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05.nov
The Contenders: Jolie e Ung honram história cambojana

Na noite deste sábado, dia 04 de Novembro de 2017, Angelina Jolie e Loung Ung participaram de um evento chamado “The Contenders”, que foi organizado pelo famoso site de entretenimento “Deadline Hollywood”. Abaixo, confira o artigo publicado pelo próprio site descrevendo a presença da cineasta durante o evento.

Por Dino-Ray Ramos

O filme “First They Killed My Father”, dirigido por Angelina, é um longa que está se destacando. O catalisador do filme pode ser rastreado para quando Jolie se encontrava no Camboja, em seus 20 anos. Ela comprou o livro de Loung Ung em uma loja de esquina e ele acabou se tornando uma experiência de aprendizagem de humildade para a atriz vencedora do Oscar.

“Eu não tinha noção do tanto que faltava na minha educação e de quanto eu precisava aprender. Este livro foi uma educação para mim – sobre os refugiados e sobre o que as crianças enfrentam nas guerras. Eu quis conhecer Loung”, disse Jolie.

O filme, lançado pela Netflix, mostra a história de vida da escritora e ativista cambojana, Loung Ung, sob o governo mortal do regime do Khmer Vermelho, nome dado pelos seguidores do partido comunista de Kampuchea, no Camboja. O filme é uma adaptação das lembranças de Ung a respeito de sua sobrevivência durante os anos de 1975 a 1978. A história é contada através dos olhos dela, quando se encontrava com apenas 5 anos de idade, até quando o Khmer Vermelho tomou o poder, quando já se encontrava com 9.

Ung foi questionada pelo apresentador, Pete Hammond, sobre como ela se sentiu quando Jolie entrou em contato com ela pela primeira vez. Ela respondeu rindo: “descrédita”.

“Nós ficamos amigas imediatamente – ela é realmente, realmente, muito autêntica. Ela realmente odeia quando eu a elogio em público, mas ela é uma pessoa muito legal!” contou Ung. Desde então, as duas desenvolveram uma amizade que dura mais de 16 anos. Como resultado, Jolie levou a história de Ung para as telonas – e ela quis transformá-la na forma mais autêntica possível.

“Nós estávamos determinadas a filmar no Camboja e queríamos que o filme fosse em Khmer e não em inglês. Nós queríamos fazer do jeito certo”, disse Jolie.

Jolie ficou animada por terem escolhido a pequena atriz Sareum Srey Moch para interpretar a versão jovem de Ung, no sentido de aproveitar o talento artístico nunca antes visto e esquecido do Camboja.

“Durante a guerra, os artistas foram mortos por conta de suas influências. Fazer com que os artistas voltassem para os sets e atuassem nas cenas foi algo muito inspirador. Você não fica triste com a história, mas sim orgulhoso pelas coisas que este país pode fazer de forma tão criativa”.

Escrito por Jolie e Ung, “First They Killed My Father” foi o filme oficialmente escolhido pelo Camboja para concorrer ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira deste ano. Jolie, que tem cidadania americana e cambojana, foi escolhida pelo governo para representar o país do sudeste asiático – algo que é realmente notável, considerando o fato de que ela é uma mulher ocidental.

Jolie ainda contou que decidiu levar está história para as telonas por muitas razões, mas também porque queria que seu filho, que é cambojano, pudesse entender o que seus pais biológicos passaram. Para um país que não fala sobre sua história, Jolie disse que “queria que o país tivesse uma espécie de fechamento no sentido de poder dizer ‘foi assim que aconteceu’. Foi incrível eles terem me deixado participar, mas o mais incrível foi eles permitirem que a história fosse recriada nas ruas. Todas as pessoas cambojanas que participaram deste filme conheciam alguém que foi afetado pela guerra, e eles decidiram fazer o filme por aqueles que amam”.

Ung insinuou: “Se me permitem, nós cambojanos não vemos a Angie como uma mulher ocidental. Ela é nossa, e ela é cidadã do Camboja desde 2005 – e antes disso, ela já era cambojana em seu espírito”.

Jolie produziu “First They Killed My Father” ao lado do diretor e produtor cambojano, Rithy Panh, diretor do filme “A Imagem que Falta”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Fonte: Deadline



06.mar
Jolie espera que os cambojanos sintam orgulho, não raiva

Com o lançamento do filme “First They Killed My Father” se aproximando, Angelina Jolie disse esperar que, ao abordar o genocídio praticado no Camboja pelo partido comunista Khmer Vermelho, o povo cambojano sinta orgulho por ter sobrevivido em vez de sentir ódio ou ressentimento por tudo aquilo que o país passou no final dos anos 70.

“Eu espero que o filme não desperte ódio. Espero que também não gere culpa,” disse Jolie à BBC em um programa especial produzido pela rede de televisão britânica sobre o genocídio e sobre o filme. O especial foi exibido no programa “Our World” e foi ao ar neste final de semana.

Em fevereiro, Jolie fez sua primeira aparição pública oficial desde a separação de Brad Pitt, ao participar da Premiere de “First They Killed My Father” no Camboja. Durante o evento, ela esteve na companhia dos seus seis filhos e também foi entrevistada pela BBC.

O filme dirigido por Jolie baseia-se na autobiografia da ativista cambojana, Loung Ung – que também é amiga pessoal de Jolie – e mostra a devastação infligida na região sudeste da Ásia, pelo Khmer Vermelho. Mais de 2 milhões de pessoas, de uma população total de 7 milhões, foram mortas durante o genocídio, incluindo o pai, a mãe e as duas irmãs de Ung.

O especial da BBC abrange o acontecimento, que foi uma tragédia para os direitos humanos, e também destaca o efeito duradouro que o genocídio causou nos cambojanos – muitos dos quais ainda sofrem com culpa de sobrevivente.

Além da entrevista com Jolie, a BBC também entrevistou sobreviventes, incluindo um homem que foi diariamente espancado, mas que foi mantido vivo porque era mecânico. A BBC o acompanhou até a cela onde era mantido, enquanto ele contava que comia baratas e lagartos escondido para não morrer de fome.

A emissora também entrevistou um dos guardas que trabalhou para o Khmer Vermelho, e chamou atenção para o fato de que apenas quatro pessoas foram processadas pelo genocídio – pessoas que trabalharam para o regime não foram presas, apenas os altos funcionários.

“Espero que as pessoas deste país se sintam orgulhosas quando assistirem o filme e verem pelo o que conseguiram passar. Eu espero também que o filme mostre a beleza e o amor da família e como é ser cambojano.”

A ligação de Jolie com o Camboja começou durante as filmagens de “Lara Croft: Tomb Raider” no ano 2000, e cresceu ainda mais quando ela retornou ao país como voluntária do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (UNHCR/ACNUR), da qual, agora, ela é Enviada Especial. A ligação com país foi, então, cristalizada quando ela adotou seu primeiro filho, Maddox (15), em um orfanato localizado na cidade de Battambang em 2002.

“First They Killed My Father” deverá ser lançado pela Netflix em Setembro deste ano.

Vídeo:

Texto: People



23.fev
Angelina Jolie passeia com Knox e Viv no Camboja

Nos últimos dias, a cineasta Angelina Jolie e seus dois filhos mais novos, os gêmeos Knox (8) e Vivienne (8), foram fotografados enquanto passeavam pela cidade de Siem Reap, no Camboja.

O trio, que passeava de tuk tuk, visitou o Antigo Mercado da cidade e também uma livraria, já conhecida pela família em 2015.

Obs: As informações que constam nas imagens dizem que as fotos foram tiradas nesta quinta-feira, dia 23, no entanto, a julgar pela roupa e pela cidade em que Angelina estava, é possível que esta data esteja errada.

Fotos:

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• Candids > 2017 > ??/02/17 (20x)
• Candids > 2017 > ??/02/17 #2 (5x)



22.fev
No Camboja, Angelina Jolie fala sobre a violência sexual

Na noite desta terça-feira, dia 21 de Fevereiro de 2017, Angelina Jolie esteve em um evento organizado pela Embaixada Britânica no Camboja, onde falou sobre a violência sexual em conflitos.

Depois de participar da Premiere de seu novo filme, “First They Killed My Father”, no Estádio Olímpico Nacional, em Phnom Penh, a Enviada Especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR/ACNUR), fez uma homenagem aos sobreviventes de casamentos forçados e da violência sexual, praticados durante o regime do Khmer Vermelho, no Camboja. A atriz ainda prometeu continuar a defender mulheres e meninas que sofrem violência sexual em zonas de guerra.

Angelina – que co-fundou a Iniciativa de Prevenção à Violência Sexual ao lado de William Hague em 2012 – saudou os esforços em condenar a prática de casamentos forçados que aconteceram durante o período do regime do Khmer Vermelho, entre os anos de 1975 e 1979, no Camboja.

“Sou, naturalmente, muito consciente do papel desempenhado pelo sofrimento das mulheres cambojanas durante o genocídio. Eu congratulo o fato do julgamento do Khmer Vermelho ter começado a abordar esta questão e eu presto homenagem a todos aqueles que sobreviveram, incluindo aqueles que, tão bravamente, forneceram provas. Eu acredito que estes são como heróis para todos nós”.

Um número desconhecido de mulheres e homens passou por casamentos forçados durante o regime do Khmer Vermelho, que tinha como objetivo, destruir a estrutura da família tradicional cambojana e gerar uma nova população de descendentes fiéis ao regime.

A maioria foi forçada, sob a mira de armas e sob a ameaça de morte, a consumar essas uniões forçadas. No entanto, foram apenas nestes últimos anos, que os testemunhos de mulheres e homens sobreviventes a essa prática começaram a ser escutados. Muitos contaram suas histórias em “fóruns” criados por ONGs empenhadas em trazer esse tipo de violência sexual à tona.

O crime de casamento forçado é, agora, julgado pelo tribunal cambojano como parte de um caso conhecido pelo nome de “002/02”. Entretanto, esforços estão sendo feitos para que o crime de estupro, além do casamento forçado, também seja incluído nos casos que ainda não foram julgados.

O evento, que aconteceu nesta terça-feira, teve como objetivo fazer com que Angelina entrasse em contato com as pessoas que estão trabalhando nesses casos. Angelina ainda assegurou que estava “aqui para ouvir”.

“Por favor, por favor, me deixem saber como eu posso ajudar todo este grande trabalho que vocês tem feito e como eu posso dar voz a vocês”.

Thida Kus, a diretora executiva da ONG Silaka, que promove igualdade de gênero, disse estar feliz em poder discutir como os depoimentos dos sobreviventes podem ser usados para atingir as questões modernas de violência baseadas em gênero.

“As pessoas ainda discriminam as mulheres e as consideram apenas um objeto sexual. As pessoas não percebem que as mulheres são seres humanos”, disse Thida.

Fonte:

The Guardian

Fotos:

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• Trabalho Humanitário > 2017 > 21/02/17 – Camboja (5x)



21.fev
Angelina na Premiere de “FTKMF” em Phnom Penh

Na noite desta terça-feira, dia 21 de Fevereiro, a cineasta Angelina Jolie participou de mais uma Premiere do seu novo filme, “First They Killed My Father”. O evento aconteceu no Estádio Olímpico Nacional localizado na cidade de Phnom Penh, capital do Camboja.

Além disso, ainda nesta terça-feira, Angelina também esteve no Bophana Center para uma exibição especial (screening) do filme. O centro pertence ao cineasta e amigo de Angelina, Rithy Panh.

No domingo, dia 19 de Fevereiro, “First They Killed My Father” foi novamente exibido nos Terraços do Elefante, na cidade de Siem Reap.

Na Galeria também foram adicionadas fotos de Angelina junto com alguns fãs, tiradas no dia 18 de Fevereiro, em Siem Reap.

Vídeo:

Fotos:

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• Eventos > 2017 > Premiere “First They Killed My Father” Phnom Penh (??x)
• Eventos > 2017 > Screening “First They Killed My Father” Phnom Penh (??x)
• Eventos > 2017 > Screening “First They Killed My Father” Siem Reap (3x)
• Candids > 2017 > 18/02/17 (8x)



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