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26.maio
Angelina Jolie concede entrevista a Mariane Pearl

Ela, agora, mora em Malibu, junto com seus seis filhos e, por este motivo, sempre será uma mulher comprometida. Musa do novo perfume “Mon Guerlain”, ela falou à sua amiga, Mariane Pearl, sobre seus planos e sobre seu estado de espírito.

“Eu acho que a partir do momento que você se torna mãe, seus desejos e objetivos se tornam algo secundário. São as necessidades e os sonhos dos seus filhos que prevalecem,” diz Angelina Jolie. Se os seus dois divórcios anteriores, dos atores Jonny Lee Miller (em 1999) e Billy Bob Thornton (em 2003), pareceram não afetá-la, desde o anúncio oficial de sua separação do ator Brad Pitt, em setembro do ano passado, a atriz parece enfrentar a situação com menos segurança. E ele também.

Ao invés de ver os dois tentando mudar, nós gostaríamos de acreditar nos rumores que dizem que eles podem se amar de novo: ele, sozinho com seu buldogue, dedicando-se a esculturas e confessando à revista “GQ” que teve tudo na vida, inclusive, como se diz publicamente, “um problema com o álcool”; e ela, passando um momento em família (ela até voltou a ver o pai, o ator Jon Voight) depois de divulgar seu filme mais recente, “First They Killed My Fahter”, no Camboja.

Segundo os rumores, Jolie teria ficado emocionada ao saber que Brad Pitt tinha decidido lutar contra o alcoolismo. Ela escolheu instalar em Malibu, não longe dele, em vez de viver em Londres. Aparentemente, as coisas ficaram mais calmas entre eles. Assim como ela disse, com lágrimas nos olhos, à BBC, na única entrevista televisiva desde setembro, e como ela nos explicou nesta entrevista exclusiva de hoje “aconteça o que acontecer, nos somos e sempre seremos uma família”.

Um pouco mais fortalecida, ela deseja proteger os seus seis filhos, incluindo a pequena Shiloh, que faz 11 anos esta semana, que se chamava de John e que nem Angelina nem Brad querem obrigar a usar vestidos. Uma família complexa, como todas as outras, mas que o amor que une. É este laço que a estrela quis compartilhar conosco, em comemoração ao Dia das Mães, já que ela amava tanto a sua.

Angelina Jolie pediu-nos para ser entrevistada por Mariane Pearl, a mulher do jornalista Daniel Pearl, que foi interpretada pela atriz em 2007 no filme “O Preço da Coragem”. Desde 2005, as duas se tornaram grande amigas, e para a entrevista, elas toparam se encontrar em Los Angeles.

Por Mariane Pearl:

Eu reencontro minha amiga Angelina no dia das mães para conversarmos sobre sua mãe, Marcheline Bertrand. A propaganda que ela recentemente gravou para o perfume da Guerlain, é uma homenagem a esta mulher que, sempre teve graça e elegância… Nossa amizade vem desde 2005. Nossos filhos, Adam e Maddox, também são amigos desde a infância. Eles assistiam juntos “Mogli: O Menino Lobo” enquanto nós tentávamos nos enganar sobre nossas habilidades na cozinha. Doze anos mais tarde, no mês de Abril, aqui estamos nós, sentadas na cozinha da casa que Angelina Jolie alugou em Los Angeles. Os seis filhos, que eu vi crescer, estão sendo escolarizados em casa. Enquanto nós conversamos, eles fazem os deveres no quarto ao lado.”

Mariane Pearl – Você pode falar sobre a sua mãe e sobre o como ela lhe influenciou a ser a mulher que é hoje?
Angelina Jolie – A minha mãe era muito doce e de uma grande simpatia, era alguém que nunca colocava seus interesses pessoais em primeiro lugar e eu acho que a sua maior felicidade na vida foi a de ver os seus filhos realizados. Ela me inspirou muito com sua maneira de ser e com tudo o que ela me ensinou. Mas o seu falecimento em 2007, também me fez aprender muito. Isso fez com que me desse vontade de estar realmente presente para os meus filhos, e de tomar conta de mim e da minha saúde.

M.P – A sua mãe era uma pioneira, ela também era um ativista, você se lembra desse aspecto de sua personalidade?
A.J – Eu deveria ter uns 10 anos, na primeira vez que ela me levou para um jantar de caridade organizado pela Amnistia Internacional. Ela me vestiu com as melhoras roupas. Eu aprendi muito nesse dia, a respeito de uns prisioneiros que se encontravam injustamente detidos. A minha mãe me educou com uma consciência de mundo, ela me contava, várias vezes, sobre as causas que a emocionavam. Ela me levava para ver artes “underground”, ela me mostrou filmes estrangeiros, os clássicos europeus… Nossas prateleiras transbordavam com livros interessantes e as pessoas que ela convidava, ficavam fascinadas com seu modo de ser.

M.P – Você achava que ela era uma pessoa intelectual?
A.J – Ela jamais será descrita dessa forma, mas ela tinha uma grande sabedoria. Ela tinha uma graça interior e tinha verdadeiros valores, tais como a gentileza e a nobreza de sentimentos.

M.P – Você acha que ela teria gostado do novo perfume da Guerlain, do qual você é garota propaganda?
A.J – Ela teria adorado, tenho a certeza. Ela sempre gostou da Guerlain e foi por este motivo que eu aceitei trabalhar para eles.

M.P – Você fala dela aos seus filhos?
A.J – Claro que sim, ela teria sido uma grande avó! Nós ouvimos, várias vezes, os outros dizerem que, na vida, certos acontecimentos tem uma razão de ser. Mas eu não consigo entender porque é que ela não está conosco hoje. Eu sei o quanto ela teria contribuído para a felicidade dos meus filhos e eu fico triste por eles não terem tido a oportunidade de conhecê-la. Eu faria qualquer coisa para ter ela perto de mim neste momento. Eu preciso dela e até converso com ela, muitas vezes, na minha cabeça. Eu tento imaginar o que ela me diria e como me guiaria.

M.P. – Os seus filhos geraram mudanças em você?
A.J – Eu acho que a partir do momento que você se torna mãe, ou pai, seus desejos e objetivos se tornam algo secundário. São as necessidades e os sonhos dos seus filhos que prevalecem. O seu presente pertence a eles. É incrível ver como eles crescem tão rápido,, como tornaram-se seres singulares e ao mesmo tempo fortes e doces. Eu observo a maneira como eles absorvem os conhecimentos, do que eles gostam, o que eles veem no mundo que os revolta, ou o que faz com que percam a paciência. É uma fonte infinita de aprendizagem.

M.P – Que significa ser mãe para você?
A.J – É o melhor presente e a maior das responsabilidades. É fazer tudo o que você pode, para viver à altura dos seus valores, e experimentar ser um exemplo para os seus filhos.

M.P – Você tem medo da adolescência deles?
A.J – Não. Porém, sendo mãe, ou pai, você se preocupa, é inevitável. Você tem que protegê-los e permitir que voem com as suas próprias asas, mas eu estou realmente impressionada pela força deles e eu adoro quando eles dizem o que pensam.

M.P – Você acha que existe uma força comum nas mães, que poderia servir de base para encontrar soluções aos conflitos e aos impasses políticos que estão sempre piorando?
A.J – Na minha opinião, seria totalmente falso pensar que só porque somos mães, a paz nos diz mais respeito. A paz é um desejo interior no ser humano. Mas também e uma realidade baseada em provas e é verdade que, no decorrer da história, as mulheres foram excluídas das negociações da paz. E ainda é, muitas vezes. Temos que conseguir mudar isso. Não é uma questão das mulheres terem mais poder que os homens. Trata se de equilíbrio e de sabedoria, de trabalhar juntos na sociedade para que todos e todas possam equitativamente participar nas tomadas de decisões e de construir o futuro dos nossos países.

M.P – A maternidade, durante muito tempo, foi vista como um sacrifício: nós damos a vida para os nossos filhos, você acha que ainda é o caso?
A.J Eu não vejo a maternidade como um sacrifício, para mim é um privilégio.

M.P Como você vê o compromisso feminista nos Estados Unidos?
A.J Eu acho que há uma renovação do ativismo em geral, no mundo inteiro, não só nos Estados Unidos. Parece que as pessoas estão ficando mais conscientes a respeito da importância da politica. As pessoas querem fazer com que suas vozes sejam compreendidas, com relação às escolhas que afetam, ou que influenciam, a maneira como seus países se relacionam com o resto do mundo. Nós precisamos deste espírito internacional.

M.P – Quais são os seus projetos?
A.J – Meu trabalho e minhas viagens estão muito limitados neste momento, por razões pessoais. Mas espero, com impaciência, pela nossa próxima viagem, no Dia Mundial dos Refugiados, em 20 de Junho. Nós vamos viajar para a África e as crianças adoram esse continente. Eu acho que é importante mostrar o mundo a elas, particularmente neste período. Na vida, nós acabamos, muitas vezes, ficando concentrados somente em nós mesmos, e eu penso que uma visão mais ampla das coisas é fundamental. No dia 20 de Junho, nós estaremos na companhia de refugiados e de membros das Nações Unidas. Eu também irei à campo para documentar o papel dos militares na prevenção e repressão da violência sexual utilizada como arma de guerra. Depois, volto a ministrar aula na London School of Economics (LSE).

M.P – O mundo que devemos transmitir aos nossos filhos, dá medo. Como você compartilha seu compromisso político com eles?
A.J – Eu tento mostrar a eles dando o exemplo, para que prestem atenção nos outro e para que se mostrem responsáveis. Eu também os ajudo em adquirir uma visão mais ampla do mundo. Porém, eu só conheço uma maneira de educar: ouvindo-os. Talvez, essa seja a coisa mais importante que os pais podem fazer. Eles precisam muito da nossa ajuda para perceber a dura realidade, assim como também, eles precisam daquilo que é vital para nós: amor e proteção.

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O Angelina Jolie Brasil agradece imensamente a fã e visitante do site, Bernadette Rocha, que mora em Portugal, mas que nasceu na França, e que tirou tempinho da sua sexta-feira, para traduzir esta entrevista para nós. Muito obrigada!

Scans:

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03.maio
Em entrevista a GQ, Brad Pitt fala sobre divórcio

Após quase oito meses de silêncio, Brad Pitt fala pela primeira vez em detalhes sobre o divórcio com Angelina Jolie. O ator de 53 anos estampa a capa da mais nova edição da revista americana GQ Style.

Na longa conversa, o astro de Hollywood contou que está tentando se acostumar com a solidão de viver na casa que antes era ocupada pelos seus seis filhos — agora dividida apenas por ele e seu buldogue, Jacques. Pitt disse que vem fazendo terapia e citou episódios marcantes de sua infância em Springfield, nos Estados Unidos, sobre sua criação familiar e de como se tornou dependente do álcool.

“Eu fui criado com aquela mentalidade de que o pai tem que ser o todo-poderoso, o forte que não tem dúvidas e que sabe de tudo — em vez de realmente conhecer suas próprias dúvidas e lutas. E, com o divórcio, isso me deu um soco na cara: eu preciso ser mais, tenho que ser mais pra eles e dar o exemplo. E eu não estava sendo bom nisso.”

Em entrevista à publicação, o ator reconheceu que a bebida foi um dos fatores que levaram ao divórcio. “Não me recordo de um dia, desde que saí da faculdade, que não tenha ficado bêbado ou fumado maconha. Era como eu fugia dos meus sentimentos. Quando comecei minha família larguei tudo, menos o álcool. E eu estava bebendo muito. A bebida se tornou um problema”, conta antes de relatar estar sóbrio por seis meses.

“Agora eu tenho o controle das minhas emoções novamente. (…) Para mim, esse período está servindo para observar meus erros e fraquezas. Sou um cara que ganhou na loteria, mas perdi meu tempo perseguindo coisas vazias.”

O astro, que foi inocentado das acusações de abuso infantil ainda relatou sobre quando o Child Services, o departamento do governo responsável por cuidar da proteção de jovens e crianças, foi acionado.

“Eu estava realmente à parte e preso a um sistema quando o Child Services foi chamado. Depois disso, nós fomos capazes de trabalhar juntos para resolver isso. Nós dois estamos fazendo o nosso melhor. Uma vez ouvi um advogado dizer: ‘Ninguém ganha no tribunal – é apenas uma questão de quem se machuca mais’. E parece ser verdade, você gasta um ano apenas focado em construir um caso para provar o seu ponto e que você está certo e o outro está errado. É um investimento maligno que eu me recuso a fazer.”

Divórcio conturbado

O casal estava junto desde 2005, mas só se casou em agosto de 2014. Após a união oficial de três anos, Angelina Jolie pediu o divórcio em setembro de 2016.

O rompimento foi repentino, seguindo um incidente no qual Pitt teria sido agressivo com pelo menos um de seus seis filhos.

Jolie busca a custódia integral das crianças, com direito de visita de pai. Em novembro, o ator pediu a guarda compartilhada dos filhos Maddox (15), Pax (13), Zahara (12), Shiloh (10) e os gêmeos Vivienne e Knox, de 8 anos.

Pitt afirma que o ex-casal chegou ao consenso de pensar antes nos filhos durante a disputa pela guarda.

“Eu simplesmente me recuso [a enfrentar um longo processo de custódia]. E, felizmente, minha parceira concorda com isso, já que é muito chocante para as crianças de repente ter sua família destruída completamente. Então tudo tem que ser feito com muito cuidado e delicadeza. O foco é que todos nós possamos sair mais fortes e melhores disso– não há outro resultado”, ponderou.

Para ler a entrevista completa em inglês e ver as demais fotos, visite o site oficial da revista GQ Style.

Fonte: Claudia



19.abr
Jolie fala sobre a Guerlain em entrevista a Marie Claire

Nesta segunda-feira, dia 17 de Abril, o site oficial da revista “Marie Claire” norte americana disponibilizou uma entrevista exclusiva concedida por Angelina Jolie. A cineasta, que é o rosto da nova fragrância da marca “Guerlain”, falou sobre o fato de estrelar uma nova campanha publicitária.

Marie Claire: Por que você decidiu trabalhar com a Guerlain?
Angelina Jolie: Esta era uma marca que minha mãe adorava e que eu conheço desde pequena. A marca se conectava com a minha mãe e faz o mesmo comigo, em questão de beleza, história e qualidade; ela é uma das casas de perfume mais antigas do mundo e da França, um país que eu amo e me sinto conectada.

Fale sobre a sua mãe, a atriz Marcheline Bertrand.
Ela era uma mulher muito natural que nunca se mimou, nunca usou maquiagem e usava jóias modestas, mas ela sempre teve alguns acessórios especiais para quando ela queria se sentir como uma dama. Um deles – e eu me lembro porque parecia tão elegante – era seu pó de Guerlain. Acho que todas as mulheres têm essas coisas especiais que as fazem se sentir femininas.

O que você mais gostou no novo perfume, Mon Guerlain?
Eu adorei a lavanda e o jasmim misturados com o sândalo. Eu não gosto de perfumes que são muito intensos ou que são muito doces. Esta é uma fragrância terrosa, sensual e que pode ser usada em qualquer momento.

Você participou das gravações do comercial do perfume na França e no dia seguinte, você voou para Londres com a finalidade de participar de uma reunião de cúpula das Nações Unidas para falar sobre a manutenção da paz. Em seguida, você viajou para a Jordânia e visitou campos de refugiados. Como você equilibra ambas as partes de sua carreira?
Essa tem sido a minha vida há muitos anos. Um papel alimenta o outro. É uma alegria ser artista, mas isso não significa muito se esse trabalho não for útil de alguma forma ou contribuir com os outros.

Para você, é importante trabalhar com marcas que compartilham valores semelhantes aos seus?
Sim, com certeza! Isso importa muito e foi algo que eu discuti longamente com a Guerlain. Eu verifiquei o comprometimento da marca com o desenvolvimento sustentável e chequei como ela consegue seus ingredientes antes de concordar trabalhar com eles. Eu fiquei impressionada com o forte senso de responsabilidade para com as pessoas com quem trabalham e com o meio ambiente.

Você doou para a caridade, todo o salario que você recebeu por estrelar a campanha. No que se baseia a sua fundação?
O trabalho da Fundação Maddox Jolie-Pitt é inspirado nos meus filhos e nas suas relações com seus países de origem. Nós visitamos os projetos juntos e ambos crescem juntos. Nós começamos 13 anos atrás no Camboja, e agora já estamos na Etiópia e na Namíbia também. Os projetos são voltados à educação, saúde e ao meio ambiente. Estamos expandindo, mas nosso foco está principalmente voltado para as populações e comunidades locais, assim como também nos direitos das mulheres e das crianças.

Fonte: Marie Claire | Papel Pop

 

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09.mar
Angelina Jolie concede entrevista à Marie Claire francesa

Enquanto terminava de filmar seu quarto trabalho como diretora, Angelina Jolie concordou em emprestar sua imagem para a nova fragrância da Guerlain e em doar para caridade, a quantia que recebeu para estrelar a campanha.

“Nós sempre criamos perfumes para as mulheres que admiramos,” disse Jacques Guerlain, criador das fragrâncias Blue Hour, Shalimar e Mitsouko. Seguindo o caminho do seu antecessor, o atual mestre perfumista da marca, Thierry Wasser, tem procurado criar uma trilha ao longo das linhas daquilo que ele considera como sendo uma nova feminilidade distante dos estereótipos sexistas da mídia. Essa nova feminilidade é formada por um lado maternal, guerreiro, brilhante e comprometido.

Como ela nunca foi a garota propaganda de nenhum perfume, Angelina – cuja mãe tinha ascendência francesa – se tornou a nova musa da marca.

Em dezembro de 2015, Angelina participou de uma reunião com Laurent Boillot, o presidente da Guerlain, no Camboja, durante as gravações de “First They Killed My Father”. Laurent confessou que ficou hipnotizado mais pela inteligência do que pela beleza da atriz. Angelina aceitou o pedido do presidente da marca e concordou em participar, inclusive, do comercial dirigido por Terrence Malick. Em uma entrevista concedida à revista Marie Claire francesa, Angelina falou sobre a nova parceria comercial com a marca.

Marie Claire: Você gosta de perfumes em geral?
Angelina Jolie: Eu uso perfume todos os dias, a não ser que eu esteja em um país onde exista malária e muitos mosquitos. Para uma mulher, é bom ter um cheiro que seu companheiro lembre, que identifique você. Mas nós não usamos perfumes apenas para agradar os homens. Meus filhos conhecem meu cheiro. Às vezes, eles espirram meu perfume em seus casacos. Ter uma fragrância como assinatura também é importante.

Você é mãe, ganhadora de um Oscar, produtora, diretora, Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Por que você concordou em se tornar a garota propaganda de um perfume?
A Guerlain é a marca mais antiga de perfumes do mundo. A marca foi criada na França, um país que eu adoro, do qual eu me sinto próxima e onde eu passo bons momentos. Minha mãe tinha ascendência francesa e adorava essa marca. Ela me falava dessa marca desde quando eu era criança, sobre beleza, história e qualidade. Ao discutir sobre a arte de fazer perfumes, de como funciona a escolha dos ingredientes, eu senti que nós nos entendíamos. Além disso, o comercial foi gravado no sul da França, uma região que minha família ama e onde tecemos nossa história. Nessa região também se cultiva lavanda, ingrediente utilizado no perfume.

Você tem alguma lembrança específica da sua mãe com relação à marca?
Ela era uma mulher muito simples. Não tinha frescuras, não usava maquiagem e usava jóias modestas; porém, ela tinha alguns itens dedicados aos momentos nos quais ela queria se sentir como uma dama. Alguns desses itens indispensáveis – eu me lembro porque, pra mim, parecia algo tão elegante – era uma sombra chamada “Ladies in All Climates de Guerlain” (uma sombra perfumada que não é mais comercializada pela marca). Quando eu era pequena, associava a marca Guerlain com isso: produtos que tinham algo especial e que faziam as mulheres se sentirem mais femininas.

Você tem alguma dica de beleza pessoal?
Viver uma vida plena e sincera. A chama interior de cada um, o auto conhecimento, deixa as pessoas mais bonitas.

O que você gostou mais na fragrância Mon Guerlain?
Eu amei a lavanda e o jasmim misturados com sândalo. Para mim, um perfume não pode ser nem muito forte e nem muito doce. Eu aprecio isso, o fato de que possui ingredientes naturais, é sensual e pode ser usado a qualquer momento. Eu nunca me senti tão suja e nunca estive tão desinteressante do que no dia em que conheci Laurent Boillot, o presidente da marca, no Camboja. Eu passei o dia inteiro filmando, no meio da poeira, enquanto dirigia o filme “First They Killed My Father”. Nós demos muitas risadas enquanto tentávamos decifrar as notas diferenciadas do perfume, que competiam com o cheiro do meu repelente.

Como é transitar entre filmagens, conferências da ONU e visitas a acampamentos de refugiados?
Este é o que tem acontecido na minha vida durante muitos anos. Uma coisa leva a outra. É uma satisfação ser uma artista, mas isso não significa muito, a menos que você faça alguma coisa útil. Eu tenho a oportunidade de fazer um trabalho criativo que, por sua vez, pode financiar programas de desenvolvimento e ajudar as outras pessoas. Ganhar dinheiro sem qualquer finalidade, deixa a vida muito vazia, sem significado.

Você escolheu doar para a sua Fundação, todo o salário que receberia pela campanha publicitária. Qual é o papel desta Fundação?
Ela é inspirada nos meus filhos e nas ligações deles com alguns países. Nós visitamos todos os projetos e a Fundação cresce com eles. Ela é dedicada à educação, saúde e ao meio ambiente. Ela foi criada há treze anos, junto com um projeto contra a tuberculose no Camboja, que acabou se transformando em um programa na Etiópia, de tratamento e reabilitação de crianças e adolescentes com esta doença. Na Namíbia, nós nos concentramos na educação, conservação, no financiamento de um santuário de conservação da vida selvagem, no resgate e na saúde de animais, além de nos concentrarmos também, na educação das comunidades locais. Nós implantamos estes projetos gradualmente, mas nosso objetivo é permitir que as pessoas locais possam desenvolver suas comunidades e seus futuros e seus direitos, principalmente mulheres e crianças.

Quais são seus ícones da beleza?
Eu não tenho, porque eu não penso em ícones dessa forma. Mas eu sou muito inspirada na minha filha Zahara. Eu fico impressionada como ela se transformou em uma jovem mulher. Ela é elegante, graciosa e tem um estilo próprio de beleza e de moda. Ela me ajuda na maquiagem e me ajuda a escolher minhas roupas quando eu tenho que sair.

O que você gosta ao estar na meia idade?
Eu amo esta idade. Eu amo meus primeiros cabelos brancos, amo ser mãe de adolescentes e de saber me tornei uma pessoa melhor por tudo o que eu vivi até hoje.

Fonte: Marie Claire

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Obs: A entrevista original está em francês, portanto, podem existir alguns erros de tradução.



06.mar
Jolie espera que os cambojanos sintam orgulho, não raiva

Com o lançamento do filme “First They Killed My Father” se aproximando, Angelina Jolie disse esperar que, ao abordar o genocídio praticado no Camboja pelo partido comunista Khmer Vermelho, o povo cambojano sinta orgulho por ter sobrevivido em vez de sentir ódio ou ressentimento por tudo aquilo que o país passou no final dos anos 70.

“Eu espero que o filme não desperte ódio. Espero que também não gere culpa,” disse Jolie à BBC em um programa especial produzido pela rede de televisão britânica sobre o genocídio e sobre o filme. O especial foi exibido no programa “Our World” e foi ao ar neste final de semana.

Em fevereiro, Jolie fez sua primeira aparição pública oficial desde a separação de Brad Pitt, ao participar da Premiere de “First They Killed My Father” no Camboja. Durante o evento, ela esteve na companhia dos seus seis filhos e também foi entrevistada pela BBC.

O filme dirigido por Jolie baseia-se na autobiografia da ativista cambojana, Loung Ung – que também é amiga pessoal de Jolie – e mostra a devastação infligida na região sudeste da Ásia, pelo Khmer Vermelho. Mais de 2 milhões de pessoas, de uma população total de 7 milhões, foram mortas durante o genocídio, incluindo o pai, a mãe e as duas irmãs de Ung.

O especial da BBC abrange o acontecimento, que foi uma tragédia para os direitos humanos, e também destaca o efeito duradouro que o genocídio causou nos cambojanos – muitos dos quais ainda sofrem com culpa de sobrevivente.

Além da entrevista com Jolie, a BBC também entrevistou sobreviventes, incluindo um homem que foi diariamente espancado, mas que foi mantido vivo porque era mecânico. A BBC o acompanhou até a cela onde era mantido, enquanto ele contava que comia baratas e lagartos escondido para não morrer de fome.

A emissora também entrevistou um dos guardas que trabalhou para o Khmer Vermelho, e chamou atenção para o fato de que apenas quatro pessoas foram processadas pelo genocídio – pessoas que trabalharam para o regime não foram presas, apenas os altos funcionários.

“Espero que as pessoas deste país se sintam orgulhosas quando assistirem o filme e verem pelo o que conseguiram passar. Eu espero também que o filme mostre a beleza e o amor da família e como é ser cambojano.”

A ligação de Jolie com o Camboja começou durante as filmagens de “Lara Croft: Tomb Raider” no ano 2000, e cresceu ainda mais quando ela retornou ao país como voluntária do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR/ACNUR), da qual, agora, ela é Enviada Especial. A ligação com país foi, então, cristalizada quando ela adotou seu primeiro filho, Maddox (15), em um orfanato localizado na cidade de Battambang em 2002.

“First They Killed My Father” deverá ser lançado pela Netflix em Setembro deste ano.

Vídeo:

Texto: People



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