Arquivo da categoria: 'Photoshoots'
18.nov
Jolie e Ung estampam capa da revista “The Wrap”

A cineasta norte americana Angelina Jolie está ao lado de sua amiga de longa data e escritora, Loung Ung, na edição do dia 17 de Novembro da revista “The Wrap”.

As duas concederam uma entrevista exclusiva à revista e posaram para as lentes do fotógrafo Yu Tsai.

A entrevista estará disponível no site em breve. As scans e as fotos do ensaio fotográfico, no entanto, já podem ser visualizadas em nossa Galeria.

Fotos:

01 02 03 04 05



04.nov
Angelina e Loung participam do The Contenders

Na tarde deste sábado, dia 04 de Novembro, a cineasta participou de mais uma Exibição Especial (Screening) do filme “First They Killed My Father”. O evento, que recebeu o nome de “The Contenders” é organizado pelo famoso site de entretenimento, Deadline, e aconteceu no DGA Theater, em Hollywood, na cidade de Los Angeles.

Jolie, ao lado da amiga e escritora Loung Ung, responderam algumas perguntas a respeito do filme. As sessões organizadas pelo evento foram apresentadas por Mike Fleming Jr, Joe Utichi, Anthony D’Alessandro e Dominic Patten.

“First They Killed My Father”, escrito e dirigido por Jolie, foi lançado no dia 15 de Setembro pela Netflix e é baseado no livro de mesmo nome escrito por Loung Ung, que narra sua história de sobrevivência durante o genocídio no Camboja.

Em 1975, Loung tinha 5 anos de idade quando o Khmer Vermelho assumiu o poder e deu início a 4 anos de terror e genocídio que sacrificaram a vida de dois milhões de cambojanos. Retirada da casa de sua família em Phnom Penh, ela foi treinada como soldado mirim em um campo para órfãos, enquanto seus irmãos foram enviados a campos de trabalhos forçados.

Além disso, o longa foi foi escolhido pelo Camboja para representar o país na disputa de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar.

Apenas seis filmes cambojanos no total foram submetidos à Academia, o primeiro em 1994. O único que figurou entre os finalistas foi “A Imagem que Falta”, de Rithy Panh (produtor executivo do longa de Jolie), que perdeu para o austríaco Amor em 2013.

Angelina e Loung também posaram para as lentes do fotógrafo Michael Buckner saindo em retratos oficiais do evento. Posteriormente, Angelina ainda distribuiu autógrafos para os fãs que se encontravam localizados do lado de fora do DGA Theater.

Vídeo

Fotos:

01 02 03 04 05



12.out
Da Namíbia, Angelina Jolie escreve uma carta para você

Conforme a Harper’s Bazaar comemora seu 150º aniversário, Jolie compartilha seus pensamentos sobre os direitos das mulheres e sobre as nossas responsabilidades em relação ao meio ambiente.

A atriz e cineasta Angelina Jolie é conhecida por usar sua voz para defender as causas dos direitos humanos ao redor do mundo. Seu projeto mais recente, “The Breadwinner”, conta a história de uma garota afegã de 11 anos chamada Parvana que passa a se vestir de menino para conseguir sustentar sua família, que é controlada pelo Talibã no Afeganistão, onde as mulheres não podiam trabalhar ou frequentar a escola. Ao celebrar o 150º aniversário da Harper’s Bazaar, Jolie compartilha seus pensamentos sobre os direitos das mulheres e sobre a nossa responsabilidade uns com os outros e com o nosso meio ambiente.

Por Angelina Jolie

Quando fui convidada a escrever para esta edição especial de aniversário da Bazaar, eu imaginei uma leitora da revista, 150 anos atrás, em 1867. Se ela pudesse nos ver hoje – nós, mulheres atuais – o que ela pensaria?

A Bazaar foi primeiramente publicada na América dois anos após o fim da Guerra Civil e a abolição da escravatura. Era um mundo sem carros, sem antibióticos modernos ou energia elétrica. A maioria das pessoas não passavam dos 50 anos e ainda era comum as mulheres falecerem ao darem a luz.

Para uma mulher, muito comumente em países ocidentais no século 19, você não poderia ir para a universidade e ter profissões especializadas como medicina, ciência e direito, já que não eram abertas. Você não podia votar e ainda ficaria sem ganhar esse direito, em muitos países, por quase metade de um século.

Então eu imagino que se uma leitora da Bazaar pudesse nos ver agora, ela ficaria perplexa. E já que ela provavelmente defendeu os direitos das mulheres em toda sua vida, imagino que ela ficaria grata.

Mas também me pergunto o que essa mulher do século 19 pensaria sobre a desigualdade que ainda existe para milhares de mulheres e meninas ao redor do globo – como as que têm que ir trabalhar ao invés de estudar para ajudar suas famílias, como Parvana em “The Breadwinner”. Ou as mulheres que ainda morrem jovens por possuírem tão pouco ou nenhum acesso aos sistemas de saúde. Pensaria ela que fez tudo que pode por elas?

A mulher mais bonita e mais resiliente que eu já conheci foi uma refugiada afegã em um campo abandonado na fronteira com o Paquistão. Ela estava grávida e seu marido havia viajado para procurar um trabalho para ajudá-la. Haviam tratores espalhando lama o redor dela e ela esperava por ele, pois não havia outra maneira de se encontrarem. Ela não tinha nem um teto e não havia nenhum hospital por perto. Ela me convidou para entrar e me ofereceu um chá.

Ela perguntou sobre a minha família e sobre meu país. Quando eu ofereci ajuda, de qualquer forma que fosse, ela disse que não podia pedir por mais do que uma visita e uma conversa. Ela era generosa e digna, com os olhos brilhantes. Às vezes quando eu tenho um dia difícil, eu lembro de seu sorriso e do jeito que ela segurava seu próprio corpo, como se ela fosse dar toda a sua restante força para seu bebê. Duas semanas depois que nós nos conhecemos, aconteceu o 11 de Setembro. Com tudo que aconteceu no Afeganistão, eu não imagino se ela conseguiu sobreviver. Seu marido conseguiu voltar antes que destruíssem seu acampamento? Ela deu o parto lá, ou foi forçada a sair? Estará ela, agora, em uma tenda em alguma fronteira com sua criança, que agora deve ser adolescente?

Eu recentemente li que o Fórum Econômico Mundial previu que levará 83 anos para que as lacunas nos direitos e oportunidades entre homens e mulheres, possam acabar. Isso não se trata de progresso para mulheres à custa dos homens, mas sim de encontrar um equilíbrio igual que beneficie todos. Oitenta e três anos parece mais tempo do que qualquer pessoa, homem ou mulher, esperaria ou imaginaria.

Minha mãe, que era mestiça de índios iroqueses pelo lado de seu pai, me ensinou que os iroqueses diziam que devemos considerar o impacto de nossas decisões para até as sete gerações posteriores. É difícil para nós sermos pensativos assim, com toda a pressão em nossas vidas, mas parece, para mim, ser uma bela aspiração.

Então seja lá quem você for e que estiver lendo isso – uma médica, advogada, cientista, ativista dos direitos humanos, estudante, professora, mãe, esposa, ou um menino ou uma menina folheando a revista da sua mãe – eu espero que você se junte à mim ao dedicarmos um momento, hoje, para pensar em como podemos contribuir para um futuro melhor. Existem muitas coisas que não podemos prever sobre o mundo daqui 150 anos. Mas o que nós sabemos é que nossos bisnetos estarão vivendo com as consequências das decisões que fazemos agora, assim como podemos traçar a origem dos problemas que estamos enfrentando hoje, nas raízes dos séculos anteriores.

Foi no início do século 19, por exemplo, que a onda de marfim e a venda outros produtos feitos de animais selvagens alavancavam em alguns países, juntamente com a destruição do meio ambiente. Onde milhões de elefantes, leões e outras espécies viviam no continente africano, hoje, pequenas e dispersas populações se apegam à caça e à expansão das terras agrícolas, reduzindo seu habitat natural.

As fotos e este artigo foram feitos na reserva natural da Namíbia, no deserto Namib. A reserva é preservada pela Fundação N/a’an ku sê, comandada pelos meus amigos Marlice e Rudie van Vuuren. Nossa filha Shiloh nasceu na Namíbia, e nossa família tem trabalhado ao lado de Rudie e Marlice na área da conservação deste país ao longo da última década. Para mim, a Namíbia representa não apenas laços familiares e de amizade, mas também o esforço de se encontrar um equilíbrio entre os humanos e o meio ambiente, algo que é tão crucial para o nosso futuro.

A fundação N/a’an ku trabalha com a população da Namibia’s San, considerada a cultura mais antiga do mundo. Eles representam centenas de anos da vida humana e selvagem coexistindo em harmonia, mas eles sofreram, assim como outros povos indígenas, ao serem forçados a deixar suas terras em razão do cultivo, do desenvolvimento não controlado e do esgotamento da vida selvagem. A destruição do habitat natural e da vida selvagem deste local deixou o povo de San incapaz de caçar e de sustentar suas famílias.

A mesma coisa está acontecendo ao redor do mundo – na África, na América Latina, Asia e no Pacífico – e as mulheres normalmente são as mais afetadas. As mulheres constituem a maioria dos pobres no mundo. Frequentemente recai a elas a responsabilidade de encontrar comida, água e óleo para cozinhar para suas famílias. Quando o meio ambiente está danificado – por exemplo, quando os estoques de pesca estão destruídos, a vida selvagem é morta por caçadores furtivos ou quando as florestas tropicais são desmatadas – isso agrava ainda mais a situação de pobreza. A educação e a saúde das mulheres são as primeiras coisas atingidas. O ambiente também é um fator crucial na futura estabilidade global. A cada ano, 21.5 milhões de pessoas se deslocam em todo o mundo em virtude das mudanças climáticas, de um total de 65 milhões de pessoas que se encontram atualmente desabrigadas.

A Fundação N/a’an ku trabalha para preservar o habitat natural e para proteger as especies ameaçadas de extinção, como elefantes, rinocerontes e guepardos, como os retratados nas fotos deste artigo. Eu os conheci pela primeira vez em 2015, quando ainda eram pequenos filhotes e que foram “adotados” pela nossa família. Eles ficaram órfãos e quase morreram. Eles foram alimentados e recuperaram a saúde, porém, não podem ser devolvidos à vida selvagem pois perderam o medo de seres humanos e podem ser mortos por eles caso se afastem da reserva. Como só existem em torno de 7.100 guepardos em todo mundo, a missão é salvar todo animal possível.

Esses guepardos não são animais de estimação e nenhum animal selvagem deve ser mantido como um. Eles nos inspiram a querer preservar estas únicas e majestosas criaturas na natureza, como um dos vários passos que devemos dar para preservar o meio ambiente para as futuras gerações.

Cada um de nós tem o poder de fazer um impacto através das nossas escolhas diárias. Por exemplo, podemos nos comprometer em nunca comprar produtos ilegais da vida selvagem, como marfim ou chifres de rinoceronte.

A moda já foi um fator importante na hora de incentivar a compra de roupas, jóias e acessórios feitos com partes de animais selvagens. Mas as revistas, agora, podem enviar uma mensagem diferente: que os animais pertencem à natureza e que o marfim não é algo belo, a não ser que esteja na presa de um animal vivo.

O que fazemos, em nossas pequenas maneiras, é importante. O pensamento esperançoso é este que se encontra em nossas mãos. Ao longo dos próximos 150 anos, a tecnologia nos dará mais e cada vez melhores meios de se comunicar, de combater a pobreza, de defender os direitos humanos e de cuidar do meio ambiente. Mas é aquilo o que escolhemos fazer com a liberdade que possuímos, que faz toda a diferença. Se a minha experiencia de vida me ensinou uma coisa é que, o que você defende e o que você escolhe ir contra, é o que define você. Como as pessoas de San dizem: “Você nunca está perdido se você consegue ver seu caminho para o horizonte”.

DIREITOS DAS MULHERES

O Direito Internacional exige mulheres e meninas sejam iguais aos homens e aos meninos. Isso significa igualdade total em:

• O direito de participar na política internacional, nacional e local e na sociedade.
• O direito à educação, ao trabalho e ao acesso à economia.
• O direito à saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva.
• O direito à vida e de não ser vítima de violência, especialmente de violência doméstica.
• O direito à igualdade em suas relações familiares, em suas comunidades e religiões

O dever legal de garantir igualdade de gênero é obrigatório para todos os países do mundo.

Fonte: London School Of Economics Center for Women Peace and Security

INFORMAÇÕES SOBRE OS GUEPARDOS

• A população atual de guepardos é inferior a 7.100
• Os guepardos estão desaparecendo das áreas, que diminuiu em 89% nos últimos 100 anos.
• Os guepardos são capturados e vendidos ilegalmente para o comércio de animais de estimação e também são caçados em virtude de suas peles.
• O destino principal dos guepardos vivos, no comércio ilegal de animais selvagens, é o Estado do Golfo.
• Estima-se que dois terços dos filhotes de guepardos traficados morrem em virtude do comércio ilegal.

Fonte: Harper’s Bazaar

Fotos:

01 02 03 04 05



11.out
Angelina Jolie está na capa da revista Harpers Bazaar

Nesta quarta-feira, dia 11 de Outubro, o site oficial da revista norte americana Harper’s Bazaar publicou a capa da edição de aniversário em comemoração aos 150 anos da revista.

Nela, está a cineasta Angelina Jolie em um novo ensaio fotográfico totalmente exclusivo feito no mês de Julho pelo fotógrafo Alexi Lubomirski na Namíbia, África.

“A atriz e cineasta Angelina Jolie é conhecida por usar sua voz para defender as causas dos direitos humanos ao redor do mundo. Seu projeto mais recente, “The Breadwinner”, conta a história de uma garota afegã de 11 anos chamada Parvana que passa a se vestir de menino para conseguir sustentar sua família, que é controlada pelo Talibã no Afeganistão, onde as mulheres não podiam trabalhar ou frequentar a escola. Ao celebrar o 150º aniversário da Harper’s Bazaar, Jolie compartilha seus pensamentos sobre os direitos das mulheres e sobre a nossa responsabilidade uns com os outros e com o nosso meio ambiente.”

A entrevista já está sendo traduzida pelo Angelina Jolie Brasil e estará disponível no site em breve. Por enquanto, deixamos vocês com as fotos do novo photoshoot e com um vídeo do making off compartilhado pela revista! Visite e nossa galeria e veja todas as imagens em alta resolução!

Fotos:

01 02 03 04 05



21.set
The New York Times entrevista Angelina Jolie

Por Cara Buckley, para o The New York Times

Angelina Jolie estava sentada descalça na varanda de sua maravilhosa nova casa, explicando o porquê de querer salvar o mundo, quando o dever chamou. Seu filho mais novo, Knox, 9, colocou sua pequena cabeça loira pela porta de vidro. “Shiloh precisa de você”, disse o menino silenciosamente, referindo-se à irmã do meio, de 11 anos.,

“Shi?”, chamou Jolie, antes de desaparecer voando com sua túnica preta. Dez minutos depois, ela voltou. O lagarto pogona de Shiloh, Vlad, estava doente e, para a angústia de Shiloh, se recuperava no veterinário. “Este vai ser o resto do meu dia”, disse Jolie, se instalando numa cadeira de pátio almofadada, “Aprender tudo sobre os problemas de saúde de um lagarto pogona”.

Jolie passou a lamentar o desequilíbrio de um mundo onde os animais californianos recebem cuidados extremos enquanto milhões de pessoas do mundo não têm acesso a um tratamento médico adequado. Sem mencionar que ela estava dizendo isso em sua mansão de 25 milhões de dólares localizada em uma colina, em um condomínio fechado no bairro de Los Feliz, uma casa que ela comprou na primavera para ela e seus seis filhos, após se divorciar de Brad Pitt.

Talvez mais que qualquer outra celebridade, Jolie, 42, manteve-se firmemente plantada em dois mundos muito diferentes. Ela é ao mesmo tempo a glamurosa super celebridade que tem todo movimento rastreado pelas manchetes (“Angie e as crianças saíram da Target porque não serviam cachorro-quente”, diz uma delas), e a humanitária bem feitora que já fez mais de 60 viagens de campo, como parte do seu trabalho com as Nações Unidas. As contradições aparentes são responsáveis por seu fascínio indescritível. Jolie tem sido extremamente difícil de se enquadrar, uma mulher que não pode ser facilmente agrupada em apenas uma categoria, pois ocupa muitas ao mesmo tempo.

Ela é uma “glamazona” e também a defensora da saúde das mulheres, que contou ao mundo sobre sua dupla mastectomia preventiva. Ela tem uma imagem pública meticulosamente manejada a não se importar com o que os outros pensam. Ela continua perto do topo da pirâmide cruel das celebridades, mesmo que em seus últimos filmes, ela apenas apareça camuflada – “Malévola”, “Kung Fu Panda”. Ela é motivo de obsessão – mesmo que, nos Estados Unidos, não seja tão amada – e estabelecida na base da cultura como a “Vixen” [sem tradução exata, literalmente se trata de “raposa fêmea”, mas seria algo como ‘mulher briguenta’ ou ‘megera’] da América apesar de ter uma ninhada de seis crias saudáveis.

Apesar do apetite público por detalhes a respeito da sua vida pessoal, ter sobreposto o interesse nos filmes que ela dirigiu, Jolie leva histórias pesadas e obscuras para as telas. Três dos quatro filmes que ela dirigiu se passam em períodos de guerra, incluindo seu mais recente, “First They Killed My Father”, baseado na história real de Loung Ung, que presenciou, quando menina, o genocídio no Camboja, e que agora é uma das amigas mais próximas de Jolie.

Enquanto os primeiros filmes de Jolie receberam críticas mornas, vários críticos consagraram “First They Killed My Father” como o seu melhor até agora. O filme todo é contado em Khmer a partir do ponto de vista da garotinha, e recebeu aplausos em pé durante o Festival de Cinema de Telluride, onde aconteceu sua Premiere. A Netflix começou a transmiti-lo no dia 15 de Setembro, juntamente com alguns poucos e selecionados cinemas.

Jolie diz que não poderia ter feito o filme se não tivesse dirigido primeiramente “Na Terra de Amor e Ódio” (2011) sobre a guerra na Bósnia, e “Invencível” (2014), baseado na história real de um militar americano feito prisioneiro durante a Segunda Guerra Mundial. (Ela e Pitt estrelaram juntos como um casal em um tipo diferente de conflito no drama “À Beira Mar”, de 2015).

“Não foi um plano consciente de que eu faria filmes sobre guerra, mas foi o que eu me atraí para fazer”, disse.

Jolie tem uma conexão incrível com o Camboja, não seria para menos, uma vez que o país mudou sua vida completamente. Antes de visitar o país, no ano 2000, para filmar “Lara Croft: Tomb Raider”, ela foi uma criança crescida em Hollywood, rebelde e gótica, que apareceu no Oscar de certo ano, vestida como Elvira, a Rainha das Trevas, e beijou seu irmão na boca. Ela também pegou pesado com seu segundo marido, Billy Bob Thornton, ao usarem pingentes que continham sangue um do outro em seus pescoços.

A graça e a humildade que ela viu nas pessoas do Camboja, juntamente com os efeitos pós-genocídio, jogou fora a vida Hollywoodiana com um alívio sem arrependimentos.

“Uma vez que você é exposta para aquilo que realmente está acontecendo no mundo, e para a realidade de outras pessoas, não tem como você não saber. Você não consegue acordar e fingir que nada está acontecendo. Sua vida inteira muda,” diz ela.

Ela adotou Maddox, agora com 16 anos, em um orfanato, divorciou-se de Thornton e caiu de cabeça no trabalho humanitário e ambiental, encontrando inspiração duradoura nos sobreviventes de guerra e nos trabalhadores humanitários.

“A real vontade de sobreviver, a força do espírito humano e o amor da família humana se tornam tão presentes, e é assim que nós deveríamos viver”, diz Jolie. “Quando você tem tudo isso ao redor, é meio contagioso e você aprende com isso”.

O ar esquentava e abafava conforme ela falava e o sol já estava subindo para o meio do céu indicando um meio-dia quente. Eu estava quase derretendo, mas Jolie, que adora o calor, estava intacta como uma esfinge. (Nós logo nos encaminhamos para o clima refrigerado do ar condicionado da cozinha.)

Jolie tem uma presença contida e equilibrada, ainda assim leve, relaxando de vez em quando com algumas risadas. Ela é tão atraente como aparece nas telonas; as linhas esculpidas em seu rosto, juntamente com o desenho circulares dos seus olhos e boca fazem dela uma beleza de outro mundo. Embora leve com uma elfa, ela diz que não se exercita, além de mergulhar e nadar com seus filhos na piscina e vagamente pretendendo, algum dia, andar na esteira.

Embora ainda fosse Agosto, as crianças – Maddox; Pax (13); Zahara (12); Shiloh; Knox e sua gêmea, Vivienne – já tinham começado os estudos em casa (ensino doméstico). Eles a acompanhariam aos festivais de Telluride e Toronto – Maddox foi um dos produtores executivos no filme – e estavam compensando uma aula perdida, trabalhando com tutores por vários cantos da casa, aprendendo, entre muitas outras coisas, árabe, língua de sinais e física.

Eu perguntei a Jolie se ela já havia se sentido como a treinadora de um pequeno time e ela respondeu que quase sempre se sente parte de uma fraternidade.

“Eles me ajudam muito. Nós somos uma unidade”, ela diz. “Eles são os melhores amigos que eu já tive. Ninguém em toda a minha vida esteve comigo mais do que eles.”

A última frase jogada no ar, talvez uma possível alusão ou indicação, a Pitt, que adotou Maddox, Pax e Zahara e é o pai biológico de Shiloh, Knox e Vivienne. A dissolução da parceira romântica de 12 anos do casal aconteceu em Setembro de 2016, depois de um incidente abordo de um jato particular – supostamente envolvendo Pitt e Maddox – fazer com ela desse entrada no pedido.

Um pouco depois, Jolie e as crianças saíram da casa de Pitt e passaram a viver de aluguel durante nove meses enquanto ela lidava com a decisão de comprar, ou não, uma nova casa.

“Eu demorei meses para perceber que eu realmente teria que fazer isso. Que teria que haver outra base, independente de qualquer coisa”, disse ela, sua voz ficando mais baixa, como aconteceu todas as vezes que o assunto do divórcio surgia. “Que teríamos que ter uma casa. Outra casa”.

A nova casa, uma mansão no estilo Beaux Arts que uma vez pertenceu ao lendário cineasta Cecil B. DeMille, é linda, tem uma biblioteca, gramados ondulados, fontes com cascatas que se banham na piscina e uma vista para o Observatório Griffith. Jolie ainda construiu uma elaborada case na árvore – “está mais para uma casa na árvore ao estilo Parkour”, disse ela – e as crianças ajudaram a decorar e a escolher os móveis de toda a propriedade. Todos na casa tem um acordo, contou Jolie. Todos podem concordar com tudo, porém devem tentar aceitar caso não concordem. Se alguém for totalmente contra, isso poderá ser anulado.

“Todos nós passamos por muitos momentos,” disse Jolie sobre a casa. “É uma casa feliz. Feliz e iluminada, e nós precisamos disso”.

Eu pergunto sobre como todos estão.

“Nada disso é fácil. Está sendo muito, muito difícil. Uma situação muito dolorosa e eu apenas quero que minha família fique bem”, diz ela calmamente.

Mas, eles estão bem?

“Eles estão melhorando”, diz ela, com sua voz se aproximando da inaudibilidade.

Ela dá a entender que “First They Killed My Father” talvez tenha influenciado sua decisão de deixar Pitt. O filme se concentra nos membros da família de Ung, alguns daqueles que sobreviveram, e Jolie diz que, durante a produção do filme, pensou muito sobre o que a família em si significava e como um deveria ajudar a cuidar do outro (o filme é uma adaptação do livro escrito por Ung, publicado no ano 2000 com o mesmo nome).

“Loung teve tanto horror em sua vida, mas também muito amor e é por isso que ela está bem atualmente”, disse Jolie. “Isso é algo que eu preciso lembrar”.

Determinada a fazer o filme o mais cambojano possível, Jolie uniu forças com o diretor cambojano Rithy Panh – que recebeu uma indicação ao Oscar em 2014 pelo documentário “A Imagem que Falta” – e contratou centenas de cambojanos como figurantes. Jolie conta que Maddox lhe ajudou muito, trabalhando no roteiro, tomando notas durante as reuniões e conversando com Panh em francês. Algumas cenas foram gravadas nos locais que realmente aconteceram os massacres. Por conta disso, a equipe acabou pedindo para que os monges orassem, passassem incensos e fizessem oferendas antes das filmagens.

“Ela é muito amada lá”, contou Panh, que atuou como produtor do filme. Ele acrescentou que ficou muito impressionado com a humildade de Jolie e de como ela se comunicava intuitivamente com as crianças nos sets, apesar de seu pequeno conhecimento da língua cambojana.

Ung contou que Jolie, que possui cidadania cambojana, compartilha da sensibilidade de seus compatriotas. “No Camboja, você não fala alto, você fala gentilmente com as pessoas, você cumprimenta as pessoas com as duas mãos juntas e se curva, numa espécie de reverência”, disse Ung. “Tudo isso veio de forma natural para ela”.

Conforme a entrevista foi se desenrolando, Jolie brincou que talvez concordasse em trabalhar em uma comédia. “Eu voltarei a ficar engraçada, depois de certo ponto,” disse ela, adicionando que está trabalhando na continuação de “Malévola”, uma sequência para o conto de fadas da Disney. “Fazer este filme foi só um pouquinho divertido”, diz ela em tom de ironia.

Jolie também parece consciente de como ela pode estar sendo vista pelo público. A rainha de gelo não está mais ao lado do afável garoto de Missouri, Brad pitt (a reveladora entrevista concedida por ele para a revista GQ Style ajudou a melhorar a imagem que ele tinha para algo mais relatável). Porém, Jolie cresceu sendo uma garota punk na escola e, por issso, diz ela, já está acostumada a não se encaixar, a ser alguém que as pessoas costumam ter fortes opiniões a respeito.

“Eu nunca esperei ser alguém que todo mundo entendesse ou gostasse”, disse Jolie enquanto caminhava pela entrada de sua casa. “E está tudo bem porque eu sei e meus filhos sabem quem eu sou”.

Ela rapidamente me abraçou despedindo-se e eu fui liberada para o sol e para o calor, enquanto o pesado portão de segurança se afastava lentamente.

Fonte: The New York Times

O ensaio fotográfico foi feito pelo fotógrafo Ryan Pfluger já está há alguns dias em nossa Galeria. Confira!

01 02 03 04 05



O Angelina Jolie Brasil é um site feito de fãs para fãs e tem como objetivo principal compartilhar as notícias mais recentes sobre a cineasta norte americana, Angelina Jolie. Nós não temos qualquer contato com a atriz, seus familiares e agentes. Qualquer artigo, vídeo ou imagem postado nesse site possui os direitos autorais dos seus respectivos proprietários originais, assim como todos os nossos conteúdos produzidos, editados, traduzidos e legendados devem ser creditados sempre que reproduzidos em outro site. É proibida a cópia total ou parcial deste site assim como deste layout. Saiba mais sobre a nossa política de privacidade clicando aqui.