Na noite desta segunda-feira, dia 02 de Dezembro de 2024, nossa musa inspiradora – Angelina Jolie – marcou presença na 34ª edição dos The Gotham Film Awards, que aconteceu no Cipriani Wall Street, em Nova York, Estados Unidos.
Durante o evento, Jolie foi homenageada com o prêmio “Performer Tribute” por sua interpretação da lendária cantora de ópera, Maria Callas, no filme “Maria”, lançado no dia 27 de Novembro nos cinemas estadunidenses.
A atriz começou o discurso agradecendo e mencionando que, na data de hoje, Maria Callas estaria celebrando 101 anos.
“Muito obrigada. É maravilhoso estar aqui em Nova York, onde Maria Callas nasceu e viveu a maior parte de sua vida, no dia em que teria sido seu 101º aniversário. Então… Estou muito honrada por estar aqui com meus colegas artistas celebrando o cinema independente. Eu sou grata a Jeffrey Sharp, ao Instituto de Cinema e Mídia de Gotham e a Pablo pela visão e sensibilidade que ele trouxe para o filme.
Vocês podem não saber, mas Pablo cresceu indo assistir ópera com a mãe dele, que tocava Maria Callas no carro, enquanto eles dirigiam pelo Chile. Eu cresci com uma mãe que guardava livros dentro do forno, porque havia mais livros em nossa casa do que prateleiras no apartamento onde morávamos, e foi assim que ela resolveu o problema, bem ainda se certificando de que estávamos alimentados. Mas isso era sua prioridade. Ela me levou ao teatro, ela me contou sobre conhecer Tennessee Williams, e ela me apresentou ao Instituto Lee Strasberg onde, posteriormente, eu estudei. E eu experimento agora a alegria de ver minha própria filha amar teatro e se envolver com isso.
Para muitos de nós, essas influências iniciais são o que nos nutre e nos molda como artistas e como pessoas. E são muito importantes. A arte é uma forma de ficarmos unidos, de nos conhecermos, de rirmos uns com os outros e de compreender uns aos outros. E por isso é muito importante, que a arte seja ensinada em nossas escolas e tão preocupante que muitas dessas matérias estejam sendo reduzidas. Como… E estão. Então…
E como sabemos, assim como Maria sabia, a arte não é fácil. Requer habilidade e treinamento, disciplina, preparação, e pode ser bem solitário, às vezes. E, parte do que me atraiu em “Maria”, foi como ela trabalhou duro para dominar sua arte. Ela chamava isso de “se colocar numa camisa de força”. Meses de preparação, esforço e trabalho duro, decompondo a música até que o papel fosse perfeitamente decorado e soubesse a música perfeitamente. E então, e somente então, fazia o que ela chamava de “ganhar asas”, que era quando ela deixava algo de si mesma aparecer. Ela deu tanto ao mundo e deixou tanto ao mundo. Ela nunca buscou simpatia pela forma como sofreu com seu corpo ou com sua mente. E ela diria aos seus alunos para continuarem. Não com fogos de artifício. Não com aplausos fáceis, mas com a expressão das palavras e do sentimento verdadeiro, seja ele qual for.
Então, em memória de Maria, pensando na minha mãe, pensando na mãe do Pablo e em todos aqueles que ensinam e inspiram arte nos outros, em todos os jovens artistas que estão crescendo e todos nesta sala, que celebram a criatividade e a expressão. Estou me sinto, realmente, muito honrada por estar aqui com todos vocês e por fazer parte dessa comunidade. Então muito obrigada!
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