25.set
Angelina Jolie e Loung Ung fazem compras em LA

Neste domingo, dia 24 de Setembro, a cineasta norte americana, Angelina Jolie, foi fotografada quando fazia compras acompanhada por sua melhor amiga, a escritora Loung Ung, em um supermercado localizado na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.

À noite, as duas também estiveram presentes em mais uma Exibição Especial (Screening) do filme “First They Killed My Father”, em um evento da Cinema Society organizado pelo Santa Barbara International Film Festival, na cidade de Santa Barbara, na Califórnia.

Fotos:

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22.set
Angelina Jolie: Eu amo The Walking Dead

Nesta sexta-feira, dia 22 de Setembro de 2017, o site Radio Times disponibilizou uma breve entrevista com a cineasta Angelina Jolie. Nela, a atriz afirma ser fã da série “The Walking Dead”. Confira a tradução da materia feita na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil.

Por Adam Tanswell

Você é uma celebridade de Hollywood que possui 6 filhos com idades entre 9 e 16 anos. Como é assistir televisão em casa?
Nós acabamos de mudar para uma casa nova onde todas as televisões são conectadas – eu não sei por que, mas elas são. Eu ligo no noticiário e então, de repente, o canal muda para a Disney Channel. Por este motivo, a chance de eu assistir televisão em casa acabou para mim. As crianças a controlam.

Quem normalmente fica com o controle remoto em sua casa?
Normalmente é a Vivienne. Nunca sou eu.

Você consegue assistir seus programas favoritos?
Se eu quero assistir alguma coisa, eu tenho que assistir no meu computador quando as crianças estão dormindo. Ao contrário, é muito difícil.

As crianças estão dormindo. O que você gosta de assistir?
Eu gosto de assistir notícias na CNN e na BBC. Eu também amo “The Walking Dead”. Eu, realmente, mal posso esperar pela próxima temporada.

A hora da janta deve ser bem agitada com seis filhos…
Eu não sou a melhor cozinheira. Eu faço aulas de culinária e tenho tentado cozinhar mais, porque as crianças ficam juntas quando eu faço isso. Elas adoram, mas noralmente elas assumem o controle. Eu sou muito impaciente e um pouco errática, mas estou aprendendo.

Você tem uma especialidade?
Não. Minha melhor receita acontece quando eu, acidentalmente coloco alguma coisa junto e no fim acaba ficando bom. Eu fico muito entusiasmada quando isso acontece. Particularmente, eu não consigo seguir uma receita. Eu sou esse tipo de pessoa. Eu não gosto de seguir regras.

As crianças ajudam em casa?
As crianças são incríveis. É muito emocionante ver como elas se ajudam. Os irmãos mais velhos ajudam os caçulas e todos elas me ajudam. Elas estão crescendo.

Seu filho mais velho, Maddox, é produtor executivo do novo filme que você dirige, First They Killed My Father. Como isso aconteceu?
Eu conheci Maddox no Camboja quando ele tinha apenas 3 meses de idade e eu sempre quis que ele contasse a história de seu país. Eu disse a ele: “Filho, um dia você vai estar pronto. Você irá dizer para mim quando estiver na hora de se aprofundar em seu país. Mas eu vou precisar de sua ajuda. Você vai ter que trabalhar e vai ter que estar comigo todos os dias.” E um dia ele disse: “Estou pronto”.

Como Madddox se envolveu com o filme?
Ele tem 16 anos agora e desde pequeno ele conhece Loung Ung, que sobreviveu ao regime do Khmer Vermelho e cuja história o filme se baseou. Ele mergulhou nas pesquisas e na parte de edição. Ele foi ótimo. E como o filme é contado a partir dos olhos de uma criança, foi realmente útil ter ele ao meu lado para dizer coisas como “Você está fazendo com que eu perca a atenção nesta cena”. Como diretora, você tem que ter o controle das coisas.

Isso significa que você é uma pessoa mandona?
Quando você tem seis filhos, você não manda em nada!

Fonte: Radio Times

21.set
The New York Times entrevista Angelina Jolie

Por Cara Buckley, para o The New York Times

Angelina Jolie estava sentada descalça na varanda de sua maravilhosa nova casa, explicando o porquê de querer salvar o mundo, quando o dever chamou. Seu filho mais novo, Knox, 9, colocou sua pequena cabeça loira pela porta de vidro. “Shiloh precisa de você”, disse o menino silenciosamente, referindo-se à irmã do meio, de 11 anos.,

“Shi?”, chamou Jolie, antes de desaparecer voando com sua túnica preta. Dez minutos depois, ela voltou. O lagarto pogona de Shiloh, Vlad, estava doente e, para a angústia de Shiloh, se recuperava no veterinário. “Este vai ser o resto do meu dia”, disse Jolie, se instalando numa cadeira de pátio almofadada, “Aprender tudo sobre os problemas de saúde de um lagarto pogona”.

Jolie passou a lamentar o desequilíbrio de um mundo onde os animais californianos recebem cuidados extremos enquanto milhões de pessoas do mundo não têm acesso a um tratamento médico adequado. Sem mencionar que ela estava dizendo isso em sua mansão de 25 milhões de dólares localizada em uma colina, em um condomínio fechado no bairro de Los Feliz, uma casa que ela comprou na primavera para ela e seus seis filhos, após se divorciar de Brad Pitt.

Talvez mais que qualquer outra celebridade, Jolie, 42, manteve-se firmemente plantada em dois mundos muito diferentes. Ela é ao mesmo tempo a glamurosa super celebridade que tem todo movimento rastreado pelas manchetes (“Angie e as crianças saíram da Target porque não serviam cachorro-quente”, diz uma delas), e a humanitária bem feitora que já fez mais de 60 viagens de campo, como parte do seu trabalho com as Nações Unidas. As contradições aparentes são responsáveis por seu fascínio indescritível. Jolie tem sido extremamente difícil de se enquadrar, uma mulher que não pode ser facilmente agrupada em apenas uma categoria, pois ocupa muitas ao mesmo tempo.

Ela é uma “glamazona” e também a defensora da saúde das mulheres, que contou ao mundo sobre sua dupla mastectomia preventiva. Ela tem uma imagem pública meticulosamente manejada a não se importar com o que os outros pensam. Ela continua perto do topo da pirâmide cruel das celebridades, mesmo que em seus últimos filmes, ela apenas apareça camuflada – “Malévola”, “Kung Fu Panda”. Ela é motivo de obsessão – mesmo que, nos Estados Unidos, não seja tão amada – e estabelecida na base da cultura como a “Vixen” [sem tradução exata, literalmente se trata de “raposa fêmea”, mas seria algo como ‘mulher briguenta’ ou ‘megera’] da América apesar de ter uma ninhada de seis crias saudáveis.

Apesar do apetite público por detalhes a respeito da sua vida pessoal, ter sobreposto o interesse nos filmes que ela dirigiu, Jolie leva histórias pesadas e obscuras para as telas. Três dos quatro filmes que ela dirigiu se passam em períodos de guerra, incluindo seu mais recente, “First They Killed My Father”, baseado na história real de Loung Ung, que presenciou, quando menina, o genocídio no Camboja, e que agora é uma das amigas mais próximas de Jolie.

Enquanto os primeiros filmes de Jolie receberam críticas mornas, vários críticos consagraram “First They Killed My Father” como o seu melhor até agora. O filme todo é contado em Khmer a partir do ponto de vista da garotinha, e recebeu aplausos em pé durante o Festival de Cinema de Telluride, onde aconteceu sua Premiere. A Netflix começou a transmiti-lo no dia 15 de Setembro, juntamente com alguns poucos e selecionados cinemas.

Jolie diz que não poderia ter feito o filme se não tivesse dirigido primeiramente “Na Terra de Amor e Ódio” (2011) sobre a guerra na Bósnia, e “Invencível” (2014), baseado na história real de um militar americano feito prisioneiro durante a Segunda Guerra Mundial. (Ela e Pitt estrelaram juntos como um casal em um tipo diferente de conflito no drama “À Beira Mar”, de 2015).

“Não foi um plano consciente de que eu faria filmes sobre guerra, mas foi o que eu me atraí para fazer”, disse.

Jolie tem uma conexão incrível com o Camboja, não seria para menos, uma vez que o país mudou sua vida completamente. Antes de visitar o país, no ano 2000, para filmar “Lara Croft: Tomb Raider”, ela foi uma criança crescida em Hollywood, rebelde e gótica, que apareceu no Oscar de certo ano, vestida como Elvira, a Rainha das Trevas, e beijou seu irmão na boca. Ela também pegou pesado com seu segundo marido, Billy Bob Thornton, ao usarem pingentes que continham sangue um do outro em seus pescoços.

A graça e a humildade que ela viu nas pessoas do Camboja, juntamente com os efeitos pós-genocídio, jogou fora a vida Hollywoodiana com um alívio sem arrependimentos.

“Uma vez que você é exposta para aquilo que realmente está acontecendo no mundo, e para a realidade de outras pessoas, não tem como você não saber. Você não consegue acordar e fingir que nada está acontecendo. Sua vida inteira muda,” diz ela.

Ela adotou Maddox, agora com 16 anos, em um orfanato, divorciou-se de Thornton e caiu de cabeça no trabalho humanitário e ambiental, encontrando inspiração duradoura nos sobreviventes de guerra e nos trabalhadores humanitários.

“A real vontade de sobreviver, a força do espírito humano e o amor da família humana se tornam tão presentes, e é assim que nós deveríamos viver”, diz Jolie. “Quando você tem tudo isso ao redor, é meio contagioso e você aprende com isso”.

O ar esquentava e abafava conforme ela falava e o sol já estava subindo para o meio do céu indicando um meio-dia quente. Eu estava quase derretendo, mas Jolie, que adora o calor, estava intacta como uma esfinge. (Nós logo nos encaminhamos para o clima refrigerado do ar condicionado da cozinha.)

Jolie tem uma presença contida e equilibrada, ainda assim leve, relaxando de vez em quando com algumas risadas. Ela é tão atraente como aparece nas telonas; as linhas esculpidas em seu rosto, juntamente com o desenho circulares dos seus olhos e boca fazem dela uma beleza de outro mundo. Embora leve com uma elfa, ela diz que não se exercita, além de mergulhar e nadar com seus filhos na piscina e vagamente pretendendo, algum dia, andar na esteira.

Embora ainda fosse Agosto, as crianças – Maddox; Pax (13); Zahara (12); Shiloh; Knox e sua gêmea, Vivienne – já tinham começado os estudos em casa (ensino doméstico). Eles a acompanhariam aos festivais de Telluride e Toronto – Maddox foi um dos produtores executivos no filme – e estavam compensando uma aula perdida, trabalhando com tutores por vários cantos da casa, aprendendo, entre muitas outras coisas, árabe, língua de sinais e física.

Eu perguntei a Jolie se ela já havia se sentido como a treinadora de um pequeno time e ela respondeu que quase sempre se sente parte de uma fraternidade.

“Eles me ajudam muito. Nós somos uma unidade”, ela diz. “Eles são os melhores amigos que eu já tive. Ninguém em toda a minha vida esteve comigo mais do que eles.”

A última frase jogada no ar, talvez uma possível alusão ou indicação, a Pitt, que adotou Maddox, Pax e Zahara e é o pai biológico de Shiloh, Knox e Vivienne. A dissolução da parceira romântica de 12 anos do casal aconteceu em Setembro de 2016, depois de um incidente abordo de um jato particular – supostamente envolvendo Pitt e Maddox – fazer com ela desse entrada no pedido.

Um pouco depois, Jolie e as crianças saíram da casa de Pitt e passaram a viver de aluguel durante nove meses enquanto ela lidava com a decisão de comprar, ou não, uma nova casa.

“Eu demorei meses para perceber que eu realmente teria que fazer isso. Que teria que haver outra base, independente de qualquer coisa”, disse ela, sua voz ficando mais baixa, como aconteceu todas as vezes que o assunto do divórcio surgia. “Que teríamos que ter uma casa. Outra casa”.

A nova casa, uma mansão no estilo Beaux Arts que uma vez pertenceu ao lendário cineasta Cecil B. DeMille, é linda, tem uma biblioteca, gramados ondulados, fontes com cascatas que se banham na piscina e uma vista para o Observatório Griffith. Jolie ainda construiu uma elaborada case na árvore – “está mais para uma casa na árvore ao estilo Parkour”, disse ela – e as crianças ajudaram a decorar e a escolher os móveis de toda a propriedade. Todos na casa tem um acordo, contou Jolie. Todos podem concordar com tudo, porém devem tentar aceitar caso não concordem. Se alguém for totalmente contra, isso poderá ser anulado.

“Todos nós passamos por muitos momentos,” disse Jolie sobre a casa. “É uma casa feliz. Feliz e iluminada, e nós precisamos disso”.

Eu pergunto sobre como todos estão.

“Nada disso é fácil. Está sendo muito, muito difícil. Uma situação muito dolorosa e eu apenas quero que minha família fique bem”, diz ela calmamente.

Mas, eles estão bem?

“Eles estão melhorando”, diz ela, com sua voz se aproximando da inaudibilidade.

Ela dá a entender que “First They Killed My Father” talvez tenha influenciado sua decisão de deixar Pitt. O filme se concentra nos membros da família de Ung, alguns daqueles que sobreviveram, e Jolie diz que, durante a produção do filme, pensou muito sobre o que a família em si significava e como um deveria ajudar a cuidar do outro (o filme é uma adaptação do livro escrito por Ung, publicado no ano 2000 com o mesmo nome).

“Loung teve tanto horror em sua vida, mas também muito amor e é por isso que ela está bem atualmente”, disse Jolie. “Isso é algo que eu preciso lembrar”.

Determinada a fazer o filme o mais cambojano possível, Jolie uniu forças com o diretor cambojano Rithy Panh – que recebeu uma indicação ao Oscar em 2014 pelo documentário “A Imagem que Falta” – e contratou centenas de cambojanos como figurantes. Jolie conta que Maddox lhe ajudou muito, trabalhando no roteiro, tomando notas durante as reuniões e conversando com Panh em francês. Algumas cenas foram gravadas nos locais que realmente aconteceram os massacres. Por conta disso, a equipe acabou pedindo para que os monges orassem, passassem incensos e fizessem oferendas antes das filmagens.

“Ela é muito amada lá”, contou Panh, que atuou como produtor do filme. Ele acrescentou que ficou muito impressionado com a humildade de Jolie e de como ela se comunicava intuitivamente com as crianças nos sets, apesar de seu pequeno conhecimento da língua cambojana.

Ung contou que Jolie, que possui cidadania cambojana, compartilha da sensibilidade de seus compatriotas. “No Camboja, você não fala alto, você fala gentilmente com as pessoas, você cumprimenta as pessoas com as duas mãos juntas e se curva, numa espécie de reverência”, disse Ung. “Tudo isso veio de forma natural para ela”.

Conforme a entrevista foi se desenrolando, Jolie brincou que talvez concordasse em trabalhar em uma comédia. “Eu voltarei a ficar engraçada, depois de certo ponto,” disse ela, adicionando que está trabalhando na continuação de “Malévola”, uma sequência para o conto de fadas da Disney. “Fazer este filme foi só um pouquinho divertido”, diz ela em tom de ironia.

Jolie também parece consciente de como ela pode estar sendo vista pelo público. A rainha de gelo não está mais ao lado do afável garoto de Missouri, Brad pitt (a reveladora entrevista concedida por ele para a revista GQ Style ajudou a melhorar a imagem que ele tinha para algo mais relatável). Porém, Jolie cresceu sendo uma garota punk na escola e, por issso, diz ela, já está acostumada a não se encaixar, a ser alguém que as pessoas costumam ter fortes opiniões a respeito.

“Eu nunca esperei ser alguém que todo mundo entendesse ou gostasse”, disse Jolie enquanto caminhava pela entrada de sua casa. “E está tudo bem porque eu sei e meus filhos sabem quem eu sou”.

Ela rapidamente me abraçou despedindo-se e eu fui liberada para o sol e para o calor, enquanto o pesado portão de segurança se afastava lentamente.

Fonte: The New York Times

O ensaio fotográfico foi feito pelo fotógrafo Ryan Pfluger já está há alguns dias em nossa Galeria. Confira!

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18.set
People entrevista Angelina Jolie: sua família e seu futuro

Um ano depois de ingressar com o pedido de divórcio de Brad Pitt, a atriz conversou com a revista norte americana, People, sobre sua nova vida, sobre seu novo e emocionante filme, “First They Killed My Father e sobre suas expectativas para os filhos.

Por Mary Green

Ainda faltam dois meses, mas Angelina Jolie está muito entusiasmada com o Halloween. “Eu, realmente, vou participar este ano,” disse a atriz e diretora de 42 anos. “Eu vou fazer uma festa de Halloween bem louca e ver se consigo agitar esse bairro.” Conforme ela se senta para conceder esta primeira entrevista com a People desde 2015, a atriz se mostra alegre ao falar sobre sua vida ao lado dos seis filhos – Maddox (16), Pax (13), Zahara (12), Shiloh (11), Knox (9) e Vivienne (9) – mas também séria e, às vezes, emotiva enquanto reflete sobre como suas vidas mudaram ao longo do ano passado.

No dia 19 de Setembro de 2016, Jolie ingressou com o pedido de divórcio de Brad Pitt, após 12 anos de relacionamento, depois de um desentendimento entre Pitt e Maddox ocorrer abordo de um voo particular em que a família se encontrava.

“Eu estou sem trabalhar há mais de um ano porque eles precisam de mim em casa,” diz Jolie. Ela não irá falar sobre os detalhes do divórcio – em Janeiro, ela e Pitt concordaram em resolver a questão de forma privada e as negociações ainda estão em andamento. Mas é claro que as feridas decorrentes desta amarga separação ainda estão frescas e que os rumores de uma reconciliação são improváveis.

Agora, a super estrela está de volta aos holofotes com um trabalho que fala sobre o amor: “First They Killed My Father”, um filme que ela dirigiu para a Netflix (lançado no dia 15 de Setembro), é baseado nas memórias de sua amiga Loung Ung ao sobreviver o genocídio praticado pelo Khmer Vermelho no Camboja, país onde nasceu o filho mais velho de Jolie, Maddox. Sua família também está pronta para embarcar em novas aventuras. De acordo com Jolie: “Nós precisamos sair e passar bons momentos juntos”.

Como você descreveria este último ano?
Eu tenho tido meus altos e baixos. Mas eu acho que eu sou um pouquinho forte.

Quando você se sente pra baixo, triste ou com raiva, o que motiva você a conseguir passar por esses momentos?
Nós tivemos nossos momentos difíceis, mas como mãe, você tem a principal responsabilidade de cuidar dos filhos. Eles estão passando por seus anos de formação e todo o resto passa a ficar em segundo plano.

“First They Killed My Father” é uma história sobre sobrevivência e esperança. O que este filme significa para você?
Ele fala sobre resiliência e sobre o espírito humano. Muito do filme é sobre o Camboja e sobre o país em si, o que é extraordinário. Este país mudou minha vida e esta é uma forma de eu dizer obrigada. Eu não tenho a intenção de fazer com que este país olhe para trás e se lembre dos horrores pelos quais passou. Eu queria que Maddox visse o quão extraordinário seu país, na verdade, é.

Sua primeira visita ao Camboja foi em 2000, quando você estava gravando “Lara Croft: Tomb Raider”. Você se apaixonou pelo país imediatamente?
“Lara Croft: Tomb Raider” foi o primeiro filme rodado lá depois da guerra. Na época eu pensei: ‘Irei ver um país fechado, sensível e com pessoas, possivelmente, irritadas porque passaram por muitas coisas’. No entanto, o que eu vi lá mudou minha perspectiva sobre o mundo. Os cambojanos não são ingênuos com relação a dor, ao sofrimento e a escuridão, mas eles são exemplos de pessoas que desejam seguir em frente, encontrar paz, luz e vida. Vida para as próximas gerações.

Você adotou Maddox no Camboja no ano de 2002. Você ficou surpresa quando ele encorajou você a transformar as lembranças de Loung Ung em um filme?
Maddox conhece a si mesmo muito bem e quando ele disse que estava pronto, eu sabia que ela tinha certeza do que estava falando. Ele vive indo e voltando do Camboja, mas para fazer o filme, teríamos que ficar no país durante quatro meses; lendo, ouvindo, aprendendo e absorvendo todas as coisas relacionadas com a cultura do país, incluindo as partes muito, mas muito sombrias. Ele começou a ver documentários e nos ajudou com o roteiro. Ele é muito competente e sempre me surpreende. Ele está fazendo aulas de aviação e outro dia, o pessoal me ligou dizendo: ‘Mad já está conseguindo voar sozinho’. Eu quase derrubei o telefone! Ele está fazendo aula de francês e russo e muitas línguas diferentes. Eu já ouvi ele conversar fluentemente em francês e me disseram que ele já atingiu certo nível nas aulas de alemão, mas eu não tenho muita ideia porque ele não faz essas coisas na minha frente. Ele também é bastante forte.

Como foi ser a chefe dele nos sets?
Na verdade, nós tivemos uma relação de trabalho muito boa. Nós queríamos que este filme fosse feito a partir do ponto de vista de uma criança, então eu conversei com ele a respeito do que ele entendia e do que as crianças entendiam. Pax também trabalhou no filme [como fotógrafo]. Mesmo com o pé machucado, ele esteve trabalhando nos sets com sua câmera e suas muletas. Eles realmente trabalharam muito bem!

Você tem feito trabalho humanitário no Camboja durante esses 14 anos. Quais são seus objetivos?
Nós temos uma Fundação lá com o nome do Maddox que opera em uma das áreas mais afetadas pela guerra. Nós ajudamos a comunidade local a proteger o ambiente contra a caça furtiva, a exploração de madeira ilegal e contra o desmatamento. Nós financiamos escolas locais, clínicas de saúde e organizamos programas educativos e de capacitação de mulheres.

Houve uma alegria coletiva quando você anunciou que irá fazer “Malévola 2”. Você vai usar os próximos dois anos para voltar a atuar?
Tudo está girando em torno das crianças. Eu estou há mais de um ano sem trabalhar porque eles precisam de mim em casa. Tudo esteve parado. Eu não tenho certeza absoluta de quando eles estarão prontos para que eu possa voltar. Eles gostam da ideia de eu fazer “Malévola” novamente e, provavelmente, isso irá acontecer no começo do ano que vem, mas eu realmente tenho sentado para conversar com eles porque tudo os afeta. Cada localidade, cada tipo de projeto… Eu vou ter que me ajustar para o quanto eles puderem lidar. Mas eu acho que eles estão ansiosos para sairmos para o mundo novamente e nos aventurar. Se eles quiserem novas aventuras, acho que teremos que sair e passar bons momentos juntos. Todos nós ficamos trancados e passamos por muitas coisas, então eu acho que isso seria algo bom para todos nós.

Sua mãe, Marcheline, faleceu 10 anos atrás. Como você sente a presença (ou falta) dela atualmente?
É muito, muito difícil tentar entender por quê ela não está aqui, mas eu tento ser parecida com ela, o máximo possível. Eu tento imaginar o que ela faria e me ajusto, me espelho nela. Ela amava ser mãe. Ela foi avó por alguns anos e ela estava muito feliz. Ela teria ficado loucamente feliz por não ter de fazer nada além de colecionar coisas. Ela costumava usar o fogão como estante de livros – o que mostra onde eu adquiri minhas habilidades culinárias. Ela também tinha caixas cheias de pacotinhos com presentes para o Dia dos Namorados e para a Páscoa. Quando eu dou presentes, eu sou muito boa em embrulhar coisas. Esta era minha mãe.

Existe alguma coisa que você faz que seus filhos não acham legal?
Nossa, muitas coisas. Você não tem ideia. Nós temos umas coisas em casa, como aquelas barras de subir, essas coisas de fazer Parkour, e uma escada que eu acabei de construir. Eu sou a única da casa que não consegue fazer essas coisas. Faz quase oito anos que eu fiz meu ultimo filme de ação, então meus filhos, realmente, não conhecem esse meu lado. Eles pediram para que eu considerasse fazer um desses filmes e eles me ofereceram ajuda para treinar. Knox, outro dia, me disse: “Mãe, eu posso treinar você. Eu posso ajudar você a correr, a fazer flexões”. Isso quase já vale a pena ao fazer um filme de ação – só para que meus filhos possam treinar a mamãe!

Você disse que está melhorando suas habilidades na cozinha. Qual é sua especialidade?
Eu acho que ainda não tenho uma especialidade. Eu estou aprendendo o básico ainda, algo como “Certo, então você cozinha isso? O que é branquear por escaldamento? Por que isso é melhor?” Eu, realmente, estou tentando não queimar as coisas porque eu sou muito impaciente. Eu faço as coisas e quero sair da cozinha. Eu tenho que levar comigo aqueles temporizadores porque eu não consigo ficar quieta esperando.

Você passou por duas batalhas com relação à sua saúde, incluindo uma dupla mastectomia e a remoção dos ovários para se proteger do câncer. Além disso, você revelou recentemente que teve paralisia facial de Bell. Sua saúde tem estado boa?
Até agora sim. Não tenho nada no momento.

Do que mais você se orgulha?
Eu tenho muito orgulho dos meus filhos. Eles são indivíduos muito distintos, únicos e com opiniões fortes. São pessoas empáticas e ainda assim, são crianças brincalhonas. Eles realmente são meus melhores amigos e eu aprendo muito com eles todos os dias. Quando você é mãe, você começa a pensar que eles estão te ultrapassando. Eu ainda não fui ultrapassada, mas estou enfrentando isso lentamente. Você começa a ver que eles são melhores que você ao fazer as coisas, que a mente deles vai muito além da sua. Se eu não tivesse feito nada na vida além de ser a mãe deles, eu já estaria feliz.

Maddox conta como foi trabalhar com a mãe!

Nos sets de “First They Killed My Father”, Maddox organizou as reuniões, ajudou a preparar as cenas e ajudou a revisar os diários. “Eu, basicamente, tentei ajudar em tudo o que podia”, contou ele à People. O jovem adolescente contou ainda que ama o Camboja mais pelas pessoas. “Eles são tranquilos e relaxados, mas quando querem fazer algo mais louco, eles vão lá e fazem – são muito parecidos comigo. Eu tenho orgulho de ser cambojano”. Sua famosa mamãe também foi “divertida, engraçada e fácil de trabalhar”, disse ele. “Ela é maravilhosa!”

A autora do livro que inspirou o filme e ativista dos direitos humanos, Loung Ung, virou amiga próxima de Jolie em 2001, e ela teve uma participação importante na hora de Jolie decidir adotar Maddox, quando ele tinha penas 7 meses de idade.

“Eu perguntei como ela se sentia sobre eu adotar um órfão cambojano e ela me deu muito apoio. Ela tem estado na vida de Maddox desde quando ele era apenas um bebê,” conta Jolie. E Ung acrescenta: “Tudo o que eu vi foi o quão grande era o coração, a generosidade e bondade dela”.

Scans:

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18.set
Camboja escolhe filme de Jolie para concorrer ao Oscar

Vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Garota, Interrompida “e do Prêmio Humanitário Jean Hersholt (também representado pela famosa estatueta), Angelina Jolie pode conquistar em 2018 seu primeiro Academy Awards no ofício que passou a privilegiar nos últimos anos: a direção.

“First They Killed My Father”, drama escrito e dirigido por ela para a Netflix, foi escolhido pelo Camboja para representar o país na disputa de Melhor Filme Estrangeiro.

Apenas seis filmes cambojanos no total foram submetidos à Academia, o primeiro em 1994. O único que figurou entre os finalistas foi “A Imagem que Falta”, de Rithy Panh (produtor executivo do longa de Jolie), que perdeu para o austríaco Amor em 2013. Ano passado a submissão foi o suspense Before the Fall, do australiano Ian White, cuja trama se passa no mesmo 1975 dos eventos trágicos retratados por Angelina.

Desde já um dos favoritos ao Oscar, “First They Killed My Father” aborda, do ponto de vista da menina Loung Ung (Sareum Srey Moch), o genocídio da população cambojana executado durante o regime do Khmer Vermelho.

O Brasil vai mandar “Bingo – O Rei das Manhãs” para o Oscar 2018 e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas recebe inscrições até o dia 2 de outubro.

Os nove semifinalistas serão conhecidos em dezembro e os cinco concorrentes da categoria serão finalmente anunciados dia 23 de janeiro. O Oscar 2018 acontecerá em 4 de março.

Fonte: Adoro Cinema

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