Angelina Jolie inaugura Centro contra a Violência Sexual
10 de fevereiro de 2015
Nesta terça-feira, dia 10 de Fevereiro de 2015, a atriz, diretora e Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR) – Angelina Jolie Pitt – inaugurou um Centro que visa combater a violência sexual nas zonas de guerra.
O Centro recebeu o nome de ‘Centre for Women, Peace and Security’ (Centro para as Mulheres, Paz e Segurança) e foi inaugurado na Faculdade de Economia e Ciências Políticas, que fica na Universidade de Londres, na Inglaterra.
Ao lado da atriz, William Hague – Primeiro Secretário do Estado Britânico – anunciou aos alunos e colegas acadêmicos da instituição, a criação da iniciativa que será liderada pelos professores Craig Calhoun e Christine Chinkin. O Centro buscará focar na participação das mulheres com relação aos processos relacionados aos conflitos e na responsabilização dos autores, visando acabar com a impunidade da violência sexual praticada nas zonas de conflito.
O Centro para as Mulheres, Paz e Segurança marca uma colaboração da Faculdade de Economia e Ciências Políticas (LSE) com William Hague, Angelina Jolie Pitt e o Governo do Reino Unido; e visa apoiar os objetivos da Iniciativa de Prevenção à Violência Sexual (‘Preventing Sexual Violence Initiative’) que foi lançada em 2012 e co-fundada por William Hague e Angelina Jolie Pitt. A partir de 2016, o Centro irá fornecer ainda um programa de ensino em nível de pós graduação. Durante o evento, Angelina se manifestou dizendo:
“Estou animada com o pensamento de que todos os alunos poderão estudar neste novo Centro durante os próximos anos. Não há futuro estável para um mundo no qual crimes são praticados contra as mulheres e seus autores permanecem impunes. Nós precisamos que os jovens da próxima geração tenham mentes curiosas e muita energia, que estejam dispostos a sentar em uma sala de aula, a visitar salas de audiência e fazer trabalho de campo, buscando assim fazer uma diferença decisiva”.
Fonte: The London School of Economics and Political Science
Nesta segunda, dia 09, Angelina esteve também em uma reunião sobre a prevenção da violência sexual em conflitos que aconteceu na Lancaster House, na cidade de Londres, Inglaterra.
Fotos:
• TRABALHO HUMANITÁRIO > 2015 > 09/02/15 – LONDRES (2x)
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Neste domingo, dia 08 de Fevereiro, a atriz e diretora Angelina Jolie foi fotografada ao lado de seus dois filhos mais novos, Knox e Vivienne, enquanto deixava o Aeroporto Heathrow, na cidade de Londres, Inglaterra.
Antes de aterrizar na capital inglesa, a atriz também foi fotografada na companhia dos filhos no Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX), enquanto se preparava para pegar o vôo com destino a Londres.
Fotos:
• CANDIDS > 2015 > 07/02/15 (25x)
• CANDIDS > 2015 > 08/02/15 (25x)
De acordo com a revista norte americana “OK! Magazine”, Angelina Jolie pode se tornar a diretora do novo filme da Disney, “Capitã Marvel”.
Segundo o rumor, o estúdio teria ficado tão impressionado com o trabalho de Jolie em “Invencível” que chegou a oferecer 20 milhões de dólares (aproximadamente 70 milhões de reais) à estrela para dirigir o longa sobre a super-heroína.
Ainda segundo a publicação, ter uma diretora no comando de “Capitã Marvel” seria uma prioridade do estúdio:
“Ter uma diretora mulher para esse filme é uma das prioridades da Disney, e eles ofereceram US$ 20 milhões para Angelina dirigir o longa”, afirmou uma fonte.
No entanto, vale lembrar que as informações devem ser tratadas apenas como rumores e que em 2009, a Marvel Entertainment Inc. foi adquirida pela The Walt Disney Company por 4 bilhões de dólares.
Piloto da Força Aérea dos Estados Unidos, a heroína Carol Danvers, também conhecida como Capitã Marvel, adquiriu seus poderes ao ser salva da explosão de um maquinário kree pelo primeiro Capitão Marvel. Porém, a radiação atingiu seu corpo em nível celular e Carol se tornou uma híbrida genética kree/humana, adquirindo superforça, poder de vôo e um “sétimo sentido” (similar, porém mais poderoso que o “normal” sexto sentido). Assim, ela iniciou uma carreira de heroína como Capitã Marvel, entrando para o grupo dos Vingadores. O filme solo da heroína deve chegar aos cinemas em Julho de 2018.
Nesta sexta-feira, dia 30 de Janeiro, o site “YouGov” divulgou que a atriz, diretora e Enviada Especial da UNHCR – Angelina Jolie – é a mulher mais admirada do mundo.
Jolie, que já construiu sua carreira profissional é considerada, atualmente, como uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood. No entanto, ela também utilizou seu nome para promover causas humanitárias ao redor do mundo, como Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR).
A atriz ficou entre as 10 mulheres mais admiradas do mundo nas pesquisas realizadas em diversos países. No Brasil e na Russia, ela ficou em primeiro lugar. Confira a posição de Jolie nos outros países (clique nas imagens para ver em maior resolução):








Fonte: YouGov
Angelina Jolie: “Me sinto tão rebelde quanto fui no passado”
30 de janeiro de 2015
Neste papo sobre seu segundo trabalho como diretora, “Invencível”, a atriz e cineasta Angelina Jolie fala que é inquieta e nunca relaxa, se sente rebelde como na juventude e ainda tem muito a aprender.
Escrito por Mariane Morisawa para a revista brasileira Claudia.
Angelina Jolie teve um ano e tanto, mesmo para seus (altos) padrões. É que ela parece poder fazer tudo: viajar pelo mundo para causas humanitárias, cuidar de seis filhos (três deles adotivos), atuar em dramas e tramas de ação e, claro, casar-se com Brad Pitt – com quem mantém uma relação de cerca de dez anos, embora só tenham oficialmente dito “sim” em agosto passado. Agora, ela adiciona à sua lista “dirigir uma superprodução baseada em história real”, e isso depois de, na mesma posição, só ter feito um filme independente. Invencível é uma adaptação do livro de Laura Hillenbrand que conta a história de Louis Zamperini, ítalo-americano sempre envolvido em encrenca na infância. Mas ele se torna atleta, disputa a Olimpíada de 1936, vai para a Segunda Guerra, fica à deriva no mar por 47 dias depois de seu avião ser derrubado e vira prisioneiro dos japoneses. Por mais que Angelina Jolie seja Angelina Jolie, não foi fácil convencer o estúdio de que daria conta de cenas tão complicadas. Mas, teimosa, conseguiu. Afinal, queria “desesperadamente” o trabalho, até porque se identificou com Louis, rebelde capaz de coisas extraordinárias.
A atriz-cineasta teve sua dose de complicações na juventude, mas diz que redirecionou essa energia. Ao encontrá-la, logo se entende por que ela se vira bem com meia dúzia de crianças – Maddox Chivan, 13, Pax Thien, 11, Zahara Marley, 9, Shiloh Nouvel, 8, e os gêmeos Knox Léon e Vivienne Marcheline, 6 – ou um batalhão de rapazes interpretando soldados. Há serenidade em seu rosto durante toda a conversa com CLAUDIA, em uma suíte do hotel Four Seasons, em Beverly Hills. Sua calma é pontuada por muitos sorrisos e algumas lágrimas ao falar de Louis, que morreu em julho, aos 97 anos.
Qual foi sua conexão com Louis Zamperini?
Li o livro de Laura e, conforme lê, você aprende e muda como pessoa. Quis desesperadamente fazer o filme. Ele morava no mesmo bairro que eu: a janela da sala dele dava para a do meu quarto. A gente brincava (ao se conhecerem em função do trabalho) que ele tinha passado 57 anos (desde que publicou uma autobiografia) sentado na sala pensando quem ia fazer um filme sobre sua vida, enquanto eu deitava na cama pensando o que mais ia fazer. Éramos como Romeu e Julieta (risos)! Finalmente, nos descobrimos.
Louis Zamperini viu alguma coisa do filme?
Sim. Assim que foi internado, corri para o hospital. Eu me debrucei sobre ele com meu computador para mostrar o filme. Foi lindo ver esse homem de 97 anos assistir à própria vida… Não parecia estar assistindo. Viu o bombardeio e disse Pete, nome de seu irmão. Quando havia cenas de guerra, pulava um pouco. Quando a mãe apareceu, sorriu. Ele se viu correndo na Olimpíada de novo, num estágio em que, fisicamente, não podia fazer nada daquilo. Em sua mente, ele se preparava para estar com sua família.
Ele toma uma decisão que o leva de volta ao campo de prisioneiros. Louis ensinou algo sobre decisões difíceis?
Com certeza. Não foi acidental eu ter conhecido Louis e, pouco depois, me sentido tão à vontade para fazer minha cirurgia (uma mastectomia dupla para evitar o alto risco de câncer de mama). Meses mais tarde, já estava filmando Invencível. Não é coincidência, estava envolvida por essa energia de fazer a coisa certa, seguir em frente, assumir a responsabilidade das coisas pelas quais posso ser responsável e ser forte. Ele foi como uma luz para mim, para que tomasse as decisões difíceis pelas razões certas.
Como essa decisão tão difícil da cirurgia afetou sua vida?
Todos os dias temos de tomar decisões que nos afetam. Por exemplo, ter filhos. Tento sempre tomar as decisões certas, mas nunca se sabe. Se bem que acho que você sabe, sim, quando está tomando a decisão pelas razões certas.
Você também já passou por muita coisa na vida. Pensa numa autobiografia, talvez até numa cinebiografia?
Sinto que tenho tanto a aprender ainda; estou no meio do caminho em direção ao que devo ser. Acordo diariamente pensando se faço o suficiente e o que deveria estar fazendo com minha vida. Acho que nos sentimos atolados pelo que vemos no noticiário. Trabalho com refugiados, são 51 milhões de pessoas deslocadas por causa de conflitos, mais que na Segunda Guerra. Isso nos lembra o que é o ser humano. Mas podemos encontrar dentro de nós mesmos algo que nos faça acreditar que as coisas são possíveis. Louis era alguém comum, tanto quanto nós. Era filho de imigrantes italianos e sofria preconceito por isso. Fumava e bebia aos 9 anos, e roubava. O cenário dizia: “Esse aí não vai dar certo” (risos). E ele falhou muitas vezes, só que tentava de novo. Sua história mostra que todos nós temos a chance de escolher ser pessoas melhores.
Como faz para relaxar de todo o stress?
Se você perguntasse ao Brad, ele diria que eu jamais relaxo. Eu sou terrível. Não consigo simplesmente não fazer nada. Enfim, não relaxo. Meus filhos são do tipo que pulam na cama. Eles são mais agitados e bagunceiros do que eu (risos). Então eu toco tudo no caos mesmo.
Tanto você quanto Brad trabalharam em dramas sobre a Segunda Guerra. Como foi?
Ele fez “Corações de Ferro” enquanto eu rodava “Invencível”. Na verdade, foi a primeira vez que ficamos separados. Ele não podia estar lá no set de Invencível. Então foi interessante. Decidimos tirar algo positivo da experiência. E fizemos isso ao estilo da Segunda Guerra: escrevemos cartas um para o outro – ele da Europa, eu do Pacífico.
Louis era um rebelde. Identificou-se com ele, até porque você também foi um tanto assim na juventude?
Um pouco. Nunca se elimina o lado rebelde (risos).
Olhando para trás, quando acha que a rebeldia cessou?
É engraçado: me sinto tão rebelde hoje quanto fui no passado, por causa das viagens que faço, da vida que levo com meus filhos, das decisões que tomo… Mas a direção para essa energia pode ser ajustada. Até o fim de seus dias, Louis era um danado, mas ele usou isso a favor de coisas boas. Com luta e convicção. A grande mudança foi parar de pensar tanto em mim mesma. Aconteceu quando fui para um país assolado pela guerra pela primeira vez. Quando você cresce em Los Angeles, se aborrece com mediocridades, bobagens. Aí, ao viajar para um lugar desses, tem vontade de dar um tapa na própria cara, pois pensa: “Como eu ouso reclamar de qualquer coisa? Como quero mais quando tanta gente tem tão pouco e está sofrendo?” Ao perceber isso, fiquei com vergonha de ter me preocupado muito com meus problemas. Mudei completamente e faço questão de me lembrar disso todo dia. É o motivo pelo qual leio as notícias logo ao acordar.
Você até deixa a família para fazer trabalho humanitário. Não fica frustrada com o pouco que é possível fazer?
Vai muito além da frustração. Uma vez almocei com Jane Goodall (ativista de proteção aos animais selvagens) e falei como era difícil ainda ter esperança. Ela bateu o punho na mesa: “Sempre há esperança!”, afirmou. Queria dizer que eu não tinha o direito de desistir da chance de melhorar um pouco as coisas. Não sei como será, mas algo vai se quebrar para reconstruirmos e repensarmos como lidamos uns com os outros. Preciso acreditar que é possível mudar. Ou Jane ficaria brava comigo (risos).
Fonte: Claudia
Brad Pitt pode estrelar novo filme dirigido por Angelina Jolie
29 de janeiro de 2015
De acordo com informações divulgadas pelo site “The Hollywood Reporter”, o ator Brad Pitt estaria em negociação para estrelar o filme “Africa”, que será dirigido por Angelina Jolie. Ainda de acordo com o site, se a negociação for bem sucedida, Pitt deve interpretar o papel de Richard Leakey.
Em setembro do ano passado, foi divulgado que Jolie assinou o contrato para dirigir o filme. O roteiro, escrito por Eric Roth, é descrito como “épico” e conta a história do africano Richard Leakey, um caçador de fósseis que ajudou a encontrar os ossos do homem primitivo, mas que, depois, voltou sua atenção para a luta contra a caça ilegal de elefantes e rinocerontes. A história deve girar em torno da busca de Leakey para salvar os elefantes e os rinocerontes, algo que o colocou na mira de furtivos e violentos caçadores.
“Eu senti uma profunda conexão com a África e com a cultura africana durante grande parte da minha vida, e o roteiro, escrito de forma magnífica por Eric, conta a história de um homem que decidiu entrar em um violento conflito com os caçadores de elefantes, e que possuía uma profunda compreensão sobre o homem e sua responsabilidade com o mundo em sua volta”, disse Jolie.
O ex-chefe da Sony, Jon Peters deve produzir o filme para a Skydance Pictures ao lado de Jolie, David Ellison e Dana Goldberg.
Pitt deve interpretar parte da vida de Leakey, quando o paleontólogo perdeu as pernas após sofrer um acidente de avião – possivelmente causado pelos caçadores – em 1993.
Recentemente, Pitt participou das filmagens do drama conjugal intitulado “By the Sea”, que foi produzido, estrelado e dirigido por Jolie e que se encontra, atualmente, em pós produção.
Fonte: The Hollywood Reporter
Angelina Jolie: Um novo nível de sofrimento para os Refugiados
28 de janeiro de 2015
Em um novo artigo publicado pelo site oficial do jornal americano “The New York Times”, Angelina Jolie falou sobre os refugiados e sobre sua recente viagem feita até o Iraque.
Khanke, Iraque – “Desde 2007, já estive no Iraque cinco vezes e nunca vi sofrimento maior como o que testemunhei dessa última vez. Eu vim para visitar os campos e assentamentos informais onde iraquianos desabrigados e refugiados sírios chegam, desesperados em busca de abrigo e proteção contra os combates que tem afetado as regiões onde vivem.
Em quase quatro anos de guerra, quase metade da população da Síria, que é de 23 milhões de habitantes, teve que fugir. Dentro do Iraque, mais de dois milhões fugiram do conflito e do terror impostos pelos grupos extremistas. Essas pessoas são testemunhas de uma brutalidade inominável. Seus filhos não podem estudar, elas lutam para sobreviver e se veem cercadas de violência por todos os lados.
Há vários anos, visito os acampamentos e todas as vezes procuro me sentar embaixo de tendas com os moradores e ouvir suas histórias.Eu dou o meu melhor para ajudar. Para dizer algo que mostre solidariedade e para dar algum tipo de orientação. Nesta viagem, eu fiquei sem palavras.
O que dizer a uma mãe, com lágrimas escorrendo pelo rosto, que fala da filha que está nas mãos do Estado Islâmico e confessa que preferia estar com ela? Mesmo que fosse estuprada e torturada, afirma, seria melhor do que não ter a menina ao seu lado.
O que dizer a uma garota de treze anos que descreve os galpões onde ela e outras ficaram e de onde eram tiradas, três por vez, para serem estupradas pelos homens? Quando seu irmão descobriu, ele se matou.
Como você consegue falar quando uma mulher que possui a mesma idade que você, olha nos seus olhos e diz que toda a sua família foi morta bem na sua frente e que agora ela mora sozinha em uma tenda com escassas rações alimentares?
Em uma das barracas, conheci oito irmãos. Órfãos. O pai havia sido morto. A mãe estava desaparecida, provavelmente sequestrada. O rapaz de 19 anos é o que sustenta a todos. Quando comento que é muita responsabilidade para alguém tão jovem, ele só sorri e põe o braço no ombro da irmã caçula. Afirma que se sente agradecido pela a oportunidade de trabalhar e de poder ajudar os irmãos. E é sincero. Ele e sua família são a esperança de algum futuro. São fortes e determinados contra todas as expectativas.
Nada prepara a gente para a realidade de tanto sofrimento individual, para as histórias de dor e morte, para o olhar traumatizado e faminto das crianças.
Quem pode culpá-los por pensarem que nós desistimos deles? Apenas uma fração da ajuda humanitária que eles precisam está sendo dada. Não houve nenhum progresso na tentativa de acabar com a guerra na Síria desde quando o processo de Genebra entrou em colapso, doze meses atrás. A Síria está em chamas, e regiões do Iraque estão sendo afetadas pela guerra. As portas de muitas nações estão fechadas contra eles. Não existe nenhum lugar para fugir.
Países vizinhos da Síria receberam quase quatro milhões de refugiados sírios, mas estes países estão atingindo seus limites. Refugiados sírios agora compõem 10 por cento da população da Jordânia. No Líbano, a cada quatro pessoas, uma é síria. Eles precisam de comida, de abrigo, de educação, cuidados médicos e trabalho. Até os países mais ricos podem quebrar sob todas essas pressões.
Histórias de terror, bombas e massacres adquiriram uma horrível familiaridade. Existe uma forte tentação de fechar, de se concentrar em seus próprios problemas. Mas o fato é que nós não podemos nos isolar desta crise. A propagação do terrorismo, os combatentes estrangeiros, a ameaça de um novo terrorismo – apenas um fim para a guerra na Síria poderá virar o jogo para esses problemas. Sem ele, nós estamos apenas consertando as bordas. No meio disso tudo, estão não apenas as vidas de milhões de pessoas e o futuro do Oriente Médio, mas também a credibilidade do sistema internacional. O que ele diz sobre o nosso compromisso com os direitos humanos e sobre a prestação de contas que parece tolerar os crimes contra a humanidade que estão acontecendo na Síria e no Iraque diariamente?
Quando a Agência para os Refugiados das Nações Unidas foi criada no final da Segunda Guerra Mundial, a intenção era a de ajudar as pessoas a voltar para suas casas depois dos conflitos. Ela não foi criada para alimentar, ano após ano, as pessoas que nunca poderão voltar para suas casas, cujos filhos vão nascer apátridas e cujos países provavelmente nunca verão a paz. Mas esta é a situação de hoje, com 51 milhões de refugiados – que precisam de asilo ou que estão desabrigadas em todo o mundo – mais do que qualquer outro momento na história da organização.
Muito mais assistência tem de ser encontrada para ajudar os países vizinhos da Síria a suportar o fardo insustentável de milhões de refugiados. Apelos humanitários das Nações Unidas são significativamente descapitalizados. Países fora da região devem oferecer abrigo aos refugiados mais vulneráveis que precisam de reassentamento – por exemplo. aqueles que sofreram com experiências de estupro e tortura. Acima de tudo, a comunidade internacional como um todo tem que encontrar um caminho para um acordo de paz. Não é o suficiente defender nossos valores em casa, em nossos jornais e em nossas instituições. Nós também temos que defendê-los nos campos de refugiados do Oriente Médio, e nas cidades fantasmas da Síria.”
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Angelina Jolie é uma cineasta, Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados e co-fundadora da Iniciativa de Prevenção à Violência Sexual (Preventing Sexual Violence Initiative).
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Uma versão deste artigo aparecerá nas edições do jornal “The New York Times” do dia 28 de janeiro com a manchete: Um novo nível de sofrimento para os refugiados. Fonte: The New York Times
Fotos:
• TRABALHO HUMANITÁRIO > 2015 > 25/01/15 – IRAQUE (65x)
• TRABALHO HUMANITÁRIO > 2015 > 26/01/15 – IRAQUE (3x)
• TRABALHO HUMANITÁRIO > 2015 > 26/01/15 – IRAQUE #2 (2x)
Na tarde desta terça-feira, dia 27 de Janeiro de 2015, a atriz e diretora Angelina Jolie retornou a cidade de Los Angeles, depois de visitar o Iraque em mais uma missão humanitária, como Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR).
De acordo com informações divulgadas, Angelina teria aterrizado no Iraque no sábado (dia 24) a noite. No domingo (25), ela visitou e conversou com refugiados sírios e cidadãos iraquianos desabrigados na região do Curdistão, assim como também participou de uma coletiva de imprensa através da qual, criticou a comunidade internacional por falhar na busca de uma solução para os conflitos no Oriente Médio que provocaram o deslocamento dessas milhões de pessoas.
“Eles estão pagando o preço de um fracasso coletivo em acabar com os conflitos que tem permitido que extremistas tomem o poder. Estamos sendo testados aqui, como comunidade internacional e até agora, apesar dos imensos esforços e boas intenções, a comunidade internacional está falhando”.
Na segunda-feira (26), Angelina visitou a cidade de Al Qosh, que fica ao norte do país onde conversou com refugiados que fazem parte de uma minoria cristã e que estão vivendo em uma escola abandonada. Posteriormente, no mesmo dia, Angelina ainda se reuniu com altos funcionários do Governo Regional do Curdistão na cidade de Arbil, também no Iraque.
Fotos:
• TRABALHO HUMANITÁRIO > 2015 > 25/01/15 – IRAQUE (65x)
• TRABALHO HUMANITÁRIO > 2015 > 26/01/15 – IRAQUE (3x)
• TRABALHO HUMANITÁRIO > 2015 > 26/01/15 – IRAQUE #2 (2x)
• CANDIDS > 2015 > 27/01/15 (15x)