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20.nov
The Wrap entrevista Angelina Jolie e Loung Ung

A cineasta Angelina Jolie e sua amiga de longa data, Loung Ung, juntamente com o cineasta cambojano, Rithy Panh, foram entrevistados pela revista norte americana “The Wrap”. A conversa dos três foi recentemente publicada na edição de Novembro da revista, que trouxe ainda um novo ensaio fotográfico (photoshoot) feito pelo fotógrafo Yu Tsai. Confira abaixo a matéria traduzida na íntegra pelo Angelina Jolie Brasil.

Por Steve Pond

Angelina Jolie não é a única diretora, na corrida para ganhar o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, que não nasceu no país que seu filme representa, mas certamente é a mais famosa. Sendo uma norte americana cuja cidadania cambojana foi concedida uma década atrás, por conta do seu trabalho humanitário, Jolie retornou ao país para gravar “First They Killed My Father”, um filme lindo mas brutal que conta a história de Loung Ung, que tinha cinco anos de idade quando sua família foi expulsa da cidade de Phnom Penh em 1975.

Guiada para campos de trabalho forçados no interior do país pelo assassino regime do Khmer Vermelho, comandado por Pol Pot, Ung sobreviveu a um terrível tratamento nos seus quatro anos seguintes, enquanto observava seus pais e amigos se tornarem vítimas de um genocídio ostensivamente destinado a criar uma sociedade sem influência ocidental.

Ung sobreviveu e escreveu suas memórias, que tem como subtítulo “Lembra Uma Filha do Camboja” e que foi lançado no ano 2000. Jolie convidou Ung para co-escrever o roteiro e, então, trouxe Rithy Panh – diretor cambojano do extraordinário filme indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, “A Imagem que Falta” – para produzir o longa.

Gravado no Camboja com atores cambojanos, o filme foi exibido nos Festivais de Cinema de Telluride e Toronto antes de ficar disponível na Netflix. Jolie, Ung e Panh conversaram com a revista “The Wrap” quando se encontravam em Toronto sobre “First They Killed My Father” e sobre sua ressonância no mundo atual.

O que levou você a querer contar essa história?

ANGELINA JOLIE: O Camboja é um país que mudou minha miga quando viajei para lá 16 anos atrás. Na época eu me dei conta do quão pouco sabia sobre o mundo. Isso me deixou mais humilde e mais comprometida. Eu encontrei uma cópia do livro de Loung e eu amei o fato dela escrever suas memórias através dos olhos de uma criança. Esta foi uma forma de se conectar com o público e esta foi a forma que nós fizemos o filme. Agora, eu tenho um filho de 16 anos que é Cambojano e eu quis fazer esse filme ao dele e para ele. Mas, acima de tudo, para o Camboja porque eu acho que esta é realmente a hora de falar sobre isso. Eu queria fazer um filme não apenas sobre um país, mas junto com o país.

Loung, está é, basicamente, sua experiência quando criança e a experiência de sua família. Foi doloroso reviver essas experiências?

LOUNG UNG: Foi doloroso. Entretanto, eu senti que não eram apenas as minhas memórias que eu queria contar, era a história dos meus irmãos, dos meus pais e de muitos outros cambojanos que passaram por experiências similares entre os anos de 1975 e 1979. No período de 4 anos – ou 3 anos, 8 meses e 20 dias – do genocídio khmer, cerca de 2 milhões de cambojanos morreram. Eu queria homenagear suas vidas, espíritos, resiliência e humanidade. E também, eu queria que os descendentes dos meus pais, seus netos e bisnetos, que nunca tiveram a chance de conhecê-los, tivessem a oportunidade de saber que guerreiros, sobreviventes e pais amorosos eles foram. Isso foi importante para mim.

Você algum dia imaginou que isso se tornaria um filme?

LOUNG UNG: Foi um sonho. E eu sempre pensei que se isso acontecesse um dia, tinha que ser com a equipe certa, com as pessoas certas, que tivessem grande integridade, decência e bondade. E este, absolutamente, foi o time dos sonhos. Angie e Rithy e suas famílias, somos muito próximos. Isso está muito além do que eu imaginei. Mas, você sabe, quando você sonha, sonha grande mesmo, às vezes as coisas acontecem.

Rithy, você fez um filme muito pessoal sobre o genocídio cambojano alguns anos atrás, “A Imagem que Falta”. O que fez você acreditar que uma cineasta, que não passou por essas experiências, pudesse realmente fazer justiça?

RITHY PANH: Angelina veio me visitar quando ela foi ao Camboja e eu já a conhecia pelos filmes que tinha feito, sabe? Mas o que é mais importante, é que ela fez este filme junto com a gente. Nós não queremos ser vistos apenas como sobreviventes. Nós precisávamos de um ser humano com imaginação para fazer este filme. Nós precisávamos voltar para nossas imaginações. O genocídio não é apenas uma matança, ele também destrói sua identidade, sua imaginação. E você precisa aprender isso de novo, até que você seja capaz de imaginar, de fazer poesias. Alguém escreveu, um tempo atrás, que depois de Auschwitz, a poesia não era mais possível. Eu acho que depois de Auschwitz, nós precisamos de mais poesia, que nós precisamos de mais cinema, que nós precisamos de mais livros para conseguir explicar às pessoas o que é isso tudo. O que aconteceu conosco pode acontecer com você, já que a história se repete o tempo todo e nós precisamos deste tipo de filme para explicar à próxima geração, qual o valor do ser humano.

Este é um filme lindamente gravado, mas o que acontece nas telas é horrível. Angelina, foi complicado descobrir até que ponto o público iria aguentar e quanto você deveria mostrar?

ANGELINA JOLIE: Sim, mas eu realmente nunca pensei no público. Eu pensei mais em ser fiel à história, ser fiel à experiência. Porque o filme foi gravado a partir do ponto de vista da pequena Loung, portanto, o interessante é que você consegue aguentar o que ela consegue aguentar, quando ela consegue aguentar. Assim, quando ela é mais nova, ela constantemente olha para longe das coisas que ela não consegue lidar. E, de certa forma, a visão dela amadurece e cresce. Eu acho que no final, o público está mais preparado, assim como ela está, para realmente olhar as coisas e enfrentá-las. Portanto, isso foi bastante útil. Eu não gosto de palavrões, violência e sangue. E por não gostar disso, eu apenas mostro quando é realmente necessário. Eu acho que essas coisas podem ser mais eficazes se você as usa com cuidado, se você as usa de uma forma real e apenas quando é necessário. E elas foram certamente necessárias quando eu as usei.

Loung, como foi assistir este filme e ver suas próprias experiências de vida nas telonas?

LOUNG UNG: Foi uma experiência linda. Assim como muitas outras jornadas, existiram solavancos. Para mim, particularmente, existiram momentos tristes, momentos felizes e momentos de redenção e cura. E a coisa mais importante ao assistir este filme, foi ter a sensação de que eu não estou sozinha. Passar pela guerra quando eu era jovem, mesmo quando eu ainda estava ao lado dos meus pais e, posteriormente, quando eles foram levados e quando nós passamos a viver em vilarejos comunais com outras pessoas, você sempre está sozinho. É perigoso ficar junto com outras pessoas. É perigoso se emocionar, se apaixonar, ser um indivíduo, ser visto, ser ouvido. Você se encontra, realmente, se curvando para dentro e tentando desaparecer. Para sobreviver, eu tive que me tornar surda, muda, cega, burra e invisível. Mas agora, eu estava fazendo um filme ao lado dos meus amigos e da minha família. Eu estava sendo vista, eu estava sendo ouvida e nós pudermos estar juntos. Para mim, esta foi a experiência mais emocionalmente profunda, pois eu não estava sozinha e nunca mais tive que ficar sozinha novamente.

Rithy, você mencionou que a história se repete. Por que é tão importante contar uma história como essa para o mundo de hoje?

RITHY PANH: Quando você vê o que aconteceu em Charlottesville, você se pergunta, “Nós fizemos tudo o que podíamos? O que é possível hoje?” Como um artista, você também é um cidadão e você tem a obrigação de trabalhar para abrir a mente das pessoas. Você pensa, “Eu não posso lhe dar uma resposta certa, mas talvez eu posso ajudar você a fazer a escolha correta”. Você tem a escolha de viver junto com outras pessoas ou de viver sozinho. O fracasso da democracia pode machucar muito as pessoas ao redor do mundo.

ANGELINA JOLIE: Eu concordo com ele. O fracasso da democracia – ou uma democracia fraca, ou quando uma democracia forte não está liderando ou quando não tem uma voz tão forte – isso enfraquece outras democracias ou democracias potenciais ao redor do mundo. Eu cresci pensando que se nós conhecêssemos a Bósnia teríamos feito alguma coisa. Se nós conhecêssemos Auschwitz, se nós conhecêssemos o Camboja… Nós sabemos de muitas coisas hoje. Nós vimos o que aconteceu, nós vimos os vídeos. Assim como Rithy disse, nós vimos muito ódio e muitas pessoas usando discursos de ódio que constroem esta terrível ideologia que acaba dividindo as pessoas. Nós sabemos onde isso vai dar. Isso é muito sério. Este é o equilibro do nosso mundo – é pelo o que as pessoas vivem, é a natureza humana, é como nós respeitamos os direitos humanos uns dos outros. É por isso que nós encorajamos a democracia e a tolerância, porque esta é a diferença entre as pessoas que estão vivas e morrendo, das pessoas que são assassinadas, das massas que estão sendo apagadas. E nós estamos vendo isso atualmente. Nós vemos isso ao redor do mundo. Nós temos mais pessoas deslocadas do que nunca, nós temos guerras acontecendo, nós temos cada vez mais injustiças. E nós, realmente, temos que nos levantar firmemente e prestar atenção.

Fotos:

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18.nov
Jolie e Ung estampam capa da revista “The Wrap”

A cineasta norte americana Angelina Jolie está ao lado de sua amiga de longa data e escritora, Loung Ung, na edição do dia 17 de Novembro da revista “The Wrap”.

As duas concederam uma entrevista exclusiva à revista e posaram para as lentes do fotógrafo Yu Tsai.

A entrevista estará disponível no site em breve. As scans e as fotos do ensaio fotográfico, no entanto, já podem ser visualizadas em nossa Galeria.

Fotos:

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12.out
Da Namíbia, Angelina Jolie escreve uma carta para você

Conforme a Harper’s Bazaar comemora seu 150º aniversário, Jolie compartilha seus pensamentos sobre os direitos das mulheres e sobre as nossas responsabilidades em relação ao meio ambiente.

A atriz e cineasta Angelina Jolie é conhecida por usar sua voz para defender as causas dos direitos humanos ao redor do mundo. Seu projeto mais recente, “The Breadwinner”, conta a história de uma garota afegã de 11 anos chamada Parvana que passa a se vestir de menino para conseguir sustentar sua família, que é controlada pelo Talibã no Afeganistão, onde as mulheres não podiam trabalhar ou frequentar a escola. Ao celebrar o 150º aniversário da Harper’s Bazaar, Jolie compartilha seus pensamentos sobre os direitos das mulheres e sobre a nossa responsabilidade uns com os outros e com o nosso meio ambiente.

Por Angelina Jolie

Quando fui convidada a escrever para esta edição especial de aniversário da Bazaar, eu imaginei uma leitora da revista, 150 anos atrás, em 1867. Se ela pudesse nos ver hoje – nós, mulheres atuais – o que ela pensaria?

A Bazaar foi primeiramente publicada na América dois anos após o fim da Guerra Civil e a abolição da escravatura. Era um mundo sem carros, sem antibióticos modernos ou energia elétrica. A maioria das pessoas não passavam dos 50 anos e ainda era comum as mulheres falecerem ao darem a luz.

Para uma mulher, muito comumente em países ocidentais no século 19, você não poderia ir para a universidade e ter profissões especializadas como medicina, ciência e direito, já que não eram abertas. Você não podia votar e ainda ficaria sem ganhar esse direito, em muitos países, por quase metade de um século.

Então eu imagino que se uma leitora da Bazaar pudesse nos ver agora, ela ficaria perplexa. E já que ela provavelmente defendeu os direitos das mulheres em toda sua vida, imagino que ela ficaria grata.

Mas também me pergunto o que essa mulher do século 19 pensaria sobre a desigualdade que ainda existe para milhares de mulheres e meninas ao redor do globo – como as que têm que ir trabalhar ao invés de estudar para ajudar suas famílias, como Parvana em “The Breadwinner”. Ou as mulheres que ainda morrem jovens por possuírem tão pouco ou nenhum acesso aos sistemas de saúde. Pensaria ela que fez tudo que pode por elas?

A mulher mais bonita e mais resiliente que eu já conheci foi uma refugiada afegã em um campo abandonado na fronteira com o Paquistão. Ela estava grávida e seu marido havia viajado para procurar um trabalho para ajudá-la. Haviam tratores espalhando lama o redor dela e ela esperava por ele, pois não havia outra maneira de se encontrarem. Ela não tinha nem um teto e não havia nenhum hospital por perto. Ela me convidou para entrar e me ofereceu um chá.

Ela perguntou sobre a minha família e sobre meu país. Quando eu ofereci ajuda, de qualquer forma que fosse, ela disse que não podia pedir por mais do que uma visita e uma conversa. Ela era generosa e digna, com os olhos brilhantes. Às vezes quando eu tenho um dia difícil, eu lembro de seu sorriso e do jeito que ela segurava seu próprio corpo, como se ela fosse dar toda a sua restante força para seu bebê. Duas semanas depois que nós nos conhecemos, aconteceu o 11 de Setembro. Com tudo que aconteceu no Afeganistão, eu não imagino se ela conseguiu sobreviver. Seu marido conseguiu voltar antes que destruíssem seu acampamento? Ela deu o parto lá, ou foi forçada a sair? Estará ela, agora, em uma tenda em alguma fronteira com sua criança, que agora deve ser adolescente?

Eu recentemente li que o Fórum Econômico Mundial previu que levará 83 anos para que as lacunas nos direitos e oportunidades entre homens e mulheres, possam acabar. Isso não se trata de progresso para mulheres à custa dos homens, mas sim de encontrar um equilíbrio igual que beneficie todos. Oitenta e três anos parece mais tempo do que qualquer pessoa, homem ou mulher, esperaria ou imaginaria.

Minha mãe, que era mestiça de índios iroqueses pelo lado de seu pai, me ensinou que os iroqueses diziam que devemos considerar o impacto de nossas decisões para até as sete gerações posteriores. É difícil para nós sermos pensativos assim, com toda a pressão em nossas vidas, mas parece, para mim, ser uma bela aspiração.

Então seja lá quem você for e que estiver lendo isso – uma médica, advogada, cientista, ativista dos direitos humanos, estudante, professora, mãe, esposa, ou um menino ou uma menina folheando a revista da sua mãe – eu espero que você se junte à mim ao dedicarmos um momento, hoje, para pensar em como podemos contribuir para um futuro melhor. Existem muitas coisas que não podemos prever sobre o mundo daqui 150 anos. Mas o que nós sabemos é que nossos bisnetos estarão vivendo com as consequências das decisões que fazemos agora, assim como podemos traçar a origem dos problemas que estamos enfrentando hoje, nas raízes dos séculos anteriores.

Foi no início do século 19, por exemplo, que a onda de marfim e a venda outros produtos feitos de animais selvagens alavancavam em alguns países, juntamente com a destruição do meio ambiente. Onde milhões de elefantes, leões e outras espécies viviam no continente africano, hoje, pequenas e dispersas populações se apegam à caça e à expansão das terras agrícolas, reduzindo seu habitat natural.

As fotos e este artigo foram feitos na reserva natural da Namíbia, no deserto Namib. A reserva é preservada pela Fundação N/a’an ku sê, comandada pelos meus amigos Marlice e Rudie van Vuuren. Nossa filha Shiloh nasceu na Namíbia, e nossa família tem trabalhado ao lado de Rudie e Marlice na área da conservação deste país ao longo da última década. Para mim, a Namíbia representa não apenas laços familiares e de amizade, mas também o esforço de se encontrar um equilíbrio entre os humanos e o meio ambiente, algo que é tão crucial para o nosso futuro.

A fundação N/a’an ku trabalha com a população da Namibia’s San, considerada a cultura mais antiga do mundo. Eles representam centenas de anos da vida humana e selvagem coexistindo em harmonia, mas eles sofreram, assim como outros povos indígenas, ao serem forçados a deixar suas terras em razão do cultivo, do desenvolvimento não controlado e do esgotamento da vida selvagem. A destruição do habitat natural e da vida selvagem deste local deixou o povo de San incapaz de caçar e de sustentar suas famílias.

A mesma coisa está acontecendo ao redor do mundo – na África, na América Latina, Asia e no Pacífico – e as mulheres normalmente são as mais afetadas. As mulheres constituem a maioria dos pobres no mundo. Frequentemente recai a elas a responsabilidade de encontrar comida, água e óleo para cozinhar para suas famílias. Quando o meio ambiente está danificado – por exemplo, quando os estoques de pesca estão destruídos, a vida selvagem é morta por caçadores furtivos ou quando as florestas tropicais são desmatadas – isso agrava ainda mais a situação de pobreza. A educação e a saúde das mulheres são as primeiras coisas atingidas. O ambiente também é um fator crucial na futura estabilidade global. A cada ano, 21.5 milhões de pessoas se deslocam em todo o mundo em virtude das mudanças climáticas, de um total de 65 milhões de pessoas que se encontram atualmente desabrigadas.

A Fundação N/a’an ku trabalha para preservar o habitat natural e para proteger as especies ameaçadas de extinção, como elefantes, rinocerontes e guepardos, como os retratados nas fotos deste artigo. Eu os conheci pela primeira vez em 2015, quando ainda eram pequenos filhotes e que foram “adotados” pela nossa família. Eles ficaram órfãos e quase morreram. Eles foram alimentados e recuperaram a saúde, porém, não podem ser devolvidos à vida selvagem pois perderam o medo de seres humanos e podem ser mortos por eles caso se afastem da reserva. Como só existem em torno de 7.100 guepardos em todo mundo, a missão é salvar todo animal possível.

Esses guepardos não são animais de estimação e nenhum animal selvagem deve ser mantido como um. Eles nos inspiram a querer preservar estas únicas e majestosas criaturas na natureza, como um dos vários passos que devemos dar para preservar o meio ambiente para as futuras gerações.

Cada um de nós tem o poder de fazer um impacto através das nossas escolhas diárias. Por exemplo, podemos nos comprometer em nunca comprar produtos ilegais da vida selvagem, como marfim ou chifres de rinoceronte.

A moda já foi um fator importante na hora de incentivar a compra de roupas, jóias e acessórios feitos com partes de animais selvagens. Mas as revistas, agora, podem enviar uma mensagem diferente: que os animais pertencem à natureza e que o marfim não é algo belo, a não ser que esteja na presa de um animal vivo.

O que fazemos, em nossas pequenas maneiras, é importante. O pensamento esperançoso é este que se encontra em nossas mãos. Ao longo dos próximos 150 anos, a tecnologia nos dará mais e cada vez melhores meios de se comunicar, de combater a pobreza, de defender os direitos humanos e de cuidar do meio ambiente. Mas é aquilo o que escolhemos fazer com a liberdade que possuímos, que faz toda a diferença. Se a minha experiencia de vida me ensinou uma coisa é que, o que você defende e o que você escolhe ir contra, é o que define você. Como as pessoas de San dizem: “Você nunca está perdido se você consegue ver seu caminho para o horizonte”.

DIREITOS DAS MULHERES

O Direito Internacional exige mulheres e meninas sejam iguais aos homens e aos meninos. Isso significa igualdade total em:

• O direito de participar na política internacional, nacional e local e na sociedade.
• O direito à educação, ao trabalho e ao acesso à economia.
• O direito à saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva.
• O direito à vida e de não ser vítima de violência, especialmente de violência doméstica.
• O direito à igualdade em suas relações familiares, em suas comunidades e religiões

O dever legal de garantir igualdade de gênero é obrigatório para todos os países do mundo.

Fonte: London School Of Economics Center for Women Peace and Security

INFORMAÇÕES SOBRE OS GUEPARDOS

• A população atual de guepardos é inferior a 7.100
• Os guepardos estão desaparecendo das áreas, que diminuiu em 89% nos últimos 100 anos.
• Os guepardos são capturados e vendidos ilegalmente para o comércio de animais de estimação e também são caçados em virtude de suas peles.
• O destino principal dos guepardos vivos, no comércio ilegal de animais selvagens, é o Estado do Golfo.
• Estima-se que dois terços dos filhotes de guepardos traficados morrem em virtude do comércio ilegal.

Fonte: Harper’s Bazaar

Fotos:

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11.out
Angelina Jolie está na capa da revista Harpers Bazaar

Nesta quarta-feira, dia 11 de Outubro, o site oficial da revista norte americana Harper’s Bazaar publicou a capa da edição de aniversário em comemoração aos 150 anos da revista.

Nela, está a cineasta Angelina Jolie em um novo ensaio fotográfico totalmente exclusivo feito no mês de Julho pelo fotógrafo Alexi Lubomirski na Namíbia, África.

“A atriz e cineasta Angelina Jolie é conhecida por usar sua voz para defender as causas dos direitos humanos ao redor do mundo. Seu projeto mais recente, “The Breadwinner”, conta a história de uma garota afegã de 11 anos chamada Parvana que passa a se vestir de menino para conseguir sustentar sua família, que é controlada pelo Talibã no Afeganistão, onde as mulheres não podiam trabalhar ou frequentar a escola. Ao celebrar o 150º aniversário da Harper’s Bazaar, Jolie compartilha seus pensamentos sobre os direitos das mulheres e sobre a nossa responsabilidade uns com os outros e com o nosso meio ambiente.”

A entrevista já está sendo traduzida pelo Angelina Jolie Brasil e estará disponível no site em breve. Por enquanto, deixamos vocês com as fotos do novo photoshoot e com um vídeo do making off compartilhado pela revista! Visite e nossa galeria e veja todas as imagens em alta resolução!

Fotos:

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18.set
People entrevista Angelina Jolie: sua família e seu futuro

Um ano depois de ingressar com o pedido de divórcio de Brad Pitt, a atriz conversou com a revista norte americana, People, sobre sua nova vida, sobre seu novo e emocionante filme, “First They Killed My Father e sobre suas expectativas para os filhos.

Por Mary Green

Ainda faltam dois meses, mas Angelina Jolie está muito entusiasmada com o Halloween. “Eu, realmente, vou participar este ano,” disse a atriz e diretora de 42 anos. “Eu vou fazer uma festa de Halloween bem louca e ver se consigo agitar esse bairro.” Conforme ela se senta para conceder esta primeira entrevista com a People desde 2015, a atriz se mostra alegre ao falar sobre sua vida ao lado dos seis filhos – Maddox (16), Pax (13), Zahara (12), Shiloh (11), Knox (9) e Vivienne (9) – mas também séria e, às vezes, emotiva enquanto reflete sobre como suas vidas mudaram ao longo do ano passado.

No dia 19 de Setembro de 2016, Jolie ingressou com o pedido de divórcio de Brad Pitt, após 12 anos de relacionamento, depois de um desentendimento entre Pitt e Maddox ocorrer abordo de um voo particular em que a família se encontrava.

“Eu estou sem trabalhar há mais de um ano porque eles precisam de mim em casa,” diz Jolie. Ela não irá falar sobre os detalhes do divórcio – em Janeiro, ela e Pitt concordaram em resolver a questão de forma privada e as negociações ainda estão em andamento. Mas é claro que as feridas decorrentes desta amarga separação ainda estão frescas e que os rumores de uma reconciliação são improváveis.

Agora, a super estrela está de volta aos holofotes com um trabalho que fala sobre o amor: “First They Killed My Father”, um filme que ela dirigiu para a Netflix (lançado no dia 15 de Setembro), é baseado nas memórias de sua amiga Loung Ung ao sobreviver o genocídio praticado pelo Khmer Vermelho no Camboja, país onde nasceu o filho mais velho de Jolie, Maddox. Sua família também está pronta para embarcar em novas aventuras. De acordo com Jolie: “Nós precisamos sair e passar bons momentos juntos”.

Como você descreveria este último ano?
Eu tenho tido meus altos e baixos. Mas eu acho que eu sou um pouquinho forte.

Quando você se sente pra baixo, triste ou com raiva, o que motiva você a conseguir passar por esses momentos?
Nós tivemos nossos momentos difíceis, mas como mãe, você tem a principal responsabilidade de cuidar dos filhos. Eles estão passando por seus anos de formação e todo o resto passa a ficar em segundo plano.

“First They Killed My Father” é uma história sobre sobrevivência e esperança. O que este filme significa para você?
Ele fala sobre resiliência e sobre o espírito humano. Muito do filme é sobre o Camboja e sobre o país em si, o que é extraordinário. Este país mudou minha vida e esta é uma forma de eu dizer obrigada. Eu não tenho a intenção de fazer com que este país olhe para trás e se lembre dos horrores pelos quais passou. Eu queria que Maddox visse o quão extraordinário seu país, na verdade, é.

Sua primeira visita ao Camboja foi em 2000, quando você estava gravando “Lara Croft: Tomb Raider”. Você se apaixonou pelo país imediatamente?
“Lara Croft: Tomb Raider” foi o primeiro filme rodado lá depois da guerra. Na época eu pensei: ‘Irei ver um país fechado, sensível e com pessoas, possivelmente, irritadas porque passaram por muitas coisas’. No entanto, o que eu vi lá mudou minha perspectiva sobre o mundo. Os cambojanos não são ingênuos com relação a dor, ao sofrimento e a escuridão, mas eles são exemplos de pessoas que desejam seguir em frente, encontrar paz, luz e vida. Vida para as próximas gerações.

Você adotou Maddox no Camboja no ano de 2002. Você ficou surpresa quando ele encorajou você a transformar as lembranças de Loung Ung em um filme?
Maddox conhece a si mesmo muito bem e quando ele disse que estava pronto, eu sabia que ela tinha certeza do que estava falando. Ele vive indo e voltando do Camboja, mas para fazer o filme, teríamos que ficar no país durante quatro meses; lendo, ouvindo, aprendendo e absorvendo todas as coisas relacionadas com a cultura do país, incluindo as partes muito, mas muito sombrias. Ele começou a ver documentários e nos ajudou com o roteiro. Ele é muito competente e sempre me surpreende. Ele está fazendo aulas de aviação e outro dia, o pessoal me ligou dizendo: ‘Mad já está conseguindo voar sozinho’. Eu quase derrubei o telefone! Ele está fazendo aula de francês e russo e muitas línguas diferentes. Eu já ouvi ele conversar fluentemente em francês e me disseram que ele já atingiu certo nível nas aulas de alemão, mas eu não tenho muita ideia porque ele não faz essas coisas na minha frente. Ele também é bastante forte.

Como foi ser a chefe dele nos sets?
Na verdade, nós tivemos uma relação de trabalho muito boa. Nós queríamos que este filme fosse feito a partir do ponto de vista de uma criança, então eu conversei com ele a respeito do que ele entendia e do que as crianças entendiam. Pax também trabalhou no filme [como fotógrafo]. Mesmo com o pé machucado, ele esteve trabalhando nos sets com sua câmera e suas muletas. Eles realmente trabalharam muito bem!

Você tem feito trabalho humanitário no Camboja durante esses 14 anos. Quais são seus objetivos?
Nós temos uma Fundação lá com o nome do Maddox que opera em uma das áreas mais afetadas pela guerra. Nós ajudamos a comunidade local a proteger o ambiente contra a caça furtiva, a exploração de madeira ilegal e contra o desmatamento. Nós financiamos escolas locais, clínicas de saúde e organizamos programas educativos e de capacitação de mulheres.

Houve uma alegria coletiva quando você anunciou que irá fazer “Malévola 2”. Você vai usar os próximos dois anos para voltar a atuar?
Tudo está girando em torno das crianças. Eu estou há mais de um ano sem trabalhar porque eles precisam de mim em casa. Tudo esteve parado. Eu não tenho certeza absoluta de quando eles estarão prontos para que eu possa voltar. Eles gostam da ideia de eu fazer “Malévola” novamente e, provavelmente, isso irá acontecer no começo do ano que vem, mas eu realmente tenho sentado para conversar com eles porque tudo os afeta. Cada localidade, cada tipo de projeto… Eu vou ter que me ajustar para o quanto eles puderem lidar. Mas eu acho que eles estão ansiosos para sairmos para o mundo novamente e nos aventurar. Se eles quiserem novas aventuras, acho que teremos que sair e passar bons momentos juntos. Todos nós ficamos trancados e passamos por muitas coisas, então eu acho que isso seria algo bom para todos nós.

Sua mãe, Marcheline, faleceu 10 anos atrás. Como você sente a presença (ou falta) dela atualmente?
É muito, muito difícil tentar entender por quê ela não está aqui, mas eu tento ser parecida com ela, o máximo possível. Eu tento imaginar o que ela faria e me ajusto, me espelho nela. Ela amava ser mãe. Ela foi avó por alguns anos e ela estava muito feliz. Ela teria ficado loucamente feliz por não ter de fazer nada além de colecionar coisas. Ela costumava usar o fogão como estante de livros – o que mostra onde eu adquiri minhas habilidades culinárias. Ela também tinha caixas cheias de pacotinhos com presentes para o Dia dos Namorados e para a Páscoa. Quando eu dou presentes, eu sou muito boa em embrulhar coisas. Esta era minha mãe.

Existe alguma coisa que você faz que seus filhos não acham legal?
Nossa, muitas coisas. Você não tem ideia. Nós temos umas coisas em casa, como aquelas barras de subir, essas coisas de fazer Parkour, e uma escada que eu acabei de construir. Eu sou a única da casa que não consegue fazer essas coisas. Faz quase oito anos que eu fiz meu ultimo filme de ação, então meus filhos, realmente, não conhecem esse meu lado. Eles pediram para que eu considerasse fazer um desses filmes e eles me ofereceram ajuda para treinar. Knox, outro dia, me disse: “Mãe, eu posso treinar você. Eu posso ajudar você a correr, a fazer flexões”. Isso quase já vale a pena ao fazer um filme de ação – só para que meus filhos possam treinar a mamãe!

Você disse que está melhorando suas habilidades na cozinha. Qual é sua especialidade?
Eu acho que ainda não tenho uma especialidade. Eu estou aprendendo o básico ainda, algo como “Certo, então você cozinha isso? O que é branquear por escaldamento? Por que isso é melhor?” Eu, realmente, estou tentando não queimar as coisas porque eu sou muito impaciente. Eu faço as coisas e quero sair da cozinha. Eu tenho que levar comigo aqueles temporizadores porque eu não consigo ficar quieta esperando.

Você passou por duas batalhas com relação à sua saúde, incluindo uma dupla mastectomia e a remoção dos ovários para se proteger do câncer. Além disso, você revelou recentemente que teve paralisia facial de Bell. Sua saúde tem estado boa?
Até agora sim. Não tenho nada no momento.

Do que mais você se orgulha?
Eu tenho muito orgulho dos meus filhos. Eles são indivíduos muito distintos, únicos e com opiniões fortes. São pessoas empáticas e ainda assim, são crianças brincalhonas. Eles realmente são meus melhores amigos e eu aprendo muito com eles todos os dias. Quando você é mãe, você começa a pensar que eles estão te ultrapassando. Eu ainda não fui ultrapassada, mas estou enfrentando isso lentamente. Você começa a ver que eles são melhores que você ao fazer as coisas, que a mente deles vai muito além da sua. Se eu não tivesse feito nada na vida além de ser a mãe deles, eu já estaria feliz.

Maddox conta como foi trabalhar com a mãe!

Nos sets de “First They Killed My Father”, Maddox organizou as reuniões, ajudou a preparar as cenas e ajudou a revisar os diários. “Eu, basicamente, tentei ajudar em tudo o que podia”, contou ele à People. O jovem adolescente contou ainda que ama o Camboja mais pelas pessoas. “Eles são tranquilos e relaxados, mas quando querem fazer algo mais louco, eles vão lá e fazem – são muito parecidos comigo. Eu tenho orgulho de ser cambojano”. Sua famosa mamãe também foi “divertida, engraçada e fácil de trabalhar”, disse ele. “Ela é maravilhosa!”

A autora do livro que inspirou o filme e ativista dos direitos humanos, Loung Ung, virou amiga próxima de Jolie em 2001, e ela teve uma participação importante na hora de Jolie decidir adotar Maddox, quando ele tinha penas 7 meses de idade.

“Eu perguntei como ela se sentia sobre eu adotar um órfão cambojano e ela me deu muito apoio. Ela tem estado na vida de Maddox desde quando ele era apenas um bebê,” conta Jolie. E Ung acrescenta: “Tudo o que eu vi foi o quão grande era o coração, a generosidade e bondade dela”.

Scans:

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