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18.set
People entrevista Angelina Jolie: sua família e seu futuro

Um ano depois de ingressar com o pedido de divórcio de Brad Pitt, a atriz conversou com a revista norte americana, People, sobre sua nova vida, sobre seu novo e emocionante filme, “First They Killed My Father e sobre suas expectativas para os filhos.

Por Mary Green

Ainda faltam dois meses, mas Angelina Jolie está muito entusiasmada com o Halloween. “Eu, realmente, vou participar este ano,” disse a atriz e diretora de 42 anos. “Eu vou fazer uma festa de Halloween bem louca e ver se consigo agitar esse bairro.” Conforme ela se senta para conceder esta primeira entrevista com a People desde 2015, a atriz se mostra alegre ao falar sobre sua vida ao lado dos seis filhos – Maddox (16), Pax (13), Zahara (12), Shiloh (11), Knox (9) e Vivienne (9) – mas também séria e, às vezes, emotiva enquanto reflete sobre como suas vidas mudaram ao longo do ano passado.

No dia 19 de Setembro de 2016, Jolie ingressou com o pedido de divórcio de Brad Pitt, após 12 anos de relacionamento, depois de um desentendimento entre Pitt e Maddox ocorrer abordo de um voo particular em que a família se encontrava.

“Eu estou sem trabalhar há mais de um ano porque eles precisam de mim em casa,” diz Jolie. Ela não irá falar sobre os detalhes do divórcio – em Janeiro, ela e Pitt concordaram em resolver a questão de forma privada e as negociações ainda estão em andamento. Mas é claro que as feridas decorrentes desta amarga separação ainda estão frescas e que os rumores de uma reconciliação são improváveis.

Agora, a super estrela está de volta aos holofotes com um trabalho que fala sobre o amor: “First They Killed My Father”, um filme que ela dirigiu para a Netflix (lançado no dia 15 de Setembro), é baseado nas memórias de sua amiga Loung Ung ao sobreviver o genocídio praticado pelo Khmer Vermelho no Camboja, país onde nasceu o filho mais velho de Jolie, Maddox. Sua família também está pronta para embarcar em novas aventuras. De acordo com Jolie: “Nós precisamos sair e passar bons momentos juntos”.

Como você descreveria este último ano?
Eu tenho tido meus altos e baixos. Mas eu acho que eu sou um pouquinho forte.

Quando você se sente pra baixo, triste ou com raiva, o que motiva você a conseguir passar por esses momentos?
Nós tivemos nossos momentos difíceis, mas como mãe, você tem a principal responsabilidade de cuidar dos filhos. Eles estão passando por seus anos de formação e todo o resto passa a ficar em segundo plano.

“First They Killed My Father” é uma história sobre sobrevivência e esperança. O que este filme significa para você?
Ele fala sobre resiliência e sobre o espírito humano. Muito do filme é sobre o Camboja e sobre o país em si, o que é extraordinário. Este país mudou minha vida e esta é uma forma de eu dizer obrigada. Eu não tenho a intenção de fazer com que este país olhe para trás e se lembre dos horrores pelos quais passou. Eu queria que Maddox visse o quão extraordinário seu país, na verdade, é.

Sua primeira visita ao Camboja foi em 2000, quando você estava gravando “Lara Croft: Tomb Raider”. Você se apaixonou pelo país imediatamente?
“Lara Croft: Tomb Raider” foi o primeiro filme rodado lá depois da guerra. Na época eu pensei: ‘Irei ver um país fechado, sensível e com pessoas, possivelmente, irritadas porque passaram por muitas coisas’. No entanto, o que eu vi lá mudou minha perspectiva sobre o mundo. Os cambojanos não são ingênuos com relação a dor, ao sofrimento e a escuridão, mas eles são exemplos de pessoas que desejam seguir em frente, encontrar paz, luz e vida. Vida para as próximas gerações.

Você adotou Maddox no Camboja no ano de 2002. Você ficou surpresa quando ele encorajou você a transformar as lembranças de Loung Ung em um filme?
Maddox conhece a si mesmo muito bem e quando ele disse que estava pronto, eu sabia que ela tinha certeza do que estava falando. Ele vive indo e voltando do Camboja, mas para fazer o filme, teríamos que ficar no país durante quatro meses; lendo, ouvindo, aprendendo e absorvendo todas as coisas relacionadas com a cultura do país, incluindo as partes muito, mas muito sombrias. Ele começou a ver documentários e nos ajudou com o roteiro. Ele é muito competente e sempre me surpreende. Ele está fazendo aulas de aviação e outro dia, o pessoal me ligou dizendo: ‘Mad já está conseguindo voar sozinho’. Eu quase derrubei o telefone! Ele está fazendo aula de francês e russo e muitas línguas diferentes. Eu já ouvi ele conversar fluentemente em francês e me disseram que ele já atingiu certo nível nas aulas de alemão, mas eu não tenho muita ideia porque ele não faz essas coisas na minha frente. Ele também é bastante forte.

Como foi ser a chefe dele nos sets?
Na verdade, nós tivemos uma relação de trabalho muito boa. Nós queríamos que este filme fosse feito a partir do ponto de vista de uma criança, então eu conversei com ele a respeito do que ele entendia e do que as crianças entendiam. Pax também trabalhou no filme [como fotógrafo]. Mesmo com o pé machucado, ele esteve trabalhando nos sets com sua câmera e suas muletas. Eles realmente trabalharam muito bem!

Você tem feito trabalho humanitário no Camboja durante esses 14 anos. Quais são seus objetivos?
Nós temos uma Fundação lá com o nome do Maddox que opera em uma das áreas mais afetadas pela guerra. Nós ajudamos a comunidade local a proteger o ambiente contra a caça furtiva, a exploração de madeira ilegal e contra o desmatamento. Nós financiamos escolas locais, clínicas de saúde e organizamos programas educativos e de capacitação de mulheres.

Houve uma alegria coletiva quando você anunciou que irá fazer “Malévola 2”. Você vai usar os próximos dois anos para voltar a atuar?
Tudo está girando em torno das crianças. Eu estou há mais de um ano sem trabalhar porque eles precisam de mim em casa. Tudo esteve parado. Eu não tenho certeza absoluta de quando eles estarão prontos para que eu possa voltar. Eles gostam da ideia de eu fazer “Malévola” novamente e, provavelmente, isso irá acontecer no começo do ano que vem, mas eu realmente tenho sentado para conversar com eles porque tudo os afeta. Cada localidade, cada tipo de projeto… Eu vou ter que me ajustar para o quanto eles puderem lidar. Mas eu acho que eles estão ansiosos para sairmos para o mundo novamente e nos aventurar. Se eles quiserem novas aventuras, acho que teremos que sair e passar bons momentos juntos. Todos nós ficamos trancados e passamos por muitas coisas, então eu acho que isso seria algo bom para todos nós.

Sua mãe, Marcheline, faleceu 10 anos atrás. Como você sente a presença (ou falta) dela atualmente?
É muito, muito difícil tentar entender por quê ela não está aqui, mas eu tento ser parecida com ela, o máximo possível. Eu tento imaginar o que ela faria e me ajusto, me espelho nela. Ela amava ser mãe. Ela foi avó por alguns anos e ela estava muito feliz. Ela teria ficado loucamente feliz por não ter de fazer nada além de colecionar coisas. Ela costumava usar o fogão como estante de livros – o que mostra onde eu adquiri minhas habilidades culinárias. Ela também tinha caixas cheias de pacotinhos com presentes para o Dia dos Namorados e para a Páscoa. Quando eu dou presentes, eu sou muito boa em embrulhar coisas. Esta era minha mãe.

Existe alguma coisa que você faz que seus filhos não acham legal?
Nossa, muitas coisas. Você não tem ideia. Nós temos umas coisas em casa, como aquelas barras de subir, essas coisas de fazer Parkour, e uma escada que eu acabei de construir. Eu sou a única da casa que não consegue fazer essas coisas. Faz quase oito anos que eu fiz meu ultimo filme de ação, então meus filhos, realmente, não conhecem esse meu lado. Eles pediram para que eu considerasse fazer um desses filmes e eles me ofereceram ajuda para treinar. Knox, outro dia, me disse: “Mãe, eu posso treinar você. Eu posso ajudar você a correr, a fazer flexões”. Isso quase já vale a pena ao fazer um filme de ação – só para que meus filhos possam treinar a mamãe!

Você disse que está melhorando suas habilidades na cozinha. Qual é sua especialidade?
Eu acho que ainda não tenho uma especialidade. Eu estou aprendendo o básico ainda, algo como “Certo, então você cozinha isso? O que é branquear por escaldamento? Por que isso é melhor?” Eu, realmente, estou tentando não queimar as coisas porque eu sou muito impaciente. Eu faço as coisas e quero sair da cozinha. Eu tenho que levar comigo aqueles temporizadores porque eu não consigo ficar quieta esperando.

Você passou por duas batalhas com relação à sua saúde, incluindo uma dupla mastectomia e a remoção dos ovários para se proteger do câncer. Além disso, você revelou recentemente que teve paralisia facial de Bell. Sua saúde tem estado boa?
Até agora sim. Não tenho nada no momento.

Do que mais você se orgulha?
Eu tenho muito orgulho dos meus filhos. Eles são indivíduos muito distintos, únicos e com opiniões fortes. São pessoas empáticas e ainda assim, são crianças brincalhonas. Eles realmente são meus melhores amigos e eu aprendo muito com eles todos os dias. Quando você é mãe, você começa a pensar que eles estão te ultrapassando. Eu ainda não fui ultrapassada, mas estou enfrentando isso lentamente. Você começa a ver que eles são melhores que você ao fazer as coisas, que a mente deles vai muito além da sua. Se eu não tivesse feito nada na vida além de ser a mãe deles, eu já estaria feliz.

Maddox conta como foi trabalhar com a mãe!

Nos sets de “First They Killed My Father”, Maddox organizou as reuniões, ajudou a preparar as cenas e ajudou a revisar os diários. “Eu, basicamente, tentei ajudar em tudo o que podia”, contou ele à People. O jovem adolescente contou ainda que ama o Camboja mais pelas pessoas. “Eles são tranquilos e relaxados, mas quando querem fazer algo mais louco, eles vão lá e fazem – são muito parecidos comigo. Eu tenho orgulho de ser cambojano”. Sua famosa mamãe também foi “divertida, engraçada e fácil de trabalhar”, disse ele. “Ela é maravilhosa!”

A autora do livro que inspirou o filme e ativista dos direitos humanos, Loung Ung, virou amiga próxima de Jolie em 2001, e ela teve uma participação importante na hora de Jolie decidir adotar Maddox, quando ele tinha penas 7 meses de idade.

“Eu perguntei como ela se sentia sobre eu adotar um órfão cambojano e ela me deu muito apoio. Ela tem estado na vida de Maddox desde quando ele era apenas um bebê,” conta Jolie. E Ung acrescenta: “Tudo o que eu vi foi o quão grande era o coração, a generosidade e bondade dela”.

Scans:

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15.set
Jolie é entrevistada pelo Good Morning America

Na manhã desta sexta-feira, dia 15 de Setembro, foi ao ar uma entrevista concedida pela cineasta norte americana, Angelina Jolie, ao programa Good Morning America. Nele, Jolie falou sobre seu novo filme, “Firs They Killed My Father”, ao lado de sua amiga e escritora, Loung Ung, e do produtor cambojano, Rithy Panh.

“Com relação a qualquer país, o importante é entender… seu passado. O Camboja tem um passado lindo, antigo, de milhares de anos. Um passado glorioso, mas também um passado com guerra e genocídio. Isso é algo que não é falado”.

Jolie disse que achou “realmente importante” começar uma discussão a respeito dos aspectos mais sombrios da história do país. “First They Killed My Father” é um relato implacável sobre o genocídio cambojano, contado a partir dos olhos de uma criança.

“Às vezes, eu penso nas pessoas quando falam sobre genocídio, crimes contra a humanidade e guerra. As pessoas esquecem que as vítimas mais vulneráveis disso tudo, são as crianças”, disse Ung.

Jolie, que anteriormente dirigiu o filme “Na Terra de Amor e Ódio”, que se passa durante a Guerra da Bósnia, disse que gosta de fazer filmes sobre guerras com a finalidade de educar as pessoas, para que a história não acabe se repetindo.

Vídeo:

“Eu quero descobrir como as pessoas chegam ao ponto de causar tanta dor umas as outras. Isso não aconteceu 40 anos atrás. Isso acontece hoje. Temos 45 milhões de pessoas deslocadas atualmente. Nós temos muitas guerras em curso. Estamos testemunhando limpezas etnicas. Estamos testemunhando homicidios, mortes e fome. O pior de tudo é quando falamos algo como ‘se nós soubessemos, se nós soubessmos teríamos feito diferente’. Nós sabemos muito no atual momento. Esta é uma coisa a respeito da qual devemos ser muito conscientes”, diz ela.

O Camboja também é um país que está em seu coração. Jolie é cidadã do país e seu filho mais velho, Maddox Jolie-Pitt, foi adotado lá. Maddox, hoje com 16 anos de idade, trabalhou como produtor executivo do novo filme.

“A intenção não era que ele se tornasse cineasta mas sim, que ele trabalhasse com seus compatriotas. Quando eu o vi trabalhando nos sets ao lado das pessoas e quando ele fala pra mim ‘bom, mãe, isso é porque eu sou cambojano’ ou quando ele fala ‘minha casa’… eu pergunto a ele ‘você está orgulhoso?’ E ele responde ‘Sim, eu tenho muito orgulho de ser cambojano’. Isso mostra que ele está entendendo que ele é, e esta é a coisa mais importante de todas… que surgiu a partir desta experiência”.

“First They Killed My Father” foi lançado hoje e já se encontra disponível na Netflix.

Obs: Pessoal, sabemos que vocês gostam de vídeos legendados, mas como já falamos centenas de vezes antes, nós raramente legendamos vídeos. Infelizmente, não temos condições ou tempo para legendar vídeos. Se vocês quiserem colaborar conosco – ao invés de apenas cobrar – na hora de transcrever, sincronizar e embutir legendas, ficaremos imensamente agradecidos. É só entrar em contato através do nosso e-mail. Obrigada pela compreensão.

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13.set
Angelina Jolie está na capa da revista People

Muita coisa mudou neste último ano na vida de Angelina Jolie, mas uma coisa permanece intacta – sua dedicação aos filhos.

Depois de ingressar com o pedido de divórcio do ator Brad Pitt no dia 19 de Setembro do ano passado, Jolie se retirou dos holofotes para se concentrar em sua família, que trabalhava na recuperação desta traumática separação.

“Eu tenho tido meus altos e baixos. Mas eu acho que eu sou um pouquinho forte,” contou a atriz, diretora e filantropa exclusivamente à PEOPLE, para a entrevista de capa da nova edição da revista.

“Nós tivemos nossos momentos difíceis, mas como mãe, você tem a principal responsabilidade de cuidar dos filhos. Eles estão passando por seus anos de formação e todo o resto passa a ficar em segundo plano, com relação a isso”.

Com seus filhos – Maddox (16), Pax (13), Zahara (12), Shiloh (11), Vivienne (9) e Knox (9) – ao seu lado, a super estrela de 42 anos está de volta ao trabalho enquanto divulga “First They Killed My Father”, o novo filme que ela dirige para a Netflix (que será lançado no dia 15 de Setembro) e que é baseado nas memórias de sua amiga, Loung Ung, sobrevivente do genocídio praticado pelo regime do Khmer Vermelho no Camboja.

“Tudo está girando em torno das crianças,” diz ela. “Eu estou sem trabalhar há mais de um ano porque eles precisam de mim em casa. Tudo esteve parado. Eu realmente tenho sentado para conversar com eles porque tudo os afeta. Cada localidade, cada tipo de projeto… Eu vou ter que me ajustar para o quanto eles puderam lidar”.

Na entrevista, uma emotiva Jolie também falou sobre como, mais do que nunca, sente falta da sua mãe, Marcheline Bertrand, que faleceu de câncer dez anos atrás. Ela conta também que sua própria saúde está boa “até o momento” depois de se submeter a duas cirurgias preventivas para diminuir o risco de desenvolver câncer de mama e de ovário.

Jolie está muito orgulhosa com o fato de Maddox e Pax terem se envolvido na produção de “First They Killed My Father”. O filme foi feito a partir do seu amor de longa data pelo Camboja, onde ela adotou Maddox em 2002 e onde ela realiza trabalho humanitário há 14 anos, estabelecendo uma Fundação que recebeu o nome de Maddox, que ajuda as comunidades locais na área da educação, saúde e muito mais. “Eu queria que Maddox visse o quão extraordinário o seu país é,” disse ela sobre o filme.

Embora a família ainda esteja se curando pelo acontecimento do ano passado, a estrela diz que sua família está fora da “zona de bloqueio” e está pronta para novas aventuras.

“Eu acho que eles estão ansiosos para sairmos para o mundo novamente,” diz Jolie. “Todos nós ficamos trancados e passamos por muitas coisas. Eu acho que seria bom sairmos e ficarmos juntos”.

Fonte: People

A revista também compartilhou uma entrevista, na qual Angelina, Loung Ung e o produtor Rithy Panh responderam perguntas feitas por algumas crianças. O vídeo é muito longo e, infelizmente, não temos como legendar. No entanto, você pode assisti-lo através do nosso canal no YouTube.

Vídeos:

Na Galeria, foram adicionadas fotos dos novos ensaios fotográficos (Photoshoots) feitos de Angelina durante a divulgação do novo filme.

Fotos:

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08.set
Jolie: “Meus filhos querem que eu faça filmes de ação”

Durante o Festival de Cinema de Telluride, que aconteceu no final de semana passado, a cineasta norte americana, Angelina Jolie, contou ao colunista do site “Daily Mail” que vai voltar a fazer filmes de ação. Confira a materia completa, traduzida pelo Angelina Jolie Brasil:

Por Baz Bamigboye

Angelina Jolie disse que seus seis filhos estiveram “completamente envolvidos, emocionalmente” durante a produção de seu mais novo filme que conta a história dos horrores sofridos por uma menina durante o genocídio no Camboja.

A premiada atriz contou que seus filhos tinham aulas em uma tenda localizada perto dos sets de gravações do longa que ela afirmou ser o “mais pessoal” até agora, “First They Killed My Father: A Daughter Of Cambodia Remembers”. O filme, que ela fez em parceria com a Netflix, é baseado nas memórias que Loung Ung tem da sua família sendo destruída pelo Khmer Vermelho.

Loung tinha apenas seis anos quando seus pais e irmãos foram forçados a fugir de casa depois que os soldados do regime começaram a tomar medidas brutais contra a população do país, o que resultou na morte de mais de um milhão de cambojanos.

É difícil de assistir e Jolie admite que seus filhos foram afetados pelo filme porque eles cresceram conhecendo Ung, amiga próxima de Jolie.

“Eles a conhecem e eles conhecem sua história. Dois dos meus seis filhos trabalharam na produção do filme. Loung é como uma tia para eles”, disse Jolie enquanto conversávamos a respeito do longa durante o Festival de Cinema de Telluride, no Colorado, onde “First They Killed My Father” estava sendo previamente exibido, antes de ser transmitido pela Netflix na próxima semana [dia 15 de Setembro].

Sua ninhada – Maddox, Pax, Zahara, Shiloh, Knox e Vivienne – que carrega o sobrenome “Jolie-Pitt”, também tem algo a dizer a respeito do que a famosa mamãe deve fazer em seguida.

“Eu quero que eles tenham voz – e eles querem ter voz,” diz ela com uma risada. “Eles gostam da ideia de morar em Londres, então estamos vendo a possibilidade de talvez fazer ‘Malévola 2’ lá, em Janeiro do ano que vem”.

“Eles gostam da ideia da mamãe fazendo filmes de ação. Eles querem que mamãe fique bem e dê alguns chutes [do some kick-ass]. Já faz um bom tempo. Meu último filme de ação foi quase há oito anos”, acrescenta ela referindo-se ao longa de espionagem “Salt”, lançado em 2010.

“Dependerá deles, porque todos nós teremos que viajar juntos. Eu acho que eles estão inclinados a escolher Londres, mas nós teremos que ver”.

Fonte: Daily Mail



05.set
Jolie retorna ao trabalho após dedicar um ano à família

Recentemente Angelina Jolie concedeu uma entrevista ao renomado site The Hollywood Reporter. A matéria foi escrita por Stephen Gallowaye e publicada neste domingo, dia 03 de Setembro. Já a tradução foi feita exclusivamente para o Angelina Jolie Brasil pelo nosso colaborador, Guilherme L.

Por Stephen Galloway

A atriz e diretora de “First They Killed My Father” espera estar diante das câmeras nos próximos meses. Angelina Jolie diz que planeja retornar ao trabalho após “tirar um ano” para lidar com uma complicada “situação familiar” depois de seu divórcio com Brad Pitt.

Falando no Festival de Cinema de Telluride – onde seu novo filme sobre o Camboja, “First They Killed My Father”, teve uma boa e memorável estreia (o longa tem previsão de ser lançado em cinemas selecionados e na Netflix a partir do dia 15 de Setembro) – ela disse que um dia gostaria de desistir da atuação para apenas dirigir, se isso for possível.

Jolie disse também que não se comprometeu completamente com seus próximos projetos, embora uma sequência de “Malévola” deva acontecer ainda este ano.

A cineasta sentou-se, no dia 3 de Setembro, ao lado de Loung Ung, uma refugiada cambojana que vive na América desde 1980, cujo livro serviu de base para o novo filme de Jolie. “First They Killed My Father” conta a história de Ung em sua trajetória através dos horrores praticados pelo Khmer Vermelho no fim dos anos 70. Confira abaixo uma transcrição editada da conversa de ambas com o “The Hollywood Reporter”.

Loung, de onde você é no Camboja?

UNG: Phnom Penh. Eu imigrei em 1980 para Burlington, em Vermont, e me mudei mais algumas vezes, acabando em Cleveland. Em 1980 eu tinha 10 anos. Meu irmão mais velho, sua esposa e eu deixamos o Camboja e acabamos chegando em um campo de refugiados na Tailândia, onde nós ficamos por seis meses. Lá, nós recebemos ajuda da “Holy Family Church” para virmos para a América, sem nenhuma ideia onde iríamos chegar e ficamos um pouco surpresos quando fomos parar em Vermont. Nós não sabíamos o que era tudo aquilo, porque quando você está num campo de refugiados, eles mostram a América pra você através de filmes e nenhum dos filmes se passava em Vermont – talvez em Los Angeles, Nova York ou Chicago; eu estava esperando grandes prédios e uma diversidade de pessoas.

Quando foi que você voltou para o Camboja pela primeira vez?

UNG: Em 1995, os Estados Unidos e o Camboja não tinham uma relação diplomática até 1993. Eu fiz 35 viagens até agora.

JOLIE: Você tem uma casa lá.

UNG: Eu tenho uma irmã que mora em um vilarejo. Então eu comprei uma terrinha pra mim. Esta minha irmã e um outro irmão ainda moram no Camboja.

Angelina, o que na história de Loung, você não conseguiu colocar no filme?

JOLIE: Tinha uma cena que tentavam levar uma mulher e tentavam transformá-la na esposa de alguém; isso aconteceu quando Ung presenciou um casamento forçado.

Isso acontecia muito?

UNG: Aconteceu quando eu estava lá. Aconteceu muito em diversos lugares do país, casamentos forçados de uma menina jovem com um soldado, sim, durante a guerra.

Quando você compreendeu em sua totalidade o que tinha acontecido lá, além das suas próprias experiências?

UNG: Provavelmente não até eu entrar no colegial. Eu fiz o sistema escolar americano e estudei História Inglesa, Russa, Chinesa e Americana, mas não havia espaço para o Camboja em nenhum lugar e não havia nenhum professor que pudesse sugerir algo e recomendar livros e vídeos. Mais ou menos em 1985, o National Geographic lançou uma edição cambojana que meu irmão tem até hoje; e eu me lembro que eu fiquei muito emocionada, mas não queria realmente lidar com isso; eu queria assimilar e ser como todo mundo. Mas eu comecei a ler quando os filmes de guerra foram lançados – “Platoon”, “Nascido para Matar” – e então os meninos começaram a fazer comentários horríveis sobre mim. Havia uma fala [em um dos filmes] em que as garotas vietnamitas diziam, “Cinco dólares por um momento de prazer”, e os meninos achavam que era engraçado dizer isso para mim. Então eu comecei a ler para me educar, porque a melhor forma de combater qualquer bullying é se educar e ter conhecimento, e eu estava pronta para usar isso contra eles e educá-los. Mas até a faculdade eu não pude realmente pegar livros e procurar por amigos que pudessem lê-los comigo. Faz muito tempo.

Você fez algum tipo de terapia?

UNG: Eu fiz muita terapia. É absurdo. Tem sido uma longa jornada. Há vários tipos diferentes de terapia. No Ocidente, nós queremos encerrar as coisas e eu aprendi, através de muitas formas de terapia, que não existe esse fim, é apenas uma jornada para se tornar mais forte, para se tornar mais saudável, mais equilibrado. Eu faço terapia com amigos, com a Angie. Nós conversamos muito.

Onde você está morando agora?

UNG: Cleveland.

[Para Jolie]: E você está em Los Angeles?

JOLIE: Sim, mas nós nos conhecemos há 16 anos. Ela vem para cá e nós passamos momentos juntas.

UNG: Escrever é terapêutico. Para mim, escrever e ter meus amigos é uma terapia de jornada interna na qual você caminha profundamente, você reflete, tenta curar a sua criança interior. Mas como uma ativista, há a terapia externa, em grande escala, onde você consegue perceber, em um certo ponto, que falar sobre você mesma fica chato. E também é insalubre ser tão focada só em você mesma. Em um certo momento, você tem que conseguir olhar para o problema e dizer, “Não é só com você. É a cultura, as pessoas, a nação, a família.” É por isso que eu amei trabalhar com a Angelina neste filme; é essa filosofia praticada, sendo sobre todos nós.

Angelina, agora você é uma cidadã cambojana e tem cidadania americana-cambojana. Quando isso aconteceu? Por que?

JOLIE: Foi mais de 10 anos atrás – eu venho trabalhando no país há mais ou menos 14 anos. Eu fui até lá para gravar “Lara Croft: Tomb Raider” e voltei logo depois com as Nações Unidas, fazendo algumas desminagens, aprendendo sobre repatriados. Eu conheci Loung, através da UNHCR, a agência de refugiados em que trabalho. Então, eu tenho trabalhado lá por mais de 14 anos e nós temos essa fundação na qual tomamos conta de 60.000 hectares e várias escolas – a Maddox Jolie-Pitt Foundation; são escolas, cuidados maternais, clínicas, muitas, muitas coisas. Então, depois de anos fazendo isso, eu recebi minha cidadania como uma humanitária.

Por que você quis isso?

JOLIE: Me ofereceram.

Tenho certeza que muitos países felizmente ofereceriam isso para você.

JOLIE: [Risadas] O Camboja me fez mãe. Maddox – foi o começo da nossa família: Mad e eu ficando juntos foi o começo de muitas coisas. Então eu sinto que eu estou conectada com esse país. Eu fiquei muito honrada e quis fazer coisas pelo país, a trabalhar em um nível mais profundo ainda.

Quantos anos Maddox tinha quando você o adotou?

JOLIE: Ele tinha 3 meses quando eu o conheci e agora ele tem 16 anos.

Ele fala Khmer [língua local]? Você fala?

JOLIE: Eu falo muito pouco. Mas o mais engraçado é que Shiloh é quem mais fala, a minha menina do meio, nascida na Namíbia. Meus filhos são de diferentes países, mas há um entendimento de que, você não tem que gostar de um país só porque nasceu nele. Você tem que respeitar todos os países. E ser muito aberta para todos os outros, claro. Mad tem muito orgulho de ser cambojano, ele ama o idioma. Ele, na verdade, está mais focado em aprender alemão, russo, coreano e francês – ele é um linguista. Ele fala um pouco de Khmer, mas eu não estou forçando-o a aprender. É muito importante que ele faça o quanto quer e que ame isso naturalmente. Foi ele quem disse que queria que nós fizéssemos o filme. Nós tínhamos o script havia alguns anos. Nós dissemos, “Quando você estiver pronto – porque você vai ter que trabalhar conosco – ir a fundo, pesquisar, estar lá”.

Ele é produtor no filme, certo?

JOLIE: Sim. Então eu disse: “Eu estarei pronta para fazer isso quando você estiver. Nós vamos mergulhar fundo na história do seu país. Nós vamos trabalhar com outras pessoas do seu país, aprender e amar. Isso vai ser muito imersivo e eu preciso que você entenda o que tudo isso significa.” Um dia ele me disse que estava pronto, então eu chamei Loung. Meu outro filho é vietnamita, Pax. Muito diferente. Uma história muito complexa, de ambos países. Há uma cena no filme em que um lado do rio é o Camboja e do outro é Vietnã, e eles estão atirando entre eles. Com meus dois meninos no set! Foi impactante para nós.

Você falou de Loung ontem no painel em que você defendeu o valor dos imigrantes. O que você acha da administração do Trump de restringir isso?

JOLIE: É muito importante que as pessoas possam entender que para os refugiados virem para esse país é algo muito difícil, demora muito tempo. É menos do que 1% [de requerentes que entram]; então para serem aprovados, para chegarem perto, é algo muito mais complexo do que muitas vezes os políticos gostam de fazer parecer. E pessoas que são refugiadas estão fugindo da guerra e da perseguição; eles não estão vindo porque querem estar em outro país; eles querem ficar em suas casas, na verdade, eles não querem ter que sair de suas casas. O que mais me chateia é que toda essa situação é sobre pessoas que não sabem a diferença entre um migrante e um refugiado; eles não tem respeito pelo motivo desses [refugiados] estarem vindo – as pessoas que são contra – e se esqueceram completamente de que foi isso que construiu o país, a diversidade. Quando afirma-se que massas de pessoas são perigosas, os números reais e a situação comprovam-se ser completamente diferentes do que foi publicamente apresentado, é horrível. Eu conheço essas pessoas. Eu conheci famílias se encaminhando para cá; eu conheci refugiados nos campos que estão aguardando – a permanência média em um campo de refugiados é de 16 anos. Nós temos 65 milhões de pessoas deslocadas – e eu não sou alguém que acredita que a solução é apenas atravessar uma fronteira. Nós precisamos nos unir, trabalhar internacionalmente para acabar com o conflito, e usarmos a diplomacia para mudar o mundo em que estamos – e o clima agora está afetando isso; a realidade das pessoas precisando de segurança em outros países é algo que precisamos entender. Este é o mundo em que vivemos.

Você vai se tornar mais ativa com relação ao que Trump quer fazer?

JOLIE: Eu não vou dizer como, especificamente, mas eu vou continuar a falar sobre os direitos humanos e as liberdades. Com certeza. Nós podemos falar sobre aquilo que nos irrita, mas o mais importante é tentar ajudar as pessoas a entenderem a realidade e não serem cegas por algo que não é a verdade. Então eu quero que as pessoas conheçam Loung. Ela é como uma garota síria que está tentando conseguir apoio neste exato momento. Ela contribuiu muito para a América e essa narrativa precisa mudar. Então eu vou continuar a tentar e mudar essa narrativa.

Loung, qual sua perspectiva para isso?

UNG: Eu sou muito grata por ser ter sido auxiliada pela população americana que é generosa, gentil e compassiva. Há muitos americanos que tem isso. Quando minha família chegou na América, os americanos ensinaram a nós como pegar um ônibus e onde comprar arroz – era difícil achar arroz!

JOLIE: Conte sobre 4 de Julho.

UNG: Nós chegamos na América em Junho de 1980. O grupo da igreja que nos amparou queria que nós vivenciássemos a próxima comemoração americana. Eles nos levaram para ver os fogos de 4 de Julho. A única coisa que era comparável a isso, para mim, era a guerra e as minas terrestres e as pessoas mortas, e na primeira explosão, eu fiquei aterrorizada, tentando correr e me esconder embaixo de um banco. Eu tinha total crença de que a guerra havia chegado à América e que soldados entrariam, e eu não conseguia compreender porquê as pessoas estavam paradas, assistindo e aplaudindo.

JOLIE: Pense para quantas pessoas deve acontecer isso. Para nós, é normal.

Foi um filme difícil de sair do papel. Ele foi caro também?

JOLIE: 20 milhões inicialmente. Nós conseguimos uma parceria incrível com Ted Sarandos e a Netflix. E eu tinha como bancar. Eu não recebi nada e quando recebi, coloquei no filme.

Você não ganhou nenhum dinheiro com isso, basicamente?

JOLIE: [Risadas] Não, mas na verdade o mais difícil foi pensar como faríamos o filme no país em que ela recebeu ameaças de morte quando escreveu o livro. Como levar isso para um país que não fala sobre o assunto, onde muitas pessoas dizem que nada aconteceu? É um país muito, muito complexo que ainda está lutando por suas vozes, seus direitos humanos. Ir até lá e recriar, no solo onde aconteceu tudo, esses horrores, e esclarecer essa guerra em cada sentido, será que o país aceitaria isso? Eles estão prontos para contar isso? O governo nos daria permissões?

Eles deram?

JOLIE: Sim.

O que você acha do primeiro ministro e o governo atual?

JOLIE: [Longa pausa] Eu sou alguém que trabalha no Camboja, com cambojanos. Eu trabalho ao lado de artistas e da sociedade, visando trabalhar dentro dela; então esse é o foco e eu espero que todos passem a acreditar na democracia, em certas liberdades, para que isso fique mais alto, para que suas vozes cresçam.

É algo que eles podem acreditar?

JOLIE: É difícil. É por isso que nós achávamos que não conseguiríamos fazer esse filme.

Você conheceu o primeiro ministro, Hun Sen?

JOLIE: Eu vivi lá e trabalhei lá. Fiquei cerca de quatro meses lá enquanto fazia o filme. Eu tenho um projeto com cerca de 100 pessoas com quem trabalhamos.

Seu plano agora é desistir da atuação e só dirigir?

JOLIE: Agora eu não tenho nada para dirigir e eu me sinto bem com isso, então vou atuar um pouco. Eu tirei um ano de folga, devido à minha situação familiar, para cuidar das minhas crianças.

Está tudo resolvido?

JOLIE: Quando eles puderem – quando eu sentir que é hora de eu voltar ao trabalho, esta será a hora de voltar a trabalhar. Eu tenho sido necessária em casa. Eu espero [trabalhar novamente] nos próximos meses que estão por vir.

O que você vai fazer em seguida?

JOLIE: Malévola, estamos trabalhando nisso, na verdade. E eu quero poder ter um pouco de diversão. Também tem Cleópatra, e há um script. Há muitas coisas rondando, mas ainda não me comprometi com nada.

Mas você planeja atuar e não apenas dirigir?

JOLIE: Eu adoraria fazer isso em certo momento. Em algum momento, provavelmente, só irei dirigir. Se eu puder. Mas eu não sei se vou poder ter uma carreira como diretora. Eu não sei como as coisas vão ser recebidas.

Seu filme está qualificado para concorrer com os filmes estrangeiros no Oscar?

JOLIE: Eu acredito que sim. É algo como, será que eles vão nos escolher? Nós vamos ser a escolha do país? Nós não sabemos.

Fonte: The Hollywood Reporter



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