Em uma recente entrevista concedida ao site Telegraph, a cineasta Angelina Jolie afirmou que não gosta de estar solteira. O artigo foi escrito por John Hiscock e publicado na madrugada deste domingo, dia 3 de Setembro de 2017. Confira abaixo a tradução feita na íntegra exclusivamente pelo Angelina Jolie Brasil.
Por John Hiscock
Se ela não tivesse um filme para promover, dificilmente uma Angelina Jolie estaria sentada na suíte do Hotel Beverly Hills para conversar – de forma relutante – sobre sua vida depois de se separar e ingressar com o pedido de divórcio do ator Brad Pitt em setembro do ano passado.
Mas ela é uma veterana no ramo dos negócios e o filme que ela co-escreveu, produziu e dirigiu, “First They Killed My Father”, precisa de publicidade. Por isso, ela está se submetendo a um longo final de semana de entrevistas enquanto admite: “Esta é a primeira vez que estou voltando a fazer isso depois de um longo tempo. Não está sendo fácil. Eu estou um pouco tímida desta vez, pois não me sinto forte o bastante por dentro como já estive no passado”.
Os últimos 12 meses claramente geraram certo impacto na atriz de 42 anos, que aparenta estar um pouco magra e pálida.
“Tem sido muito difícil. Eu não gosto de ficar solteira. Não é algo que eu queria. Não existe nada de bom nisso. É muito difícil. Às vezes, parece que eu estou segurando as pontas, mas na verdade, eu estou apenas tentando seguir em frente. Emocionalmente, tem sido um ano muito difícil e eu tive outros problemas de saúde. Portanto, minha saúde é algo que eu tenho que monitorar”, reconhece ela.
Quatro anos atrás ela causou um alvoroço em escala mundial ao anunciar que havia se submetido a uma dupla mastectomia preventiva, depois de descobrir que tinha 87% de chance em desenvolver câncer de mama. Sua mãe teve câncer de mama e faleceu por conta de um câncer de ovário em 2007, com apenas 56 anos de idade. Sua avó também morreu em virtude de um câncer de ovário com 45 anos. Então, dois anos atrás, Jolie se submeteu a uma nova cirurgia, removendo os ovários e suas trompas de Falópio. Por conta disso, ela desenvolveu hipertensão e teve paralisia de Bell – uma paralisia facial que gera a queda de um dos lados do rosto. Segundo ela, a acupuntura fez com ela se recuperasse.
“Muitas vezes na vida você se concentra no fato de que as coisas poderiam ter sido muito piores. Eu estou muito feliz por não ter tido câncer e se por acaso eu vier a ter, eu sei que consegui adiar isso por alguns anos. A troca que eu fiz para conseguir essa paz de espírito foi bastante boa. Eu sinto, às vezes, que meu corpo foi agredido, mas eu tento rir tanto quanto o possível”, disse ela.
“Nós tendemos a ficar tão estressados que nossos filhos sentem nosso estresse, quando, na verdade, eles precisam sentir nossa alegria. Mesmo que você esteja passando por uma quimioterapia, você precisa encontrar a habilidade de amar e rir”. Ela faz uma pausa e sorri. “Isso pode soar como uma frase de cartão postal, mas é verdade”.
Seus filhos – Maddox (16), Pax (13), Zahara (12), Shiloh (11), Knox (9) e Vivienne (9) – possuem uma posição proeminente durante a conversa, já que ela também requereu a guarda deles quando ingressou com o divórcio. Todos os seis filhos foram com ela para o Camboja, para morar lá durante os quatro meses de filmagens do longa “First They Killed My Father”. O filme é baseado no livro de memórias escrito por Loung Ung e publicado no ano 2000, que fala sobre o genocídio praticado pelo Khmer Vermelho. Na época, os pais e dois irmãos de Ung foram mortos, assim como, aproximadamente, dois milhões de cambojanos.
Jolie é cidadã cambojana há mais de uma década e possui uma casa perto da fronteira com a Tailândia; por isso, o tempo que a família passou no país foi de especial importância para ela e para Maddox, que foi adotado por ela no Camboja quando ele tinha apenas 3 meses de idade.
“Eu conheci Loung e perguntei a ela como ela se sentiria, já que ela é uma órfã cambojana, se eu adotasse um órfão cambojano. Ela me deu muito apoio. Se ela não tivesse dado, minha vida teria sido muito diferente. Portanto, ela conhece Mad desde pequeno e ele sempre soube a respeito da história de Loung e eu disse pra ele, ‘um dia filho, você estará pronto e quando este dia chegar eu quero que você me diga que é a hora de conhecer profundamente seu país. Mas eu preciso que você me ajude, que você trabalhe, que você esteja lá todos os dias; e você não vai poder dizer que está cansado’. E um dia ele disse: ‘Estou pronto’.
“Eu realmente queria que Maddox aprendesse tudo sobre a história do Camboja e eu senti que este filme era uma jornada que nós podíamos fazer. E ele entrou de cabeça na parte das pequisas e da edição. Além disso, eu tinha alguém mais novo ao meu lado para dizer ‘você fazendo com que eu perca a atenção’ ou ‘isso é muito complicado’. Ele foi realmente útil.”
O filme é um caso de família: Maddox recebeu os créditos de produtor executivo e Pax fez umas “bicos” como fotógrafo. Os outros filhos também estiveram presentes nos sets de filmagens durante todos os dias e ficaram amigos dos atores mirins.
“Setenta por cento dos cambojanos tem menos de 30 anos de idade. E se eles assistirem esse filme e quiserem que tudo isso não se repita, eles serão aqueles que levarão seu país para frente”.
Ela fala rapidamente, pausadamente e predominantemente de bom humor. O único momento que ela ficou um pouco ríspida foi quando eu perguntei a respeito da controversa que surgiu a respeito do método de seleção de elenco para o novo filme. Em entrevista para a Vanity Fair, ela contou que os diretores de elenco inventaram uma brincadeira, na qual certa quantia em dinheiro era deixada em cima de uma mesa e as crianças, durante as audições, tinham que pegar esse dinheiro. Neste momento, elas eram flagradas e tinham que inventar uma desculpa. O método aplicado na audição atraiu críticas e os advogados de Jolie pediram à revista por uma correção. A Vanity Fair, no entanto, bateu o pé e decidiu apenas compartilhar a transcrição da entrevista.
“Eu já expliquei isso e você pode procurar. “Foi um mal entendido e nada aconteceu sem pensarmos no que era melhor para as crianças e para as famílias”, disse ela bruscamente.
“First They Killed My Father” é o quarto filme dirigido por Jolie, seguindo “Na Terra de Amor e Ódio”, “Invencível” e “À Beira Mar”. No momento, entretanto, ela não tem nenhum plano imediato de atuar ou dirigir. Ao contrário, ela e os filhos recentemente se mudaram para uma mansão avaliada em 24,5 milhões de dólares, que no passado pertenceu a Cecil B de Mille, e se adaptar é atualmente sua prioridade.
“Eu estou fazendo aulas de culinária. Eu não tenho certeza de quão boa eu sou nisso. Cozinhar é uma dessas coisas que você faz quando já está bem resolvida na vida e você tem tempo. Mas, de certa forma eu sou muito impaciente e um pouco errática, então é muito difícil para mim, ficar na cozinha. Mas eu estou tentando isso agora. Eu estou realmente tentando, porque eu sinto que quando eu cozinho, as crianças gostam. Embora, muitas vezes, elas assumam o controle das coisas e digam que conseguem fazer melhor”, diz ela rindo.
“As crianças tem sido incríveis. Tem sido muito emocionante ver o quanto elas podem se ajudar e o quanto elas me ajudaram. Elas realmente estão crescendo, estão se descobrindo e encontrando suas próprias vozes. Eu sei que elas terão umas às outras por toda a vida e isso me dá muita paz; saber que quando eu não estiver mais aqui, elas cuidarão umas das outras”.
Depois que ela concluiu as filmagens do longa, ela visitou Londres como professora convidada da Escola de Economia e Ciência Política na Universidade de Londres, onde ela falou aos estudantes, sobre suas experiências como Enviada Especial da ONU.
“Parte do motivo pelo qual eu decidi ensinar foi porque eu também queria aprender. Eu realmente quero ouvir da geração que está por vir, quais são seus questionamentos e quais são seus objetivos…”
Se e quando ela retornar ao cinema, as chances são de voltar mais como diretora do que como atriz. “Quando você atua, você não pode esculpir o final da história. Mas poder supervisionar tudo, até a música que entra na parte de edição, é muito diferente,” diz ela.
Os primeiros anos de Jolie como uma garota selvagem foram muito bem documentados. Ela falou abertamente sobre seu passado, sobre as drogas e auto-mutilação. Durante seu casamento com o ator Billy Bob Thornton (antes, ela também foi brevemente casado com o ator Jonny Lee Miller), os dois usaram pingentes que continham o sangue um do outro e se gabavam sobre seu sexo selvagem.
No entanto, ela conheceu Pitt em 2004 nos sets do filme “Sr. & Sra. Smith” e a partir de 2005, dedicou os últimos anos de sua vida à maternidade. Porém, sua vida mudou drasticamente no ano passado e agora ela está pensando em mudar.
“Eu acho que agora eu preciso redescobrir um pouco do meu antigo eu. Eu acho que nós nos perdemos um pouco durante a vida. Eu tenho muitas coisas acontecendo no momento. De pessoas deixando minha vida, problemas de saúde até criar filhos. E esta tem sido uma fase muito boa para absorver, desenvolver e crescer. Mas talvez agora que meus filhos estão crescendo eu comece a perceber que uma parte minha foi deixada de lado por um tempo. E talvez o fato dos meus filhos estarem atingindo a adolescência traga um pouco de diversão para a mamãe. Então, talvez eu esteja voltando. Pode estar na hora”, ri ela.
O filme “First They Killed My Father” será lançado no dia 15 de Setembro na Netflix.
Fonte: Telegraph
Jolie divulga novo filme no Festival de Telluride
2 de setembro de 2017
Neste sábado, dia 02 de Setembro, Angelina Jolie esteve divulgando seu novo filme, “First They Killed My Father” no Festival de Cinema de Telluride.
Os seis filhos – Maddox, Pax, Zahara, Shiloh, Knox e Vivienne – também estiveram presentes no evento, dando apoio à famosa mamãe.
Nas fotos, também é possível ver que a escritora e amiga de Angelina, Loung Ung, e os pequenos atores cambojanos, Sareum Srey Moch e Mun Kimhak, que estrelam o filme.
O filme conta a história de sobrevivência de Loung Ung durante regime do Khmer Vermelho, no Camboja. Em 1975, ela tinha cinco anos de idade quando o Khmer Vermelho assumiu o poder no país, dando início a quatro anos de terror e genocídio que sacrificaram a vida de dois milhões de cambojanos.
Retirada da casa de sua família em Phnom Penh, Ung foi treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus seis irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados.
O longa estará disponível na Netflix a partir do dia 15 deste mês.
Fotos:
Nesta sexta-feira, dia 01 de Setembro, a mamãe Angelina Jolie levou os filhos para passear no Festival de Cinema de Telluride.
A atriz foi fotografada por fãs na companhia dos filhos, Pax, Zahara, Shiloh, Knox e Vivienne, da amiga e escritora, Loung Ung, e dos pequenos atores cambojanos, Sareum Srey Moch e Mun Kimhak, que estrelam o novo filme dirigido por Jolie, “First They Killed My Father”.
De acordo com a programação do Festival, a Premiere do longa irá acontecer amanhã, dia 2 de Setembro às 9:30 do horário local. Jolie, Loung Ung, Sareum Srey Moch e Mun Kimhak são esperados no evento e devem responder algumas perguntas.
O Angelina Jolie Brasil fará a cobertura da Premiere amanhã, portanto fiquem ligados no site!
Fotos:
Jolie participa de Coletiva de Imprensa de “FTKMF”
31 de agosto de 2017
Na última sexta-feira, dia 25 de Agosto de 2017, a cineasta Angelina Jolie participou de uma Coletiva de Imprensa de seu novo filme, “First They Killed My Father”, na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos. As fotos, no entanto, foram disponibilizadas apenas hoje.
O filme conta a história de sobrevivência de Loung Ung durante regime do Khmer Vermelho, no Camboja. Em 1975, ela tinha cinco anos de idade quando o Khmer Vermelho assumiu o poder no país, dando início a quatro anos de terror e genocídio que sacrificaram a vida de dois milhões de cambojanos. Retirada da casa de sua família em Phnom Penh, Ung foi treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus seis irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados.
De acordo com as últimas notícias, foi confirmado que “First They Killed My Father” terá uma pré estreia no Festival de Cinema de Telluride – que irá acontecer entre os dias 1 a 4 de Setembro – assim como também no Toronto International Film Festival (TIFF) – que irá acontecer entre os dias 7 e 17.
O longa, que é dirigido por Jolie, estará disponível na Netflix a partir do dia 15 deste mês.
Fotos:
Jolie fala sobre seu novo filme em entrevista
30 de agosto de 2017
Nesta terça-feira, dia 29 de Agosto, o site “Screen Daily” disponibilizou uma nova entrevista concedida por Angelina Jolie, na qual a cineasta fala sobre seu novo filme, “First They Killed My Father”.
Por Jeremy Kay
Angelina Jolie, atriz, cineasta e ativista dos direitos humanos, está lançando o projeto mais pessoal de sua carreira. Um filme que se passa na década de 70 e fala sobre o genocídio cambojano. Em uma entrevista exclusiva, ela falou ao “Screen Daily” sobre a estreia internacional de “First They Killed My Father” que irá acontecer durante o Toronto International Film Festival (TIFF) no dia 11 de Setembro deste ano.
Jolie entrou em contato com as memórias de Loung Ung através do livro best seller “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”, 17 anos atrás quando ela participava das filmagens do filme “Lara Croft: Tomb Raider”. O livro custava em torno de “dois dólares e era uma espécie de livro de bolso, que você encontrava em qualquer lugar durante as viagens”. Através dele, Jolie foi para um lugar muito mais distante que uma Lara Croft pulando através dos templos e de florestas fumegantes poderia ir.
Para Jolie, o livro cristalizou a dignidade e o desespero testemunhados por ela no país do sudeste asiático de tal forma, fazendo com que ela retornasse repetidas vezes ao Camboja como ativista humanitária e, posteriormente, como uma cidadã residente.
Ung e Jolie se conheceram através do trabalho humanitário, quando Jolie retornou para o Camboja um pouco depois de gravar “Tomb Raider”. Certa vez, as duas se viram balançando em redes durante uma chuva de monção, enquanto conversavam durante a noite. “Nós ficamos amigas e ela tem estado em minha vida desde então”, disse Jolie.
Ung tinha cinco anos quando o Khmer Vermelho emergiu das selvas em 1975 para derrubar o governo de Lon Nol e transformar um país próspero em uma câmara de morte isolada. Ela e sua família de classe média deixaram a capital Phnom Penh e marcharam para os campos, assim como milhões de habitantes das cidades ao redor do país. Quando as tropas vietnamitas invadiram o Camboja e derrubaram o Khmer Vermelho em 1979, Ung perdeu seus pais e dois dos seus seis irmãos. Cerca de dois milhões de pessoas – quase um quarto de toda a população do Camboja – foram mortos.
Jolie e Ung adaptaram o roteiro do filme anos trás. Depois de vários esboços, em 2015 a Netflix concordou em financiar e produzir o projeto. Em junho daquele ano, Jolie pediu o apoio do cineasta cambojano Rithy Panh – diretor do documentário “A Imagem que Falta” indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Panh concordou e se tornou o produtor do projeto, assumindo a liderança durante meses e participando de reuniões com autoridades e ONGS, buscando conseguir permissão para o filme ser filmado em solo cambojano. Os cineastas tiveram que agir com cuidado. Ali não era a Tailândia, lembrou Jolie – local onde o filme “Os gritos do silêncio” havia sido gravado muitos anos antes. “Eu estava querendo levar um filme para o país e pedir para que as pessoas que viveram naquela época, relembrassem da história. Eu realmente não sabia se as autoridades iriam concordar”.
Revivendo o passado
Jolie estava preparada para reduzir a produção e trabalhar com qualquer espaço que as autoridades fornecessem. No entanto, ela conseguiu o que queria e as filmagens, que durariam 50 dias e que seriam feitas nas cidades de Siem Reap e Battambang, finalmente começaram em novembro de 2015.
“Então, é claro, eu cheguei nos sets e estava ao lado da minha amiga, tentando recriar cenas do pai dela sendo capturado e morto. Eu estava tentando refazer os passos da vida de uma pessoa.” Jolie faz uma pausa e sua voz meio que some. “Eu estava trazendo à tona. Eu estava trazendo de volta todas aquelas pessoas que morreram. Eu estava trazendo as irmãs dela de volta. E, é claro, sempre foram as cenas mais felizes que pareceram deixar Ung mais perturbada.”
Jolie e seus colegas internacionais do departamento de seleção de elenco treinaram figurantes locais, “prenderam” um grande número de figurantes, enfrentaram tarantulas e cobras nas selvas e, além disso, tiveram que evitar minas terrestres e outras munições não detonadas. “Por sorte, nós conseguimos finalizar as filmagens sem um único incidente nos sets”, disse Jolie.
Caminhar por um complicado terreno emocional foi mais difícil. A equipe local ajudou na comunicação com o elenco – que era, em grande parte, inexperiente – incluindo a pequena atriz Sareum Srey Moch, com 9 anos de idade, que interpretou o papel de Ung sem ter feito aulas de atuação e que impressionou sua diretora.
Moch participou de uma seleção de elenco que acabou sendo mal descrita pela recente matéria publicada pela revista norte americana “Vanity Fair. No artigo, ficou implícito que os diretores de elenco teriam emocionalmente manipulado as crianças durante as audições, provocando comentários raivosos contra Jolie.
A Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados e mãe de seis filhos emitiu, junto com Rithy Panh, um comunicado refutando tais afirmações. Quando isso foi novamente mencionado, Jolie disse que este assunto já estava encerrado. No entanto, ela fez questão de enfatizar que os tutores e os pais das crianças estavam presentes durante todas as audições e todas as partes sabiam que o processo envolvido era uma situação de “faz de conta”.
Ao longo das filmagens, o objetivo principal era proporcionar um ambiente terapêutico e catártico para o elenco do filme, através de uma equipe de ONGs, educadores, terapeutas e até desminadores. “O país realmente não fala sobre aquela época e todo mundo que tem em torno de 40 anos, se lembra,” disse Jolie. “Em uma cena, todos estavam vestidos com os uniformes do Khmer Vermelho e carregavam armas. As pessoas começaram a sentir algumas coisas, pois elas estavam se lembrando. Algumas pessoas conversaram sobre aquilo pela primeira vez.”
“First They Killed My Father” permitiu que Jolie se sentisse ainda mais próxima de um país onde ela viveu e trabalhou durante 14 anos. “Quando você dirige um filme é muito diferente de quando você atua. Quando você atua você tenta dar tudo o que você tem durante alguns meses da sua vida, onde você tem apenas um papel para interpretar,” afirmou Jolie. “Quando você dirige um filme, ele toma anos de sua vida e, portanto, deve ser algo realmente importante já que o projeto consome você”.
“Para mim, estas são coisas que realmente importam e estes filmes que eu dirigi são sobre tentar entender a desumanidade do homem para com outros homens; de como o espírito humano supera; de como você pode atravessar a escuridão e sair ainda mais forte e completo”, continua ela. “Quando você faz um filme sobre a história e a cultura de um país, você acaba se envolvendo em uma coisa muito especial”.
“Com este filme, em particular – desconsiderando o fato de que Maddox [o filho mais velho da atriz, adotado por ela no Camboja em 2001] sempre volta para lá comigo e termos uma casa lá – esta foi a primeira vez que ela conseguiu passar meses lá e estudar a história de seu país; ele conseguiu realmente estudar a fundo e compreender o que seus pais biológicos provavelmente passaram; ele conseguiu aceitar isso e descobrir quem era”.
Retribuindo
Um Maddox, agora com 16 anos, trabalhou como o produtor executivo do filme e esteve nos sets desde o começo, trabalhando longas horas nos rascunhos, na produção física e na parte de som. “Eu queria que ele trabalhasse duro e “se devolvesse” ao seu país”, disse Jolie, que não tem duvidas em dizer para quem ela fez este filme. “Eu fiz este filme para o Camboja. Eu fiz como uma espécie de agradecimento, como uma carta de amor. Nunca existiu um filme desta proporção que tenha chegado ao povo cambojano em sua língua nativa, mostrando ele como herói.”
Será que ela se preocupou com o fato de, por não ser uma cambojana nativa, ter o direito de fazer um filme como “First They Killed My Father” questionado pelo povo cambojano? “Provavelmente você teria que perguntar isso para os cambojanos. Em 2005, eu me tornei cidadã do país. Já faz 14 anos que eu sempre estou lá, indo e vindo, fazendo o meu trabalho. Nós achamos… que eu sou cambojana. Nós somos uma família cambojana. Assim como nós somos uma família namibiana, etíope, americana… Estes somos nós”, disse Jolie referindo-se às nacionalidades de seus filhos adotados e biológicos. “Eu não me sinto deslocada naquele país. Assim como eu não sinto que estive lá para roubar e contar sua história. Eu fui apenas um veículo para que eles pudessem contar a história deles”.
O drama recebeu sua estréia mundial em Fevereiro deste ano, ao livre, no complexo do templo Angkor Wat, no Camboja. Jolie e Ung não conseguiram dormir na noite anterior, mas elas não precisavam ter se preocupado – a exibição do filme que aconteceu naquela noite e nas noites que se seguiram nas semanas posteriores ao redor do Camboja “provocaram uma grande discussão no país entre as famílias que não falavam sobre o genocídio”.
A Netflix vai lançar “First They Killed My Father” ao redor do mundo no próximo dia 15 de Setembro. Jolie gosta da ideia de que o filme estará disponível através de uma plataforma de transmissão como essa, para que os espectadores possam assistir quando sentirem que estão prontos. “Com o primeiro filme que eu dirigi [“Na Terra de Amor e Ódio”, lançado em 2011], muitas pessoas bósnias contaram que não conseguiram assistir, que precisavam fazer pausas para depois voltar a ver; então, desta vez, eu estou mais ciente disso”.
Ela não tem realmente certeza do que vem em seguida. Família sim e, provavelmente, atuação. Ela assinou para interpretar o papel de Malévola em uma sequência do primeiro filme e riu quando o remake do filme “A Noiva de Frankenstein” foi mencionado. “Houve uma conversa, mas não acertamos nada. Quantos monstros uma pessoa só pode interpretar, realmente?”
Fonte: Screen Daily
Rumor: Disney contrata roteirista para Malevola 2
29 de agosto de 2017
De acordo com o que foi publicado pelo site Tracking Board nesta terça-feira, dia 29 de Agosto, os estúdios da Walt Disney teriam contratado Jez Butterworth para reescrever o roteiro do filme “Malévola 2”.
Segundo o site, o filme está sendo produzido por Joe Roth. O rascunho original do roteiro foi escrito por Linda Woolverton, roteirista do primeiro filme. Jolie já estaria confirmada para estrelar a sequência, no entanto, ainda não foram divulgados mais detalhes a respeito do projeto e qualquer data de um potencial lançamento depende da agenda de Jolie.
Butterworth foi o responsável pelo roteiro de diversos filmes como, por exemplo, “007 Contra Spectre”, “No Limite do Amanhã”, “Aliança do Crime”, “Get On Up: A História de James Brown” e “Jogo de Poder”.
Apesar da notícia ter sido divulgada como uma “exclusividade” pelo site, ela ainda não passa de um rumor pois não foi oficialmente confirmada pelos estúdios da Walt Disney.
Fonte: Tracking Board
Neste domingo, dia 28 de Agosto, a mamãe Angelina Jolie foi fotografada enquanto passeava com as filhas Shiloh (11) e Vivienne (9) pela cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.
De acordo com as informações, a atriz teria levado as filhas para almoçar na companhia dos amigos. Dentre os quais, é possível identificar a pequena atriz Sareum Srey Moch que interpretada o papel da ativista Loung Ung no novo filme dirigido por Angelina, “First They Killed My Father”.
O filme conta a história de sobrevivência de Loung Ung durante regime do Khmer Vermelho, no Camboja. Em 1975, ela tinha cinco anos de idade quando o Khmer Vermelho assumiu o poder no país, dando início a quatro anos de terror e genocídio que sacrificaram a vida de dois milhões de cambojanos. Retirada da casa de sua família em Phnom Penh, Ung foi treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus seis irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados. O filme será lançado no dia 15 de Setembro pela Netlix e será exibido no Toronto International Film Festival (TIFF).
Mais tarde, no mesmo dia, Angelina ainda levou as crianças para jogar laser tag. Na Galeria, foram adicionadas 100 fotos. Confira!
Fotos:
Nesta segunda-feira, dia 21 de Agosto, a mamãe Angelina Jolie levou os filhos – Shiloh (11), Knox (9) e Vivienne (9) – para fazer compras na loja de brinquedos “Toys R Us”, localizada na região de Los Feliz, na cidade de Los Angeles, Estados Unidos.
O trio estava na companhia de amigos, uma babá e dois seguranças. As duas crianças que participaram do passeio são atores cambojanos que também estrelaram o filme “First They Killed My Father”, dirigido por Angelina. Nas fotos é possível ver a atriz principal do filme, Sareum Srey Moch, de mãos dadas com Viv.
Na galeria, foram adicionadas 75 fotos! Acompanhe!
Fotos: