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05.nov
Jolie: “meu casamento foi do jeito menos cerimonial possível”

O casal Angelina Jolie e Brad Pitt já estava juntos há quase dez anos quando resolveram oficializar o casamento no ano passado. Mas a Angelina não quis saber de uma grande festa ou nada disso para comemorar. Ao invés disso escolheu uma cerimônia simples com os filhos na França.

Conversando com o New York Times, a diretora e atriz definiu toda a cerimônia do seu casamento como “casual” e ainda disse que a adoção dos filhos foi muito mais importante na vida dela com o Brad.

“Foi só algo bom. Para mim, o grande momento (do casamento) foi quando assinamos os papéis de adoção de Maddox e Zahara. Foi uma decisão de sermos pais juntos, o compromisso de ser parte um da vida do outro para o resto da vida. Então (o casamento) nem chega perto em comparação. De uma certa forma, foi bem casual.”

Se a cerimônia na França já foi mega simples, o casamento civil realizado na Califórnia, nos EUA, foi menos pomposo ainda.

“A cerimônia foi na França, mas nós tivemos que acertar as coisas legalmente na Califórnia. Um dia eu estava na sala de edição e Brad estava fazendo alguma coisa quando um assistente chegou e disse: ‘Vocês têm que assinar alguns papéis”. Então nós saímos e entre umas reuniões nos disseram: ‘Aqui está a sua licença (…), o juiz está lá fora’. Nós dois ficamos ‘como assim o juiz está fora?’. E em seguida o juiz entrou, um cara adorável, e em algum momento o Brad disse: ‘nós não deveríamos estar em pé?’ e o juiz respondeu que não. Então, de repente, percebemos que estávamos casados, da maneira menos cerimonial possível”.

Não custa lembrar que Angelina Jolie e Brad Pitt poderão ser vistos no cinema em “À Beira Mar”, filme dirigido por ela que chega aos cinemas brasileiros no dia 3 de dezembro.

Fonte: Papel Pop



02.nov
The Today Show entrevista Angelina Jolie e Brad Pitt

Em uma rara entrevista conjunta, Angelina Jolie e Brad Pitt se abriram e falaram sobre o casamento, sobre a saúde de Angelina e sobre seu novo filme, “By the Sea” (À Beira Mar), com o jornalista Tom Brokaw durante o programa de televisão norte americano, ‘The Today Show’, que foi ao ar nesta segunda-feira, dia 02 de Novembro.

Três aspectos das suas vidas foram interligados e não apenas porque o filme retrata um casamento conturbado (o qual, segundo Jolie, não tem nada a ver com o seu próprio relacionamento). Foi durante o processo de edição do filme que Jolie descobriu que, provavelmente, possuía indícios de câncer de ovário, em estágio inicial. Por conta disso, ela decidiu se submeter a uma cirurgia para retirar os ovários e as trompas de Falópio, dois anos depois de passar por uma dupla mastectomia preventiva.

“Eu estava na França e Angie me ligou. Eu peguei um voo na mesma hora para voltar,” contou Pitt ao tomar conhecimento dos resultados dos exames de sangue de Angelina, em Março. “Ver minha esposa tendo que ser forte e sabendo que estas notícias eram assustadoras, foi algo terrivelmente sensibilizante. E o fato de eu não estar ao seu lado, foi uma sensação horrível.”

Jolie, que falou sobre sua segunda cirurgia em um artigo publicado pelo jornal ‘New York Times’, explicou que esta foi uma experiência muito diferente da mastectomia, já que, com a remoção dos ovários inicia-se um processo de menopausa precoce.

“Toda mulher fica diferente quando passa pela menopausa, e… eu não sabia como me sentiria emocionalmente,” disse Jolie. “Eu sabia que a remoção das mamas seria uma cirurgia maior com mudanças físicas. Com relação aos ovários, seus hormônios mudam e suas emoções mudam, mas é diferente. Você se sente diferente.”

Pitt, que descreveu seu papel como o de “suporte” durante o processo, disse que as cirurgias fizeram com que o casal e os filhos ficassem ainda mais próximos. “Não havia nenhuma vaidade na decisão da minha esposa,” disse ele. “Foi algo maduro. Esta é a nossa vida e nós vamos fazer sempre o melhor dela. Houve muita força nisso. Foi uma daquelas coisas da vida que são difíceis de decidir, mas ela estava fazendo aquilo para nossos filhos, para que a nossa família pudesse estar sempre unida.”

“Eu soube, através das cirurgias, que Brad estaria ao meu lado e que eu não chegaria a me sentir menos mulher, porque meu marido não deixaria isso acontecer,” adicionou Jolie. “Enfrentar esses problemas juntos e conversar sobre eles, conversar sobre o que é o ser humano, é algo muito bonito.”

Angelina também contou a Brokaw, sem dar muitos detalhes, que “By the Sea” foi parcialmente inspirado no luto pela morte da mãe. A mãe de Angelina, a atriz Marcheline Bertrand, faleceu em 2007, com 56 anos, depois de perder uma batalha de oito anos contra o câncer de ovário.

“Nós não podemos dizer sobre o que o filme todo trata, mas grande parte dele foi feita quando eu visitava minha mãe no hospital, quando ela descobriu que tinha câncer pela primeira vez,” explicou Jolie. “Ela iria passar pela remoção dos ovários e estava muito chateada com isso, ela se sentindo como… se estivessem tirando sua feminilidade. No hospital, havia uma mulher que ficava chorando no corredor. Posteriormente, eu descobri que essa mulher era jovem e que ainda não tinha tido filhos, ou seja, leve tudo isso em consideração.”

A mãe de Jolie também teve parte durante a sua cirurgia realizada no começo deste ano.

“Nós tivemos as mesmas enfermeiras e alguns dos mesmos médicos,” disse Jolie. “A médica que fez a minha cirurgia de remoção de ovários foi a mesma médica da minha mãe. E, aparentemente, minha mãe disse a ela ‘prometa que você irá remover os ovários da Angie’. Então, quando nós meio que ficamos juntas, começamos a chorar e ela disse, ‘Eu prometi a sua mãe. Eu tenho que fazer isso'”.

Fonte: USA Today

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30.out
Angelina e Brad dão entrevista ao programa “Today”

Eles estão estão juntos há 10 anos. São casados há apenas um mas possuem seis filhos. Apesar disso, se Angelina Jolie e Brad Pitt precisassem de algo a mais em sua relação, eles certamente conseguiram isso quando a atriz e diretora se submeteu a cirurgias para reduzir o risco de desenvolver câncer.

Em uma rara entrevista conjunta concedida a Tom Brokaw – que irá ao ar na próxima segunda-feira no programa de televisão norte americano “The Today Show” – o casal mais famoso de Hollywood abriu o jogo sobre o apoio e a força que os dois conquistaram após tudo isso.

“Eu soube, através das cirurgias, que ele estaria ao meu lado e que eu não chegaria a me sentir menos mulher, porque meu marido não deixaria isso acontecer,” revelou Jolie durante a entrevista.

Em 2013, ela passou por uma dupla mastectomia depois de descobrir que possuía uma mutação genética que aumentava a chance de desenvolver câncer de mama em aproximadamente 87%. A cirurgia preventiva foi realizada oito anos depois de Jolie perder sua mãe, Marcheline Bertrand, e alguns meses antes de perder sua tia, em virtude da doença.

Dois anos depois, Angelina passou por outra cirurgia e removeu seus ovários e suas Trompas de Falópio já que, por possuir tal mutação genética, o risco de desenvolver câncer nestes dois órgãos também era muito alto. Pitt, no entanto, nunca teve dúvida sobre qual seria seu papel durante tudo isso.

“Suporte”, disse ele a Brokaw. “Tudo o que for preciso para manter nossa família unida, ou para manter nossa família unida o mais tempo possível, será feito. Este foi um desafio para ela [Jolie], sem dúvida. Foi uma decisão apavorante. Existiam muitas coisas que poderiam dar errado de maneiras muito diferentes.”

Mas deu tudo certo.

“Você tem fazer as escolhas certas na vida,” acrescentou Jolie. “Eu escolhi tomar essas decisões porque eu acreditei que eram as mais corretas para mim.”

Enquanto o casal se mantém firme como uma rocha na vida real, seu próximo filme, “By the Sea”, retrata a história de duas pessoas que passam por um casamento profundamente perturbado.

“Eu estou contando que o público fique ciente de que se o relacionamento do casal interpretado no filme fosse remotamente parecido com o nosso, nós nunca teríamos feito este longa,” disse Jolie sobre a verdadeira relação do casal. “Nós fizemos o filme porque, na verdade nós somos muito, mas muito estáveis e nós não passamos por estes problemas.”

Além de atuar em frente às câmeras, Jolie também trabalhou como diretora em “By the Sea”, que tem data de estreia prevista para o dia 13 de Novembro nos Estados Unidos e 3 de Dezembro no Brasil.

A entrevista completa vai ao ar na próxima segunda-feira, dia 2 de Novembro, no programa “The Today Show”.

Fonte: The Today Show

Angelina Jolie e Brad Pitt dão entrevista ao The Today Show

Prévia: #AngelinaJolie e #BradPitt concedem entrevista ao programa "The Today Show" • http://angelinajoliebrasil.com.br/?p=10306

Posted by Angelina Jolie Brasil on Sexta, 30 de outubro de 2015


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02.maio
Revista Claudia: A Força de Angelina

A dura (e criticada) decisão de se submeter a um tratamento radical para evitar o mesmo câncer que matou sua mãe, mostrou na atriz a coragem de lutar com todas as armas para poupar seus filhos da dor que ela própria sentiu.

Mãe é capaz dos maiores e até inimagináveis sacrifícios pelos filhos. E é isso que as próximas páginas vão mostrar em detalhes. A atriz americana Angelina Jolie ilustra a capa desta edição justamente como representante dessas mães guerreiras. Se muitas são capazes de morrer por seus filhos (pequenos ou grandes), ela fez a opção de viver – e também por eles. Mesmo que para isso precisasse extirpar as duas mamas e os ovários (e, com isso, ainda entrar em menopausa precoce). “Eles sabem que os amo e que faria qualquer coisa para ficarmos juntos por todo o tempo que puder”, escreveu no jornal americano The New York Times, em 14 de maio de 2013, dois dias depois do Dia das Mães, tanto nos Estados Unidos quando no Brasil, e três meses após a primeira cirurgia. Ainda acrescentou: “Os riscos de desenvolver câncer de mama cairiam de 87% para 5%. Posso dizer a meus filhos que eles não precisam ter medo de me perder para essa doença”.

Em 24 de março passado, em mais um artigo (Diary of a Surgery, “O Diário de Uma Cirurgia) na mesma publicação, Angelina contou o capítulo seguinte dessa história: em nova cirurgia, ela teve os dois ovários e as trompas de Falópio removidos. No emocionante relato, a atriz descreve como ficou abalada quando os resultados dos exames de sangue recentes apontaram para a necessidade de operar novamente: “Passei pelo que, imagino milhares de outras mulheres já passaram. Disse a mim mesma para ficar calma e ser calma e ser forte que eu não tinha razão para pensar que viveria para ver minhas crianças crescerem e para conhecer meus netos”.

Todo esse esforço foi para reduzir ao mínimo os riscos de desenvolver o mesmo câncer que matou sua mãe, Marcheline Bertrand, aos 56 anos, em 2007, e também sua avó e tia. “Minha mãe viveu o suficiente para conhecer seus primeiros netos e segurá-los nos braços. Mas minhas outras crianças nunca terão a chance de conhecê-la e sentir quão amável e graciosa ela era.”

Angelina é portadora de uma mutação no gene BRCA1, que faz com que a probabilidade de desenvolver tumores mamários chegue a 85%, em média, e a de apresentar câncer de ovário seja de 60% maior do que para o restante da população. Ela assistiu à mãe lutar contra a doença por quase uma década. “Meus médicos disseram que eu deveria fazer uma cirurgia preventiva cerca de dez anos antes dos primeiros sinais de câncer nas minhas parentes mulheres. O câncer de ovário da minha foi diagnosticado quando ela estava com 49 anos. Eu tenho 39.”

EM FAMÍLIA
Atriz premiada com três Globos de Ouro e um Oscar (por “Garota, Interrompida”, de 1999) e cineasta em franca ascensão. No fim do ano passado, Angelina lançou “Invencível”, seu segundo trabalho como diretora. Em 2016 chega às telas “By the Sea” (ainda sem título oficial no Brasil), em que dirigirá o próprio marido, o ator Brad Pitt. Eles voltam a contracenar pela primeira vez desde “Sr. & Sra. Smith” (2005), em que o relacionamento, que completa dez anos agora, começou. O casal tem seis filhos, sendo os três últimos biológicos: Maddox, 13, Pax, 10, Zahara,9, Shiloh, 8, e os gêmeos Knox e Vivienne, 6. Angelina é daquelas mães que fazem questão de participar da rotina das crianças, seja levando para a aula de natação pela manhã, quando ficam todos reunidos em Los Angeles, seja jantando com elas em uma casa alugada perto do set de filmagem em que está trabalhando. Foi assim durante as gravações de “Invencível”, na Austrália, e também de “Guerra Mundial Z”, protagonizado por Pitt, e rodado em Malta.

Os filhos, ela já deixou claro várias vezes, são sua prioridade. Educados em casa por uma série de tutores, eles estão sempre rodeados pelo casal. No Natal, os seis são estimulados a fazer presentes para os irmãos em vez de comprá-los. E, no dia a dia, não assistem a desenhos animados na televisão para “evitar anúncios manipuladores de brinquedos com toque fantástico”, como já disse o pai. A organização da festa de casamento de Jolie e Pitt, em agosto passado, no castelo que possuem no sul da França, coube em grande parte às crianças: Angelina usou um véu decorado com desenhos feitos pelos seis; o bolo foi preparado por Pax; Shiloh e Knox levaram as alianças; Zahara e Vivienne jogaram pétalas no caminho até o altar e, juntos, os irmãos escreveram os votos de matrimônio. “Eles realmente fizeram um ótimo trabalho. Nós oito celebramos, e eu e Brad comprometemos nossa vida com a das crianças.”

Ao papel de mãe, ela combina a carreira no cinema e o trabalho como enviada especial do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para refugiados, atividade que já a levou para inúmeras regiões de conflito, como Líbano, Ruanda e República do Congo. Depois de receber um Oscar honorário por seus esforços humanitários (em 2013), em agosto passado, a atriz foi agraciada com o título de dama pela rainha Elizabeth II por seu trabalho contra o uso da violência sexual como arma em tempos de guerra.

TRATAMENTO INTENSIVO
Angelina contou ao mundo que decidiu ser proativa no combate à doença a fim de minimizar seus riscos o máximo possível. E optou por iniciar o processo pelos seios porque o risco de desenvolver câncer de mama era mais alto do que o de ovário, além de a operação ser mais complexa – o câncer de mama mata 458 mil pessoas por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A primeira fase do tratamento, no Pink Lotus Breast Center, na Califórnia, nos Estados Unidos, começou no dia 2 de fevereiro de 2013 e durou cerca de três meses. A primeira cirurgia plástica utilizou a técnica “nipple delay”, conhecida como autonomização do mamilo, que tem por objetivo preservá-lo para a reconstrução. Duas semanas depois, foi feita a primeira cirurgia, para a extração do tecido mamário. “Você acorda com tubos e expansores nos seios. Parece uma cena de filme de ficção científica. Mas em alguns dias já pude voltar à vida normal”, escreveu. Passadas nove semanas, as mamas foram construídas com implantes. “A decisão de fazer mastectomia não foi fácil. Mas estou muito feliz de tê-la tomado”, desabafou na época, no The New York Times, acrescentando que o marido lhe deu todo apoio: “Conseguimos encontrar momentos parar rir juntos. Sabíamos que era o melhor que podíamos fazer para nossa família e que nos uniria ainda mais. E foi assim que aconteceu”.

Já a extração das trompas e dos ovários é uma intervenção relativamente simples e reduz em 90% o risco de câncer de ovário, tumor de alta agressividade e de difícil detecção que acomete uma em cada 70 mulheres no mundo. Seus efeitos, porém, são bem mais severos, pois levam a paciente à menopausa forçada, já que com os ovários, vão embora também os hormônios femininos estrógeno e progesterona, Como consequência, Angelina pode esperar queda da libido, falhas de memória, depressão, aumento de peso e enfraquecimento dos ossos. Mas foi um risco calculado. “Todos os dias temos de tomar decisões que nos afetam. Por exemplo, ter filhos. Tento sempre fazer essas escolhas pelas razões certas”, disse ela em entrevista exclusiva a Claudia no inicio deste ano.

Tornar o tratamento público, em detalhes, foi também uma escolha cuidadosa da atriz. “Decidi não manter minha história em segredo porque há muitas mulheres que não sabem que podem estar vivendo estar vivendo sob a sombra do câncer. Tenho a esperança de que elas também consigam realizar os exames genéticos e que, se tiverem um alto risco, saibam que há mais opções.” Uma das atrizes mais bem pagas do planeta, ela lamenta que o preço deste teste para detectar a mutação genética do BRCA1, assim como a do gene BRCA2 (também responsável pelos mesmos tipos de câncer), seja um obstáculo para muitas pacientes – chega a custar mais de 2 mil dólares nos Estados Unidos, e entre 5 mil e 8 mil reais no Brasil.

ALTERNATIVA VIÁVEIS
Medidas preventivas como as tomadas por Angelina diminuem consideravelmente o risco de desenvolver câncer. Mas não são as únicas, explica José Claudio Casali, chefe do serviço de Oncogenética do Hospital Easto Gaertner, em Curitiba, e o professor de medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. “Tenho pacientes que optaram por não fazer a mastectomia preventiva, mas se submetem a exames periódicos, o que é uma alternativa viável. Pesquisas mostram que é possível diminuir o risco também com mudanças no estilo de vida, por meio de exercícios e dieta adequada”, diz Casali. Segundo ele, a redução de 10% do Índice de Massa Corpórea, por exemplo, é capaz de diminuir em 30% os ricos de a doença voltar. “A mastectomia é uma cirurgia mutiladora. A idade em que a mulher vai passar por esse procedimento também tem que ser avaliada. Por mais que a probabilidade de ter câncer caia em 90% dos casos, ainda existe um risco residual”, observa o médico.

Já com os ovários é diferente. A incidência desse tipo de tumor aumenta a partir dos 35 anos, mas não há exames periódicos preventivos capazes de detectá-lo. Geralmente, a doença é descoberta na retirada de cistos e, em 90% dos casos, já está em estágio avançado, fazendo com que a taxa de cura gire em torno de 20%. “Por isso, costumamos recomendar a retirada de ovários e trompas, principalmente no caso de mulheres que já têm filhos ou já passaram dos 50 anos. Aquelas que têm anomalia no BRCA1, devem fazer isso aos 35 anos e, no caso do BRCA2, aos 40. Estudos demonstram que cirurgia de retirada dos ovários reduz o risco de tumores malignos em 98%. Ainda assim, estima-se que, nos Estados Unidos, apenas uma em cada sete mulheres tome a mesma decisão de Angelina Jolie.

O depoimento da atriz foi importante para popularizar a discussão. E também para conquistas. Depois do seu relato, os planos de saúde passaram a cobrir os testes genéticos no Brasil. Em dezembro de 2013, a Agência Nacional de Saúde estipulou os critérios de acessibilidade a esses exames. “Agora falta chegar ao Sistema Único de Saúde”, alerta Casali.

“Eu me sinto tranquila com o que vier, não porque sou forte, mas porque é parte da vida. Não é algo que eu deva temer”, diz a atriz, que sabe que, mesmo com todos esses sacrifícios, ainda pode desenvolver a doença, mas continua lutando. “Sinto-me feminina e firme nas escolhas que estou fazendo por mim e pela minha família.”

Scans:
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02.abr
Angelina Jolie: “Aquilo que não te mata, te fortalece”

“Invencível”, a quase que inacreditável história real de Louis “Louie” Zamperini, marcou a segunda vez que Angelina Jolie esteve atrás das câmeras. A interpretação da diretora sobre a vida de Zamperini é, ao mesmo tempo, comovente e difícil de assistir – já que o filme mostra como o atleta olímpico sobreviveu durante 47 dias à deriva no Oceano, após sofrer um acidente aéreo durante a Segunda Guerra Mundial, antes de ser capturado e enviado a um campo de prisioneiros de guerra no Japão. “Invencível”, estrelado por Jack O’Connell, foi recentemente lançado em DVD, Blu-Ray e na versão digital nos Estados Unidos (para que você possa, felizmente, chorar no conforto da sua própria casa). Em comemoração ao lançamento, Jolie respondeu à revista “Elle” algumas perguntas sobre como foi dirigir “Invencível” e sobre o que ela aprendeu com a história de Louis Zamperini. Suas palavras – assim como aquelas escritas em um artigo publicado recentemente pelo jornal New York Times, onde ela falou sobre a decisão de se submeter a uma cirurgia preventiva – são inspiradoras e inteligentes.

Qual a necessidade artística em dirigir filmes satisfaz você?

Eu prefiro dirigir a atuar. Existe uma enorme liberdade ao estar por trás das câmeras. Ela traz um monte de responsabilidades também, mas é intensamente gratificante. Especialmente com relação à possibilidade de capturar o que há de melhor nos jovens atores, como aconteceu com Jack O’Connell, que é um talento notável.

Houve muita discussão sobre o quão desafiador seria fazer “Invencível”. Quando você se lembra, aconteceu alguma coisa durante as filmagens que você ainda continua pensando?

Eu procuro não ficar pensando e procuro não me debruçar sobre um projeto que já se encontra concluído. Mas, eu me lembro de quão intensa estava a atmosfera nos sets, enquanto filmávamos as cenas mais difíceis, como por exemplo, quando Louie começa a ser espancado. Foi muito comovente e, como sempre, os atores envolvidos gostavam de checar [e ter certeza] de que todo mundo estava bem, enquanto cuidavam uns dos outros.

Houve alguma cena ou algum momento que você teve que cortar na versão final do filme, mas que você gostaria que tivesse sido mantida?

A vida de Louie foi tão extraordinária que era impossível capturar tudo em um filme. Assim, inevitavelmente, nós tivemos que deixar de fora algumas coisas na hora de contar a história. Mas, como diretora, eu dava a palavra final e senti que fomos capazes de fazer justiça a ele. Estou ansiosa para que o público possa ver as cenas que foram cortadas, que agora estão no DVD. Quando Phill fala sobre seu casamento enquanto estava no bote salva vidas, quando Fitzgerald se apresenta para o “The Bird”, e a encenação completa de peça ‘Cinderella’ estão entre as cenas excluídas, com relação às quais estou animada já que agora podem ser vistas.

Qual a melhor lição que nós podemos aprender com a história de Louie em sua opinião?

Assim como muitas outras histórias de ilustres seres humanos, esta trata sobre a capacidade dos homens e mulheres comuns superarem as adversidades. A história de Louie lembra-nos de nunca desistir e de que ter espírito para batalhar é o que realmente importa. É poderoso porque esta história fala sobre o potencial que existe dentro de nós.

Louie, obviamente, passou por uma grande batalha. Você acha que existe sabedoria na ideia de que as batalhas ajudam você a crescer?

Eu acredito no velho ditado: “O que não te mata, te fortalece”. As nossas experiências, boas ou ruins, nos tornaram a ser quem somos. Ao superar as dificuldades, nós ganhamos força e maturidade.

Quais são os novatos cineastas que atualmente você está apoiando?

Eu gosto de trabalhar com artistas de todo o mundo. Existem muitos cineastas novatos inspiradores. Eu tive o privilégio de, recentemente, poder trabalhar com o cineasta etíope Zeresenay Mehari e sua esposa no filme “Difret”. Eles formam um equilíbrio único de cineastas conscientes, mas que também são brilhantes artistas originais.

Se você tivesse o poder de redirecionar a atenção da mídia americana para longe das fofocas e das “não notícias”, quais questões você destacaria?

A questão não está realmente na natureza das notícias, mas o que nós fazemos com as informações que temos. Nós sabemos, mais do que nunca, sobre os conflitos e sobre as injustiças que estão acontecendo ao redor do mundo, mas a vontade de transformar esse conhecimento em pressão e ação a um nível global parece, de alguma forma, faltar. De tempos em tempos, após massacres e atrocidades, o mundo diz “nunca mais”. Mas hoje, na Síria, apenas para dar um exemplo, essas coisas estão acontecendo com impunidade e com o pleno conhecimento do mundo. Precisamos dar um maior foco nas soluções – e não apenas nas informações.

Fonte: Elle



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