Revistas & Scans

Angelina está “aberta” a uma carreira na política, diz revista

4 de novembro de 2014

Angelina Jolie está “aberta” a fazer carreira na política, na diplomacia ou no serviço público, disse a premiada atriz à revista Vanity Fair.

A atriz, que conquistou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu papel em “Garota, Interrompida”, já vem se dedicando à direção. Seu mais recente filme por trás das câmeras, “Invencível”, sobre o corredor olímpico, piloto da Segunda Guerra Mundial e prisioneiro de guerra, Louis Zamperini. O filme tem data de estreia prevista para o dia 25 de dezembro nos Estados unidos.

A esposa do ator Brad Pitt e Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (UNHCR) declarou que seu trabalho humanitário a tornou consciente do fato de que a política tem que ser cogitada como opção. À revista, em um trecho da entrevista publicado na internet nesta terça-feira, Angelina falou:

“Porque se você realmente quer fazer uma mudança extrema, existe uma responsabilidade. Mas honestamente eu não sei em qual papel eu seria mais útil – sei bem como ganho a vida, e isso (poderia) tornar a coisa menos possível.”

Indagada se consegue se ver na política, na diplomacia ou no serviço público, ela respondeu:

“Estou aberta.”

Quando a conversa enveredou para seu filme, Angelina, de 39 anos, rompeu em lágrimas ao contar à revista sobre sua amizade com Zamperini. Ela exibiu uma primeira versão da produção ao ex-atleta e herói de guerra antes de sua morte em julho, anos 97 anos de idade, depois de 40 dias acamado com uma pneumonia.

“Foi uma experiência extremamente comovente, observar alguém observando sua própria vida”.

A atriz também revelou seus sentimentos a respeito do casamento depois de seu matrimônio repentino com Pitt em agosto:

“A sensação realmente é diferente. É uma sensação boa.”

A entrevista estará disponível na íntegra a partir do dia 11 de novembro, quando a revista chegará às bancas dos Estados Unidos.

Fonte: Extra

Photoshoots/ Revistas & Scans

Angelina é capa da edição de dezembro da revista Vanity Fair

4 de novembro de 2014

Angelina Jolie foi escolhida pela Vanity Fair para estampar a edição de dezembro da revista americana. Fotografada pelo peruano Mario Testino, a atriz falou sobre o casamento com Brad Pitt, que aconteceu em agosto.

“Me sinto diferente. É uma boa sensação sermos marido e mulher”.

“Nossos filhos não achavam que nós nunca fossemos brigar, mas nos fizeram prometer dizer ‘desculpe’, se o fizéssemos. Então eles disseram ‘Vocês aceitam’? E nós dissemos que sim”.

Essas são algumas das frases ditas pela atriz com exclusividade à Vanity Fair. A edição digital da revista estará disponível para assinantes a partir do dia 6 de Novembro. Já as edições físicas da revista chegarão às bancas a partir do dia 11 deste mês.


Fotos:
• REVISTAS & SCANS > SCANS DE 2014 > VANITY FAIR – DEZEMBRO DE 2014 (11x)
• PHOTOSHOOTS (ENSAIOS FOTOGRÁFICOS) > 2014 > MARIO TESTINO (9x)

Brad Pitt/ By The Sea/ Diretora/ Filmes/ Malta/ News

Angelina e Brad em mais um dia de filmagens de “By the Sea”

3 de novembro de 2014

Nesta segunda-feira, dia 03 de novembro, Angelina Jolie e Brad Pitt foram mais uma vez fotografados enquanto participavam das filmagens de “By the Sea” em Malta.

O filme será a primeira colaboração do casal depois de “Sr. & Sra. Smith” em 2005. O filme, que será estrelado tanto por Brad como Jolie, foi escrito pela atriz e será também dirigido por ela.

“By the Sea” irá se passar na França, durante os anos 1970. Jolie interpretará Vanessa, uma ex-dançarina, e Pitt interpretará Roland, um escritor americano. Enquanto eles viajam pelo país juntos, os dois acabam se distanciando. No entanto, quando o casal se hospeda em uma tranquila cidade costeira, Vanessa e Roland passam a conhecer outros habitantes do local. Conforme conversam com as outras pessoas, os dois são levados por suas histórias, mudando a forma como um vê o outro. Em um comunicado ao site, Jolie disse:

“Eu escolhi a década de 70, não só porque foi uma época colorida e atraente, mas porque também ainda não existiam tantas distrações da vida contemporânea, possibilitando com que, assim, o foco recaia, diretamente, sobre as emoções e sobre as experiências dos personagens durante a filme.”

O filme, que será lançado pelos Estúdios da Universal Pictures, ainda não possui data de lançamento definida.

Pitt estará também produzindo o longa, ao lado de outros grandes profissionais como a editora Patricia Rommel (“A Vida dos Outros”); o designer de produção Jon Hutman (“Invencível”); a figurinista Ellen Mirojnick (“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”) e o diretor de fotografia Christian Berger (“A Fita Branca”). Os produtores executivos são Chris Brigham (“A Origem”), Holly Goline (“Invencível”) e Michael Vieira (“Invencível”).

“By the Sea”, que contará também com a participação dos atores Niels Arestrup e Mélanie Laurent, começou a ser gravado em Malta no dia 08 de Setembro e continuará a ser rodado até meados de Novembro.

Fotos:
• FILMES > 2015 – BY THE SEA > SETS DE FILMAGENS – 03 DE NOVEMBRO (5x)

Diretora/ Filmes/ News/ Unbroken

#Eu Sou Invencível

3 de novembro de 2014

O site americano oficial do filme “Invencível” (Unbroken) está oferecendo uma oportunidade única das pessoas contarem suas histórias. As pessoas que também são invencíveis como Louis Zamperini e tantos outros heróis, podem compartilhar suas histórias através do site para concorrer à oportunidade de aparecerem em um documentário. O vídeo será feito por uma equipe de profissionais e será exibido no site oficial do filme assim como também no canal televisivo americano “The Today Show”.

Para se inscrever, as pessoas precisam informar o nome, e-mail, número de telefone e CEP, podendo, ainda, utilizar mídias opcionais como links, fotos, vídeos, sites e mensagens para ajudar a contar a história de vida que mostre o espírito invencível. Antes de enviar, as pessoas podem, também, fazer o download de um kit de ferramentas de materiais que pode ajudar na hora de escrever o texto. Texto este, no entanto, que precisa ser escrito em inglês. Demais informações podem ser visualizadas acessando o site oficial do filme. #IAmUnbroken

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“Invencível” é baseado no livro “Unbroken: A World War II Story of Survival, Resilience, and Redemption” escrito por Laura Hillenbrand. Desde a sua publicação em 2010, “Unbroken” esteve por mais de 145 semanas na lista de best-sellers do ‘The New York times’, sendo 14 deles na primeira posição, e vendeu quase 3,5 milhões de cópias em todo o mundo. O livro foi eleito o Melhor Livro de Não-Ficção do ano pela revista ‘Time’ e ganhou o prêmio de livro não-ficção do ano do ‘Los Angeles Times’.

Com estreia prevista para o dia 25 de Dezembro nos Estados Unidos, o filme contará a história de vida de Louis Zamperini – corredor olímpico e oficial da aeronáutica americana que sofreu um acidente aéreo durante a Segunda Guerra Mundial, e que sobreviveu durante 47 dias em um bote salva vidas no Oceano Pacífico e que posteriormente, virou prisioneiro de guerra no Japão.

No Brasil, o filme tem data de estreia prevista para o dia 15 de janeiro de 2015.

Brad Pitt/ By The Sea/ Diretora/ Filmes/ Malta/ News/ Vídeo

Angelina Jolie & Brad Pitt juntos nos sets de “By the Sea”

30 de outubro de 2014

Na manhã desta quarta-feira, dia 29 de outubro, Angelina Jolie e Brad Pitt foram fotografados enquanto participavam das gravações do filme “By the Sea” em Malta.

O filme será a primeira colaboração do casal depois de “Sr. & Sra. Smith” em 2005. O filme, que será estrelado tanto por Brad como Jolie, foi escrito pela atriz e será também dirigido por ela.

“By the Sea” irá se passar na França, durante os anos 1970. Jolie interpretará Vanessa, uma ex-dançarina, e Pitt interpretará Roland, um escritor americano. Enquanto eles viajam pelo país juntos, os dois acabam se distanciando. No entanto, quando o casal se hospeda em uma tranquila cidade costeira, Vanessa e Roland passam a conhecer outros habitantes do local. Conforme conversam com as outras pessoas, os dois são levados por suas histórias, mudando a forma como um vê o outro. Em um comunicado ao site, Jolie disse:

“Eu escolhi a década de 70, não só porque foi uma época colorida e atraente, mas porque também ainda não existiam tantas distrações da vida contemporânea, possibilitando com que, assim, o foco recaia, diretamente, sobre as emoções e sobre as experiências dos personagens durante a filme.”

O filme, que será lançado pelos Estúdios da Universal Pictures, ainda não possui data de lançamento definida.

Pitt estará também produzindo o longa, ao lado de outros grandes profissionais como a editora Patricia Rommel (“A Vida dos Outros”); o designer de produção Jon Hutman (“Invencível”); a figurinista Ellen Mirojnick (“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”) e o diretor de fotografia Christian Berger (“A Fita Branca”). Os produtores executivos são Chris Brigham (“A Origem”), Holly Goline (“Invencível”) e Michael Vieira (“Invencível”).

“By the Sea”, que contará também com a participação dos atores Niels Arestrup e Mélanie Laurent, começou a ser gravado em Malta no dia 08 de Setembro e continuará a ser rodado até meados de Novembro.

As fotos e o vídeo foram retirados do site Daily Mail.

Fotos:
• FILMES > 2015 – BY THE SEA > SETS DE FILMAGENS – 29 DE OUTUBRO (25x)

Filmes/ News/ Unbroken

Coldplay anuncia música como tema oficial “Unbroken”

29 de outubro de 2014

Mesmo com o sucesso comercial e crítico de seu último álbum, “Ghost Stories”, lançado no primeiro semestre, a banda Coldplay segue em profunda divulgação. Lembrando que já tivemos extraídos do material, os singles “Midnight”, “Magic”, “A Sky Full of Stars”, “True Love” e, mais recentemente, anunciaram “Ink”, como quinto single do álbum. Porém, as coisas estão longe de se resumirem a isso.

Chris Martin & Cia anunciaram nesta terça-feira, dia 28 de outubro, através do Twitter oficial da banda, que será deles a música tema e oficial de “Invencível” (“Unbroken”), filme dirigido por Angelina Jolie e roteirizado pelos irmãos Coen (vencedores do Oscar por “Onde os Fracos Não Têm Vez”), cotado como um dos favoritos na corrida ao Oscar 2015. A faixa intitulada “Miracles” tem lançamento previsto para o próximo mês, mas ainda sem data definida.

“Finalizamos ‘Miracles’, uma nova e bela canção para o épico ‘Unbroken’, dirigido por Angelina Jolie”

“Invencível” (“Unbroken”) é um drama épico, e o segundo filme dirigido por Angelina Jolie. Foi baseado no best seller de 2010, “Unbroken: A World War II Story of Survival, Resilience, and Redemption”, escrito por Laura Hillenbrand, que conta a história real de Louis Zamperini (1917 – 2014), atleta olímpico norte-americano de corrida em distância, que sofre um acidente de avião durante a Segunda Guerra Mundial, caindo no mar e ficando à deriva durante 47 dias, porém, quando consegue achar terra firme, é capturado pelo exército japonês, onde passa por uma série de torturas físicas e psicológicas, às quais tem que sobreviver até encontrar uma saída daquele campo de concentração. Confiram o excelente e eletrizante trailer abaixo:

O filme tem lançamento marcado para o dia 25 de dezembro nos EUA. Aqui no Brasil, seu lançamento será em 15 de janeiro.

Fonte: Portal It Pop

Entrevistas/ Joias/ Moda/ News/ Revistas & Scans

Angelina Jolie: Uma infinidade de facetas

29 de outubro de 2014

Angelina Jolie tem uma vida invejável: seis filhos, um marido mundialmente famoso, dois Oscars, uma próspera carreira na atuação e direção e um papel humanitário de Enviada Especial da UNHCR. Na indústria da moda, Jolie é considerada um ícone. Ela já foi o rosto de marcas famosas como a St. John, Shiseido e Louis Vuitton. No entanto, não é apenas seu famoso rosto que faz ela parecer bem em tudo o que faz. Ela tem uma atitude engenhosa com relação à moda que lhe permite usar seus looks de uma forma sutil e marcante ao mesmo tempo. Do Atelier Versace (utilizado por ela na cerimônia do Oscar em 2012, com uma generosa fenda lateral) até o sapato dourado Louboutin (utilizado por ela durante a divulgação de “Malévola”), Jolie transforma tudo em notícia. Mais recentemente, durante a Cúpula Internacional Contra a Violência Sexual que aconteceu em Londres, ela era a serenidade em pessoa quando apareceu usando um simples coque no cabelo, roupas brancas e brincos de pérola.

Um fato pouco conhecido é que Jolie também tem um talento especial como designer de jóias. Ela e Brad Pitt projetaram uma linha de jóias inspirada em serpentes em parceria com a marca Asprey em 2009. Já em 2011, ela lançou sua própria coleção de jóias chamada “Style of Jolie” ao lado do famoso joalheiro Robert Procop. Um colar de ouro amarelo 18k com 44 esmeraldas e uma pulseira de quartzo branco são duas das deslumbrantes peças da coleção.

Qual foi a motivação e a finalidade de trabalhar ao lado de Robert Procop?

Além de apreciar a satisfação artística de projetar jóias, nós fomos inspirados pelo fato de que o nosso trabalho também estava ajudando crianças carentes. As jóias foram projetadas para serem leiloadas com a finalidade de se construir escolas para meninas em áreas empobrecidas através da parceira com a “Education Partnerships for Children of Conflicts”. Em meu trabalho com Robert, nós procuramos utilizar algumas características específicas, como pedras de cores vivas e lapidações especiais. A partir daí, tudo se encaixou. Ao tornar as pedras preciosas o foco do nosso projeto, nós descobrimos que a simplicidade de cada peça se tornou atemporal. Eu queria algo que passasse uma mensagem histórica e passei um bom tempo estudando como uma peça é feita e, juntos, nós projetamos as formas. O modelo do negócio é bem simples: Nós dois projetamos as jóias juntos. Eu uso as peças [como por exemplo, o brinco de diamantes utilizados na cerimônia do Oscar deste ano] e depois elas são vendidas.

Que tipo de pedras vocês usaram?

Cada peça da linha “Style of Jolie” possui pedras preciosas e semi-preciosas que vão desde o quartzo branco e do citrino até esmeraldas e diamantes.

Os designers enviam a você, roupas que, segundo eles, você poderia usar. Como você decide o que vai vestir?

Bem, com relação à moda, eu acho que a coisa mais importante é você mesma escolher e não dar ouvidos para o que dizem sobre o que é novo ou sobre o que é legal. Assim, eu cometo erros, mas estou sempre me sentindo eu mesma quando saio pela porta de casa. Isso é muito importante. Por exemplo, eu tive pessoas extraordinárias trabalhando comigo em “Malévola”. No entanto, nós estávamos tendo dificuldade para escolher meu figurino e acabamos procurando online. Encontramos e escolhemos três especialistas que trabalhavam com couro e trouxemos eles. Achamos que era aquilo que a Malévola precisava e eles fizeram um trabalho extraordinário.

Fale sobre a linha de jóias que você projetou ao lado de Brad para a marca Asprey.

Foi uma edição limitada de jóias em ouro e prata inspirada em serpentes, que incluía uma colher para bebês, anéis de brilhantes, brincos, pingentes, pulseiras e acessórios infantis, como caixinha para os dentes e xícara para ovos quentes. Todo o rendimento líquido foi revertido à “Education Partnership for Children of Conflict”, que cuida de crianças que precisam de um lar seguro para aprender, curar, construir um futuro melhor e para, simplesmente, serem crianças. A educação dessas crianças normalmente é esquecida. Milhares destas crianças e adolescentes não estão na escola.

E por que você escolheu a serpente?

A linha foi inspirada em um anel com formato de serpente que eu ganhei quando estava grávida da Shiloh em 2006. Eu considero a serpente como uma espécie de talismã protetor da minha família desde então.

Brad foi visto utilizando um bonito conjunto de abotoaduras de diamantes em ouro amarelo. Um presente seu. Você também projetou esse conjunto?

Sim. Eu dei as abotoaduras de presente de natal.

Qual a joia mais preciosa que você já ganhou?

Knoxy fez um desenho da Malévola e eles o transformaram em um anel. Ficou muito fofo!

Fonte: Solitaire Magazine

Fotos:
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Entrevistas/ Revistas & Scans

Angelina Jolie: “Me identifico com Malévola”

26 de outubro de 2014

Verdades que parecem (ou são) absolutas: que Angelina Jolie é a mulher mais sexy do planeta; que é a atriz mais bem paga do mundo; que realiza trabalhos humanitários na Ásia e na África; que é do Alto Comissariado das Nações Unidas; que é bissexual; que se apoderou do homem mais atraente de Hollywood; que se preveniu do câncer de mama ao se submeter a uma dupla mastectomia; que é a Dama do Império Britânico e que [atenção]; que é uma grande diretora de cinema ao ponto de que “Invencível” (Unbroken) – história de um atleta olímpico que se tornou prisioneiro de guerra pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial – poderá transformá-la na segunda mulher a ganhar um Oscar de Melhor Diretora; e o que estava faltando: que pode entrar na política…

Por José María Álvarez

Angelina Jolie sabe de tudo, ou quase tudo. Mesmo com relação ao seu gênio e à sua imagem, ela sabe que algumas verdades parecem (ou são) absolutamente forjadas. Como por exemplo: De que ela é a mulher mais sexy do planeta (e ponto); que foi considerada a atriz mais bem paga de Hollywood durante várias vezes (segundo a Forbes); que é uma heroína sensível e humanitária que dedicou grande parte de sua vida em ajudar as crianças da África e do Oriente Médio (que como resultado, recebeu a cidadania cambojana). Não podemos esquecer-nos de mencionar que é Enviada Especial do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.

Da mesma forma, ninguém contesta o fato de que ela ganhou três Globos de Ouro e um Oscar por sua atuação em “Garota, Interrompida” (2000). Ou que, ao sair do armário, ela se tornou um assunto tabu ao desempenhar um papel de “bad girl” anunciando, aos quatro ventos, sua bissexualidade. Ou também quando chocou todos quando beijou “apaixonadamente” em público, seu próprio irmão, James Haven. Ninguém contesta também, que ela é a Lara Croft (e que não existe outra). E que é outras grandes personagens como Gia, Jane Smith, Malévola…

Todos e todas sabem que ela se casou com os atores Jonny Lee Miller, Billy Bob Thornton e que, alguns meses atrás, no dia 23 de agosto, ela voltou a dizer o “sim” no altar, mas, desta vez, com Brad Pitt – o homem que roubou das mãos de Jennifer Aniston (algo que virou notícia e capa de todos os meios de comunicação da época) – com quem conseguiu formar, depois de sete anos de vida conjugal, uma grande família (três filhos biológicos e três adotados).

Não é nenhum segredo que os protagonistas do filme “Sr. & Sra. Smith” tiveram uma cerimônia para apenas alguns convidados, na qual Angelina usou um vestido Versace com um véu preenchido com desenhos de seus próprios filhos. O que ainda não se sabe é quanto ganhará vendendo, porque outra característica desta enigmática mulher de lábios carnudos, é que há muito tempo, ela entendeu que tudo o que ela faz e diz vira notícia e gera milhões de dólares. Então, invés de engordar os bolsos dos paparazzi, ela prefere engordar seus próprios bolsos e doar o dinheiro a uma de muitas de suas causas sociais. Tanto é que pelas fotos de seus filhos recém-nascidos, a família Pitt recebeu um total de 21 milhões de dólares.

Também não é nenhum segredo que, de forma muito valente, ela se submeteu a uma dupla mastectomia preventiva de câncer de mama e que, além de tornar público todo o processo em um artigo intitulado “Minha Escolha Médica” publicado no jornal The New York Times.

No entanto, ainda faltavam duas facetas para mostrar. Por um lado, Angelina também é uma ótima diretora, ao ponto de que seu novo filme “Invencível” (Unbroken) – que conta a história de um atleta olímpico que se tornou prisioneiro de guerra pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial – poderá transformá-la na segunda mulher a ganhar um Oscar de Melhor Diretor (já que o primeiro, foi entregue à Kathryn Bigelow pelo filme “Guerra ao Terror”).

Por outro lado, talvez no próximo ano, pode ser que ela entre no mundo da política. No Hotel Four Seasons em Los Angeles, a mulher mais poderosa de Hollywood falou sobre “Invencível” (Unbroken), sua carreira política, Brad Pitt, os filos e sobre sua noiva paixão em ser diretora.

Seus filhos são muito críticos com relação ao seu trabalho?

[Risos]Eles são um pouco críticos, de fato.

Você gosta de se ver nas telonas?

Não. Assisti apenas alguns filmes que eu fiz. Eu não assisti “O Procurado” nem “O Turista”. Outros filmes, eu vi quando estrearam e depois nunca mais vi. Eu gosto mais da experiência de ver como o público reage. Acho que eu sou a pessoa mais crítica com relação ao meu trabalho e assistir meus próprios filmes é algo muito difícil para mim.

Qual das personagens que você interpretou você mais se identifica?

Provavelmente com Malévola. Eu, assim como ela, nasci com um coração ingênuo, confiante, capaz de amar muito, mas depois, pelas circunstâncias, eu fui deixando de acreditar nos outros, eu me fechei, fiquei sozinha, frustrada e com raiva. Malévola se deu conta do que significa ter uma família e isso foi exatamente o que me mudou. Agora que eu tenho uma família, eu voltei a ser leve, amorosa, brincalhona e sempre divertida.

É verdade que você planeja se aposentar da carreira de atriz para se concentrar em dirigir? Qual foi a reação de Brad com você lhe contou isso?

Brad sabe, já faz tempo, o quanto eu sou apaixonada pelo meu trabalho humanitário, por meu trabalho como diretora e escritora, assim, ele sabia que isso iria acontecer. Mas eu não irei me retirar totalmente. Eu pretendo fazer um ou dois filmes, mais bem escolhidos porque também gosto de atuar. Acontece que eu fiquei na frente das câmeras durante tanto tempo que agora achei interessante dar um passo para trás e fazer as coisas com mais calma.

O que significa para você, criativamente, dirigir um filme? Gosta mais de dirigir do que de atuar?

Eu gosto da responsabilidade que existe ao fazer um filme do começo ao fim porque cuido da edição, do som, da interpretação dos atores, já que tomo conta de cada aspecto. Um diretor esculpe a peça inteira. Disso, sem dúvida, eu gosto muito.

Uma vez você disse que esperava o momento em que seus filhos se tornassem adolescentes para passar mais tempo com eles…

Sim, definitivamente. Vai ser um pouco complicado porque dirigir leva mais tempo do que atuar, mas me dá mais flexibilidade. Gosto muito de dirigir porque posso ter meus filhos por perto, comer com eles, fazer o jantar, levá-los ao dentista. Quando eles forem adolescentes precisarão que eu faça menos coisas, mas que esteja muito mais presente.

Qual você acha que é o melhor conselho que pode dar a uma mãe de filhos pré-adolescentes?

Alguém me disse uma vez que o melhor é não falar muito. Orientá-los como puder enquanto crescem antes de se tornarem adolescentes e então, quando eles começarem a se expressar, escutá-los sempre.

Você os obriga a jantar sem o celular por perto?

Claro. Os celulares não são permitidos na mesa.

E com relação às redes sociais como o Facebook ou o Twitter?

Alguma delas eles tem. O Facebook não, nem o Twitter, mas alguma delas eles tem. Nós não cortamos as redes sociais por completo, mas tentamos protegê-los tanto quanto podemos.

Quem você admira?

Para mim, Louis Zamperini [o atleta olímpico protagonista de “Invencível” (Unbroken)].

O que você pode adiantar sobre “Invencível”?

Pode ser que este seja o trabalho mais difícil de toda a minha carreira. Louis faleceu no ano passado com 97 anos, ele foi meu vizinho e passamos muito tempo juntos. Louis me ajudou muito com relação à minha vida. Ele foi uma espécie de guia para muita gente e sua sabedoria está presente no livro que Laura Hillenbrand escreveu. Para mim, é uma responsabilidade enorme contar a vida dele em um filme. Eu queria fazer esse filme para que a família dele pudesse assisti-lo e para que inspirasse os jovens a entender sua vida. O filme estreia no Natal [nos Estados Unidos] com uma mensagem de força, de fé – uma mensagem que considero muito necessária. Louis era um tipo comum e normal, que aos nove anos estava furtando, mas que, com o passar do tempo, se tornou um grande homem. Todos nós podemos nos tornar tão grandes como ele.

Você é o tipo de pessoa que “dá a outra face”?

Não. Estou tentando aprender com Louis, porque esse é, precisamente, o tema de “Invencível”: o perdão. Se alguém me machuca talvez eu o possa perdoar, mas se alguém machuca os meus filhos, não acredito que eu consiga.

Como surgiu a história de “Invencível”?

Quando você decide dirigir um filme, você procura todos os estúdios e eles te dão uma lista dos filmes que nunca conseguiram fazer. Nesta lista, a Universal Pictures me apresentou a seguinte frase: “A verdadeira vida de Louis Zamperini, uma história de força de espírito, resistência, perdão e fé que se passa na Segunda Guerra Mundial”. Cheguei em casa e disse para Brad: “Fiquei muito curiosa pela história de “Unbroken”, e Brad me disse: “Querida, essa história está dando voltas já faz anos” [risos]. Mesmo assim, eu disse a ele que eu queria muito ler o roteiro que, aparentemente, estava rodando por Hollywood há 57 anos.

O diretor Tony Curtis também esteve envolvido com o projeto…

Sim, durante um tempo, Tony esteve pensando em dirigi-lo. Era um roteiro conhecido em Hollywood, que estava esperando por mim. Quando me enviaram o primeiro roteiro do filme, eu não me conectei, mas quando li o livro de Laura, senti que a aventura deste ser humano estava destinada a mim. Eu quis acompanhar seus passos. Aprendi muitíssimo com Louis.

Sem dúvida, você tem muita confiança em si mesma…

É algo que você tem que ter para tomar decisões. Eu sou suficientemente inteligente para me cercar de grandes profissionais, os quais eu escuto e com os quais eu aprendo. Fazer um filme é um trabalho de colaboração em grupo. No final, se tudo falhar, eu irei sofrer as consequências, mas se tudo der certo, eu irei receber os créditos.

Você disse que “Invencível” chamou sua atenção porque fala de aprender a perdoar. Qual sua relação com o perdão?

Minha relação com o perdão é complicada [risos] e passei algum tempo meditando sobre esse tema, porque me perguntaram se eu seria capaz de perdoar alguém que me machucou. Acho que eu poderia chegar a um acordo com essa ideia, mas se alguém chegar a machucar meus filhos, acredito que não sou capaz de perdoar. Seria algo além das minhas forças. Acredito que se existe algo que abre a porta da nossa capacidade de perdoar, é a justiça. Eu conheci muitas vítimas de estupro, de abuso e, para elas, acredito que a justiça deve ser feita. Você não pode simplesmente pedir que essas pessoas perdoem porque elas sentiram muita dor e muita raiva. Assim como os soldados que regressaram da guerra com síndromes pós-traumáticas, essas pessoas também estão cheias de raiva e violência. Não se trata de lhes dar tapinhas nas costas e dizer que devem superar tudo e perdoar a pessoa que lhe causou tanto mal. Devemos ensinar-lhes que a cura é possível e que isso irá acontecer quando virem um sentido real de justiça. O perdão precisa andar de mãos dadas com a justiça.

Em “Invencível” é possível ver a figura de uma mãe forte. De uma figura materna que educa com carinho e com firmeza, seus filhos. Você aprendeu alguma coisa com isso? Isso mudou o seu relacionamento com seus filhos?

No filme, Maddalena Ischiale está fantástica. Ela é uma mãe delicada, mas também firme. Espero ser como ela porque isso foi algo que influenciou muito seus filhos. A família dos Zamperini é muito unida. Eu não aprendi com ela, mas isso reafirmou meus sentimentos em ter uma família unida que me ofereça apoio e segurança. Eu cresci em uma família quebrada que não parecia nada com essa, mas tive a sorte de ter uma mãe maravilhosa.

Em suas viagens, quando visita os campos de refugiados, você vê o pior do ser humano e as consequências da barbárie…

Sim, eu vejo o pior, mas também sei que existe gente como o Louis no mundo, que se preocupam com os outros. Tudo que vemos nas notícias, nos levam a perder a fé no ser humano e em seu espírito. Nós acabamos ficando com raiva de tudo o que está acontecendo no mundo. A mensagem de Louis é linda porque ele não dizia que ele tinha sido incrível, na realidade, ele afirmava o contrário: como uma pessoa normal, uma pessoa comum, podia fazer coisas excepcionais. Ele tomou decisões que o levaram para lugares muito “escuros” em sua vida, mas foi capaz de superar isso, de se levantar e de se tornar uma pessoa melhor. Eu adorava ouvir seus filhos falarem do pai. Eles falavam de Louis com carinho, com respeito, com amor, porque ele foi um bom pai, um bom filho, um bom amigo e um grande ser humano. Com toda a escuridão que temos no mundo, nós temos que ajudar uns aos outros e dar um passo à frente, porque essa é a única forma de acabar com o ódio e com a violência.

O que a religião significa pra você?

Bem, penso que todos nós podemos ver, hoje em dia, os lados negativos de uma religião já que ela também é utilizada como um instrumento para a agressão. Eu tentei me aproximar da fé de Louis porque era importante mostrá-la no filme, mas a religião em si, é algo universal, independentemente da forma que é para você e independentemente do que ela significa para os outros. Também me interessa a ideia da oração, de ver Deus ao amanhecer e ao entardecer, de questionar Deus quando uma mãe está de joelhos rezando para seu filho que está na guerra. Todos nós nos identificamos com esses momentos e se procuramos encontrar valores comuns dentro da fé, estaremos em um lugar melhor.

Dirigir um filme é um tanto quanto arriscado, por que você decidiu se aventurar em correr esse risco?

Eu não vejo esse projeto como sendo parte da minha carreira. Eu me aproximei dele como um ser humano emocionado com o fato de poder contar essa história. Sinto uma grande responsabilidade com relação ao Louis porque estarei contando a vida dele, e ele foi uma pessoa real, e isso é algo que pesa para mim.

Você já teve um modelo a seguir em sua vida?

Eu tive uma mãe muito forte. Ela mesma brincava dizendo que seu nome era “Marcheline Marshmallow” porque se considerava a mulher mais sensível do mundo. Ela jamais gritava ou insultava alguém e estava sempre rindo. Ela tinha um coração forte, uma grande integridade e uma fé inabalável. Minha mãe foi uma mulher adorável, extraordinária. Agora, minhas filhas são fortes e eu vivo com três mulheres muito fortes.

Você acha que as jovens atrizes de Hollywood que estão começando agora sofrem mais pressão do que você com relação ao tipo físico?

Quando eu comecei, nos anos 90, ser ou não magra não era um problema principalmente porque não existia essa obsessão em ser uma celebridade como existe agora. As novas gerações não tiveram a oportunidade de se desenvolverem dentro de diferentes personagens. Elas se encontraram com a fama, já identificadas com uma determinada imagem. É muito mais difícil você desenvolver seu talento interpretativo se você já é cruelmente lançada ao estrelato. Eu não acho que eu iria escolher ser atriz se eu tivesse que começar hoje em dia.

E o que você acha dessa obsessão que existe hoje com relação aos pesos das atrizes?

Eu não sei o que dizer. Eu nunca prestei atenção em nada disso. Acho que há muito tempo as mulheres tem passado problemas com o peso. Eu escolhi ignorar as críticas de uma forma ou de outra. Cada um tem que encontrar seu próprio conforto.

Você levou sua família para Austrália enquanto filmava “Invencível”…

Foi muito bom ter minha família ao meu lado. Ela suavizou os momentos difíceis porque foi uma gravação complicada. Eu não posso imaginar viajar para um lugar no qual terei que passar vários meses, sem ter meus filhos comigo.

Ser responsável por uma grande família foi uma forma de preparação para se tornar uma diretora?

[Risos]. Sem dúvida isso me ajudou porque quando alguém tinha algo para me perguntar, eu acostumei a ter sempre uma resposta. Mas nada é capaz de te preparar para se tornar uma diretora. Eu tive que aprender um monte de coisa sobre iluminação, efeitos especiais e direção.

Como você combate o stress? Você corre, faz exercícios, relaxa, toma um banho…?

Não. Eu não tomo banho sozinha faz muito tempo. Toda vez que eu me preparo para tomar banho, vejo algumas das crianças correndo e no fim, acabam tomando banho comigo. Faz tempo que não tomo banho sozinha [risos].

Você se identifica com a imagem pública que foi criada de você e de Brad?

Eu não sei quem é essa pessoa pública, porque não presto atenção no que é dito sobre ela. Todos nós temos em nossas vidas alguém que nos conhece bem. No meu caso, estou muito feliz com Brad porque ele e eu somos muito amigos. Eu gosto de estar com alguém que me conhece de uma forma mais profunda.

Você já se sentiu culpada por ter uma vida privilegiada?

Não, porque eu não sinto pena das pessoas. Um dá aos demais porque recebeu algo a mais. Eu não construo uma escola porque sinto que é algo que eu tenho que fazer. Eu construo uma escola porque me sensibiliza o fato de pensar que estou dando um futuro para as meninas no Afeganistão. Eu não posso esperar ver as coisas mudarem. Faço parte desse grupo de pessoas dedicadas a dar força àquelas pessoas em que acredito. E é assim que eu gostaria que todas as outras pessoas vissem o mundo. Eu não quero fazer as coisas por pena ou por caridade.

Você acha que sua atitude passada de uma mulher evidentemente sexy fizeram com que você se interessasse pelas mulheres que sofreram abusos? Você esteve, recentemente, em Londres para conversar e lutar contra a violência sexual nos conflitos.

Não de uma forma consciente. Eu cresci como uma mulher que foi capaz de reconhecer sua sexualidade, porque acredito que é importante aceitá-la e compreender o poder que temos dentro de nós. Desta forma, a sexualidade se torna algo bom. Eu nunca estive em uma situação igual a que essas pobres mulheres se encontram e não consigo nem imaginar.

Alguma vez você já pensou como seus filhos vão ser quando se tornarem adolescentes?

Estou me preparando para isso, tentando fingir que eles não vão fazer nada de ruim, porque se fizerem eu irei descobrir. Eu quero ser a melhor amiga deles, ser honesta e esperar que sempre conversem comigo quando tiverem problemas. Isso é o melhor que eu posso fazer. Estar perto deles, e quando chegarem a esse ponto de que não vão mais querer conversar comigo, quero que eles saibam que sempre os amarei. Mas essa fase é difícil pra todo mundo.

Quem é o mais severo entre você e Brad?

Eu. Brad é mais complacente com as meninas e eu com os meninos. Não sabemos por quê. Talvez porque eu conheço mais as mulheres…

É algo meio freudiano…

Sim. As meninas vão fazer o que querem com o pai e ele vai ficar maravilhado.

Você se considera feminista?

Eu nunca penso nesses termos. Eu adoro e apoio as mulheres, cuido delas profundamente mas não sou anti-homens de nenhuma maneira. Eu sou uma mulher e as mulheres devem trabalhar juntas, ajudando umas as outras. Eu, sem dúvida, sou a favor das mulheres quando se trata de defendê-las.

É você mesma que escolhe seu guarda-roupa? Você nunca erra.

Para ser honesta, não tenho ideia de como escolho minhas roupas. Eu simplesmente pego o que está no armário.

Você não se importa muito com as roupas?

Eu uso o que eu gosto e o que acho que é mais confortável para as circunstâncias cotidianas. Mas, na verdade, não preso muita atenção no meu look.

Fonte: El Tiempo

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