Brad Pitt pode estrelar novo filme dirigido por Angelina Jolie
29 de janeiro de 2015
De acordo com informações divulgadas pelo site “The Hollywood Reporter”, o ator Brad Pitt estaria em negociação para estrelar o filme “Africa”, que será dirigido por Angelina Jolie. Ainda de acordo com o site, se a negociação for bem sucedida, Pitt deve interpretar o papel de Richard Leakey.
Em setembro do ano passado, foi divulgado que Jolie assinou o contrato para dirigir o filme. O roteiro, escrito por Eric Roth, é descrito como “épico” e conta a história do africano Richard Leakey, um caçador de fósseis que ajudou a encontrar os ossos do homem primitivo, mas que, depois, voltou sua atenção para a luta contra a caça ilegal de elefantes e rinocerontes. A história deve girar em torno da busca de Leakey para salvar os elefantes e os rinocerontes, algo que o colocou na mira de furtivos e violentos caçadores.
“Eu senti uma profunda conexão com a África e com a cultura africana durante grande parte da minha vida, e o roteiro, escrito de forma magnífica por Eric, conta a história de um homem que decidiu entrar em um violento conflito com os caçadores de elefantes, e que possuía uma profunda compreensão sobre o homem e sua responsabilidade com o mundo em sua volta”, disse Jolie.
O ex-chefe da Sony, Jon Peters deve produzir o filme para a Skydance Pictures ao lado de Jolie, David Ellison e Dana Goldberg.
Pitt deve interpretar parte da vida de Leakey, quando o paleontólogo perdeu as pernas após sofrer um acidente de avião – possivelmente causado pelos caçadores – em 1993.
Recentemente, Pitt participou das filmagens do drama conjugal intitulado “By the Sea”, que foi produzido, estrelado e dirigido por Jolie e que se encontra, atualmente, em pós produção.
Fonte: The Hollywood Reporter
Angelina Jolie: Um novo nível de sofrimento para os Refugiados
28 de janeiro de 2015
Em um novo artigo publicado pelo site oficial do jornal americano “The New York Times”, Angelina Jolie falou sobre os refugiados e sobre sua recente viagem feita até o Iraque.
Khanke, Iraque – “Desde 2007, já estive no Iraque cinco vezes e nunca vi sofrimento maior como o que testemunhei dessa última vez. Eu vim para visitar os campos e assentamentos informais onde iraquianos desabrigados e refugiados sírios chegam, desesperados em busca de abrigo e proteção contra os combates que tem afetado as regiões onde vivem.
Em quase quatro anos de guerra, quase metade da população da Síria, que é de 23 milhões de habitantes, teve que fugir. Dentro do Iraque, mais de dois milhões fugiram do conflito e do terror impostos pelos grupos extremistas. Essas pessoas são testemunhas de uma brutalidade inominável. Seus filhos não podem estudar, elas lutam para sobreviver e se veem cercadas de violência por todos os lados.
Há vários anos, visito os acampamentos e todas as vezes procuro me sentar embaixo de tendas com os moradores e ouvir suas histórias.Eu dou o meu melhor para ajudar. Para dizer algo que mostre solidariedade e para dar algum tipo de orientação. Nesta viagem, eu fiquei sem palavras.
O que dizer a uma mãe, com lágrimas escorrendo pelo rosto, que fala da filha que está nas mãos do Estado Islâmico e confessa que preferia estar com ela? Mesmo que fosse estuprada e torturada, afirma, seria melhor do que não ter a menina ao seu lado.
O que dizer a uma garota de treze anos que descreve os galpões onde ela e outras ficaram e de onde eram tiradas, três por vez, para serem estupradas pelos homens? Quando seu irmão descobriu, ele se matou.
Como você consegue falar quando uma mulher que possui a mesma idade que você, olha nos seus olhos e diz que toda a sua família foi morta bem na sua frente e que agora ela mora sozinha em uma tenda com escassas rações alimentares?
Em uma das barracas, conheci oito irmãos. Órfãos. O pai havia sido morto. A mãe estava desaparecida, provavelmente sequestrada. O rapaz de 19 anos é o que sustenta a todos. Quando comento que é muita responsabilidade para alguém tão jovem, ele só sorri e põe o braço no ombro da irmã caçula. Afirma que se sente agradecido pela a oportunidade de trabalhar e de poder ajudar os irmãos. E é sincero. Ele e sua família são a esperança de algum futuro. São fortes e determinados contra todas as expectativas.
Nada prepara a gente para a realidade de tanto sofrimento individual, para as histórias de dor e morte, para o olhar traumatizado e faminto das crianças.
Quem pode culpá-los por pensarem que nós desistimos deles? Apenas uma fração da ajuda humanitária que eles precisam está sendo dada. Não houve nenhum progresso na tentativa de acabar com a guerra na Síria desde quando o processo de Genebra entrou em colapso, doze meses atrás. A Síria está em chamas, e regiões do Iraque estão sendo afetadas pela guerra. As portas de muitas nações estão fechadas contra eles. Não existe nenhum lugar para fugir.
Países vizinhos da Síria receberam quase quatro milhões de refugiados sírios, mas estes países estão atingindo seus limites. Refugiados sírios agora compõem 10 por cento da população da Jordânia. No Líbano, a cada quatro pessoas, uma é síria. Eles precisam de comida, de abrigo, de educação, cuidados médicos e trabalho. Até os países mais ricos podem quebrar sob todas essas pressões.
Histórias de terror, bombas e massacres adquiriram uma horrível familiaridade. Existe uma forte tentação de fechar, de se concentrar em seus próprios problemas. Mas o fato é que nós não podemos nos isolar desta crise. A propagação do terrorismo, os combatentes estrangeiros, a ameaça de um novo terrorismo – apenas um fim para a guerra na Síria poderá virar o jogo para esses problemas. Sem ele, nós estamos apenas consertando as bordas. No meio disso tudo, estão não apenas as vidas de milhões de pessoas e o futuro do Oriente Médio, mas também a credibilidade do sistema internacional. O que ele diz sobre o nosso compromisso com os direitos humanos e sobre a prestação de contas que parece tolerar os crimes contra a humanidade que estão acontecendo na Síria e no Iraque diariamente?
Quando a Agência para os Refugiados das Nações Unidas foi criada no final da Segunda Guerra Mundial, a intenção era a de ajudar as pessoas a voltar para suas casas depois dos conflitos. Ela não foi criada para alimentar, ano após ano, as pessoas que nunca poderão voltar para suas casas, cujos filhos vão nascer apátridas e cujos países provavelmente nunca verão a paz. Mas esta é a situação de hoje, com 51 milhões de refugiados – que precisam de asilo ou que estão desabrigadas em todo o mundo – mais do que qualquer outro momento na história da organização.
Muito mais assistência tem de ser encontrada para ajudar os países vizinhos da Síria a suportar o fardo insustentável de milhões de refugiados. Apelos humanitários das Nações Unidas são significativamente descapitalizados. Países fora da região devem oferecer abrigo aos refugiados mais vulneráveis que precisam de reassentamento – por exemplo. aqueles que sofreram com experiências de estupro e tortura. Acima de tudo, a comunidade internacional como um todo tem que encontrar um caminho para um acordo de paz. Não é o suficiente defender nossos valores em casa, em nossos jornais e em nossas instituições. Nós também temos que defendê-los nos campos de refugiados do Oriente Médio, e nas cidades fantasmas da Síria.”
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Angelina Jolie é uma cineasta, Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados e co-fundadora da Iniciativa de Prevenção à Violência Sexual (Preventing Sexual Violence Initiative).
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Uma versão deste artigo aparecerá nas edições do jornal “The New York Times” do dia 28 de janeiro com a manchete: Um novo nível de sofrimento para os refugiados. Fonte: The New York Times
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Na tarde desta terça-feira, dia 27 de Janeiro de 2015, a atriz e diretora Angelina Jolie retornou a cidade de Los Angeles, depois de visitar o Iraque em mais uma missão humanitária, como Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR).
De acordo com informações divulgadas, Angelina teria aterrizado no Iraque no sábado (dia 24) a noite. No domingo (25), ela visitou e conversou com refugiados sírios e cidadãos iraquianos desabrigados na região do Curdistão, assim como também participou de uma coletiva de imprensa através da qual, criticou a comunidade internacional por falhar na busca de uma solução para os conflitos no Oriente Médio que provocaram o deslocamento dessas milhões de pessoas.
“Eles estão pagando o preço de um fracasso coletivo em acabar com os conflitos que tem permitido que extremistas tomem o poder. Estamos sendo testados aqui, como comunidade internacional e até agora, apesar dos imensos esforços e boas intenções, a comunidade internacional está falhando”.
Na segunda-feira (26), Angelina visitou a cidade de Al Qosh, que fica ao norte do país onde conversou com refugiados que fazem parte de uma minoria cristã e que estão vivendo em uma escola abandonada. Posteriormente, no mesmo dia, Angelina ainda se reuniu com altos funcionários do Governo Regional do Curdistão na cidade de Arbil, também no Iraque.
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Jolie visita campo de refugiados no Iraque e faz discurso crítico
26 de janeiro de 2015
A atriz Angelina Jolie esteve neste domingo no Iraque. A Embaixadora da Boa Vontade da ONU visitou o campo de refugiados em Khanke, próximo da Dohuk. O local recebe famílias que fugiram da guerra civil na Síria e também das regiões dominadas por extremistas no Iraque.
A Enviada Especial das Nações Unidas criticou a comunidade internacional por falhar na busca de uma solução para os conflitos no Oriente Médio que provocaram o deslocamento de milhões de pessoas.
“Eles estão pagando o preço de um fracasso coletivo em acabar com os conflitos que tem permitido que extremistas tomem o poder. Estamos sendo testados aqui, como comunidade internacional e até agora, apesar dos imensos esforços e boas intenções, a comunidade internacional está falhando”.
A guerra civil na Síria provocou o deslocamento em massa de milhões de pessoas e levou ao fortalecimento do grupo ‘Estado Islâmico’, que tomou o poder em vastas áreas do Iraque e da Síria. A violência dos jihadistas aumentou ainda mais o número de refugiados no Oriente Médio.
Texto: UOL
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Angelina Jolie visita o Iraque e pede ajuda aos refugiados
25 de janeiro de 2015
Neste domingo, dia 25 de Janeiro de 2015, a atriz e Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Angelina Jolie, visitou o Iraque e pediu ajuda aos líderes internacionais com a intenção de acabar com o sofrimento causado pelos conflitos regionais.
De acordo com informações divulgadas pelo site da UNHCR, Jolie esteve na cidade de Dohuk, no Iraque, para visitar refugiados sírios e cidadãos iraquianos desabrigados na região do Curdistão. Desde a última visita de Jolie no país – em setembro de 2012 – a escala e a gravidade da situação humanitária tem aumentado dramaticamente, conforme os conflitos na Síria e no Iraque se intensificam e se tornam interligados.
“É chocante ver como a situação humanitária no Iraque se deteriorou desde a minha última visita. Além do grande número de refugiados sírios, apenas em 2014, dois milhões de iraquianos ficaram desabrigados por conta da violência. Muitas dessas pessoas inocentes foram forçadas a fugir durante várias vezes enquanto buscavam por segurança”.
Jolie visitou desabrigados internos que vivem em campos de refugiados informais assim como também no campo de refugiados em Khanke, que fica a 40 minutos da cidade de Dohuk. Juntos, esses acampamentos acomodam mais de 20.000 pessoas. Jolie conversou com essas pessoas e ouviu suas dramáticas histórias de fuga. Ela também se reuniu com mulheres que foram sequestradas e que agora estão abrigadas nos campos.
As mulheres falaram sobre o sequestro, sobre a detenção e sobre a soltura. Jolie ouviu as histórias de extrema dificuldade e perda, inclusive de mulheres que ainda possuem filhas, filhos e maridos que ainda estão sequestrados.
“Nada pode te preparar para ouvir as horríveis histórias dessas sobreviventes de sequestro, de abuso e exploração, assim como também, nada pode te preparar para ver como nem todas podem receber a ajuda urgente que precisam e merecem. As necessidades superam drasticamente os recursos disponíveis nesta vasta crise. É necessário muito mais ajuda internacional”.
Depois de se reunir com os refugiados, Jolie participou de uma Coletiva de Imprensa onde falou sobre a situação dos desabrigados e pediu por mais ajuda. Assista o vídeo:
Fotos:
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Na tarde desta sexta-feira, dia 23 de Janeiro de 2015, a atriz e diretora Angelina Jolie foi fotografada enquanto chegava no Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX) para pegar um voo. O destino, no entanto, ainda não foi divulgado.
Angelina Jolie é capa da revista russa Dorogoe Voronezh
21 de janeiro de 2015
Ainda em divulgação ao seu novo filme, “Invencível” (Unbroken), Angelina Jolie foi capa da edição dos meses de Dezembro 2014 / Janeiro 2015 da revista russa Dorogoe Voronezh. Em foto inédita feita pelo fotógrafo Art Streiber para os estúdios da Universal Picures, a atriz e também diretora aparece deslumbrante, como de costume. As scans foram adicionadas à Galeria do Angelina Fan Brasil, confira:
• REVISTAS & SCANS > SCANS DE 2015 > DOROGOE VORONEZH – DEZ 2014 / JAN 2015 (5x)
“Invencível” e a guerra pessoal de Angelina Jolie
20 de janeiro de 2015
Em entrevista ao site de VEJA, atriz fala de seu envolvimento com a história do sobrevivente de guerra Louis Zamperini, de quem se tornou amiga, e com a direção de filmes, atividade que tem se esforçado para assumir como principal.
Uma das maiores estrelas do mundo, com cachê na casa dos 30 milhões de dólares, mulher de Brad Pitt, mãe de seis filhos, exemplo no trabalho humanitário, Angelina Jolie quer mais. Recentemente, adicionou uma função a seu currículo, que pretende transformar em atividade principal: diretora de cinema. Ela estreou como cineasta em 2011, com o filme Na Terra de Amor e Ódio, que escreveu inspirada pelas informações que adquiriu ajudando vítimas da dramática Guerra da Bósnia. Seu segundo trabalho, Invencível, em cartaz no Brasil a partir desta semana, também traz um pano de fundo bélico, o da Segunda Guerra Mundial, embora a guerra, segundo Angelina, não seja o foco principal. No melhor estilo de enviada especial da ONU para os refugiados, ela afirma em entrevista concedida em vídeo ao site de VEJA (confira abaixo) que Invencível carrega uma “mensagem”, que seria a da superação, palavra-súmula da história quase inacreditável de Louis Zamperini (1917-2014), seu amigo e personagem principal.
Nascido em Nova York, filho de imigrantes italianos, Zamperini foi um garoto problema, que bebia, fumava e roubava aos 9 anos de idade. Influenciado por seu irmão mais velho, Pete, canalizou sua energia para a corrida e chegou a competir na Olimpíada de Berlim em 1936, na prova de 5.000 metros, onde não fez feio. Pouco tempo mais tarde, quando lutava na Segunda Guerra Mundial, seu avião foi derrubado e ele passou 47 dias à deriva no mar, até ser capturado por japoneses e passar dois anos como prisioneiro de guerra – com tudo de nefasto que isso inclui.
“Acho que todos precisamos ser lembrados da força do espírito humano, do que está dentro de cada um de nós”, diz Angelina, que também conta ter feito um filme para atingir espectadores jovens como seus filhos – Maddox Chivan, 13, Pax Chien, 11, Zahara Marley, 9, Shiloh Nouvel, 8, Knox Léon e Vivienne Marcheline, gêmeos de 6. A família, aliás, acompanhou o trabalho desde o início. O marido, Brad Pitt, foi um dos primeiros a saber do interesse da mulher em rodar a vida de Zamperini, por quem se apaixonou depois de ler a biografia escrita por Laura Hillenbrand. Pitt contou a ela que a ideia de levar às telas a saga de Zamperini já circulava em Hollywood havia tempos – mais precisamente, desde 1957, quando a Universal comprou os direitos da autobiografia do atleta e soldado, lançada no ano anterior.
Ser Angelina Jolie, como mostrou o vazamento de dados da Sony provocado por um ataque hacker da Coreia do Norte, não facilitou muito as coisas – em e-mail tornado público após o ataque coreano, a atriz é chamada de “mimada” por um produtor enfurecido com um pedido feito por ela para o filme Cleópatra. O projeto de Invencível, afinal, seria apenas a segunda ficção de Angelina, e previa cenas difíceis, com combates, derrubada de avião, ataque de tubarão, botes à deriva. Foi preciso convencer o estúdio de que ela era a melhor pessoa. Angelina chegou a fazer gráficos em cartolinas, que carregava em sacos de lixo (o único recipiente em que cabiam), para apresentar suas ideias para o filme. Foi nessa época que conheceu Louis Zamperini, que morava muito perto – se subisse em seu telhado, Angelina podia ser vista por ele da janela de sua sala. No dia em que finalmente recebeu o sinal verde, ligou para Brad Pitt hastear a bandeira americana em sua casa, para Louis saber que o longa-metragem finalmente iria acontecer.
Para interpretar Louie, que morreu em julho depois de ver uma versão incompleta do longa-metragem, ela escolheu o inglês Jack O’Connell, 24, incrível no papel. “Senti uma responsabilidade enorme de retratar uma pessoa tão extraordinária”, diz o ator. “Logo depois de conhecer Angelina, percebi que seu desejo era que o papel fosse meu. E, se ela estava do meu lado, o mínimo que podia fazer era acreditar em mim mesmo.” O ator é só elogios para sua diretora. “Ela é comprometida, inspiradora, extraordinária.”
O’Connell, que enfrentou surras de barras de borracha e confinamento nos testes, precisou emagrecer bastante para fazer as cenas em que Zamperini estava à deriva no bote, no mar, e refém dos japoneses. “Eu estava comendo coisas saudáveis”, contemporiza o ator, antes de adotar um discurso similar ao da sua diretora. “Vivemos em um mundo em que muita gente não tem escolha, por isso não quero que sintam pena de mim.”
Tanto O’Connell quanto o resto do elenco sabiam que a realidade do personagem havia sido bem pior. “Aqueles homens que retratamos passaram por isso de verdade, sem saber se iam sobreviver. Nós sabíamos que tínhamos grandes chances de continuarmos vivos depois da filmagem.”
Guerra pode ser um tema recorrente na vida de Angelina Jolie, mas a atriz virou estrela foi por mostrar versatilidade. Ela levou o Oscar de coadjuvante por sua ótima performance como uma moça internada em um hospital psiquiátrico em Garota, Interrompida (1999), de James Mangold, e foi campeã de bilheteria com superproduções questionáveis como Salt (2010), de Phillip Noyce, além de fazer bombas como O Turista (2010), ao lado de Johnny Depp. Como cineasta, ela diz se sentir à vontade por – para esbarrar de novo no campo bélico – estar na “trincheira”. “Atores ficam isolados. Como diretora, você está na trincheira, com o time”, disse. “Prefiro ser parte da família em vez de ser aquela na frente da câmera.”
É visível seu crescimento como cineasta, na comparação de Invencível com Na Terra de Amor e Ódio. Seu primeiro longa de ficção tinha cenas impactantes porque Jolie não aliviava ao mostrar as atrocidades cometidas na Guerra da Bósnia, como estupros e execuções em massa. Mas, na tentativa de ser realista, soterrava o espectador com a dor constante. Em Invencível, mesmo as cenas mais difíceis têm seus momentos de beleza, acentuadas pela fotografia de Roger Deakins. Ela dá conta da maior parte das sequências complexas. O drama vem junto com o suspense e uma dose de aventura, bem na linha de atrair o público jovem. A diretora escorrega aqui e ali por suas boas intenções, tentando passar mensagens e ser leal a seu amigo Louie. Pode ser visto como dramalhão, mas, no fim, Angelina Jolie fez o que queria fazer: um filme à moda antiga que celebra o espírito humano. Seus modelos parecem ter sido Steven Spielberg e Clint Eastwood – mas é claro que ela ainda precisa evoluir um bocado para chegar ao nível dos dois.
Depois de Invencível, Angelina emendou outra produção, By the Sea, baseado em uma história sua, que fala de outro tipo de conflito: entre duas pessoas casadas, interpretadas por ela mesma e pelo marido, Brad Pitt. “Queria trabalhar com Brad. Nós estamos juntos sempre, mas, quando você trabalha junto, compartilha coisas diferentes”, diz. “E fazia quase dez anos que não trabalhávamos juntos.” Os dois se conheceram nas filmagens de Sr. e Sra. Smith (2005), de Doug Liman. Ativa, Angelina também não descarta uma carreira política. “Estou aberta”, declarou à revista americana Vanity Fair. “Quando você faz missões humanitárias, está consciente de que a política precisa ser considerada.”
Fonte: Veja