Artigos by Angelina/ Trabalho Humanitário/ UNHCR

Jolie escreve artigo para a CNN e fala sobre Srebrenica

24 de julho de 2018

Nesta segunda-feira, dia 23 de Julho, a Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR / ACNUR), Angelina Jolie, escreveu um artigo para o site oficial da CNN (um renomado canal a cabo de notícias norte americano). No artigo, Jolie falou sobre o genocídio de Srebrenica, que aconteceu 23 anos atrás na região da Bósnia. Confira abaixo a tradução feita na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil:

De acordo com as notícias divulgadas hoje, Hatidža Mehmedovic, uma sobrevivente da Guerra da Bósnia, que liderou a Associação das Mães de Srebrenica, faleceu num hospital da cidade de Sarajevo. Eu conheci Hatidža 4 anos atrás, quando visitei o Memorial de Srebrenica, local em que as vítimas do genocídio – o pior massacre praticado em solo europeu desde o Holocausto – estão enterradas. Eu me lembro desta visita vividamente. Nós sentamos em círculo para conversarmos com outras mães e viúvas em luto de Srebrenica. Nós ficamos em silêncio e, com a máxima dignidade, Hatidža narrou sua história.

Ela contou como era sua vida antes da guerra, ao lado de seu marido Abdullah e seus dois filhos, Azmir e Almir, que tinham 21 e 18 anos de idade. Ela descreveu os tenebrosos dias do mês de Julho do ano de 1995, quando eles foram forçados a se separar dela e enviados para a morte, junto com pelo menos outros 8.000 homens e rapazes inocentes. Assim como o marido dela e seus filhos, Hatidža, perdeu também o pai, seus dois irmãos e muitos outros membros de sua família.

Aqueles que praticaram o genocídio se esforçaram bastante em esconder ou destruir os corpos das vítimas. Durante 15 anos, Hatidža procurou pelos restos mortais de sua família. Ela foi uma das pessoas que sobreviveu e, posteriormente, retornou a cidade de Srebrenica. Ela viveu bravamente e sozinha, enfrentando ameaças e intimidações, em uma atmosfera persistente de tentar negar que o genocídio aconteceu.

Ela me contou que quando finalmente encontrou os restos mortais de seu marido e de seus dois filhos, todos os restos mortais relacionados ao seu filho mais novo, Almir, que ela recebeu para enterrar, foram dois pequenos ossos da perna. Em vez de se render à dor do momento, ela simplesmente me disse que se achava afortunada. Muitas mães, ela disse, ainda precisavam deste pequeno conforto.

De muitas maneiras, Hatidža Mehmedovic me fazia lembrar das outras mulheres bósnias que eu conheci e que sobreviveram à guerra, pela forma como ela combinou uma profunda força e resiliência, com tolerância e humildade na recusa de sucumbir ao ódio. Mas Hatidža também foi excepcional. Durante 23 anos, ela foi uma incansável buscadora da verdade de da justiça. Ela nunca reivindicou nenhum tratamento especial, mas falava em nome de todas as Mães de Srebrenica. Ela não fazia distinção ente as vítimas, mas considerava-as todas igualmente merecedoras de dignidade e reconhecimento. Mesmo quando sua saúde falhava, ela trabalhava em organizar comboios para levar alimentos e remédios aos refugiados da Síria. Ela morreu antes de seu tempo, com apenas 65 anos de idade. Sua morte, sem dúvida, foi acelerada por tudo o que ela já tinha sofrido.

Está testemunhado, nas profundezas das feridas da Bósnia, que Hatidža não viveu para ver o fim da luta pela justiça e segurança de todos os sobreviventes de Srebrenica. Outras pessoas devem levar adiante o fardo que ela carregou durante tantos anos. Mas seu exemplo continuará vivo nas memórias daqueles que a conheciam e nas histórias que nós devemos contar, onde quer que vivamos, para que a memória de Srebrenica nunca desapareça.

Enquanto sua morte me enche de tristeza e pesar, assim como todas as vítimas da guerra da Bosnia-Herzegovina, tenho certeza de que não estou sozinha em lembrar de Hatidža com gratidão e admiração. Existem momentos que devemos nos debruçar sobre as muitas lições ensinadas pelo genocídio de Srebrenica, como, por exemplo, onde um ódio violento contra qualquer grupo de pessoas pode chegar. Mas como Hatidža foi colocada para descansar e para lamentar pelo seu país, este parece um bom momento para refletirmos sobre o poder de uma única vida individualmente.

Hatidža Mehmedovic viveu uma vida honesta. Ela nunca permitiu que alguém a amedrontasse ou corrompesse seu senso de verdade e justiça. Nós também podemos nunca chegar a ver justiça em nossas vidas, mas podemos não mais errar se seguirmos o exemplo dela.

Escrito por Angelina Jolie
Traduzido por Angelina Jolie Brasil

Fonte: CNN

Aniversários

Feliz Aniversário Knox e Vivienne Jolie-Pitt!

12 de julho de 2018

Hoje, dia 12 de Julho de 2018, os gêmeos filhos de Angelina Jolie e Brad Pitt – Knox e Vivienne – comemoram seu 10º aniversário! (SIM D-E-Z ANOS)

No dia 12 de Julho de 2008, Vivienne Marcheline e Knox Leon nasceram via cesárea na seção C do Hospital Lenval na cidade de Nice, na França. O parto foi feito pelo Dr. Michel Sussmann e acompanhado por Brad, que cortou o cordão umbilical dos gêmeos.

Segundo o Dr. Sussmann, Knox nasceu na noite do sábado, dia 12 de Julho de 2008, às 18:27 sendo seguido pela sua irmã Vivienne que nasceu um minuto depois. Em uma entrevista, Brad Pitt falou sobre os caçulas dizendo:

Knox é um pedacinho de mim e Vivienne é fisicamente e psicologicamente igual à Angie.

Segundo alguns rumores os nomes Knox Leon e Vivienne Marcheline foram escolhidos pelos seguintes motivos: Vivienne é a forma francesa de “Vivian”, que faz referência ao lugar de seu nascimento e que significa “cheia de vida”.

Seu nome do meio foi escolhido em homenagem a sua avó, Marcheline Bertrand (mãe de Angelina que perdeu uma batalha contra um câncer de ovário e faleceu em Março 2007). Knox teria sido escolhido por ser o nome do meio do avô materno de Brad, que se chamava Hal Knox Hillhouse. Já Leon seria o nome do bisavô materno de Angelina.

As primeiras fotos dos gêmeos foram vendidas para as revistas “People Magazine” e “Hello!” por inacreditáveis 14 milhões de dólares – o preço mais alto pago por fotos de celebridades. O dinheiro foi doado para a Fundação Jolie-Pitt e usado para trabalhos humanitários e de caridade.

Happy Birthday Knox and Viv!

Enviada Especial/ Trabalho Humanitário/ UNHCR

Jolie faz declaração sobre massacre de Srebrenica

11 de julho de 2018

Em memória do 23º aniversáro do Massacre de Srebrenica, Angelina Jolie deu uma declaração exclusiva à Remembering Srebrenica, organização humanitária que serve para lembrar de Srebrenica após o genocídio. Jolie disse:

“A passagem do tempo não pode diminuir a dor sentida pelos sobreviventes da guerra na Bósnia ou o horror do genocídio de Srebrenica. Eu nunca conheci mulheres tão corajosas, dignas e resilientes quanto as Mães de Srebrenica, muitas ainda procurando por seus filhos e maridos perdidos 23 anos após o massacre.

Meus pensamentos e meu coração estão com todas elas e com todos os sobreviventes na Bósnia hoje. Eu espero que essa ‘comemoração’ possa lembrar os líderes da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) num todo, sobre a importância de ajudar a Bósnia se juntar à União Europeia e à OTAN – dando às pessoas da Bósnia-Herzegovina uma maior oportunidade que merecem, protegendo o país e a região, contra uma futura instabilidade.

A Srebrenica permanece como um aviso inabalável das consequências de quando deixamos de tomar partido quando civis inocentes foram ameaçados com agressão. É também um lembrete de que a comunidade internacional pode agir em conjunto, como a OTAN eventualmente fez na Bósnia, para acabar com o conflito e proteger a vida civil.

No 23º aniversário do genocídio na Srebrenica, eu espero que nós estejamos inspirados a renovar nosso senso de responsabilidade para com os outros e a confiança em nossa capacidade de agir coletivamente para prevenir os genocídios, os crimes de guerra, e a defender o direito internacional. Está em nossas mãos e esta seria a melhor maneira de honrar a memória daqueles que morreram em Srebrenica.”

11 de Julho marca o 23º aniversário do Massacre de Srebrenica, no qual ocorreu o genocídio de homens e meninos muçulmanos em Srebrenica, alvos de morte por sua fé Islã.

Fonte: Remembering Srebrenica

Atriz/ Filmes/ Malévola

Malévola 2 com Angelina Jolie, ganha data de estreia

10 de julho de 2018

Em meio a diversos outros anúncios de estreia, a Disney finalmente deu uma data para o lançamento de “Malévola 2”, continuação do filme de 2014 estrelada por Angelina Jolie.

O filme que continua a história da vilã de “A Bela Adormecida” vai chegar aos cinemas em 29 de maio de 2020, no meio do verão americano, segundo informações do site Deadline.

A aposta alta da Disney em “Malévola 2” não é à toa. O primeiro filme fez mais de US$750 milhões nas bilheterias mundiais, trazendo Jolie como Malévola e Elle Fanning como a princesa Aurora. As duas protagonistas retornam para a sequência, que será dirigida por Joachim Rønning (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). As novidades no elenco ficam por conta de Michelle Pfeiffer, Ed Skrein e Chiwetel Ejiofor.

No primeiro filme, acompanhamos uma história alternativa de uma das grandes vilãs da Disney, mostrando como ela foi vítima da ganância de um rei inescrupuloso, que cortou suas asas e a abandonou para reinar sobre as mágicas terras do reino.

Fonte: UOL Entretenimento

Aparições Públicas/ Candids/ Eventos/ Londres

Jolie celebra aniversário da Mais Distinta Ordem de São Miguel

28 de junho de 2018

Na manhã desta quinta-feira, dia 28 de Junho de 2018, a cineasta norte americana e Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Angelina Jolie, esbanjou elegância ao prestigiar o aniversário de 200 anos da Mais Distinta Ordem de São Miguel e São Jorge, na Catedral de São Paulo, em Londres.

Para a ocasião, a estrela do filme “Malévola” investiu em um vestido de marfim da grife londrina Ralph & Russo. Com produção modelada, a ex-mulher de Brad Pitt – ainda com batalha travada na Justiça pela guarda dos filhos – completou o look com bolsa metálica e um pequeno chapéu sem abas, conhecido como casquete. O broche usado por ela no evento, na verdade uma Insígnia, é chamado de Grande Cruz da Mais Distinta Ordem de São Miguel e São Jorge.

Diferentemente de Jolie, a Rainha Elizabeth II precisou cancelar sua ida à Catedral. Com 92 anos recentemente completados, a avó dos príncipes William e Harry teve uma indisposição e não pôde comparecer ao evento.

De acordo com o jornal “DailyMail”, um porta-voz do Palácio de Buckingham comunicou que ela estaria sofrendo com um resfriado de verão. “A Rainha está se sentindo sob o tempo hoje e decidiu não comparecer ao culto desta manhã na Catedral de São Paulo, marcando o 200º aniversário da Ordem de São Miguel e São Jorge”, disse. “Sua Majestade será representada pelo Duque de Kent como Grão-Mestre da Ordem”, acrescentou.

Jolie é Dama Honorária da Mais Distinta Ordem de São Miguel e São Jorge desde 2014. O título foi concedido pela Rainha e reconhece os serviços prestados à política externa britânica e os esforços nos país estrangeiros, principalmente, pelo trabalho dela em pôr fim à violência sexual em zonas de guerra.

Texto: PurePeople | MdeMulher

Fotos:

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Enviada Especial/ Refugiados/ Trabalho Humanitário/ UNHCR

Jolie lança Centro para Crianças Desacompanhadas

20 de junho de 2018

As crianças que fogem de perseguições e que chegam sozinhas aos Estados Unidos terão um acesso melhor a aconselhamento jurídico gratuito graças no novo Centro Nacional para Refugiados e Crianças Imigrantes lançado na cidade de Washington.

O centro foi lançado nesta terça-feira, dia 19 de Junho de 2018, pela Enviada Especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Angelina Jolie, que no ano passado doou 500 mil dólares para o Centro e tem defendido há mais de dois anos a situação das crianças desacompanhadas que buscam asilo e que estão detidas nos Estados Unidos. Falando aos repórteres do National Press Club, Jolie disse:

“O principal problema de tudo isso é que, quando as crianças cruzam este país sozinhas elas estão assustadas e nós precisamos ouvi-las antes de fazermos a escolha de darmos asilo em nosso país ou de mandá-las embora. É antiético não ouvir essas crianças. Porque sem representação legal, estamos mandando as crianças aos tribunais para se defenderem em uma língua que a maioria delas não entende. Nessas situações, elas precisam falar sobre as coisas assustadoras e humilhantes que passaram. Só que essas coisas elas não querem contar para ninguém, muito menos para uma sala cheia de pessoas estranhas”.

Todos os anos, mais de 5.000 crianças de todo o mundo chegam aos Estados Unidos sem o acompanhamento de um adulto. Muitas dessas crianças precisam de asilo pois fugiram de conflitos armados, de abusos contra os direitos humanos em suas terras natais, incluindo recrutamento forçado de crianças-soldados, prostituição, servidão forçada, escravidão sexual, exploração, trabalho infantil, abuso de crianças de rua, casamentos e mutilação genital feminina. Algumas crianças vão para os Estados Unidos porque foram abusadas, abandonadas ou negligenciadas por seus pais ou cuidadores.

Algumas dessas crianças desacompanhadas são apreendidas imediatamente em aeroportos ou nas fronteiras terrestres quando chegam aos EUA, porque lhes falta documentação adequada. Outras são apreendidas depois que cruzam as fronteiras de forma ilegal. Muitas são traficadas para os EUA para trabalhar em fábricas clandestinas ou em prostituição.

O recém lançado Centro Nacional para as Crianças Refugiadas e Imigrantes está sendo implementado em parceria com o Comitê dos Estados Unidos para os Refugiados e Imigrantes e com a Associação Americana de Advogados de Imigração. A chave para o sucesso deste centro é o compromisso de grandes escritórios de advocacia em todos os Estados Unidos em fornecer serviços “pro bono” em suas comunidades.

Fonte: UNHCR

Enviada Especial/ Refugiados/ Trabalho Humanitário/ UNHCR

Angelina Jolie: Uma Carta de Mossul

19 de junho de 2018

A maior e mais longa batalha urbana em qualquer parte do mundo desde a Segunda Guerra Mundial foi travada para retomar Mossul do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS). A liberdade chegou através de um preço horrível: milhares de civis foram mortos e grandes áreas da cidade iraquiana foram reduzidas a escombros.

Grande parte do lado leste de Mossul foi poupado, mas o lado oeste ainda está em ruínas um ano após o fim dos combates. Enquanto estive lá, senti como se as armas tivessem parado somente no dia anterior.

Se aprendemos algo na última década com relação ao Oriente Médio e ao Afeganistão, é que se uma “vitória” militar não é seguida de uma ajuda efetiva que garanta a estabilidade, então o ciclo de violência só continua.

Você pensaria, portanto, que nada poderia ser mais importante nessa situação do que tentar garantir que o extremismo violento nunca retorne a Mossul. Você esperaria que reconstruir uma cidade que era um ícone da diversidade, da coexistência pacífica e do patrimônio cultural seria prioridade máxima. Você imaginaria que as ruas de Mossul estariam repletas de equipamentos de reconstrução, desminadores, arquitetos, planejadores, agências governamentais e organizações não-governamentais e especialistas em patrimônio mundial que prestam assistência técnica ao Iraque em um plano mestre para a reconstrução da cidade.

Mas, um ano depois, o leste de Mossul está abandonado, arruinado e apocalíptico. Paredes que permanecem em pé estão cheias de buracos causados por morteiros e balas. As ruas estão estranhamente silenciosas: centenas de milhares dos antigos moradores da cidade estão vivendo em acampamentos ou em comunidades próximas porque não existe nada para o que retornarem. Cadáveres ainda se encontram contaminando as ruínas, aguardando para serem coletados.

Nas ruas que parecem inteiramente inabitáveis, um pequeno número de famílias em estado de choque está limpando os escombros de suas casas com as próprias mãos, desafiando os explosivos escondidos deixados para trás. Na última semana, houve uma explosão em uma casa que matou e feriu 27 pessoas.

Ainda pior do que a ruína visual da cidade é o dano invisível no cenário emocional do povo. Residentes que retornaram perderam as casas em que suas famílias viveram por gerações, suas posses, suas economias, até mesmo os documentos que provam sua identidade. Comunidades de diferentes crenças que viviam lado a lado foram separadas e agora estão divididas.

Um homem que se aproximou de mim descreveu com lágrimas nos olhos como ele foi atacado por militantes. Uma criança me contou sobre como foi ver um homem morto em sua frente na rua. Uma mãe e um pai descreveram a manhã em que um morteiro atingiu sua filha adolescente, arrancando as pernas dela, deixando os ossos quebrados expostos. Eles a levaram para um hospital e pediram tratamento médico. Eles foram rejeitados e ela sangrou até a morte em seus braços.

Injustiça e sofrimento dessa magnitude são impossíveis de quantificar. Pois as pessoas que sobreviveram a essas experiências, foram deixadas sozinhas e, em grande parte das vezes, esquecidas, sentindo-se completamente erradas e profundamente inquietas. A lacuna de tempo entre o que eles merecem e a rapidez com que o mundo os esqueceu é chocante.

Eu me perguntei se, em outro momento da história, teríamos reagido de maneira diferente ao que aconteceu em Mossul. Teríamos reagido como fizemos quando a Europa se libertou depois da Segunda Guerra Mundial, inundando-a com ajuda para se reconstruir se recuperar?

Pensei também nos sobreviventes dos ataques com armas químicas, nos atentados aos hospitais, nos estupros organizados e na fome deliberada de civis que são características dos conflitos contemporâneos e perguntei a mim mesma: ficamos insensíveis ao sofrimento humano? Temos tantas dúvidas da nossa capacidade de agir efetivamente no exterior, à luz da história recente, que começamos a tolerar o intolerável? Somos culpados de realizar uma forma de triagem moral coletiva, escolhendo seletivamente quando e onde defenderemos os direitos humanos, por quanto tempo e em que nível?

Em Mossul, senti que estava na limiar das falhas da política externa na última década. Mas também em um lugar que representa a capacidade humana de sobrevivência, renovação e a resistência insistente dos valores universais nos corações individuais.

Penso em um pai que conheci e em sua alegria por suas duas filhas poderem ir à escola novamente. Sem dinheiro e sem um teto sobre a cabeça de sua família, ele falou como se não tivesse mais a posse de nenhum bem além de seus boletins. Não haveria um símbolo mais profundo de vitória do que qualquer moça de Mossul que pudesse voltar à escola e se destacar.

Nenhuma família que conheci no leste de Mossul me pediu algo. Elas não estão contando com a nossa ajuda. Mossul pode traçar sua história há 3.000 anos – tenho certeza de que seu povo superará esses três anos de terror. Mas quão melhor seria se víssemos sua recuperação como nosso esforço conjunto, da mesma forma que consideramos a derrota do ISIS como uma responsabilidade coletiva.

Escrito por Angelina Jolie | Tradução de Guilherme Leite

Fonte: Huffington Post

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Enviada Especial/ Refugiados/ Trabalho Humanitário/ UNHCR

Jolie agradece Governo Curdistão por ajudar refugiados

17 de junho de 2018

Neste domingo, dia 17 de Junho de 2018, juntamente com a equipe sênior da UNHCR / ACNUR foi recebida pelo porta voz do Governo Regional do Curdistão, Safin Dizayee, em reunião no Iraque.

Em nome do Primeiro Ministro Nechirvan Barzani do Governo Regional do Curdistão (CRC), Safin Dizayee deu as boas vindas à delegação e agradeceu à Sra. Jolie por sua atenção contínua à situação das pessoas deslocadas que se encontram na região do Curdistão. Ele disse que o CRV aprecia suas visitas continuadas ao Curdistão que tem como finalidade testemunhar a situação das pessoas que se encontram internamente deslocadas e dos refugiados sírios.

Jolie agradeceu ao Governo Regional e ao povo do Curdistão por hospedar e receber um número tão grande de pessoas deslocadas e por continuar a ajudá-las. Ela disse que a região do Curdistão desempenhou um papel muito bom ao ajudar essas pessoas vulneráveis e é um modelo nesse tipo de assistência humanitária. A Enviada Especial da UNHCR assegurou que continuará a transmitir a situação das pessoas deslocadas para a comunidade internacional com o objetivo de encorajar mais apoio à região.

Atualmente a região do Curdistão está hospedando cerca de 1.4 milhões de pessoas internamente deslocadas e refugiados. 97% dos refugiados são sírios e 37% deles vivem nos 9 campos, espalhados pela região enquanto outros vivem nas demais comunidades de acolhimento.

Fonte: Kurdistan Regional Government

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