Entrevistas/ News

Angelina diz a jornal: ‘Não quero ser jovem novamente’

24 de novembro de 2015

Angelina Jolie é linda, é casada com um dos caras mais desejados do mundo e tem uma família de deixar qualquer comercial de margarina com inveja. Para completar, a atriz agora afirma que não tem problemas por estar vivendo uma das épocas mais temidas pelas mulheres: a menopausa.

“Na verdade, eu amo estar na menopausa. Eu não reagi mal a isso e me sinto muito sortuda. Eu me sinto mais velha e me sinto bem por estar assim. Me sinto feliz por ter amadurecido. Não quero ser jovem novamente”, disse ela, ao jornal “Australia’s Daily Telegraph”.

Angelina está divulgando o seu mais recente filme “À Beira do Mar” que dirige e interpreta a protagonista ao lado do marido, Brad Pitt. O filme narra os dramas de um casal em crise. Recentemente, a atriz falou sobre as cenas de nudez que teve que fazer no filme:

“Não foi algo intencional, mas essas cenas estavam escritas no roteiro original e eu me sentiria mal em tirá-las por causa da minha mastectomia. Eu acho importante ser vista do jeito que você realmente é”, disse ela, que em 2013, passou por uma dupla mastectomia preventiva, para a retirada das mamas já que possuí uma mutação genética que aumenta as chances de desenvolver câncer.

Jolie ainda está sendo cotada para viver a Noiva do Frankenstein em um novo filme da Universal Estúdios. Segundo o site ‘Hollywood Reporter’, a atriz é a favorita dos executivos para interpretar a famosa personagem que teve filme próprio em 1935.

Fonte: Yahoo

News/ Photoshoots/ Revistas & Scans

Angelina Jolie é capa da revista australiana “Sunday Style”

21 de novembro de 2015

A cineasta Angelina Jolie Pitt está na capa de mais uma revista. Desta vez, a atriz e diretora estampa a capa da revista australiana “Sunday Style” em uma foto feita pelo fotógrafo Peter Lindbergh.

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Camboja/ Diretora/ Filmes/ News

Angelina é fotografada nos sets do novo filme

21 de novembro de 2015

A cineasta Angelina Jolie Pitt foi recentemente fotografada nos sets de gravações de seu novo filme, “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”, no Camboja.

Angelina escreveu o roteiro do filme juntamente com a defensora dos direitos humanos Luong Ung. O trabalho será uma adaptação do livro de memórias de Ung, lançado em 2000, que conta como a autora sobreviveu ao regime do Khmer Vermelho, no Camboja. Um período que durou quatro anos e que culminou na morte de dois milhões de pessoas. Ainda criança, Ung acabou sendo treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus seis irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados. Em um comunicado, Jolie se manifestou dizendo:

“A intenção deste projeto não é reviver os horrores da guerra, mas levar personagens que as pessoas ao redor do mundo possam se identificar, sentir empatia e ensinar outras pessoas sobre este país que eu amo tanto e respeito, assim como mostrar a cultura e a vida familiar cambojanas que eu tanto admiro. O livro é um guia que conta a história de uma garotinha, mas nós vamos completar sua história com as experiências de outras pessoas e adicioná-las ao filme. Através da história de Loung Ung, nós também contaremos muitas outras de modo que o filme não seja baseado apenas na memória de uma criança, mas na memória coletiva do povo do Camboja”.

“First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers” será lançado pela Netflix no final de 2016 e será inscrito nos principais festivais internacionais de cinema. Na produção do longa também estão envolvidos Rithy Panh – diretor de “A Imagem que Falta”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e premiado no Festival de Cannes e o filho mais velho de Jolie, Maddox, nascido no Camboja há 15 anos.

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• FILMES > 2016 – FIRST THEY KILLED MY FATHER: A DAUGHTER OF CAMBODIA REMEMBERS > SET DE FILMAGENS – NOVEMBRO 2015 (7x)

Brad Pitt/ By The Sea/ Diretora/ Entrevistas/ Filmes

Jolie e Pitt estão em crise, mas só em “À Beira Mar”

13 de novembro de 2015

CALIFÓRNIA – Durante as filmagens de “By the Sea” (À Beira Mar), Angelina Jolie Pitt e Brad Pitt – respectivamente no papel de uma ex-bailarina depressiva e de seu marido escritor romancista com bloqueio de inspiração – usaram um método específico para iluminar o clima muitas vezes sombrio no set. “Correm várias piadas sobre o fato de que ninguém jamais vai querer ser nosso vizinho de quarto novamente”, disse Angelina, referindo-se aos seus personagens que, frequentemente, espiam por um buraco na parede, dois amantes que estão no quarto de hotel ao lado do seu.

“À Beira Mar”, previsto para estrear no Brasil em 5 de dezembro, foi escrito, produzido e dirigido por Angelina e é a primeira vez em que ela e Brad atuam juntos num filme, depois do longa de 2005, “Sr. e Sra. Smith”. Deixando de lado as possíveis armadilhas que poderiam surgir ao dirigir o cônjuge na vida real, o filme é arriscado de várias outras maneiras. Ambientado numa cidadezinha do litoral da França, o longa se inspirou nos filmes de arte europeus dos anos 1960 e 1970 e conta a história da implosão do casamento de um casal americano.

Numa suíte do Hotel Four Seasons, Angelina, 40, cujo último filme como diretora foi uma história de sobrevivência, “Invencível”, da 2.ª Guerra, parecia otimista a respeito disso tudo – desde a análise do “fato ou ficção” que “À Beira Mar” poderá causar à possível recepção crítica do que ela chamou de “escolha corajosa”. E acrescentou: “Sei que algumas pessoas vão odiá-lo. Outras, adorarão, mas foi importante voltar a me sentir uma artista.”

No pulso direito, ela usava uma pulseira vermelha feita com linha adquirida em uma recente viagem ao Camboja, além disso, uma tatuagem aparecia na manga esquerda do seu vestido bege. Espontânea, engajada, ela falou da influência fundamental do fato de ter os seis filhos com ela no local das gravações e da implicação de Brad com o francês. “Quando estávamos gravando, ele às vezes dizia: ‘Parece que você me deu dez vezes mais diálogos em francês do que para você mesma'”, contou rindo.

Confira abaixo alguns trechos da conversa.

Seu primeiro filme exigiu muita pesquisa. Como se preparou para este drama matrimonial dos anos de 1970?

O fato do filme ser ambientado na França ajudou, então nós nos concentramos na cultura e na época em que se passa a história. Mas sou exatamente eu numa página em branco, minha dor, meu eu. Foi uma experiência muito estranha – e acho que não a farei com tanta frequência. (Ri) Eu casei um pouco antes. Talvez esse fosse meu estudo.

Na época do casamento, você já estava com Brad há cerca de nove anos. O fato de oficializar a união mudou alguma coisa?

Foi uma coisa muito boa. O grande momento foi quando assinei os papéis com o Brad (da adoção conjunta) de Maddox e Zahara. Foi uma decisão dos dois juntos em comprometer-se a fazer parte da vida do outro pelo resto da vida. Portanto (o casamento), não estava em pauta. De certa maneira, foi bastante casual.

Casual?

A cerimônia foi na França, mas tivemos de fazer os trâmites legais na Califórnia. Um dia, um dos nossos assistentes disse: ‘Vocês precisam assinar alguns papéis’. E entre uma reunião e outra nos disseram: ‘Aqui está a certidão de vocês’. Então alguém falou: ‘O juiz está aí fora’. Nós dissemos: ‘Como assim, o juiz está aí fora’? O juiz entrou e a certa altura, Brad perguntou: ‘A gente precisa se levantar?’. O juiz respondeu: ‘Não’. De repente, percebemos que estávamos casados, do modo mais informal possível.

E pouco tempo depois, vocês estavam em Malta para filmar um relacionamento em crise. Esta é sua ideia de lua de mel?

Bom, tecnicamente era uma lua de mel. Alguns dias depois do início das filmagens pensei: É uma péssima ideia. O que eu estava pensando? Isto vai nos destruir antes mesmo de a gente começar. Mas na época em que terminamos de gravar o filme, tínhamos conversado e tivemos dias ótimos, também tivemos dias ruins e tudo mais, mas tínhamos chegado ao fim. Aprendemos alguma coisa a respeito um do outro, descobrimos um novo relacionamento de trabalho e passamos a gostar da ideia. As coisas ficam ruins, mas, dessa forma, a gente consegue trabalhar o problema.

Quando você releu o roteiro do seu filme – que a princípio, não tinha intenção de interpretar – como foi quando você se deu conta de que seria a atriz principal e enfrentaria dura provas emocionais?

Houve uma série de cenas que eu quis mudar ou cortar. Percebi que quem estaria nua na banheira seria eu. Mas me peguei pensando: ‘Deixa disso, você pode mudar ou cortar esta cena porque fez uma mastectomia, ou porque vocês estão casados e as pessoas vão analisar isto ou aquilo’. Mas me dei conta de que isto seria uma espécie de trapaça.

Fale do desafio de dirigir e representar no mesmo filme.

Como diretora, eu tinha que ser muito segura. Minha personagem? Ela não conseguiria dirigir nada. Ela é uma bagunça. A dualidade – ser diretora e depois precisar interpretar o papel de uma pessoa tão vulnerável – muitas vezes foi difícil. Há uma cena toda em que eu grito: Corta! Em outra, eu estou berrando histericamente e gritando corta. Tem também uma cena de sexo em que grito corta para Brad. Apesar de tudo, eu acabei rindo, foi muito engraçado.

São tão poucas as mulheres diretoras em Hollywood que, recentemente, uma investigação federal quis saber se se tratava de uma discriminação de gênero na indústria. Entretanto, muitas vezes você deu a impressão de resistir à ideia de falar sobre o que é fazer parte de um grupo tão pequeno. Por que?

Às vezes, as pessoas que estão neste negócio só se preocupam com o fato de que você pertence a uma minoria. Eu não quero que as pessoas digam: ‘Será que precisamos de uma diretora mulher?’. Eu quero ouvir: ‘Deveríamos ter um grande diretor para este filme?’. Entretanto, sou a primeira mulher diretora com a qual Brad já trabalhou. Não parece certo, se a gente refletir sobre isso.

Concordo.

O sexismo está em todos os setores e deve ser discutido. Quero dar apoio a outras mulheres por causa das oportunidades que tive – e foram muitas. Como diretora, tento fazer o melhor possível e, ao mesmo tempo, chamar a atenção para o máximo de mulheres diretoras e escritoras. Neste momento, estou produzindo “The Breadwinner” (“A Outra Face”), filme de animação sobre o Afeganistão (que terá Nora Twomey como diretora).

O que você acha da primeira experiência de trabalho de Brad com uma diretora?

Não sou apenas uma mulher, mas uma escritora e diretora. Nós somos também marido e mulher. Acho que foi duas vezes mais difícil, pois sabemos de certas coisas a respeito um do outro. De início, foi um pouco desconfortável. Você quer ser cuidadosa com o que faz e com o que não faz. Ao mesmo tempo, posteriormente ele me disse que sentiu que podia ser o mais aberto possível em sua atuação, porque sabia que eu estaria lá para ajudá-lo a fazer sua melhor interpretação.

No meio de tudo isso, você tinha filhos para pôr na cama à noite, um deles adolescente, Maddox, que estava trabalhando como faz tudo num filme que não é exatamente para crianças da idade dele.

Ele ficava nas cenas mais leves, mas tínhamos como norma que, em certas cenas ele não ficaria no set. Eu cresci neste ambiente e, por isso, deveria até me sentir mais feliz se as crianças não se interessassem, mas ele adorou.

Vamos falar dos e-mails hackeados dos executivos da Sony divulgados em 2014. Ficou surpresa quando leu a conversa a seu respeito entre a ex-codiretora da Sony, Amy Pascal, e o produtor, Scott Rudin?

Não li nada sobre aquilo.

Mas ficou sabendo do conteúdo.

Alguém me contou. Há certas coisas que me aborrecem. Os ataques pessoais? Estou acostumada com isso. Honestamente, meu primeiro instinto foi ficar preocupada com Amy. Queria saber se ela estava bem. Não que eu seja santa, mas porque acho que nós precisamos ter em mente todo o contexto. Ela tem filhos. Sabia que seria um problema para ela.

Voltando à realização de filmes, você já sonhou em voltar a um trabalho menos sério, como a comédia romântica?

Adoro comédias. Mas nunca me pediram para fazer algo do gênero. Tentei fazer comédia quando era mais jovem. Não funcionou. Não me considero muito engraçada.

Em “À Beira Mar”, há muita gritaria, choro, bebida e até pontapés. Você se importa que o público veja o filme e dê demasiada importância a ele?

Se as pessoas quiserem achar que temos brigas terríveis, inseguranças e que ficamos deprimidos e emotivos, elas tem toda razão, já que é claro que isso é verdade. Brad e eu somos duas pessoas muito humanas e com defeitos. Acho que isso é uma boa coisa para mostrar.

Entrevista por Margy Rochlin
Fonte: Estadão

Camboja/ Candids

No Camboja, Angelina Jolie faz compras com os filhos

13 de novembro de 2015

Nesta quinta-feira, dia 12 de Novembro, a cineasta Angelina Jolie Pitt, foi fotografada enquanto fazia compras com as filhas Shiloh e Vivienne em uma livraria da cidade de Siem Reap, no Camboja.

Parte da família Jolie-Pitt está no Camboja, já que neste mês, Angelina começou a trabalhar nas gravações de seu novo filme, “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”, que foi escrito e será dirigido por ela.

Angelina escreveu o roteiro do filme juntamente com a defensora dos direitos humanos, Loung Ung . O trabalho será uma adaptação do livro de memórias de Ung, lançado em 2000, que conta como a autora sobreviveu ao regime do Khmer Vermelho, no Camboja. Um período que durou quatro anos e que culminou na morte de dois milhões de pessoas. Ainda criança, Ung acabou sendo treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus seis irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados.

“First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers” será lançado pela Netflix no final de 2016 e será inscrito nos principais festivais internacionais de cinema. Na produção do longa também estão envolvidos Rithy Panh – diretor de “A Imagem que Falta”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e premiado no Festival de Cannes e Maddox, o filho mais velho de Jolie, adotado por ela no Camboja em 2001.

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Brad Pitt/ By The Sea/ Entrevistas

Aos 40 anos, Jolie conta como foi escrever “À Beira Mar”

8 de novembro de 2015

“Escrevi o roteiro logo após a morte dela, foi uma libertação para mim”, diz Angelina Jolie, referindo-se a seu filme mais íntimo e à perda da mãe, Marcheline Bertrand, aos 56 anos, por conta de um câncer no ovário, em 2007. Além de ter escrito a história, a atriz de 40 anos também dirige e protagoniza “À beira-mar”, seu terceiro longa-metragem, que estreia no próximo dia 13 nos Estados Unidos e chega aos cinemas brasileiros em 3 de dezembro.

— Assim como Vanessa (a protagonista), mamãe foi uma mulher que não realizou seus sonhos. Ela estudou para ser atriz, mas se casou com meu pai (o ator Jon Voight, hoje com 76 anos) antes de fazer 20 anos e, aos 25, se viu criando, sozinha, dois filhos — conta. — Fiquei pensando na mulher que ela seria se não tivesse tido filhos. E também na traição do corpo, no câncer que a levou. Essas duas informações se manifestaram enquanto eu escrevia, com os personagens centrais aprendendo a se tornar pessoas mais gentis com as inevitáveis perdas da vida.

Em algumas das cenas mais bonitas do filme, a atriz aparece com os seios de fora, pouco depois de ter se submetido a uma mastectomia, cujo objetivo era prevenir-se contra o câncer:

— Quando fiz a cirurgia, pensei, é claro, que, se de fato conseguíssemos tirar “À Beira Mar” do papel, eu teria de mostrar meu corpo para as câmeras. Mas me recusei a fazer ajustes por conta disso. Espero que seja bom para as espectadoras serem informadas de que mostro meus seios no filme após ter feito a mastectomia. E que me sinto muito mulher, que o resultado final pode ser bom. Este acabou se tornando um aspecto muito importante do filme para mim.

Equiparação de salários em Hollywood

Celebrada por seu trabalho ao lado da ONU em defesa de refugiados — na última década, ela visitou mais de 40 campos nos quatro cantos do planeta —, a diretora se debruçou anteriormente sobre a guerra civil na antiga Iugoslávia, com o documentário “A place in time” e o longa de ficção “Na terra de amor e ódio”, e sobre a trajetória do atleta olímpico, herói de guerra e líder pacifista americano Louis Zamperini (1917-2014) com “Invencível”. O próximo filme que dirige, com previsão de estreia para o ano que vem, é um drama histórico passado no Camboja durante o regime de terror do Khmer Vermelho. “À beira- mar” é, portanto, seu filme mais feminino.

— Penso muito sobre as questões das mulheres, mas de uma forma mais ampla, mais global, o que acaba se refletindo na temática dos meus filmes — ele diz. — Hoje se fala em Hollywood sobre a equiparação do salário das mulheres aos dos homens e gostaria muito de ver as coisas mudando mais no mundo do cinema, mas não podemos esquecer que há países em que mulheres não podem sequer dirigir carros. Meu foco, naturalmente, acaba voltado para esse tipo de discriminação, para a realidade que, inevitavelmente, ultrapassa os limites da indústria cultural.

Quando escreveu o roteiro, ela ainda não era, tecnicamente, casada com Brad Pitt. E sua vida mudou radicalmente nos quase sete anos em que o projeto ficou adormecido na gaveta de seu escritório. Desde então, teve três filhos e adotou outros três. Angelina lembra que estava sentada no carro, a caminho do hotel onde recebeu O GLOBO, no limite sudoeste do Central Park, quando ela e Pitt se disseram mais ou menos as mesmas palavras: “importa menos se nosso filme for um sucesso ou um fracasso do que o fato de termos conseguido levar esta história para o cinema”. O longa traz o casal mais famoso de Hollywood na pele de artistas nova-iorquinos que, em crise conjugal, viajam de férias para um bucólico balneário francês dos anos 1970.

Por um motivo que só é revelado no final do filme, Roland e Vanessa vivem o pior momento de sua década e meia de casamento, às voltas com a depressão, o uso do álcool como muleta emocional, bloqueios criativos e a impossibilidade de uma vida sexual saudável. Realidade diametralmente oposta à de um casal francês em lua de mel no mesmo hotel e decidido a celebrar a vida em alto e bom som. O filme começa a tomar corpo justamente quando Vanessa descobre um buraco que a permite espionar a vida dos jovens recém-casados do quarto ao lado.

— Quando leram o roteiro, amigos me disseram que havia ali um paralelo com o desejo dos paparazzi de quererem observar minha vida com o Brad por um buraco de fechadura. Isso nunca passou pela minha cabeça enquanto escrevia, mas faz sentido. E outro dia alguém me chamou a atenção para o fato de nos filmes que dirigi haver sempre uma mulher presa a um aposento claustrofóbico, hostil. Talvez isso revele um pouco da percepção que tenho de minha própria falta de liberdade de movimento, por motivos óbvios — especula.

O jogo de espelhos de “À beira-mar” não se esgota no voyeurismo de Vanessa, gatilho para a conclusão da história. As filmagens se deram logo após a atriz se tornar oficialmente Angelina Jolie-Pitt, durante a lua de mel do próprio casal, cujo endereço principal é a França, onde criam os seis filhos, presenças constantes no set.

— Eu jamais faria este filme com outro ator. Em determinados dias, nossos personagens precisavam se odiar e não podíamos melhorar o clima até encerrar as filmagens. Éramos nós atuando, claro, mas também éramos eu e meu marido. Não tenho dúvida de que, em alguns momentos, estar naquele quarto de hotel não foi o mais saudável para nosso casamento, mas a habilidade de superar os obstáculos, as tensões, e de apreciar o resultado final nos deixou ainda mais conectados.

O “projeto mais insano”, segundo Pitt

Doze anos mais velho do que a mulher, Pitt afirmou que este foi muito provavelmente o projeto mais insano do qual participou em sua longa carreira no cinema americano. Sua trajetória inclui o outro filme em que os dois viveram um casal, a comedia de ação “Sr. & Sra. Smith” de 2005, quando eles se conheceram e decidiram viver juntos. Na ocasião, Pitt era casado com a atriz Jennifer Aniston.

Em “À Beira Mar”, Jolie reafirma o apuro na escolha do elenco demonstrado em seus filmes anteriores ao escalar o veterano Niels Arestrup (de “O Profeta”) como o viúvo Michel, o dono do bar do balneário, além de Mélanie Laurent (de “Bastardos Inglórios”) e Melvil Popaud como o jovem casal do quarto ao lado.

As primeiras não foram positivas. Há momentos em que a fotografia, as tomadas e até a música intensificam a sensação de se estar diante de um pastiche do cinema de arte europeu, como apontado pela revista “Hollywood Reporter”. A “Variety” foi dura ao reduzir o filme a um “projeto de vaidade pessoal que não consegue transformar sua beleza inerte em virtude”. Menos ácido, o britânico “Guardian” apresenta o filme como um exercício mal-disfarçado de narcisismo de dois dos mais rentáveis nomes do cinema americano, mas também o classifica como uma “anomalia de fascínio mediano” na massificada produção de Hollywood.

Entrevista por Eduardo Graça

Fonte: O Globo

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Jolie e os filhos são fotografados em Aeroporto

8 de novembro de 2015

Neste sábado, dia 07 de Novembro, a cineasta Angelina Jolie Pitt, foi fotografada chegando ao Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX) na companhia dos filhos Pax, Zahara, Shiloh, Knox e Vivienne.

Parte da família Jolie-Pitt, provavelmente, estava a caminho do Camboja, já que neste mês, Angelina começará a trabalhar nas gravações de seu novo filme, “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”, que foi escrito e será dirigido por ela.

A atriz escreveu o roteiro do filme juntamente com a defensora dos direitos humanos Loung Ung . O trabalho será uma adaptação do livro de memórias de Ung, lançado em 2000, que conta como a autora sobreviveu ao regime do Khmer Vermelho, no Camboja. Um período que durou quatro anos e que culminou na morte de dois milhões de pessoas. Ainda criança, Ung acabou sendo treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus seis irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados.

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Aparições Públicas/ Brad Pitt/ By The Sea/ Eventos/ News

Angelina & Brad juntos na Premiere de “By The Sea”

6 de novembro de 2015

Na noite desta quinta-feira, dia 5 de Novembro, a cineasta Angelina Jolie Pitt e seu marido, o ator Brad Pitt, estiveram presentes na Premiere mundial do filme “By the Sea” (À Beira Mar) que aconteceu durante o American Film Institute Festival, no Grauman’s Chinese Theatre, em Hollywood, Los Angeles. Posteriormente, Angelina e Brad também participaram da festa pós Premiere.

O filme se passa na França, durante os anos de 1970 e retrata a história de duas pessoas que passam por um casamento profundamente perturbado. Jolie interpreta Vanessa, uma ex-dançarina, e Pitt interpreta Roland, um escritor norte americano. Em um entrevista recente concedida ao programa norte americano “Today Show”, Jolie disse:

“Eu estou contando que o público fique ciente de que se o relacionamento do casal interpretado no filme fosse remotamente parecido com o nosso, nós nunca teríamos feito este longa. Nós fizemos o filme porque, na verdade somos muito, mas muito estáveis e não passamos por estes problemas.”

Além de escrever o roteiro e atuar em frente às câmeras, Jolie também trabalhou como diretora em “By the Sea”, que tem data de estreia prevista para o dia 13 de Novembro nos Estados Unidos e 3 de Dezembro no Brasil.



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• EVENTOS > 2015 > PREMIERE “BY THE SEA” AFI FEST (180x)
• EVENTOS > 2015 > FESTA PÓS PREMIERE DE “BY THE SEA” (15x)