Câncer/ Mastectomia/ News

Por que Jolie acertou ao retirar os ovários e as trompas

28 de março de 2015

Operação diminuiu o risco de a atriz desenvolver câncer no órgão em 90%.

Especialistas em oncologia aprovaram a decisão da atriz Angelina Jolie de retirar os ovários e as trompas de falópio como forma de prevenir o câncer no órgão. Há quase dois anos, a atriz anunciou que retirou e reconstruiu os seios para reduzir o risco de câncer de mama.

Angelina tem histórico de câncer de ovário na família: sua mãe e sua avó morreram em decorrência deste tumor (a tia faleceu em decorrência de um câncer de mama). Em 2013, um teste genético apontou que a atriz corria alto risco de seguir pelo mesmo caminho. Portadora de uma mutação no gene BRCA1, sua probabilidade de desenvolver câncer de ovário era de 50% e o de mama, de 87%. A partir da retirada dos órgãos, o risco caiu 90%.

Prevenção
A oncologista Maria Isabel Achatz, diretora de Oncogenética do A.C.Camargo Câncer Center explica que, para as portadoras da mutação, a retirada dos seios não é necessariamente recomendada pelos médicos.

“O rastreamento do câncer de mama é facilmente feito por mamografia e ressonância magnética. Uma mulher pode fazer os exames periodicamente, sem precisar remover os seios”, afirma.

Para a prevenção do câncer de ovário os médicos recomendam a retirada preventiva dos ovários e trompas. “Não existe um exame de rastreamento eficaz desse tumor, de modo que ele costuma ser diagnosticado em estágio avançado, quando a chance de cura é pequena.”

No artigo intitulado Angelina Jolie Pitt: diário de uma operação, a atriz explica que decidiu retirar os ovários depois de exames de rotina apontarem alterações em marcadores inflamatórios que podem indicar a atividade de um tumor.

“[A retirada dos ovários] é uma operação menos complexa que a mastectomia, mas seus efeitos são mais severos. Ela coloca a mulher em uma menopausa forçada”, escreveu.

Angelina relata que está tomando hormônios para minimizar os sintomas da menopausa causada pela operação, como ondas de calor, oscilação de humor, ressecamento vaginal e diminuição da elasticidade da pele. De acordo com Maria Isabel, a reposição hormonal só é recomendável para mulheres que não tiveram tumor de mama diagnosticado antes da operação nos ovários.

O exame
O teste genético que detecta a mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 custa no Brasil, em média, 5.000 reais, e não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde. A boa notícia é que uma resolução da Agência Nacional de Saúde (ANS) obriga os planos de saúde a pagarem pelo teste em casos como o de mulheres com câncer de mama diagnosticado e que apresentem dois parentes de 1º ou 2º graus do mesmo lado da família com diagnóstico de câncer de mama abaixo de 50 anos.

A ovelha negra
O câncer de ovário é conhecido como a ovelha negra dos tumores na mulher em função da ausência de sintomas nos estágios iniciais e da falta de métodos eficazes de rastreamento. As causas que levam ao desenvolvimento deste tumor também são pouco conhecidas na maioria dos casos.

O diagnóstico é tardio na maioria dos casos e, por isso, o índice de mortalidade é alto. Segundo um levantamento do A.C. Camargo Câncer Center, 6 entre 10 pacientes morrem em menos de 5 anos após o tratamento. Para 2015, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 5.680 novos casos deste tumor no Brasil.

Fonte: Veja

Atriz/ Listas

Angelina Jolie: entre os mais bem pagos de Hollywood

28 de março de 2015

Eleita a mulher mais admirada do mundo, a atriz Angelina Jolie também é uma das mais bem pagas do cinema hollywoodiano segundo a lista feita pela revista “The Hollywood Reporter”, divulgada nesta quarta-feira (24). A mulher de Brad Pitt, que surpreendeu ao anunciar a retirada dos ovários para evitar câncer, ganha aproximadamente US$ 20 milhões para atuar em um filme e aparece em sexto lugar na lista.

A seleção é liderada por Leonardo DiCaprio, estrela dos filmes “Titanic”, “O Grande Gatsby” e “O Lobo de Wall Street”. O astro, um dos queridinhos do diretor Steven Spielberg, recebe um salário de US$ 25 milhões.

Depois de Leonardo, aparecem os nomes de Sandra Bullock, Matt Damon, Robert Downey Jr., Denzel Washington e Angelina Jolie que recebem entorno de US$ 20 milhões dependendo do tipo de papel que interpretam. O valor de US$ 20 milhões recebido pela maioria, no entanto, ainda não inclui o cachê que pode ser negociado individualmente.

Dwayne Johnson, Mark Wahlberg, Jennifer Lawrance e Seth Rogen também fazem parte dos mais bem pagos de Hollywood, a maior indústria do cinema mundial.


Partes do texto foram retiradas do sites Pure People e The Hollywood Reporter.

Brad Pitt/ By The Sea/ Eventos/ Filmes/ News/ Premiações/ Premiere/ Rumores

Jolie e Pitt podem participar do Festival de Cannes deste ano

27 de março de 2015

Neste ano,a 68ª edição do Festival Internacional de Cannes começará no dia 13 de maio, sob a presidência dos irmãos Coen, e deve terminar no domingo, dia 24. Durante os 12 dias de festival, um grandioso tapete vermelho, centenas de filmes e belas estrelas devem marcar presença durante todo o evento.

De acordo com site francês “People Premiere“, celebridades como Charlize Theron, Tom Hardy, Rosie Huntington-Whiteley, Sienna Miller, Brad Pitt, Angelina Jolie, Mélanie Laurent, George Clooney, Scarlett Johansson, Kirsten Dunst, Emily Blunt, Emma Watson, Ethan Hawke, Joseph Gordon-Levitt, Matthew McConaughey, Sean Penn, Javier Bardem, Penelope Cruz, Colin Farrell, Monica Bellucci, Rachel Weisz, Ian Somerhalder entre muitos outros, devem participar da premição.

Aparentemente, Jolie e Pitt estarão divulgando seu mais novo filme, “By the Sea”, que também é estrelado por Mélanie Laurent, e que conta a história de relacionamento de um casal em crise. O filme irá se passar na França, durante os anos 1970. Jolie interpretará Vanessa, uma ex-dançarina, e Pitt interpretará Roland, um escritor americano. Enquanto eles viajam pelo país juntos, os dois acabam se distanciando. No entanto, quando o casal se hospeda em uma tranquila cidade costeira, Vanessa e Roland passam a conhecer outros habitantes do local. Conforme conversam com as outras pessoas, os dois são levados por suas histórias, mudando a forma de como um vê o outro. Em um comunicado, Jolie disse:

“Eu escolhi a década de 70, não só porque foi uma época colorida e atraente, mas porque também ainda não existiam tantas distrações da vida contemporânea, possibilitando com que, assim, o foco recaia, diretamente, sobre as emoções e sobre as experiências dos personagens durante a filme.”

“By the Sea”, que será lançado pelos Estúdios da Universal Pictures, ainda não possui data de lançamento definida. Pitt também está produzindo o longa ao lado de outros grandes profissionais como a editora Patricia Rommel (“A Vida dos Outros”); o designer de produção Jon Hutman (“Invencível”); a figurinista Ellen Mirojnick (“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”) e o diretor de fotografia Christian Berger (“A Fita Branca”). Os produtores executivos são Chris Brigham (“A Origem”), Holly Goline (“Invencível”) e Michael Vieira (“Invencível”).

Câncer/ Mastectomia/ News

Entenda a mutação genética de Angelina Jolie

27 de março de 2015

Especialista afirma que conduta de atriz é agressiva, mas necessária, e explica quando se faz necessário o teste genético para descobrir a alteração nos genes BRCA1 e BRCA2.

A decisão de Angelina Jolie em remover um órgão para prevenir a incidência de câncer gerou repercussão mundial mais uma vez, lançando luz sobre a solução indicada por especialistas para os casos de quem, assim como a atriz americana, apresentam mutação no gene BRCA1.

Angelina, que perdeu a mãe, a avó e a tia para a doença, retirou as mamas em 2013 e, recentemente, fez cirurgia para a remoção de ovários e trompas de Falópio (tubas uterinas). Ela noticiou a realização da operação por meio de um artigo publicado na terça-feira no jornal The New York Times.

Como ressalta Patricia Ashton Prolla, professora de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, coordenadora da Rede Nacional de Câncer Familial e médica do Instituto do Câncer Mãe de Deus, a decisão da estrela em nada tem a ver com exagero, automutilação ou uma medida para chamar a atenção:

“O que ela está fazendo é alertar para um risco muito alto e está tentando desmistificar uma conduta que é agressiva, mas necessária.”

Mas ao vir à tona o assunto mapeamento genético e a necessidade da retirada de ovários, dúvidas pairaram sobre a notícia envolvendo atriz. Patrícia explica o que acontece com Angelina, os casos em que é necessário o teste genético e dá mais informações sobre o câncer de ovário. Confira:

Para mulheres com mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, é sempre indicada a remoção dos ovários e das trompas?
Entre os especialistas de oncogenética, há um consenso de que, quando a mulher tem a mutação, deve fazer a remoção de ovários e trompas. Entretanto, a retirada do ovário não costuma ser realizada em mulheres muito jovens. A operação é realizada por volta dos 40 anos, já que, antes disso, são muito pequenas as possibilidades de contrair câncer no ovário. Além disso uma cirurgia de retirada dos ovários vedaria a possibilidade de ter filhos e adiantaria muito a menopausa. Após a cirurgia, é possível realizar um tratamento com baixa quantidade de hormônios por até cinco anos, para aliviar os sintomas de menopausa causados pela cirurgia.

O que ocorre quando a mulher tem alteração no gene BRCA1?
O câncer de ovário ocorre em cerca de 1% das mulheres da população geral. Aquelas que têm mutação no gene BRCA1, que é o caso de Angelina, têm um risco de 40% a 50% de ter esse tipo de câncer, além de ter 85% de possibilidade de ter câncer de mama. Quando há mutação no gene BRCA2, as mulheres têm um risco mais ou menos equivalente de ter câncer de mama, de 85%, além de 20% a 25% de contrair a doença no ovário, e também podem ter risco aumentado para outros tumores, como de câncer de pâncreas, melanoma, vias biliares e intestino. As alterações em BRCA1 e BRCA2 atingem uma a cada 600 mulheres — lembrando que nem todas as mulheres que têm a mutação desenvolvem câncer.

Se eu me certificar de que não tenho mutação nesse gene, tenho garantia de que não vou ter câncer?
Não. De todas as mulheres que têm câncer de ovário, 15% têm, de forma hereditária, mutação em genes — incluindo o BRCA1, o BRCA2 e mais de 10 outros genes. Mas a grande maioria dos cânceres de mama e ovário não são hereditários. E há incontáveis causas, levando em consideração, entre outros, o ambiente e o estilo de vida que a pessoa leva.

Há alguma forma de diagnosticar o câncer de ovário na fase inicial?
O tumor começa silencioso e, geralmente, dá sintomas apenas quando está em um estágio muito avançado. O rastreamento por exames para identificar câncer de ovário precocemente não funciona muito bem. Por exemplo, para câncer de intestino, há a colonoscopia, para câncer de mama, há a mamografia e a ressonância magnética, mas os exames que existem para diagnosticar o câncer no ovário, como a ultrassonografia transvaginal, não são tão eficazes. Pelo menos um terço das mulheres com câncer de ovário em estágios iniciais podem apresentar ultrassonografia normal.

Como sei se devo fazer o teste genético?
O teste genético de mutações em BRCA1 e BRCA2 é indicado por médicos quando há mais de 10% de chance de ter uma alteração nestes genes. Normalmente, dentro de uma família, é realizado primeiro em mulheres que têm ou já tiveram câncer. Esse resultado ajuda a planejar o acompanhamento futuro da mulher que já teve câncer e pode auxiliar suas familiares, que poderão saber do seu risco e buscar prevenção antes da doença acontecer. O teste ainda não está disponível pelo SUS, mas pacientes com convênio já têm acesso. Os custos deste exame tendem a diminuir e espera-se que em breve ele esteja disponível para todas mulheres brasileiras que tem indicação de fazê-lo.

Fonte: Jornal Zero Hora

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Após remover os ovários, Angelina é vista em Los Angeles

24 de março de 2015

Após escrever um artigo para o jornal “The New York Times” e contar sobre a decisão de remover os ovários, nesta terça-feira, dia 24 de março, a atriz, mãe e Enviada Especial das Nações Unidas, Angelina Jolie, foi fotografada enquanto andava de carro pelas ruas de Los Angeles. O veículo, no entanto, era dirigido por um segurança. Jolie, que decidiu remover os ovários na semana passada, estava usando óculos de sol e parecia estar saudável e feliz enquanto carregava algo como uma garrafinha de água.

A atriz, em seu artigo, disse que decidiu fazer outra cirurgia preventiva não só pelo fato de possuir uma mutação no gene BRCA1 – que aumenta em 87% as chances de se desenvolver câncer de mama e em 50% as chances de se desenvolver câncer de ovários – mas porque outras três mulheres em sua família, tinham falecido em decorrência da doença. Apesar disso, ela esclarece:

“Um teste positivo de mutação no gene BRCA1, não significa que automaticamente temos que ir para a sala de cirurgia. Conversei com muitos médicos, cirurgiões e naturopatas. Existem outras opções. Algumas mulheres tomam pílulas anticoncepcionais, ou optam pela medicina alternativa combinada com verificações frequentes. Existe mais de uma maneira de lidar com qualquer problema de saúde. A coisa mais importante é conhecer essas opções e escolher aquela que é certa para você […] Não é fácil tomar essas decisões. Mas é possível assumir o controle e combater frontalmente qualquer problema de saúde. Você pode procurar conselhos, descobrir novas opções e fazer as escolhas que são certas para você. Conhecimento é poder.”

Fotos:
• CANDIDS > 2015 > 24/03/15 (4x)

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Angelina Jolie Pitt: o diário de uma cirurgia

24 de março de 2015

Los Angeles – “Dois anos atrás eu escrevi sobre minha escolha ao fazer uma dupla mastectomia preventiva. Um simples exame de sangue revelou que eu possuía uma mutação no gene BRCA1. Esta mutação deu a mim uma estimativa de risco de 87% em desenvolver câncer de mama e um risco de 50% em desenvolver câncer de ovário. Eu perdi minha mãe, minha avó e minha tia para o câncer.

Eu queria que outras mulheres que também possuem este risco, soubessem que existem opções. Eu prometi divulgar qualquer outra informação que pudesse ser útil, incluindo minha próxima cirurgia preventiva: a remoção dos meus ovários e das trompas de Falópio.

Eu estive planejando isso há algum tempo. É uma cirurgia menos complexa do que a mastectomia, mas seus efeitos são mais graves. Ela coloca a mulher em um estado de menopausa forçado. Então, eu estava preparando-me física e emocionalmente, discutindo as opções com os médicos, pesquisando sobre medicina alternativa, e preparando a substituição dos hormônios, estrógeno e progesterona. Mas eu senti que ainda tinha alguns meses até marcar a data da cirurgia.

Então, duas semanas atrás, recebi um telefonema do meu médico com os resultados dos meus exames de sangue. “Sua CA-125 é normal”, disse ele. Dei um suspiro de alívio. Este teste mede a quantidade da proteína CA-125 no sangue, que é usada para monitorar o câncer de ovário. Eu faço esse teste todos os anos por conta do meu histórico familiar.

Mas não foi só isso. Meu médico continuou. “Existe uma série de marcadores inflamatórios que estão elevados e que analisados em conjunto, poderia ser um sinal de câncer”. Eu dei uma pausa. “No teste da proteína CA-125 existe uma chance entre 50% a 75% de erro em não identificar o câncer de ovários nos estágios iniciais,” disse ele. Ele queria que fosse ver meu cirurgião imediatamente para dar uma olhada em meus ovários.

Imagino que eu senti algo que milhares de mulheres já sentiram. Eu disse a mim mesma para ficar calma, ser forte e que eu não tinha nenhuma razão em pensar que eu não veria meus filhos crescerem e que eu não conheceria meus netos.

Eu liguei para meu marido na França, mas ele estava no avião. Uma coisa bonita sobre esses momentos da vida, é que existe muita clareza. Você sabe porque você vive e o que realmente importa. É algo polarizante e pacífico.

Naquele mesmo dia, eu fui ver a cirurgiã que cuidou da minha mãe. Eu a vi pela última vez, no dia que minha mãe faleceu. Quando me viu, ela chorou: “Você é igualzinha a ela.” Isso me quebrou. Mas nós sorrimos uma para a outra e concordamos que nós estávamos lá para lidar com qualquer problema, então, “vamos começar logo com isso”.

Nada durante o exame ou durante o ultrassom foi preocupante. Fiquei aliviada que, se fosse câncer, provavelmente estaria nos estágios iniciais. Se o câncer fosse em outro local do meu corpo, eu ficaria sabendo em cinco dias. Eu passei esses cinco dias como se estivesse numa névoa, assistindo jogos de futebol dos meus filhos e trabalhando em me manter calma e focada.

O dia dos resultados dos exames chegou. O exame de tomografia PET/CT estava claro e o teste do tumor foi negativo. Eu estava cheia de felicidade em embora o marcador radioativo não deixasse que eu abraçasse meus filhos. Existia ainda a chance de eu ter câncer nos estágios iniciais. Para meu alívio, eu ainda tinha a opção de remover os ovários e as trompas de Falópio. E eu optei em fazê-lo.

Eu não fiz isso porque eu carrego uma mutação no gene BRCA1, e quero que outras mulheres saibam isso. Um teste positivo de mutação no gene BRCA1, não significa que automaticamente temos que ir para a sala de cirurgia. Conversei com muitos médicos, cirurgiões e naturopatas. Existem outras opções. Algumas mulheres tomam pílulas anticoncepcionais, ou optam pela medicina alternativa combinada com verificações frequentes. Existe mais de uma maneira de lidar com qualquer problema de saúde. A coisa mais importante é conhecer essas opções e escolher aquela que é certa para você.

No meu caso, os médicos orientais e ocidentais que eu conheci concordaram que remover os ovários e as trompas era a melhor opção, porque além da mutação no gene BRCA, outras três mulheres na minha família tinham morrido em decorrência do câncer. Meus médicos indicaram que eu deveria fazer uma cirurgia preventiva “dez anos antes” do “mais jovem” aparecimento de câncer em meus parentes do sexo feminino. Minha mãe foi diagnosticada com câncer de ovário quando ela tinha 49 anos. Eu tenho 39.

Na semana passada, eu me submeti a cirurgia: uma salpingo-ooforectomia bilateral laparoscópica (laparoscopic bilateral salpingo-oophorectomy). Havia um pequeno tumor benigno em um dos ovários, mas não havia sinais de câncer em nenhum dos tecidos.

Eu uso um pequeno adesivo transparente que contém estrogênio. Um DIU de progesterona foi inserido em meu útero. Ele vai ajudar em manter o equilíbrio hormonal, mas o mais importante é que ele irá ajudar a prevenir o câncer de útero. Eu decidi manter meu útero porque o câncer neste local, não faz parte do meu histórico familiar.

Não é possível remover todos os ricos, e o fato é que eu ainda permaneço propensa a desenvolver câncer. Agora, eu irei procurar por formas naturais em fortalecer meu sistema imunológico. Eu me sinto feminina e apegada nas decisões que eu tomei que foram feitas para mim e para a minha família. Agora, eu sei que meus filhos nunca irão ter que dizer: “A mamãe morreu por conta de um câncer de ovário”.

Independentemente das reposições hormonais que estou tomando, agora eu estou na menopausa. Eu não poderei mais ter filhos e espero algumas mudanças físicas. Mas eu me sinto bem com relação ao o que virá, não porque eu sou forte, mas porque esta é uma parte da minha vida. Não é algo para ser temido.

Eu realmente sinto muito pelas mulheres que passaram por isso quando ainda eram muito jovens, antes mesmo de ter filhos. A situação delas é muito mais difícil que a minha. Eu perguntei e descobri que existem opções de remover as trompas de falópio e manter os ovários, continuando assim, com a capacidade de ter filhos e não entrar na menopausa. Espero que elas possam ficar cientes disso.

Não é fácil tomar essas decisões. Mas é possível assumir o controle e combater frontalmente qualquer problema de saúde. Você pode procurar conselhos, descobrir novas opções e fazer as escolhas que são certas para você. Conhecimento é poder.”

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Angelina Jolie Pitt é uma cineasta e Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Fonte: New York Times

Enviada Especial/ Trabalho Humanitário/ UNHCR

Jolie se diz decepcionada com resposta à crise síria

18 de março de 2015

“É profundamente preocupante que a resposta internacional seja tão claramente aquém do necessário para acabar com o conflito na Síria”, disse nesta segunda-feira (16) a atriz ganhadora do Oscar e Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), Angelina Jolie, falando sobre a crise na Síria, que entra em seu quinto ano.

“É revoltante ver que os crimes que estão sendo cometidos contra o povo sírio diariamente continuam impunes. A incapacidade de acabar com esta crise nos diminui a todos”, disse Jolie, exortando os governos por todo o mundo a deixar de lado suas diferenças e tentar novamente resolver o conflito político.

“As pessoas têm o direito de se sentir confusas e irritadas porque o Conselho de Segurança da ONU parece incapaz de responder à pior crise do século 21”, acrescentou, observando que os países vizinhos e agências humanitárias internacionais estão trabalhando além de seus limites.

A atriz também pediu medidas urgentes para demonstrar que a comunidade internacional é séria sobre a prestação de contas na Síria: “Temos que demostrar que não vamos fechar os olhos para os crimes de guerra e que não vamos abandonar os refugiados, os deslocados e os sobreviventes”.

Segundo a ONU, mais de 220 mil morreram, e quase metade do país – homens, mulheres e crianças – foi forçada a fugir de suas casas desde que o conflito na Síria eclodiu, em março de 2011. Mais de 4 milhões de pessoas buscaram refúgio em países vizinhos países, enquanto outros 7,6 milhões estão deslocadas dentro da Síria.

Fonte: ONU Brasil

Brad Pitt/ Candids/ News

Angelina e Brad assistem as filhas em jogo de futebol

16 de março de 2015

Neste sábado, dia 14 de Março de 2015, o casal mais famoso de Hollywood, formado por Angelina Jolie e Brad Pitt, foi fotografado assistindo suas duas filhas mais velhas, Zahara (10) e Shiloh (8), enquanto participavam de um jogo de futebol, na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Brad (51) e Angelina (39) estão juntos há quase uma década e foram vistos trocando beijos e carinhos durante o jogo das filhas. Todos pareciam estar muito alegres e felizes.

Fotos:
• CANDIDS > 2015 > 14/03/15 (??x)