Nesta quinta-feira, dia 17 de Novembro, a Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR/ACNUR), apareceu em uma mensagem de vídeo durante um evento organizado pelo Tribunal Penal Internacional.
Durante o evento, a Procuradoria Geral do Tribunal Penal Internacional divulgou um novo documento a respeito das “Políticas Relativas às Crianças”, que assinala a importância da investigação dos crimes que afetam as crianças como, por exemplo, os crimes de guerra e recrutamento.
Para dar boas vindas às novas Políticas, Jolie enviou uma mensagem de vídeo, que foi parcialmente compartilhado através das redes sociais Confira:
Fonte:
Parte do texto foi retirado do site RTP.
Imagens do novo filme dirigido por Jolie caem na rede
12 de novembro de 2016
Recentemente, foram disponibilizadas na internet as primeiras fotos oficiais do novo filme dirigido por Angelina Jolie, “First They Killed My Father”.
O filme é uma adaptação do livro “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”, que conta a história de sobrevivência de Loung Ung durante regime do Khmer Vermelho, no Camboja.
Angelina Jolie é a diretora e produtora do longa original da Netflix, cujo roteiro foi coadaptado em parceria com Ung. O aclamado diretor e produtor cambojano Rithy Panh, diretor de “A Imagem que Falta”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, também é um dos produtores.
Em 1975, Loung Ung tinha cinco anos de idade quando o Khmer Vermelho assumiu o poder no Camboja, dando início a quatro anos de terror e genocídio que sacrificaram a vida de dois milhões de cambojanos. Retirada da casa de sua família em Phnom Penh, Ung foi treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus seis irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados.
Ung sobreviveu e escreveu “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”, publicado em 2000. Dez anos atrás, Angelina Jolie leu o livro e entrou em contato com Ung, e o contato inicial deu lugar a uma sólida amizade. Juntas, elas transformaram o livro em roteiro. Em um comunicado, Angelina se manifestou dizendo:
Fiquei profundamente comovida com o livro de Loung. O relato ampliou a minha perspectiva de como as crianças enfrentam uma guerra, de como elas são afetadas pelas carga emocional do que viveram. Isso me aproximou do povo do Camboja, a terra natal de um dos meus filhos. É um sonho poder adaptar esse livro para a tela. Fico honrada por trabalhar com Loung e com o cineasta Rithy Panh.
O filho cambojano de Angelina, Maddox, também estará envolvido na produção do filme.
O alcance mundial da Netflix foi um fator determinante para o desejo da atriz e diretora de formar uma parceria com o serviço.
Filmes como esse são difíceis de assistir, mas importantes. A produção deles também é complicada, e a Netflix está tornando o projeto possível. Estou ansiosa para trabalhar com eles e estou animada porque o filme será visto por muitas pessoas.
O filme será lançado em khmer e inglês.
“Temos orgulho de trabalhar com Angelina Jolie para oferecer uma história marcante e de forte conteúdo emocional exclusivamente aos assinantes Netflix do mundo inteiro”, comentou Ted Sarandos, chief content officer da Netflix. “A incrível jornada de Loung Ung é um tributo ao espírito humano e à capacidade de transcender as circunstâncias mais difíceis”.
“Angelina e eu nos conhecemos em 2001 no Camboja, e eu fiquei imediatamente sensibilizada pela generosidade dela”, declarou Loung Ung. “Ao longo dos anos, nós nos tornamos amigas próximas, e a minha admiração por Angelina como mulher, mãe, cineasta e humanitária apenas aumentou. É uma grande honra confiar a história da minha família ao talento de Angelina”.
Nas fotos, que apesar de algumas não se encontrarem em alta resolução, é possível ver a personagem de Ung ainda pequena.
O filme será disponibilizado aos assinantes da líder mundial em TV por Internet no final de 2016 e será inscrito nos principais festivais internacionais de cinema.
Fonte:
Parte do texto foi retirada do site UOL Economia.
Fotos:
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Angelina Jolie espera que seus filhos possam começar a “se recuperar” após o Departamento de Crianças e Serviços Familiares (DCFS) do Condado de Los Angeles ter finalmente apurado as alegações de agressão infantil contra Brad Pitt.
Em uma declaração feita o site “Entertainment Online”, um representante de Jolie disse que a atriz se encontra “aliviada” com o fato da investigação ter sido concluída e que sua preocupação principal sempre foi a saúde da sua família:
O trabalho do DCFS é o de certificar que as crianças se encontram em uma situação segura. Como dissemos no começo desta semana, os profissionais especializados em cuidados infantis encorajaram um acordo legal que foi aceito e assinado por ambas as partes, no melhor interesse das crianças. Angelina disse, desde o início, que ela sentiu que precisava tomar uma atitude em prol da saúde de sua família e que agora, se encontra aliviada com o fato de que, após 8 semanas de participação, o DCFS está satisfeito com as medidas de segurança que estão sendo colocadas em prática e que permitirão que as crianças se recuperem.
O site ET confirmou que o DCFS apurou, nesta última quarta-feira, as alegações de agressão infantil feitas contra Brad Pitt. “Não ficou claramente provado que Brad tenha praticado algum tipo de agressão,” disse uma fonte ao site, ressaltando que não houve validação ou prova de agressão.
Outra fonte, no entanto, informou o ET que “apenas porque a investigação do DCGS acabou e Brad foi inocentado, não significa que, necessariamente, nada foi apurado. Existe uma razão pela qual Brad e Angelina ainda estão aderindo o plano de segurança inicialmente proposto pelo DCFS. As visitas de Brad ainda continuam monitoradas com a presença de um terapeuta”.
O site também descobriu que Pitt escolheu, voluntariamente, fazer visitas supervisionadas aos filhos, pois ele acredita que isso é o melhor para eles. “As visitas de Brad são monitoradas de forma voluntária pois ele concordou em fazer isso pelas crianças”, disse a fonte.
O DCFS iniciou uma investigação contra Pitt no final do mês de Setembro deste ano, depois de um suposto incidente ter ocorrido entre o ator e seu filho mais velho, Maddox (15 anos), durante um voo que a família fazia enquanto retornava aos Estados Unidos. Entretanto, fontes disseram ao ET que, no momento, os relatos de abuso eram exagerados e falsos e que não havia ocorrido nenhum contato físico inapropriado.
Atualmente, a custódia dos seis filhos do casal parece ter sido resolvida através de um acordo assinado por ambos, através do qual, concordam que todos os filhos ficarão com a mãe. Nesta semana, a situação ficou aparentemente esclarecida através de um comunicado feito por um dos representantes da atriz:
Especialistas em cuidados infantis incentivaram um acordo legal aceito e assinado pelas duas partes há uma semana. Com este acordo, as seis crianças ficarão sob custódia da mãe e continuarão com as visitas terapêuticas com seu pai. Isso foi determinado por profissionais visando o melhor para as crianças. Não podemos discutir os detalhes. Esperamos, agora que está claro que os eventos que levaram a essa dissolução [do casamento] envolveram crianças menores de idade e o bem estar delas, que haverá um entendimento da sensibilidade dessa situação familiar. Acreditamos que ambos os lados estão comprometidos em cuidar desta família e pedimos pela consideração de vocês durante esse período difícil.
Fonte:
O ator Brad Pitt está livre da investigação sobre um suposto comportamento agressivo contra um de seus filhos, informou a imprensa americana nesta quinta-feira (10).
A apuração se concentrava em um suposto incidente com seu filho Maddox, de 15 anos, em um voo particular que partiu da França em setembro. Funcionários do setor de Serviço Social entrevistaram o casal, seus filhos e testemunhas que estavam no avião, de acordo com a publicação.
Mas o Departamento de Infância e Serviços Familiares do condado de Los Angeles concluiu nesta quarta (9) que Pitt não se comportou de forma abusiva, informaram a CNN e o “USA Today”, citando uma fonte que teve acesso ao relatório da agência.
Jolie entrou com o pedido de divórcio em setembro, citando diferenças irreconciliáveis com o ex.
Acordo de divórcio
Nesta terça (8), em uma nota divulgada ao programa de TV “Entertainment Tonight”, um representante da atriz anunciou que os dois chegaram a um acordo sobre a custódia dos seis filhos dentro das negociações envolvendo a separação.
Segundo o texto, ficou combinado que as crianças permanecerão com a mãe e continuarão recebendo visitas terapêuticas do pai.
Jolie e Pitt teriam assinado o trato há mais de uma semana. Eles foram aconselhados por especialistas em cuidados infantis. A nota de imprensa não forneceu mais detalhes sobre os termos do contrato.
Os dois atores – conhecidos pelo apelido “Brangelina” no meio artístico – se casaram na França há dois anos, mas estavam juntos desde 2005. Eles são pais de Maddox, Pax, Zahara, Shiloh e os gêmeos Knox e Vivienne.
Fonte:
Angelina Jolie e Brad Pitt podem ter assinado acordo
8 de novembro de 2016
Pelo menos uma parte importante do divórcio de Angelina Jolie e Brad Pitt pode ter chegado ao fim. Segundo um comunicado realizado por uma representante legal da atriz ao site ET Online, a custódia dos seis filhos do casal pode ter sido resolvida através de um acordo assinado por ambos, através do qual, concordam que todos os filhos ficarão com a mãe. O comunicado diz o seguinte:
Especialistas em cuidados infantis incentivaram um acordo legal aceito e assinado pelas duas partes há uma semana. Com este acordo, as seis crianças ficarão sob custódia da mãe e continuarão com as visitas terapêuticas com seu pai. Isso foi determinado por profissionais visando o melhor para as crianças. Não podemos discutir os detalhes. Esperamos, agora que está claro que os eventos que levaram a essa dissolução [do casamento] envolveram crianças menores de idade e o bem estar delas, que haverá um entendimento da sensibilidade dessa situação familiar. Acreditamos que ambos os lados estão comprometidos em cuidar desta família e pedimos pela consideração de vocês durante esse período difícil.
Na última sexta-feira, dia 4, Brad entrou com pedido de custódia compartilhada, que dá direito aos filhos morarem tanto com ele quanto com a mãe. Jolie, no entanto, havia pedido a custódia exclusiva quando entrou com o pedido de divórcio – com isso, Brad só poderia visitar as crianças.
Porém, o Entertainment Tonight diz que esse acordo é temporário. Segundo uma fonte, “o acordo é também indefinido, então não há um prazo; está assim até que eles decidam mudar… esse é um bom sinal, é o primeiro passo. Isso significa que uma questão está fora de discussão para eles”.
Entretanto, o site também diz que Brad vai continuar com o pedido de custódia compartilhada.
Ou seja, será que essa parte terminou mesmo ou ainda não?
Fonte:
Apesar de anteriormente ter sido reportado que Brad Pitt não iria brigar legalmente com Angelina Jolie, nesta sexta-feira, dia 04 de Novembro, o ator respondeu ao pedido de divórcio impetrado pela atriz.
Pitt, que finalmente ingressou com os papéis na Corte Superior de Los Angeles, está pedindo a guarda conjunta e física dos seis filhos, Maddox (15), Pax (12), Zahara (11), Shiloh (10), Knox (8) e Vivienne (8). Isso significa que o ator pretende compartilhar a guarda dos filhos com a ex-mulher.
Jolie ingressou com o pedido de divórcio em Setembro, citando diferenças irreconciliáveis e requerendo a guarda física exclusiva dos seis filhos, que não dá o direito a Pitt de morar com as crianças, mas sim apenas o direito de visitação.
De acordo com o que uma fonte disse ao site oficial da revista norte americana, People, Jolie e Pitt ainda estão tentando resolver algumas questões:
As crianças são o único foco de Angelina. Ela cancelou tudo – trabalhos, tudo. Ela esteve em casa todos os dias, apoiando os filhos, ajudando com o dever de casal e estando lá constantemente. E não, ela não conta com a ajuda de uma grande equipe de babás e auxiliares. Angelina e Brad estão tentando resolver algumas questões que ambos não conseguem concordar e que envolvem as crianças. Os dois não mantiveram qualquer contato desde o pedido de separação e tudo está sendo tratado através dos seus representantes. É uma situação muito triste.
Na resposta apresentada por Pitt, o ator também citou diferenças irreconciliáveis e ainda pediu ao juiz que lhe concedesse mais tempo para que ele e Jolie possam chegar a um acordo com relação às propriedades adquiridas pelo casal. Juntos, os dois possuem casas próprias em Los Angeles e na França.
Jolie inicialmente pediu o divórcio de Pitt no dia 19 de Setembro, dois anos após o casamento, que foi realizado em agosto de 2014. A separação física do casal aconteceu a partir do dia 15 de Setembro, de acordo com o que consta nos documentos apresentados por Jolie.
O motivo do divórcio ainda não foi esclarecido já que ambas as partes não fizeram comunicados oficiais a respeito. Entretanto, especula-se que o divórcio tenha sido requerido por Jolie, após um incidente acontecer entre Pitt e os filhos, abordo do avião particular da família.
Segundo os rumores, Pitt está, inclusive, sendo investigado pelo Departamento de Crianças e Serviços Familiares (DCFS) do Condado de Los Angeles (que equivale ao nosso Conselho Tutelar) por, supostamente, ter agredido fisicamente um dos filhos do casal.
Fonte:
CNN Money | Daily Mail | People
Fotos:
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Em meio ao divórcio, Jolie escreve artigo sobre a violência sexual
4 de novembro de 2016
Nesta quinta-feira, dia 03 de Novembro, foi disponibilizado através do site oficial da Escola de Economia e Ciência Política de Londres (London School of Economics and Political Science – LSE), um artigo escrito pela Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR/ACNUR), Angelina Jolie, e pelo Primeiro-Secretário de Estado Britânico, William Hague, sobre a violência sexual em conflitos.
Os dois são Professores Visitantes da Universidade no novo curso de mestrado sobre mulheres, paz e segurança que busca promover a igualdade entre os sexos e ajudar as mulheres afetadas pelos conflitos ao redor do mundo. De acordo com a instituição, os professores convidados darão conferências, participarão de oficinas e de eventos públicos. As matrículas para o referido curso foram iniciadas no mês de agosto deste ano. Confira, abaixo, o artigo traduzido na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil:
A violência sexual relacionada com conflitos é um crime passível de prevenção e deve ser uma prioridade para o novo Secretário Geral da ONU
William Hague e Angelina Jolie pedem por uma ação global concertada para por fim nos conflitos relacionados com a violência sexual e para combater atitudes sociais que estigmatizam sobreviventes e normalizar a violência contra as mulheres.
A lista de problemas que se encontra na bandeja de entrada do novo Secretário Geral das Nações Unidas é uma das mais assustadoras que alguém já recebeu nesta posição. É uma sorte que o novo Secretário seja António Guterres, pois a ONU terá um líder que possui uma inigualável experiência com relação às questões humanitárias e aos refugiados.
Durante o processo de seleção para eleger o novo Secretário, Sr. Guterres foi questionado sobre como o mundo deverá mensurar o sucesso do próximo Secretário Geral da ONU. E ele respondeu: “por sua contribuição em reduzir o sofrimento humano, especialmente, o sofrimento causado pelos conflitos violentos e por atrocidades”.
Nós não poderíamos concordar mais. O objetivo fundamental da ONU, estabelecido na Carta das Nações Unidas em 1945, era o de “preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra”. No entanto, a comunidade internacional está falhando na tentativa de por um fim nas guerras atuais, que estão se prolongando por décadas, assim como também na tentativa de proteger os civis de crimes de guerra persistentes, sob a brilhante atenção da mídia e da conscientização global. Para milhões de pessoas inocentes, o flagelo da guerra é uma realidade diária.
Existem apenas algumas manifestações de sofrimento humano piores que a violência sexual relacionada a conflitos. A cada ano, a ONU compila um relatório detalhando o impacto desses crimes a nível mundial. O relatório deste ano é de horrível leitura e deveria estar na mesa de todo Presidente, Primeiro Ministro, Ministro de Relações Exteriores e Ministro da Defesa ao redor do mundo. Ele descreve mulheres e meninas queimadas vivas depois de estupros em massa praticados na região sul do Sudão, descreve também meninos sendo sexualmente torturados pelas forças governamentais em centros de detenção na Síria.
O relatório ainda descreve as vítimas da região nordeste da Nigéria, Somália e Myanmar, que são obrigadas a casar com seus agressores, como uma forma aceitável de “liquidação” após o estupro. Ele revela a administração forçada e os tratamentos prejudiciais realizados pelo Estado Islâmico (ISIL) a jovens garotas no Iraque e na Síria, com a finalidade de acelerar o ato de masturbação para que possam ser vendidas como escravas sexuais, ou entregues como “recompensas” aos seus combatentes. O relatório confirma 29.000 casos de violência baseada em gênero na República Centro Africana apenas no ano passado – quase metade envolvendo estupro coletivo – levando-se em consideração de que o número real é, provavelmente, muito maior. Para cada estupro relatado em uma situação de conflito, estima-se que entre 10 a 20 casos não sejam registrados.
É um mito que a violência sexual é um subproduto inevitável dos conflitos. Esta é uma violação utilizada como uma tática de guerra, limpeza étnica e terrorismo. É realizada para humilhar, punir, dominar, aterrorizar, dispersar ou relocar civis de forma forçada. É um crime evitável que deve ser confrontado com a mesma determinação que o uso de bombas de fragmentação ou armas químicas. Não é uma questão que deve ser deixada de lado, que deve ser tratada apenas quando outros aspectos dos conflitos forem abordados. É uma parte indispensável na hora de atingir os objetivos das Nações Unidas, de salvaguardar a paz e a segurança internacional, a acabar com a pobreza e com o empoderamento das mulheres.
Nos últimos anos, tem havido progresso. 156 países comprometeram-se em acabar com o uso do estupro como arma de guerra. Planos de Ação Nacionais foram colocados em prática por alguns dos países mais afetados, incluindo a Somália e a República Democrática do Congo. O primeiro Protocolo Internacional, sobre como documentar e investigar crimes de violência sexual tem sido adotado. E durante uma Cúpula Global, que foi co-presidida por nós em Londres, em Junho de 2014, testemunhamos uma onda de esperança e otimismo com relação à possibilidade de um avanço na luta contra a violência sexual nas zonas de guerra, assim como também, testemunhamos novos comprometimentos feitos por diversas nações.
O Sr. Guterres tem um profundo entendimento a respeito do problema. Agora, nós precisamos que os governos nacionais o apoiem, utilizando todos os meios que se encontram à sua disposição, como Secretário Geral da ONU transformando isso em uma prioridade.
Em primeiro lugar, nós acreditamos que a luta contra a violência sexual deve ser exigida ao longo de todo o sistema das Nações Unidas, incluindo os mandatos de todos os mediadores e enviados da ONU. Isso é algo especialmente urgente no caso da Síria e do Iraque. As imagens horríveis de meninas iáziges que são vendidas em gaiolas são uma consequência direta da impunidade quase que total da violência sexual. Haverá um impacto devastador a longo prazo sobre a possibilidade de se conseguir paz sustentável e de estabilidade, se tais crimes forem, novamente, varridos para baixo do tapete.
Em segundo lugar, pedimos para as nações demonstrarem determinação política, clareza moral e unidade, para garantir que os agressores sejam responsabilizados. Isto também inclui acabar com a persistente impunidade da violência sexual, através das Forças da Paz da ONU. Isso significa garantir que as investigações e os procedimentos penais não sejam bloqueados ou impedidos, universalizando o treinamento pré-implementado a todas as Forças da Paz da ONU, incentivando mudanças na doutrina militar nacional para apoiar isso, e ajudando as organizações regionais, como a União Africana, a desenvolver suas capacidades. Recentemente, um importante trabalho tem sido liderado pelo Ministério de Defesa do Reino Unido para ajudar a galvanizar a ONU e as forças nacionais nesta área.
Em terceiro lugar, a obrigação de assegurar que as negociações de paz tenham uma participação significativa de mulheres, deve, finalmente, se tornar realidade. Isso é algo particularmente importante com relação aos conflitos envolvendo uma sistemática violência de gênero, e com relação a desigualdade de funções e de opressão praticadas visando perpetuar as condições de conflitos armados. A Resolução de número 1.325 do Conselho de Segurança da ONU faz 16 anos esta semana. Cumprir com esta obrigação não pode ser algo sempre deixado de lado até a próxima guerra.
Finalmente, esperamos que o Secretário Geral, Guterres, vá defender a necessidade de uma Cúpula Mundial em 2018, para manter os Estados comprometidos com os compromissos assumidos em Londres, em 2014, e inspirar novos progressos.
Nenhum desses passos podem ser realizados apenas pelo Secretário Geral da ONU, ou por apenas um único governo. Nós precisamos de um aumento de esforços e de ações em todo o mundo para quebrar tabus com relação à violência sexual em qualquer ambiente, para reverter a rejeição cruel e injusta com relação aos sobreviventes e para resolver atitudes em todas as sociedades que normalizam a violência contra as mulheres. O Centro Para as Mulheres, Paz e Segurança da LSE tem um papel importante a desempenhar – ajudando a manter os governos prestando contas, reforçando a mão dos praticantes ao redor do mundo, e atuando, ao lado de outros centros acadêmicos, como um laboratório de ideias e de boas práticas.
A ONU não existe para servir os interesses dos Governos mais poderosos do mundo. Ela existe para proteger aqueles que não possuem voz e para defender os direitos dos mais vulneráveis. É difícil pensar em um caso mais convincente para ação do que a situação de milhões de mulheres, de crianças e de homens que vivem sob a sombra e sob os encargos deste crime negligenciado.
Fonte:
De acordo com o site Page Six, a cópia rara de uma foto feita de Angelina Jolie durante o ano de 2003, pelo fotógrafo Martin Schoeller estará a venda a partir de Dezembro.
O retrato, intitulado “Angelina Com Sangue” (Angelina with Blood), faz parte de uma coleção feita pelo renomado fotógrafo, chamada “Close Up”.
A fotografia será vendida por 60 mil dolares (cerca de 192 mil reais) pela Galeria Amstel, durante o evento Art Miami, organizado por Nick Korniloff.
O nome do vendedor ainda não foi divulgado.
Você pode visualizar a foto, em alta qualidade, na Galeria do Angelina Jolie Brasil, clicando aqui.