriz pela primeira vez em 15 anos. Ela foi indicada pela última vez em 2009 por seu trabalho no filme “A Troca”, dirigido por Clint Eastwood. E ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2000 por “Garota, Interrompida”.
Jolie também está confirmada para estrelar o filme “Maude vs Maude” ao lado da atriz Halle Berry. O projeto já está em pré-produção, mas ainda não há previsão para o início das filmagens ou data de lançamento.
• Fonte: Variety
Ao longo dos últimos meses, foi anunciado que nossa musa inspiradora – Angelina Jolie – será homenageada com diversos prêmios em festivais de cinema que acontecerão futuramente.
O primeiro trata-se do “Performer Tribute” o qual será entregue pelo Gotham Film & Media Institute durante a 34ª edição do The Gotham Awards, que acontecerá na segunda-feira, dia 2 de Dezembro de 2024, no Cipriani Wall Street, em Nova York.
O prêmio homenageará a interpretação de Jolie da lendária cantora de ópera, Maria Callas, no filme “Maria”. Em um comunicado oficial, o diretor executivo do The Gotham, Jeffrey Sharp, se manifestou dizendo:
“Como a figura lendária que ela retrata, Angelina Jolie transcende a mera performance para criar algo extraordinário. Sua interpretação captura tanto a complexidade de Maria Callas como artista quanto a ressonância cultural que a define como um ícone. Estamos entusiasmados em celebrar uma das performances que realmente definiram a carreira de Jolie na parte final da magnífica trilogia de Pablo Larrain.”
Em seguida, no dia 03 de Janeiro de 2025, Jolie será homenageada com o prêmio “Desert Palm Achievement Award” durante o Festival Internacional de Cinema de Palm Springs, que acontecerá no Palm Springs Convention Center na cidade de Palm Springs, na Califórnia. Em um comunicado, o presidente do festival, Nachhattar Singh Chandi, disse:
“Maria apresenta a icônica Angelina Jolie no papel de sua vida, ao encarnar Maria Callas, a lenda da ópera de renome mundial. O extraordinário retrato de Jolie captura o coração e a complexidade de uma artista cuja vida foi tão cativante quanto a sua música.”
Por fim (até o momento) Angelina receberá o prêmio “Maltin Modern Master Award” durante o Festival Internacional de Cinema de Santa Bárbara, que acontecerá às 20h00 do dia 05 de Fevereiro de 2025, no Arlington Theatre, em Santa Bárbara, também na Califórnia.
A atriz comparecerá à cerimônia e participará de uma retrospectiva de perguntas e respostas moderada por Maltin – o crítico de longa data e participante do festival que teve o prêmio renomeado em sua homenagem no ano de 2015. Em um comunicado oficial, Maltin disse:
“Angelina Jolie faz escolhas ousadas, tanto como atriz quanto como diretora. Ela estabelece padrões altos em ambos os ramos e sempre cumpre. Estou ansioso para rever sua carreira com ela em Santa Barbara.”
A presença de Jolie está praticamente confirmada em todos os eventos. Acompanhe nossas redes sociais e não perca nenhuma novidade!
• Fonte: The Gotham | Variety | Deadline
Na noite deste domingo, dia 17 de Novembro de 2024, nossa musa inspiradora – Angelina Jolie – compareceu à 15ª edição dos Governor’s Awards que aconteceu no Dolby Theatre em Los Angeles, Estados Unidos.
A atriz de 49 anos, que estava na companhia do filho mais novo, Knox Jolie-Pitt, optou em usar um longo vestido vintage bege com detalhes dourados.
Ela finalizou o visual com um grande par de brincos em ouro amarelo e branco cravejados com diamantes e um colar também em ouro branco e amarelo com esmeraldas, diamantes, rubis e safiras ambos da marca Buccellati.
Como de costume, o look eleito pela atriz não passou despercebido. Amiga de longa data de inúmeras casas de moda, Jolie dispensou as etiquetas de luxo para este evento.
A bordo de um vestido longo de renda e alças finas, a estrela de cinema levantou a bandeira da moda vintage. A peça em questão foi um achado de Angelina no “The Kit Vintage”, boutique de segunda mão, localizada em Los Angeles e referência em artigos de luxo e moda noiva.
No Instagram, o brechó celebrou o momento da atriz no tapete vermelho:
“É um momento especial para nós, esta noite, ver Angelina Jolie no Governors Awards – de braços dados com seu filho, Knox Jolie-Pitt. Ela está usando um vestido vintage sem etiqueta adquirido na TKV. O que torna este momento mais significativo para nós é sabermos que ela é uma verdadeira amante, fã e apoiadora do vintage. Cada vez que Angelina faz compras conosco, ela vem sozinha. Ela está muito presente, engajada e escolhe cada peça. Nunca houve um stylist com ela para segurar sua mão ou um FaceTime para uma amiga. Ela está cercando-se de vintage, inspirada pelo o que quer vestir. Esta é uma das muitas peças vintage da TKV que ela adquiriu”.
Vale lembrar que Angelina é uma importante porta-voz da sustentabilidade na moda. Em meados do ano passado, ela lançou sua marca, a Atelier Jolie, para iniciar conversas sobre a exploração da força de trabalho, a poluição e o desperdício no mercado.
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