06.set
Jolie e Viv levam cachorro ao pet shop em Los Angeles

Nesta terça-feira, dia 05 de Setembro, a mamãe Angelina Jolie e sua filha mais nova, Vivienne (9), levaram um dos cachorros – que agora fazem parte da família – a um pet shop localizado na região de Los Feliz, na cidade de Los Angeles.

Mãe e filha foram fotografadas enquanto deixavam o local e caminhavam em direção ao carro.

Angelina e os filhos retornaram de uma recente viagem feita à cidade de Telluride, no Colorado, onde divulgaram o filme “First They Killed My Father”.

O longa, que é dirigido por Jolie, foi exibido durante o Festival de Cinema de Telluride neste último final de semana. Na semana que vem, a cineasta é esperada no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), onde irá participar de mais uma Premiere do filme.

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Fotos:

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05.set
Jolie retorna ao trabalho após dedicar um ano à família

Recentemente Angelina Jolie concedeu uma entrevista ao renomado site The Hollywood Reporter. A matéria foi escrita por Stephen Gallowaye e publicada neste domingo, dia 03 de Setembro. Já a tradução foi feita exclusivamente para o Angelina Jolie Brasil pelo nosso colaborador, Guilherme L.

Por Stephen Galloway

A atriz e diretora de “First They Killed My Father” espera estar diante das câmeras nos próximos meses. Angelina Jolie diz que planeja retornar ao trabalho após “tirar um ano” para lidar com uma complicada “situação familiar” depois de seu divórcio com Brad Pitt.

Falando no Festival de Cinema de Telluride – onde seu novo filme sobre o Camboja, “First They Killed My Father”, teve uma boa e memorável estreia (o longa tem previsão de ser lançado em cinemas selecionados e na Netflix a partir do dia 15 de Setembro) – ela disse que um dia gostaria de desistir da atuação para apenas dirigir, se isso for possível.

Jolie disse também que não se comprometeu completamente com seus próximos projetos, embora uma sequência de “Malévola” deva acontecer ainda este ano.

A cineasta sentou-se, no dia 3 de Setembro, ao lado de Loung Ung, uma refugiada cambojana que vive na América desde 1980, cujo livro serviu de base para o novo filme de Jolie. “First They Killed My Father” conta a história de Ung em sua trajetória através dos horrores praticados pelo Khmer Vermelho no fim dos anos 70. Confira abaixo uma transcrição editada da conversa de ambas com o “The Hollywood Reporter”.

Loung, de onde você é no Camboja?

UNG: Phnom Penh. Eu imigrei em 1980 para Burlington, em Vermont, e me mudei mais algumas vezes, acabando em Cleveland. Em 1980 eu tinha 10 anos. Meu irmão mais velho, sua esposa e eu deixamos o Camboja e acabamos chegando em um campo de refugiados na Tailândia, onde nós ficamos por seis meses. Lá, nós recebemos ajuda da “Holy Family Church” para virmos para a América, sem nenhuma ideia onde iríamos chegar e ficamos um pouco surpresos quando fomos parar em Vermont. Nós não sabíamos o que era tudo aquilo, porque quando você está num campo de refugiados, eles mostram a América pra você através de filmes e nenhum dos filmes se passava em Vermont – talvez em Los Angeles, Nova York ou Chicago; eu estava esperando grandes prédios e uma diversidade de pessoas.

Quando foi que você voltou para o Camboja pela primeira vez?

UNG: Em 1995, os Estados Unidos e o Camboja não tinham uma relação diplomática até 1993. Eu fiz 35 viagens até agora.

JOLIE: Você tem uma casa lá.

UNG: Eu tenho uma irmã que mora em um vilarejo. Então eu comprei uma terrinha pra mim. Esta minha irmã e um outro irmão ainda moram no Camboja.

Angelina, o que na história de Loung, você não conseguiu colocar no filme?

JOLIE: Tinha uma cena que tentavam levar uma mulher e tentavam transformá-la na esposa de alguém; isso aconteceu quando Ung presenciou um casamento forçado.

Isso acontecia muito?

UNG: Aconteceu quando eu estava lá. Aconteceu muito em diversos lugares do país, casamentos forçados de uma menina jovem com um soldado, sim, durante a guerra.

Quando você compreendeu em sua totalidade o que tinha acontecido lá, além das suas próprias experiências?

UNG: Provavelmente não até eu entrar no colegial. Eu fiz o sistema escolar americano e estudei História Inglesa, Russa, Chinesa e Americana, mas não havia espaço para o Camboja em nenhum lugar e não havia nenhum professor que pudesse sugerir algo e recomendar livros e vídeos. Mais ou menos em 1985, o National Geographic lançou uma edição cambojana que meu irmão tem até hoje; e eu me lembro que eu fiquei muito emocionada, mas não queria realmente lidar com isso; eu queria assimilar e ser como todo mundo. Mas eu comecei a ler quando os filmes de guerra foram lançados – “Platoon”, “Nascido para Matar” – e então os meninos começaram a fazer comentários horríveis sobre mim. Havia uma fala [em um dos filmes] em que as garotas vietnamitas diziam, “Cinco dólares por um momento de prazer”, e os meninos achavam que era engraçado dizer isso para mim. Então eu comecei a ler para me educar, porque a melhor forma de combater qualquer bullying é se educar e ter conhecimento, e eu estava pronta para usar isso contra eles e educá-los. Mas até a faculdade eu não pude realmente pegar livros e procurar por amigos que pudessem lê-los comigo. Faz muito tempo.

Você fez algum tipo de terapia?

UNG: Eu fiz muita terapia. É absurdo. Tem sido uma longa jornada. Há vários tipos diferentes de terapia. No Ocidente, nós queremos encerrar as coisas e eu aprendi, através de muitas formas de terapia, que não existe esse fim, é apenas uma jornada para se tornar mais forte, para se tornar mais saudável, mais equilibrado. Eu faço terapia com amigos, com a Angie. Nós conversamos muito.

Onde você está morando agora?

UNG: Cleveland.

[Para Jolie]: E você está em Los Angeles?

JOLIE: Sim, mas nós nos conhecemos há 16 anos. Ela vem para cá e nós passamos momentos juntas.

UNG: Escrever é terapêutico. Para mim, escrever e ter meus amigos é uma terapia de jornada interna na qual você caminha profundamente, você reflete, tenta curar a sua criança interior. Mas como uma ativista, há a terapia externa, em grande escala, onde você consegue perceber, em um certo ponto, que falar sobre você mesma fica chato. E também é insalubre ser tão focada só em você mesma. Em um certo momento, você tem que conseguir olhar para o problema e dizer, “Não é só com você. É a cultura, as pessoas, a nação, a família.” É por isso que eu amei trabalhar com a Angelina neste filme; é essa filosofia praticada, sendo sobre todos nós.

Angelina, agora você é uma cidadã cambojana e tem cidadania americana-cambojana. Quando isso aconteceu? Por que?

JOLIE: Foi mais de 10 anos atrás – eu venho trabalhando no país há mais ou menos 14 anos. Eu fui até lá para gravar “Lara Croft: Tomb Raider” e voltei logo depois com as Nações Unidas, fazendo algumas desminagens, aprendendo sobre repatriados. Eu conheci Loung, através da UNHCR, a agência de refugiados em que trabalho. Então, eu tenho trabalhado lá por mais de 14 anos e nós temos essa fundação na qual tomamos conta de 60.000 hectares e várias escolas – a Maddox Jolie-Pitt Foundation; são escolas, cuidados maternais, clínicas, muitas, muitas coisas. Então, depois de anos fazendo isso, eu recebi minha cidadania como uma humanitária.

Por que você quis isso?

JOLIE: Me ofereceram.

Tenho certeza que muitos países felizmente ofereceriam isso para você.

JOLIE: [Risadas] O Camboja me fez mãe. Maddox – foi o começo da nossa família: Mad e eu ficando juntos foi o começo de muitas coisas. Então eu sinto que eu estou conectada com esse país. Eu fiquei muito honrada e quis fazer coisas pelo país, a trabalhar em um nível mais profundo ainda.

Quantos anos Maddox tinha quando você o adotou?

JOLIE: Ele tinha 3 meses quando eu o conheci e agora ele tem 16 anos.

Ele fala Khmer [língua local]? Você fala?

JOLIE: Eu falo muito pouco. Mas o mais engraçado é que Shiloh é quem mais fala, a minha menina do meio, nascida na Namíbia. Meus filhos são de diferentes países, mas há um entendimento de que, você não tem que gostar de um país só porque nasceu nele. Você tem que respeitar todos os países. E ser muito aberta para todos os outros, claro. Mad tem muito orgulho de ser cambojano, ele ama o idioma. Ele, na verdade, está mais focado em aprender alemão, russo, coreano e francês – ele é um linguista. Ele fala um pouco de Khmer, mas eu não estou forçando-o a aprender. É muito importante que ele faça o quanto quer e que ame isso naturalmente. Foi ele quem disse que queria que nós fizéssemos o filme. Nós tínhamos o script havia alguns anos. Nós dissemos, “Quando você estiver pronto – porque você vai ter que trabalhar conosco – ir a fundo, pesquisar, estar lá”.

Ele é produtor no filme, certo?

JOLIE: Sim. Então eu disse: “Eu estarei pronta para fazer isso quando você estiver. Nós vamos mergulhar fundo na história do seu país. Nós vamos trabalhar com outras pessoas do seu país, aprender e amar. Isso vai ser muito imersivo e eu preciso que você entenda o que tudo isso significa.” Um dia ele me disse que estava pronto, então eu chamei Loung. Meu outro filho é vietnamita, Pax. Muito diferente. Uma história muito complexa, de ambos países. Há uma cena no filme em que um lado do rio é o Camboja e do outro é Vietnã, e eles estão atirando entre eles. Com meus dois meninos no set! Foi impactante para nós.

Você falou de Loung ontem no painel em que você defendeu o valor dos imigrantes. O que você acha da administração do Trump de restringir isso?

JOLIE: É muito importante que as pessoas possam entender que para os refugiados virem para esse país é algo muito difícil, demora muito tempo. É menos do que 1% [de requerentes que entram]; então para serem aprovados, para chegarem perto, é algo muito mais complexo do que muitas vezes os políticos gostam de fazer parecer. E pessoas que são refugiadas estão fugindo da guerra e da perseguição; eles não estão vindo porque querem estar em outro país; eles querem ficar em suas casas, na verdade, eles não querem ter que sair de suas casas. O que mais me chateia é que toda essa situação é sobre pessoas que não sabem a diferença entre um migrante e um refugiado; eles não tem respeito pelo motivo desses [refugiados] estarem vindo – as pessoas que são contra – e se esqueceram completamente de que foi isso que construiu o país, a diversidade. Quando afirma-se que massas de pessoas são perigosas, os números reais e a situação comprovam-se ser completamente diferentes do que foi publicamente apresentado, é horrível. Eu conheço essas pessoas. Eu conheci famílias se encaminhando para cá; eu conheci refugiados nos campos que estão aguardando – a permanência média em um campo de refugiados é de 16 anos. Nós temos 65 milhões de pessoas deslocadas – e eu não sou alguém que acredita que a solução é apenas atravessar uma fronteira. Nós precisamos nos unir, trabalhar internacionalmente para acabar com o conflito, e usarmos a diplomacia para mudar o mundo em que estamos – e o clima agora está afetando isso; a realidade das pessoas precisando de segurança em outros países é algo que precisamos entender. Este é o mundo em que vivemos.

Você vai se tornar mais ativa com relação ao que Trump quer fazer?

JOLIE: Eu não vou dizer como, especificamente, mas eu vou continuar a falar sobre os direitos humanos e as liberdades. Com certeza. Nós podemos falar sobre aquilo que nos irrita, mas o mais importante é tentar ajudar as pessoas a entenderem a realidade e não serem cegas por algo que não é a verdade. Então eu quero que as pessoas conheçam Loung. Ela é como uma garota síria que está tentando conseguir apoio neste exato momento. Ela contribuiu muito para a América e essa narrativa precisa mudar. Então eu vou continuar a tentar e mudar essa narrativa.

Loung, qual sua perspectiva para isso?

UNG: Eu sou muito grata por ser ter sido auxiliada pela população americana que é generosa, gentil e compassiva. Há muitos americanos que tem isso. Quando minha família chegou na América, os americanos ensinaram a nós como pegar um ônibus e onde comprar arroz – era difícil achar arroz!

JOLIE: Conte sobre 4 de Julho.

UNG: Nós chegamos na América em Junho de 1980. O grupo da igreja que nos amparou queria que nós vivenciássemos a próxima comemoração americana. Eles nos levaram para ver os fogos de 4 de Julho. A única coisa que era comparável a isso, para mim, era a guerra e as minas terrestres e as pessoas mortas, e na primeira explosão, eu fiquei aterrorizada, tentando correr e me esconder embaixo de um banco. Eu tinha total crença de que a guerra havia chegado à América e que soldados entrariam, e eu não conseguia compreender porquê as pessoas estavam paradas, assistindo e aplaudindo.

JOLIE: Pense para quantas pessoas deve acontecer isso. Para nós, é normal.

Foi um filme difícil de sair do papel. Ele foi caro também?

JOLIE: 20 milhões inicialmente. Nós conseguimos uma parceria incrível com Ted Sarandos e a Netflix. E eu tinha como bancar. Eu não recebi nada e quando recebi, coloquei no filme.

Você não ganhou nenhum dinheiro com isso, basicamente?

JOLIE: [Risadas] Não, mas na verdade o mais difícil foi pensar como faríamos o filme no país em que ela recebeu ameaças de morte quando escreveu o livro. Como levar isso para um país que não fala sobre o assunto, onde muitas pessoas dizem que nada aconteceu? É um país muito, muito complexo que ainda está lutando por suas vozes, seus direitos humanos. Ir até lá e recriar, no solo onde aconteceu tudo, esses horrores, e esclarecer essa guerra em cada sentido, será que o país aceitaria isso? Eles estão prontos para contar isso? O governo nos daria permissões?

Eles deram?

JOLIE: Sim.

O que você acha do primeiro ministro e o governo atual?

JOLIE: [Longa pausa] Eu sou alguém que trabalha no Camboja, com cambojanos. Eu trabalho ao lado de artistas e da sociedade, visando trabalhar dentro dela; então esse é o foco e eu espero que todos passem a acreditar na democracia, em certas liberdades, para que isso fique mais alto, para que suas vozes cresçam.

É algo que eles podem acreditar?

JOLIE: É difícil. É por isso que nós achávamos que não conseguiríamos fazer esse filme.

Você conheceu o primeiro ministro, Hun Sen?

JOLIE: Eu vivi lá e trabalhei lá. Fiquei cerca de quatro meses lá enquanto fazia o filme. Eu tenho um projeto com cerca de 100 pessoas com quem trabalhamos.

Seu plano agora é desistir da atuação e só dirigir?

JOLIE: Agora eu não tenho nada para dirigir e eu me sinto bem com isso, então vou atuar um pouco. Eu tirei um ano de folga, devido à minha situação familiar, para cuidar das minhas crianças.

Está tudo resolvido?

JOLIE: Quando eles puderem – quando eu sentir que é hora de eu voltar ao trabalho, esta será a hora de voltar a trabalhar. Eu tenho sido necessária em casa. Eu espero [trabalhar novamente] nos próximos meses que estão por vir.

O que você vai fazer em seguida?

JOLIE: Malévola, estamos trabalhando nisso, na verdade. E eu quero poder ter um pouco de diversão. Também tem Cleópatra, e há um script. Há muitas coisas rondando, mas ainda não me comprometi com nada.

Mas você planeja atuar e não apenas dirigir?

JOLIE: Eu adoraria fazer isso em certo momento. Em algum momento, provavelmente, só irei dirigir. Se eu puder. Mas eu não sei se vou poder ter uma carreira como diretora. Eu não sei como as coisas vão ser recebidas.

Seu filme está qualificado para concorrer com os filmes estrangeiros no Oscar?

JOLIE: Eu acredito que sim. É algo como, será que eles vão nos escolher? Nós vamos ser a escolha do país? Nós não sabemos.

Fonte: The Hollywood Reporter

04.set
Angelina Jolie confirma participação em “Malévola 2”

Nesta última semana, Angelina Jolie concedeu algumas entrevistas para divulgar seu mais recente filme, “First They Killed My Father”. Uma delas foi compartilhada neste domingo, dia 03 de Setembro de 2017, pelo site Deadline, e nela a atriz confirmou sua participação no filme “Malévola 2”. O artigo foi escrito por Pete Hammond e foi escrito por ele durante o Festival de Cinema de Telluride. Confira a tradução feita na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil:

Por Pete Hammond

Angelina Jolie me contou que está adorando estar, pela primeira vez, no Festival de Cinema de Telluride. A cineasta se encontra na cidade desde a pré estreia de seu novo filme “First They Killed My Father” que aconteceu neste sábado. Este é seu quarto filme como diretora e vem recebendo fortes elogios.

O poderoso e lindamente filmado longa se passa na década de 1970, quando o regime do Khmer Vermelho aterrorizava o Camboja, e será exibido pela Netflix em alguns cinemas em meados de setembro, depois de estrear no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF).

O filme é baseado no livro de memórias escrito por Loung Ung que fala sobre o devastador efeito que o Khmer Vermelho causou em sua própria família, quando ela tinha apenas 9 anos ide idade. Ung, que também está em Telluride, adaptou o livro ao lado de Jolie. Ontem, no entanto, Jolie contou ao público de Telluride que o povo cambojano acabou fazendo isso sozinho. “A Netflix tornou tudo isso possível e deu a eles, ferramentas para que conseguissem contar sua história,” disse ela.

Esta também é uma perigosa história para o mundo atual, já que ditadores e perigosos regimes ainda parecem prosperar em alguns lugares. Este filme, que poderia ser irrestritamente brutal na hora, em vez isso, é de certa forma e quase lírico, já que é contado através dos olhos das crianças afetadas pela guerra. O longa tem o ganhador do Oscar, Anthony Dod Mantle, como diretor de fotografia e a trilha sonora é assinada por Marco Beltrami.

Na noite deste sábado, em um jantar privado no Restaurante Cosmopolitan, enquanto uma tempestade caía la fora, eu sugeri a Jolie e Ung (que agora mora em Cleveland), que o destino havia interferido na vida das duas. Há vários anos, em uma viagem pelo Camboja, Jolie acabou comprando um livro, que custava em torno de 2 dólares, em uma loja de esquina. O livro continha as memórias de Ung e ele mudou tanto a vida de Jolie, que agora está sendo lançado ao mundo.

“Eu comecei a dirigir apenas alguns atrás e certa vez eu me peguei pensando nas coisas que mais importavam para mim, nas coisas que tinham mudado minha vida e nas coisas que precisavam ser contadas. Como eu amo muito o Camboja, eu sentia que as pessoas tinham que saber o que havia acontecido lá. Eu queria que meu filho soubesse quem eram seus compatriotas, eu queria que ele se orgulhasse da cultura de seu país, que ele confrontasse e que fosse honesto com relação ao seu passado”
, disse Jolie ao público ontem, quando contava que esperou alguns anos até que Maddox pudesse participar completamente do projeto; na verdade, ele acabou recebendo os créditos de Produtor Executivo do longa e também está em Telluride.

No jantar, eu perguntei por que Jolie havia escolhido a Netflix e ela me disse que foi em virtude da situação do cinema atual. Um filme pequeno como este, em língua estrangeira e sem nenhuma celebridade, teria muita sorte se conseguisse ser exibido em um pequeno cinema de Nova York. Ela disse que a Netflix permite que o filme seja encontrado e visto por um público muito maior, além disso, a Netflix também ajudará a dar uma maior impressão nas mídias sociais.

Conseguir que este filme fosse feito foi apenas um dos obstáculos de Jolie. Conseguir que ele seja assistido é, claramente, sua missão atual. O chefe de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, sentou-se na minha frente ontem durante a exibição do filme e eu perguntei a ele sobre os planos do longa ser enviado pelo Camboja para concorrer ao Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Ele me disse que está confiante de que isto vá acontecer. Isso geraria um efeito extraordinário, por ter Jolie – uma diretora norte americana – em um longa elegível na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Mas primeiro, o filme terá que passar pelas exigências da Academia, já que a maior parte da equipe criativa também deve ser do país de origem. Para Jolie, o fato de que este filme possa ser enviado pelo atual regime cambojano é algo notável, considerando algumas das coisas que estão acontecendo no momento, incluindo as tentativas de encerrar alguns meios de comunicação.

“Eu sou uma mulher ocidental e seria incrível se eles concordassem em enviar nosso filme para a Academia”, disse ela acrescentando que esta seria uma poderosa e surpreendente mensagem de apoio pelo governo cambojano.

Jolie, por conta de seu contínuo trabalho com os refugiados ao redor do mundo e por seu trabalho com as Nações Unidas, ganhou o Oscar Humanitário Jean Hersholt, além de também ter ganhado a estatueta na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho no filme “Garota, Interrompida”. No entanto, dirigir um filme que poderia levá-la até a 90ª Edição do Oscar seria algo sem precedentes para esta cineasta que possui cidadania cambojana desde 2005.

Ao meu ver, o roteiro adaptado ao lado de Ung também poderia receber uma indicação na categoria de Melhor Roteiro Adaptado, que é muito mais fácil em termos de concorrência. Apesar de já ter dirigido outros filmes, como “Na Terra de Amor e Ódio”, “Invencível” e “À Beira Mar”, faria todo o sentido ver “First They Killed My Father” concorrendo na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Como eu disse anteriormente, o fato dela ser uma diretora excepcional que trabalhou duro e se preocupou ao gravar seus filmes em várias línguas. Ela gosta que o diálogo seja autentico e não se preocupa com o uso de legendas.

Com quatro conquistas na direção, perguntei se ela já tinha outro projeto em mente e ela me disse que está na hora de voltar a atuar. “Agora eu sou a chefe da família, portanto está na hora de voltar,” disse era rindo. Existem rumores de que ela talvez estrelasse o novo longa da Universal, “A Noiva de Frankenstein”, mas ela disse que vai voltar a intepretar Malévola.

“Nós estamos trabalhando no script e esta vai ser uma sequência muito forte,” disse ela animada pela perspectiva de voltar a interpretar a vilã da Disney. Enquanto isso, ela está ajudando a tornar memorável esta edição do Festival de Cinema de Telluride.

Fonte: Deadline

02.set
Angelina Jolie: eu não gosto de ficar solteira

Em uma recente entrevista concedida ao site Telegraph, a cineasta Angelina Jolie afirmou que não gosta de estar solteira. O artigo foi escrito por John Hiscock e publicado na madrugada deste domingo, dia 3 de Setembro de 2017. Confira abaixo a tradução feita na íntegra exclusivamente pelo Angelina Jolie Brasil.

Por John Hiscock

Se ela não tivesse um filme para promover, dificilmente uma Angelina Jolie estaria sentada na suíte do Hotel Beverly Hills para conversar – de forma relutante – sobre sua vida depois de se separar e ingressar com o pedido de divórcio do ator Brad Pitt em setembro do ano passado.

Mas ela é uma veterana no ramo dos negócios e o filme que ela co-escreveu, produziu e dirigiu, “First They Killed My Father”, precisa de publicidade. Por isso, ela está se submetendo a um longo final de semana de entrevistas enquanto admite: “Esta é a primeira vez que estou voltando a fazer isso depois de um longo tempo. Não está sendo fácil. Eu estou um pouco tímida desta vez, pois não me sinto forte o bastante por dentro como já estive no passado”.

Os últimos 12 meses claramente geraram certo impacto na atriz de 42 anos, que aparenta estar um pouco magra e pálida.

“Tem sido muito difícil. Eu não gosto de ficar solteira. Não é algo que eu queria. Não existe nada de bom nisso. É muito difícil. Às vezes, parece que eu estou segurando as pontas, mas na verdade, eu estou apenas tentando seguir em frente. Emocionalmente, tem sido um ano muito difícil e eu tive outros problemas de saúde. Portanto, minha saúde é algo que eu tenho que monitorar”, reconhece ela.

Quatro anos atrás ela causou um alvoroço em escala mundial ao anunciar que havia se submetido a uma dupla mastectomia preventiva, depois de descobrir que tinha 87% de chance em desenvolver câncer de mama. Sua mãe teve câncer de mama e faleceu por conta de um câncer de ovário em 2007, com apenas 56 anos de idade. Sua avó também morreu em virtude de um câncer de ovário com 45 anos. Então, dois anos atrás, Jolie se submeteu a uma nova cirurgia, removendo os ovários e suas trompas de Falópio. Por conta disso, ela desenvolveu hipertensão e teve paralisia de Bell – uma paralisia facial que gera a queda de um dos lados do rosto. Segundo ela, a acupuntura fez com ela se recuperasse.

“Muitas vezes na vida você se concentra no fato de que as coisas poderiam ter sido muito piores. Eu estou muito feliz por não ter tido câncer e se por acaso eu vier a ter, eu sei que consegui adiar isso por alguns anos. A troca que eu fiz para conseguir essa paz de espírito foi bastante boa. Eu sinto, às vezes, que meu corpo foi agredido, mas eu tento rir tanto quanto o possível”, disse ela.

“Nós tendemos a ficar tão estressados que nossos filhos sentem nosso estresse, quando, na verdade, eles precisam sentir nossa alegria. Mesmo que você esteja passando por uma quimioterapia, você precisa encontrar a habilidade de amar e rir”. Ela faz uma pausa e sorri. “Isso pode soar como uma frase de cartão postal, mas é verdade”.

Seus filhos – Maddox (16), Pax (13), Zahara (12), Shiloh (11), Knox (9) e Vivienne (9) – possuem uma posição proeminente durante a conversa, já que ela também requereu a guarda deles quando ingressou com o divórcio. Todos os seis filhos foram com ela para o Camboja, para morar lá durante os quatro meses de filmagens do longa “First They Killed My Father”. O filme é baseado no livro de memórias escrito por Loung Ung e publicado no ano 2000, que fala sobre o genocídio praticado pelo Khmer Vermelho. Na época, os pais e dois irmãos de Ung foram mortos, assim como, aproximadamente, dois milhões de cambojanos.

Jolie é cidadã cambojana há mais de uma década e possui uma casa perto da fronteira com a Tailândia; por isso, o tempo que a família passou no país foi de especial importância para ela e para Maddox, que foi adotado por ela no Camboja quando ele tinha apenas 3 meses de idade.

“Eu conheci Loung e perguntei a ela como ela se sentiria, já que ela é uma órfã cambojana, se eu adotasse um órfão cambojano. Ela me deu muito apoio. Se ela não tivesse dado, minha vida teria sido muito diferente. Portanto, ela conhece Mad desde pequeno e ele sempre soube a respeito da história de Loung e eu disse pra ele, ‘um dia filho, você estará pronto e quando este dia chegar eu quero que você me diga que é a hora de conhecer profundamente seu país. Mas eu preciso que você me ajude, que você trabalhe, que você esteja lá todos os dias; e você não vai poder dizer que está cansado’. E um dia ele disse: ‘Estou pronto’.

“Eu realmente queria que Maddox aprendesse tudo sobre a história do Camboja e eu senti que este filme era uma jornada que nós podíamos fazer. E ele entrou de cabeça na parte das pequisas e da edição. Além disso, eu tinha alguém mais novo ao meu lado para dizer ‘você fazendo com que eu perca a atenção’ ou ‘isso é muito complicado’. Ele foi realmente útil.”

O filme é um caso de família: Maddox recebeu os créditos de produtor executivo e Pax fez umas “bicos” como fotógrafo. Os outros filhos também estiveram presentes nos sets de filmagens durante todos os dias e ficaram amigos dos atores mirins.

“Setenta por cento dos cambojanos tem menos de 30 anos de idade. E se eles assistirem esse filme e quiserem que tudo isso não se repita, eles serão aqueles que levarão seu país para frente”.

Ela fala rapidamente, pausadamente e predominantemente de bom humor. O único momento que ela ficou um pouco ríspida foi quando eu perguntei a respeito da controversa que surgiu a respeito do método de seleção de elenco para o novo filme. Em entrevista para a Vanity Fair, ela contou que os diretores de elenco inventaram uma brincadeira, na qual certa quantia em dinheiro era deixada em cima de uma mesa e as crianças, durante as audições, tinham que pegar esse dinheiro. Neste momento, elas eram flagradas e tinham que inventar uma desculpa. O método aplicado na audição atraiu críticas e os advogados de Jolie pediram à revista por uma correção. A Vanity Fair, no entanto, bateu o pé e decidiu apenas compartilhar a transcrição da entrevista.

“Eu já expliquei isso e você pode procurar. “Foi um mal entendido e nada aconteceu sem pensarmos no que era melhor para as crianças e para as famílias”, disse ela bruscamente.

“First They Killed My Father” é o quarto filme dirigido por Jolie, seguindo “Na Terra de Amor e Ódio”, “Invencível” e “À Beira Mar”. No momento, entretanto, ela não tem nenhum plano imediato de atuar ou dirigir. Ao contrário, ela e os filhos recentemente se mudaram para uma mansão avaliada em 24,5 milhões de dólares, que no passado pertenceu a Cecil B de Mille, e se adaptar é atualmente sua prioridade.

“Eu estou fazendo aulas de culinária. Eu não tenho certeza de quão boa eu sou nisso. Cozinhar é uma dessas coisas que você faz quando já está bem resolvida na vida e você tem tempo. Mas, de certa forma eu sou muito impaciente e um pouco errática, então é muito difícil para mim, ficar na cozinha. Mas eu estou tentando isso agora. Eu estou realmente tentando, porque eu sinto que quando eu cozinho, as crianças gostam. Embora, muitas vezes, elas assumam o controle das coisas e digam que conseguem fazer melhor”, diz ela rindo.

“As crianças tem sido incríveis. Tem sido muito emocionante ver o quanto elas podem se ajudar e o quanto elas me ajudaram. Elas realmente estão crescendo, estão se descobrindo e encontrando suas próprias vozes. Eu sei que elas terão umas às outras por toda a vida e isso me dá muita paz; saber que quando eu não estiver mais aqui, elas cuidarão umas das outras”.

Depois que ela concluiu as filmagens do longa, ela visitou Londres como professora convidada da Escola de Economia e Ciência Política na Universidade de Londres, onde ela falou aos estudantes, sobre suas experiências como Enviada Especial da ONU.

“Parte do motivo pelo qual eu decidi ensinar foi porque eu também queria aprender. Eu realmente quero ouvir da geração que está por vir, quais são seus questionamentos e quais são seus objetivos…”

Se e quando ela retornar ao cinema, as chances são de voltar mais como diretora do que como atriz. “Quando você atua, você não pode esculpir o final da história. Mas poder supervisionar tudo, até a música que entra na parte de edição, é muito diferente,” diz ela.

Os primeiros anos de Jolie como uma garota selvagem foram muito bem documentados. Ela falou abertamente sobre seu passado, sobre as drogas e auto-mutilação. Durante seu casamento com o ator Billy Bob Thornton (antes, ela também foi brevemente casado com o ator Jonny Lee Miller), os dois usaram pingentes que continham o sangue um do outro e se gabavam sobre seu sexo selvagem.

No entanto, ela conheceu Pitt em 2004 nos sets do filme “Sr. & Sra. Smith” e a partir de 2005, dedicou os últimos anos de sua vida à maternidade. Porém, sua vida mudou drasticamente no ano passado e agora ela está pensando em mudar.

“Eu acho que agora eu preciso redescobrir um pouco do meu antigo eu. Eu acho que nós nos perdemos um pouco durante a vida. Eu tenho muitas coisas acontecendo no momento. De pessoas deixando minha vida, problemas de saúde até criar filhos. E esta tem sido uma fase muito boa para absorver, desenvolver e crescer. Mas talvez agora que meus filhos estão crescendo eu comece a perceber que uma parte minha foi deixada de lado por um tempo. E talvez o fato dos meus filhos estarem atingindo a adolescência traga um pouco de diversão para a mamãe. Então, talvez eu esteja voltando. Pode estar na hora”, ri ela.

O filme “First They Killed My Father” será lançado no dia 15 de Setembro na Netflix.

Fonte: Telegraph

02.set
Jolie divulga novo filme no Festival de Telluride

Neste sábado, dia 02 de Setembro, Angelina Jolie esteve divulgando seu novo filme, “First They Killed My Father” no Festival de Cinema de Telluride.

Os seis filhos – Maddox, Pax, Zahara, Shiloh, Knox e Vivienne – também estiveram presentes no evento, dando apoio à famosa mamãe.

Nas fotos, também é possível ver que a escritora e amiga de Angelina, Loung Ung, e os pequenos atores cambojanos, Sareum Srey Moch e Mun Kimhak, que estrelam o filme.

O filme conta a história de sobrevivência de Loung Ung durante regime do Khmer Vermelho, no Camboja. Em 1975, ela tinha cinco anos de idade quando o Khmer Vermelho assumiu o poder no país, dando início a quatro anos de terror e genocídio que sacrificaram a vida de dois milhões de cambojanos.

Retirada da casa de sua família em Phnom Penh, Ung foi treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus seis irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados.

O longa estará disponível na Netflix a partir do dia 15 deste mês.

Vídeo:

Fotos:

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