Gadot é cotada para substituir Jolie em A Noiva de Frankenstein
7 de outubro de 2017
Após filme ser retirado do calendário de lançamentos da Universal Pictures, diretor já sabe quem chamar caso Jolie desista do projeto.
Tudo o que a Universal Pictures adoraria dizer a respeito do Universo Sombrio era um sonoro: “Está vivo, está caminhando, está vivo, está vivo, está vivo, está vivo, ESTÁ VIVO!” Entretanto, por mais que a empreitada de iniciar um universo compartilhado baseado nos clássicos monstros do catálogo do estúdio tenha começado oficialmente com o reboot de “A Múmia”, o filme estrelado por Tom Cruise colecionou críticas negativas que apontavam a falta de graça e de algo que prenda o espectador como um dos principais defeitos da produção.
Recentemente, a Universal retirou de seu calendário de estreias o filme “A Noiva de Frankenstein”, nova versão do filme de mesmo nome lançado em 1935. A atitude da companhia pode ser interpretada como um sinal de alerta para o futuro do Universo Sombrio.
“Após muitas considerações, a Universal Pictures e o diretor Bill Condon decidiram adiar “A Noiva de Frankenstein”. Nenhum de nós quer fazer algo apressado para manter uma data de lançamento, quando sabemos que esse filme especial necessita de tempo. Bill já provou seu talento diversas vezes e estamos ansiosos em continuar a trabalhar juntos”, lê-se no comunicado à imprensa divulgado pelo estúdio. Inicialmente, o longa-metragem iria estrear no dia 14 de fevereiro de 2019.
Agora que o projeto está no modo de espera, paira a dúvida sobre o envolvimento de Javier Bardem (no papel do Monstro de Frankenstein) e Angelina Jolie (no papel da Noiva de Frankenstein) no filme. Segundo informações do site “The Wrap”, a dupla havia acordado a participação no longa-metragem, mas não chegou a assinar um contrato oficial. De acordo com a publicação, a equipe do filme ainda espera para saber se Jolie irá se comprometer com a produção ou passar o papel adiante. Neste caso, Condon já teria um nome em mente para substituí-la: Gal Gadot.
A intérprete da Mulher Maravilha que em breve será vista em ação no aguardado “Liga da Justiça” ajudou o Universo Estendido da DC a finalmente decolar em aprovação da crítica ao viver a heroína nas telonas e quebrar uma série de recordes. Poderia a israelense ajudar Universo Sombrio a engrenar?
O The Wrap ressalta que Gadot ainda não foi procurada pela Universal Pictures para tratar de uma possível atuação no papel-título de A Noiva de Frankenstein. A atriz já trabalhou no estúdio ao interpretar Gisele Yashar em Velozes & Furiosos 4, 5, 6 e 7.
Uma fonte anônima ligada à Universal Pictures afirmou que ficou impressionada com a alteração no calendário de lançamentos do estúdio, mas não surpresa. Segundo a fonte, o estúdio ainda tenta ajustar o tom do longa metragem e deseja conseguir realizar um filme de ação que tenha apelo entre adolescentes, ajude a promover os parques temáticos da Universal em Orlando em não seja um filme de terror. “Basicamente um Velozes & Furiosos misturado com Os Vingadores, mas com super monstros”, brincou.
Fonte: Adoro Cinema | JoBlo |
A revista norte americana “Variety” divulgou uma lista anual chamada “Variety 500” que traz as quinhentas pessoas mais importantes no mundo do negócio do entretenimento. Ao todo, são gerados US$3 trilhões por anos e esta é uma das áreas mais lucrativas. A revista avaliou a conquista de tais pessoas com base nos últimos 12 meses, incluindo carreira e filantropia.
Os nomes de Tom Hanks, Bradley Cooper, Ben Affleck, Steven Spielberg, Tina Fey, Emma Stone, Reese Witherspoon, Viola Davis, Sofia Vergara, Channing Tatum, Matt Damon, Denzel Washington, Brad Pitt, Vin Diesel e muitos outros artista aparecem na lista e entre eles está a o da cineasta Angelina Jolie.
Angelina Jolie usou sua presença dominante para se tornar uma das atrizes mais famosas do mundo com uma força onipresente na cultura pop norte americana que vai desde as telonas dos cinemas até os tabloides. Para uma mulher que cativou o público desde o momento que pisou na luz dos holofotes, Jolie, de alguma forma, conseguiu crescer ao longo dos anos, evoluindo de uma garota rebelde para uma grande diretora e humanitária.
Ela é uma das celebridades da “Lista A” de Hollywood que recebe salários de arregalar os olhos. É uma confiante diretora e produtora que se encontra em crescimento e que pode levar seus projetos para as telonas. Jolie é uma incansável advogada dos direitos humanos, dos direitos das mulheres e foi nomeada Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR / ACNUR) em 2012.
Nascida em Los Angeles, Jolie estrelou diversos papéis no começo de sua carreira antes de receber um Oscar pelo filme “Garota, Interrompida”. Em 2001, ela estrelou “Lara Croft: Tomb Raider”, filme que a estabilizou como uma heroína da ação e que a lançou para a fama internacional, fazendo com que participasse de outros sucessos posteriores como e “Sr. & Sra. Smith”. Ela fez sua estreia na direção com o filme “Na Terra de Amor e Ódio”.
Apesar de muitas manchetes geradas por ela em 2017 estarem relacionadas com o recente divórcio do ator Brad Pitt, o foco dos holofotes está lentamente retornando para seus trabalhos. Recentemente, ela lançou o filme “First They Killed My Father”, um drama cambojano que ela dirigiu para a Netflix.
Carreira:
• Sr. & Sra. Smith
• Malévola
• Garota, Interrompida
Honras:
• Women’s Impact
Filantropia:
• UNHCR
• UNICEF
• Médicos Sem Fronteiras
• Global Action for Children
Fonte: Variety | Portal Pop Line
Angelina Jolie e Shiloh vão a Exibição de “Human Flow”
29 de setembro de 2017
Na noite desta quinta-feira, dia 28 de Setembro de 2017, a cineasta Angelina Jolie e sua filha, Shiloh (11), estiveram em uma Exibição Especial (Screening) do documentário “Human Flow”.
O evento foi organizado pela agência que representa Angelina, United Talent Agency (UTA), e aparentemente aconteceu em Los Angeles.
O longa, que é dirigido pelo chinês Ai Weiwei, possui 140 minutos e retrata a crise de refugiados que acontece em 23 países, incluindo França, Grécia, Alemanha, Iraque, Afeganistão, México, Turquia, Bangladesh e Quênia.
Ele retrata as causas que levam milhões de pessoas a abandonarem seus países de origem, como a guerra, a miséria e a perseguição política, refletindo sobre as dificuldades encontradas na busca por uma vida melhor.
Fotos:
Angie e Loung respondem questões de fãs para a Netflix
29 de setembro de 2017
O canal oficial da Netflix no YouTube compartilhou nesta quinta-feira, dia 28 de Setembro de 2017, um vídeo exclusivo com Angelina Jolie e Loung Ung. Nele, as duas respondem algumas perguntas feitas por fãs cambojanos a respeito do filme “First They Killed My Father”.
O filme, que foi lançado no dia 15 de Setembro pela provedora, foi dirigido por Angelina e é baseado no livro de mesmo nome escrito por Loung, que narra sua história de sobrevivência durante o genocídio no Camboja.
Em 1975, Loung tinha 5 anos de idade quando o Khmer Vermelho assumiu o poder e deu início a 4 anos de terror e genocídio que sacrificaram a vida de dois milhões de cambojanos. Retirada da casa de sua família em Phnom Penh, ela foi treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados.
A seguir, confira as perguntas enviadas pelos fãs cambojanos e respondida por ambas durante o vídeo.
Durante a evacuação da cidade, Loung sonha com um macaco dançando. O que isso significa?
LOUNG: Eu gostei dessa pergunta. A dança do macaco Hanuman na cultura Khmer é algo muito espiritual. Para esta cultura, o deuses macacos podem descer e salvar as pessoas. Aquela cena mostra você desejando que um deus pudesse descer e salvar você daquele inferno que estava acontecendo em seu mundo naquele momento.
ANGELINA: A cena também ajuda a mostrar onde a mente de uma criança vai para escapar do horror.
LOUNG: Angelina fez algo muito bonito com esta cena, que eu absolutamente amei. É uma das minhas cenas favoritas do filme, inclusive. De verdade mesmo.
Quais foram os momentos mais tristes e mais felizes durante a produção do filme?
ANGELINA: As memórias. Quando nós gravamos as cenas que mostravam memórias felizes, com a família completa, que tendem a trazer mais emoções à tona e que mais dão saudades, pois mostravam as coisas que mais amamos, as lembranças felizes.
LOUNG: E eu lembro que quando eu estava nos sets, eu tive uma sensação quando eu olhei ao me redor e percebi que todo mundo no set – cada um dos cambojanos – foi afetado pelo genocídio. Aquilo me deixou muito triste, saber que todo mundo, incluindo eu, tinha passado por um trauma coletivo. No entanto, também foi um momento um pouco alegre, redentor e de cura porque eu soube que não estava sozinha.
Como este filme ajudará o Camboja a se tornar forte novamente?
ANGELINA: Eu espero que as pessoas que tenham assistido esse filme e que sejam cambojanas saibam que esta foi a razão pela qual este filme foi feito: mostrar meu amor, minha dedicação ao seu país, minha crença em tudo o que vocês são. E que eu espero que vocês consigam crescer.
Você pode fazer mais filmes sobre o Camboja, especialmente sobre a história do Império Khmer?
LOUNG: Eu estou escrevendo um romance e é para os cambojanos. É sobre mitologia, sobre a mitologia de Ahp, que é uma rainha Khmer, bruxa, vampira sem cabeça. É, realmente, um apocalipse zumbi ao estilo “The Walking Dead” misturado com a mitologia budista.
ANGELINA: Eu amo o jeito que você descreve isso. Eu estou lendo a história e é bem, bem legal.
Como a produção do filme afetou Maddox?
ANGELINA: Maddox voltou para o Camboja. Nós viajamos para lá frequentemente. Ele conhece Loung desde sempre e ele conhece a história dela. E nós conversamos sobre como seria importante para ele trabalhar nisso, porque ele teria que finalmente… não apenas estar em seu país, mas teria que fazer muitas pesquisas profundas sobre isso, e eu acho que, para mim, o maior momento foi quando estávamos nos sets e eu vi ele junto com a equipe, conversando com todo mundo e aprendendo com todo mundo e se sentindo em família.
Loung, quais pensamentos você teve no sentido de querer continuar e não desistir?
LOUNG: Quando eu era criança, existiram momentos nos quais eu pensei em desistir. Eu pensei que apenas seria melhor se eu fosse dormir e não acordasse. Mas então eu pensei nos meus pais e pensei no que minha mãe fez ao se sacrificar, no que ela fez para que nós sobrevivêssemos e pensei no que meu pai fez e pensei em tudo o que eles fizeram durante o genocídio para que nós conseguíssemos sobreviver. Eu não podia desonrá-los. Eu não podia desonrar suas vidas. Eu não podia desonrar seus trabalhos. Eu não podia desonrar seus espíritos se eu desistisse e não acordasse mais. Felizmente, como adulta e tendo, você sabe, vivido mais alguns anos até o momento, eu sou muito grata. Eu tenho muitas razões para continuar. Eu tenho grandes amigos, eu tenho um marido maravilhoso. A vida é preciosa e nós temos apenas esta, então agora eu continuo porque é divertido e é prazeroso e estou, realmente, tendo um bom momento.
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Não se sabe se Angelina Jolie ainda será a protagonista do filme.
Deninis Villeneuve negocia com a Sony Pictures para assumir a direção de um projeto de longa data do estúdio, a cinebiografia de Cleópatra. As informações são do site Variety, que afirma que o filme terá a produção de Amy Pascal e Scott Rudin.
O longa-metragem será baseado no livro “Cleópatra: Uma Biografia”, aclamada obra de não ficção que se tornou um dos principais best-sellers da carreira da escritora Stacy Schiff, vencedora do Prêmio Pulitzer.
Há anos a Sony tenta tirar o projeto do papel. James Cameron já esteve cotado para a direção do filme, mas desistiu. Paul Greengrass e Ang Lee idem. David Fincher chegou a negociar com estúdio, mas também não está mais ligado ao filme.
Inicialmente, o longa-metragem foi idealizado para ter Angelina Jolie como protagonista. Em 2014, a atriz chegou a sugerir que poderia encerrar a carreira como atriz e se dedicar apenas ao ativismo humanitário e à direção depois de estrelar o longa sobre a rainha do Egito.
Quando figuras do alto escalão da Sony Pictures tiveram suas conversas de e-mail vazadas para o mundo após o estúdio ser atacado por hackers contrários ao lançamento do controverso “A Entrevista”, foram reveladas aspas ácidas sobre Jolie. Em uma conversa com Pascal, Rudin disse que a atriz é uma “criança mimada minimamente talentosa”. O atrito com ela começou quando Jolie sondou Fincher para a direção do filme sobre Cleópatra, fazendo o cineasta desistir de comandar Steve Jobs (que, no final das contas, acabou nas mãos de Danny Boyle).
A Variety informa que não se sabe se Jolie, firme em seus esforços como cineasta, ainda irá interpretar Cleópatra. Desconsiderando os trabalhos como dubladora na franquia “Kung Fu Panda”, a vencedora do Oscar por “Garota, Interrompida” atuou em apenas dois filmes nos últimos cinco anos: “À Beira Mar”, no qual ela contracena e dirige seu ex-marido Brad Pitt, e “Malévola”, superprodução da Disney sobre a vilã de “A Bela Adormecida”.
Desde que o projeto foi anuciado pela primeira vez, amadureceram as discussões sobre o embranquecimento de personagens não-brancos em Hollywood. É incerto se isso fará a Sony repensar a escalação de uma atriz branca para viver uma mulher africana.
Villeneuve se prepara para lançar a aguardada sequência “Blade Runner 2049”. A carreira do cineasta canadense é marcada por projetos elogiados pela crítica, como “Incêndios” (2010), “Os Suspeitos” (2013), “Sicario: Terra de Ninguém” (2015) e “A Chegada” (2016), sendo este último responsável por sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Diretor.
Fonte: Terra
Neste domingo, dia 24 de Setembro, a cineasta norte americana, Angelina Jolie, foi fotografada quando fazia compras acompanhada por sua melhor amiga, a escritora Loung Ung, em um supermercado localizado na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.
À noite, as duas também estiveram presentes em mais uma Exibição Especial (Screening) do filme “First They Killed My Father”, em um evento da Cinema Society organizado pelo Santa Barbara International Film Festival, na cidade de Santa Barbara, na Califórnia.
Fotos:
Nesta sexta-feira, dia 22 de Setembro de 2017, o site Radio Times disponibilizou uma breve entrevista com a cineasta Angelina Jolie. Nela, a atriz afirma ser fã da série “The Walking Dead”. Confira a tradução da materia feita na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil.
Por Adam Tanswell
Você é uma celebridade de Hollywood que possui 6 filhos com idades entre 9 e 16 anos. Como é assistir televisão em casa?
Nós acabamos de mudar para uma casa nova onde todas as televisões são conectadas – eu não sei por que, mas elas são. Eu ligo no noticiário e então, de repente, o canal muda para a Disney Channel. Por este motivo, a chance de eu assistir televisão em casa acabou para mim. As crianças a controlam.
Quem normalmente fica com o controle remoto em sua casa?
Normalmente é a Vivienne. Nunca sou eu.
Você consegue assistir seus programas favoritos?
Se eu quero assistir alguma coisa, eu tenho que assistir no meu computador quando as crianças estão dormindo. Ao contrário, é muito difícil.
As crianças estão dormindo. O que você gosta de assistir?
Eu gosto de assistir notícias na CNN e na BBC. Eu também amo “The Walking Dead”. Eu, realmente, mal posso esperar pela próxima temporada.
A hora da janta deve ser bem agitada com seis filhos…
Eu não sou a melhor cozinheira. Eu faço aulas de culinária e tenho tentado cozinhar mais, porque as crianças ficam juntas quando eu faço isso. Elas adoram, mas noralmente elas assumem o controle. Eu sou muito impaciente e um pouco errática, mas estou aprendendo.
Você tem uma especialidade?
Não. Minha melhor receita acontece quando eu, acidentalmente coloco alguma coisa junto e no fim acaba ficando bom. Eu fico muito entusiasmada quando isso acontece. Particularmente, eu não consigo seguir uma receita. Eu sou esse tipo de pessoa. Eu não gosto de seguir regras.
As crianças ajudam em casa?
As crianças são incríveis. É muito emocionante ver como elas se ajudam. Os irmãos mais velhos ajudam os caçulas e todos elas me ajudam. Elas estão crescendo.
Seu filho mais velho, Maddox, é produtor executivo do novo filme que você dirige, First They Killed My Father. Como isso aconteceu?
Eu conheci Maddox no Camboja quando ele tinha apenas 3 meses de idade e eu sempre quis que ele contasse a história de seu país. Eu disse a ele: “Filho, um dia você vai estar pronto. Você irá dizer para mim quando estiver na hora de se aprofundar em seu país. Mas eu vou precisar de sua ajuda. Você vai ter que trabalhar e vai ter que estar comigo todos os dias.” E um dia ele disse: “Estou pronto”.
Como Madddox se envolveu com o filme?
Ele tem 16 anos agora e desde pequeno ele conhece Loung Ung, que sobreviveu ao regime do Khmer Vermelho e cuja história o filme se baseou. Ele mergulhou nas pesquisas e na parte de edição. Ele foi ótimo. E como o filme é contado a partir dos olhos de uma criança, foi realmente útil ter ele ao meu lado para dizer coisas como “Você está fazendo com que eu perca a atenção nesta cena”. Como diretora, você tem que ter o controle das coisas.
Isso significa que você é uma pessoa mandona?
Quando você tem seis filhos, você não manda em nada!
Fonte: Radio Times
Por Cara Buckley, para o The New York Times
Angelina Jolie estava sentada descalça na varanda de sua maravilhosa nova casa, explicando o porquê de querer salvar o mundo, quando o dever chamou. Seu filho mais novo, Knox, 9, colocou sua pequena cabeça loira pela porta de vidro. “Shiloh precisa de você”, disse o menino silenciosamente, referindo-se à irmã do meio, de 11 anos.,
“Shi?”, chamou Jolie, antes de desaparecer voando com sua túnica preta. Dez minutos depois, ela voltou. O lagarto pogona de Shiloh, Vlad, estava doente e, para a angústia de Shiloh, se recuperava no veterinário. “Este vai ser o resto do meu dia”, disse Jolie, se instalando numa cadeira de pátio almofadada, “Aprender tudo sobre os problemas de saúde de um lagarto pogona”.
Jolie passou a lamentar o desequilíbrio de um mundo onde os animais californianos recebem cuidados extremos enquanto milhões de pessoas do mundo não têm acesso a um tratamento médico adequado. Sem mencionar que ela estava dizendo isso em sua mansão de 25 milhões de dólares localizada em uma colina, em um condomínio fechado no bairro de Los Feliz, uma casa que ela comprou na primavera para ela e seus seis filhos, após se divorciar de Brad Pitt.
Talvez mais que qualquer outra celebridade, Jolie, 42, manteve-se firmemente plantada em dois mundos muito diferentes. Ela é ao mesmo tempo a glamurosa super celebridade que tem todo movimento rastreado pelas manchetes (“Angie e as crianças saíram da Target porque não serviam cachorro-quente”, diz uma delas), e a humanitária bem feitora que já fez mais de 60 viagens de campo, como parte do seu trabalho com as Nações Unidas. As contradições aparentes são responsáveis por seu fascínio indescritível. Jolie tem sido extremamente difícil de se enquadrar, uma mulher que não pode ser facilmente agrupada em apenas uma categoria, pois ocupa muitas ao mesmo tempo.
Ela é uma “glamazona” e também a defensora da saúde das mulheres, que contou ao mundo sobre sua dupla mastectomia preventiva. Ela tem uma imagem pública meticulosamente manejada a não se importar com o que os outros pensam. Ela continua perto do topo da pirâmide cruel das celebridades, mesmo que em seus últimos filmes, ela apenas apareça camuflada – “Malévola”, “Kung Fu Panda”. Ela é motivo de obsessão – mesmo que, nos Estados Unidos, não seja tão amada – e estabelecida na base da cultura como a “Vixen” [sem tradução exata, literalmente se trata de “raposa fêmea”, mas seria algo como ‘mulher briguenta’ ou ‘megera’] da América apesar de ter uma ninhada de seis crias saudáveis.
Apesar do apetite público por detalhes a respeito da sua vida pessoal, ter sobreposto o interesse nos filmes que ela dirigiu, Jolie leva histórias pesadas e obscuras para as telas. Três dos quatro filmes que ela dirigiu se passam em períodos de guerra, incluindo seu mais recente, “First They Killed My Father”, baseado na história real de Loung Ung, que presenciou, quando menina, o genocídio no Camboja, e que agora é uma das amigas mais próximas de Jolie.
Enquanto os primeiros filmes de Jolie receberam críticas mornas, vários críticos consagraram “First They Killed My Father” como o seu melhor até agora. O filme todo é contado em Khmer a partir do ponto de vista da garotinha, e recebeu aplausos em pé durante o Festival de Cinema de Telluride, onde aconteceu sua Premiere. A Netflix começou a transmiti-lo no dia 15 de Setembro, juntamente com alguns poucos e selecionados cinemas.
Jolie diz que não poderia ter feito o filme se não tivesse dirigido primeiramente “Na Terra de Amor e Ódio” (2011) sobre a guerra na Bósnia, e “Invencível” (2014), baseado na história real de um militar americano feito prisioneiro durante a Segunda Guerra Mundial. (Ela e Pitt estrelaram juntos como um casal em um tipo diferente de conflito no drama “À Beira Mar”, de 2015).
“Não foi um plano consciente de que eu faria filmes sobre guerra, mas foi o que eu me atraí para fazer”, disse.
Jolie tem uma conexão incrível com o Camboja, não seria para menos, uma vez que o país mudou sua vida completamente. Antes de visitar o país, no ano 2000, para filmar “Lara Croft: Tomb Raider”, ela foi uma criança crescida em Hollywood, rebelde e gótica, que apareceu no Oscar de certo ano, vestida como Elvira, a Rainha das Trevas, e beijou seu irmão na boca. Ela também pegou pesado com seu segundo marido, Billy Bob Thornton, ao usarem pingentes que continham sangue um do outro em seus pescoços.
A graça e a humildade que ela viu nas pessoas do Camboja, juntamente com os efeitos pós-genocídio, jogou fora a vida Hollywoodiana com um alívio sem arrependimentos.
“Uma vez que você é exposta para aquilo que realmente está acontecendo no mundo, e para a realidade de outras pessoas, não tem como você não saber. Você não consegue acordar e fingir que nada está acontecendo. Sua vida inteira muda,” diz ela.
Ela adotou Maddox, agora com 16 anos, em um orfanato, divorciou-se de Thornton e caiu de cabeça no trabalho humanitário e ambiental, encontrando inspiração duradoura nos sobreviventes de guerra e nos trabalhadores humanitários.
“A real vontade de sobreviver, a força do espírito humano e o amor da família humana se tornam tão presentes, e é assim que nós deveríamos viver”, diz Jolie. “Quando você tem tudo isso ao redor, é meio contagioso e você aprende com isso”.
O ar esquentava e abafava conforme ela falava e o sol já estava subindo para o meio do céu indicando um meio-dia quente. Eu estava quase derretendo, mas Jolie, que adora o calor, estava intacta como uma esfinge. (Nós logo nos encaminhamos para o clima refrigerado do ar condicionado da cozinha.)
Jolie tem uma presença contida e equilibrada, ainda assim leve, relaxando de vez em quando com algumas risadas. Ela é tão atraente como aparece nas telonas; as linhas esculpidas em seu rosto, juntamente com o desenho circulares dos seus olhos e boca fazem dela uma beleza de outro mundo. Embora leve com uma elfa, ela diz que não se exercita, além de mergulhar e nadar com seus filhos na piscina e vagamente pretendendo, algum dia, andar na esteira.
Embora ainda fosse Agosto, as crianças – Maddox; Pax (13); Zahara (12); Shiloh; Knox e sua gêmea, Vivienne – já tinham começado os estudos em casa (ensino doméstico). Eles a acompanhariam aos festivais de Telluride e Toronto – Maddox foi um dos produtores executivos no filme – e estavam compensando uma aula perdida, trabalhando com tutores por vários cantos da casa, aprendendo, entre muitas outras coisas, árabe, língua de sinais e física.
Eu perguntei a Jolie se ela já havia se sentido como a treinadora de um pequeno time e ela respondeu que quase sempre se sente parte de uma fraternidade.
“Eles me ajudam muito. Nós somos uma unidade”, ela diz. “Eles são os melhores amigos que eu já tive. Ninguém em toda a minha vida esteve comigo mais do que eles.”
A última frase jogada no ar, talvez uma possível alusão ou indicação, a Pitt, que adotou Maddox, Pax e Zahara e é o pai biológico de Shiloh, Knox e Vivienne. A dissolução da parceira romântica de 12 anos do casal aconteceu em Setembro de 2016, depois de um incidente abordo de um jato particular – supostamente envolvendo Pitt e Maddox – fazer com ela desse entrada no pedido.
Um pouco depois, Jolie e as crianças saíram da casa de Pitt e passaram a viver de aluguel durante nove meses enquanto ela lidava com a decisão de comprar, ou não, uma nova casa.
“Eu demorei meses para perceber que eu realmente teria que fazer isso. Que teria que haver outra base, independente de qualquer coisa”, disse ela, sua voz ficando mais baixa, como aconteceu todas as vezes que o assunto do divórcio surgia. “Que teríamos que ter uma casa. Outra casa”.
A nova casa, uma mansão no estilo Beaux Arts que uma vez pertenceu ao lendário cineasta Cecil B. DeMille, é linda, tem uma biblioteca, gramados ondulados, fontes com cascatas que se banham na piscina e uma vista para o Observatório Griffith. Jolie ainda construiu uma elaborada case na árvore – “está mais para uma casa na árvore ao estilo Parkour”, disse ela – e as crianças ajudaram a decorar e a escolher os móveis de toda a propriedade. Todos na casa tem um acordo, contou Jolie. Todos podem concordar com tudo, porém devem tentar aceitar caso não concordem. Se alguém for totalmente contra, isso poderá ser anulado.
“Todos nós passamos por muitos momentos,” disse Jolie sobre a casa. “É uma casa feliz. Feliz e iluminada, e nós precisamos disso”.
Eu pergunto sobre como todos estão.
“Nada disso é fácil. Está sendo muito, muito difícil. Uma situação muito dolorosa e eu apenas quero que minha família fique bem”, diz ela calmamente.
Mas, eles estão bem?
“Eles estão melhorando”, diz ela, com sua voz se aproximando da inaudibilidade.
Ela dá a entender que “First They Killed My Father” talvez tenha influenciado sua decisão de deixar Pitt. O filme se concentra nos membros da família de Ung, alguns daqueles que sobreviveram, e Jolie diz que, durante a produção do filme, pensou muito sobre o que a família em si significava e como um deveria ajudar a cuidar do outro (o filme é uma adaptação do livro escrito por Ung, publicado no ano 2000 com o mesmo nome).
“Loung teve tanto horror em sua vida, mas também muito amor e é por isso que ela está bem atualmente”, disse Jolie. “Isso é algo que eu preciso lembrar”.
Determinada a fazer o filme o mais cambojano possível, Jolie uniu forças com o diretor cambojano Rithy Panh – que recebeu uma indicação ao Oscar em 2014 pelo documentário “A Imagem que Falta” – e contratou centenas de cambojanos como figurantes. Jolie conta que Maddox lhe ajudou muito, trabalhando no roteiro, tomando notas durante as reuniões e conversando com Panh em francês. Algumas cenas foram gravadas nos locais que realmente aconteceram os massacres. Por conta disso, a equipe acabou pedindo para que os monges orassem, passassem incensos e fizessem oferendas antes das filmagens.
“Ela é muito amada lá”, contou Panh, que atuou como produtor do filme. Ele acrescentou que ficou muito impressionado com a humildade de Jolie e de como ela se comunicava intuitivamente com as crianças nos sets, apesar de seu pequeno conhecimento da língua cambojana.
Ung contou que Jolie, que possui cidadania cambojana, compartilha da sensibilidade de seus compatriotas. “No Camboja, você não fala alto, você fala gentilmente com as pessoas, você cumprimenta as pessoas com as duas mãos juntas e se curva, numa espécie de reverência”, disse Ung. “Tudo isso veio de forma natural para ela”.
Conforme a entrevista foi se desenrolando, Jolie brincou que talvez concordasse em trabalhar em uma comédia. “Eu voltarei a ficar engraçada, depois de certo ponto,” disse ela, adicionando que está trabalhando na continuação de “Malévola”, uma sequência para o conto de fadas da Disney. “Fazer este filme foi só um pouquinho divertido”, diz ela em tom de ironia.
Jolie também parece consciente de como ela pode estar sendo vista pelo público. A rainha de gelo não está mais ao lado do afável garoto de Missouri, Brad pitt (a reveladora entrevista concedida por ele para a revista GQ Style ajudou a melhorar a imagem que ele tinha para algo mais relatável). Porém, Jolie cresceu sendo uma garota punk na escola e, por issso, diz ela, já está acostumada a não se encaixar, a ser alguém que as pessoas costumam ter fortes opiniões a respeito.
“Eu nunca esperei ser alguém que todo mundo entendesse ou gostasse”, disse Jolie enquanto caminhava pela entrada de sua casa. “E está tudo bem porque eu sei e meus filhos sabem quem eu sou”.
Ela rapidamente me abraçou despedindo-se e eu fui liberada para o sol e para o calor, enquanto o pesado portão de segurança se afastava lentamente.
Fonte: The New York Times
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